21
Jun 11

Os 10 mandamentos para conseguir emprego

Criar o seu negócio, apostar na formação ou arriscar uma carreira internacional são algumas das saídas.

Qualquer pessoa que construiu um império ou mudou o mundo já se sentou nessa cadeira". A frase é de George Clooney para um funcionário que está a despedir. No filme "Nas Nuvens" o actor trabalha numa empresa que tem como única função despedir funcionários de outras empresas.

Este diálogo dificilmente poderia passar-se em Portugal porque estas empresas ainda não chegaram ao mercado nacional. Mas são cada vez mais os quadros médios e superiores a ouvir a frase "está despedido!". Não é assim de estranhar que no final do primeiro trimestre deste ano a taxa de desemprego já fosse de 12,4% da população activa, o valor mais alto desde que há estatísticas de desemprego. No total são já mais de 688 mil pessoas desempregadas. Uma situação que não tem de ser uma fatalidade e que poderá mesmo ser a oportunidade para mudar de vida, como Cloney tentava convencer a dezenas de quadros de empresas que despedia ao longo do filme.

Porque não? Criar o próprio negócio, aumentar as competências, mudar de carreira ou experimentar o mercado internacional são algumas das hipóteses que devem ser consideradas.

"Infelizmente pode ter uma prestação excelente e ver-se desempregado por razões que lhe são completamente alheias", sublinha Mariana Branquinho da Fonseca, ‘partner' da Heidrick & Strugles. Depois do choque de ficar sem emprego, o maior erro que se pode cometer é "ficar-se sentado à espera que o telefone toque, porque isso não vai acontecer", acrescenta esta responsável da empresa de ‘head-hunting'. O passo seguinte é fazer alguma coisa que "acrescente valor e competências que sirvam os seus objectivos profissionais", acrescenta. Apostar no ‘network', falar com pessoas e manter-se sempre em contacto. "Conheço um caso de um quadro que alugou um espaço fora de casa, estudou imenso e aproveitou para construir uma rede de contactos", acrescenta a especialista. Pouco tempo depois tinha voltado ao mercado de trabalho.

Há também que alargar o leque de possibilidades e não se fixar apenas numa opção de carreira, sublinha Luís Sousa Lobo, professor no INSEAD, uma das melhores escolas de MBA do mundo. Uma mudança de carreira que deve passar por frequentar uma formação. "Se tiver uma função técnica, deve aumentar as suas valências fazendo uma formação em gestão, se trabalhou na área de marketing deve optar por fazer uma formação noutra área ", aconselha António Gomes Mota, director da ISCTE Business School. Aprender a dominar uma língua estrangeira, como o inglês, é outra das competências que o podem valorizar na corrida para regressar ao mercado de trabalho.

Preparar o seu currículo e a sua prestação para entrevistas de emprego é essencial. E nunca deve excluir candidatar-se a um lugar fora de portas. Brasil, Angola, Moçambique e Médio Oriente são alguns dos mercados sedentos de mão-de-obra qualificada. Só no Brasil, estima-se que este ano abram vagas para 1,9 milhões postos de trabalho. De acordo com os números publicados na revista Exame brasileira, até 2015 deverão ser precisos oito milhões de novos profissionais. Até porque vivemos "num mundo a dois ritmos: a Europa e os Estados Unidos estão em crise, mas o resto do mundo, no Brasil, Ásia e Médio Oriente, está em grande crescimento", sublinha o professor português que ensina os alunos do INSEAD a tomar as melhores decisões.

Crie o seu próprio emprego
Depois há a hipótese de criar o seu próprio emprego. Uma opção dois em um: garante o seu posto de trabalho e ajuda a economia portuguesa. Mas não deve aventurar-se de qualquer maneira. Mais uma vez a formação é a resposta. Na ISCTE Business School há uma pós-graduação em empreendedorismo que o pode ajudar a lançar o seu negócio.

Depois, pode sempre recorrer aos ninhos de empresas como a DNA Cascais, uma agência de apoio ao empreendedorismo criada pela autarquia. Se está desempregado e tem uma boa ideia pode apresentá-la. O projecto passa por uma triagem que afere a viabilidade e o grau de risco e se for aprovado segue para um processo de elaboração do plano de negócio, com apoio. Há também uma fase "em que se tenta mitigar os riscos, para que quando a empresa for criada as possibilidades de sucesso sejam maiores", sublinha Marcos Fernandes, responsável pela DNA Cascais. Depois, o projecto é apresentado a potenciais financiadores. Até agora, nasceram já cerca de 130 empresas e 80% estão a facturar de vento em pompa. No caso de ser mulher, tem ainda um programa de apoio à formação de empresas da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, que já criou cerca de 200 empresas envolvendo 1.300 mulheres.


Os dez mandamentos do desempregado

1 - Não se deixe deprimir
Pena de si próprio é o que não pode sentir. Tente pensar positivamente. Levante-se de manhã, leia jornais e saia de casa como se fosse para ir trabalhar e faça da procura de emprego o seu emprego a tempo inteiro. Fale com amigos e conhecidos e não se isole nem se feche em casa porque esse não é, de todo, o espírito que se quer.

2 - Faça um bom currículo
Um bom currículo é essencial para quem avalia a sua candidatura. Actualize o seu e siga algumas regras básicas. Desde logo, o currículo deve ser pequeno e não exceder as duas páginas e incluir interesses que não só os curriculares. Saiba também que os vídeo-currículos estão na moda.

3 - Mantenha-se actualizado
Leia jornais, ‘sites', navegue na Internet, vá às redes sociais, ao Facebook, fale com amigos, envie e-mails, etc... Manter-se actualizado sobre o que se passa é muito importante para não se desligar do mundo só porque não está a trabalhar. Não só para se manter ocupado, mas para estar mais preparado se, de repente, conseguir uma entrevista de emprego.

4 - Estabeleça contactos
O ‘networking' é fundamental, nos dias de hoje, para conseguir emprego. Ligue a amigos, conhecidos e consultores de recrutamento. Diga-lhes que está à procura de emprego. Apareça. Combine tomar um café, conte que está desempregado, dê a conhecer as suas habilitações e o tipo de ocupação que procura. Faça com que se lembrem de si.

5 - Procure empresas em contra-ciclo
Essas são as empresas que poderão estar a contratar. É importante que se mantenha a par e perceba o que se passa no mercado e onde poderão estar as oportunidades de emprego. Para isso, leia e mantenha-se a par para detectar quais é que são essas empresas que, apesar da crise, estão em contra-ciclo e podem estar a aceitar novos colaboradores.

6 - Prepare-se bem para a entrevista
Faça o trabalho de casa. Leia tudo o que encontrar sobre a empresa a que se vai candidatar, o sector de actividade, etc. Prepare-se bem. Antecipe respostas para perguntas que lhe possam fazer. Construa uma descrição interessante do seu perfil e argumente bem porque deve ser o candidato escolhido. E não se esqueça que a aparência também conta.

7 - Adeque o seu perfil à função 
Adeque o perfil e as competências à função a que se está a candidatar, mas sem mentir. No fundo, tente lembrar-se do que no seu perfil é mais adequado para desempenhar aquele lugar e o que poderá agradar mais a quem o vai entrevistar. Explique bem porque aquele lugar é feito para si. Mas não minta porque esse é um erro que pode vir a ser fatal.

8 - Seja pró-activo
Apresente ideias e projectos que pode vir a desenvolver na empresa caso esta o venha a contratar. Pense nisso bem antes de ir à entrevista. Uma atitude pró-activa é sempre bem recebida e pode marcar a diferença na comparação com outro candidato. Pense bem na ideia, nos argumentos para a defender e como convencer os interlocutores.

9 - Não diga mal de quem o despediu
É um erro tentador, mas que pode ser prejudicial. Não se mostre zangado nem caia no erro de dizer mal de quem o despediu nem entre em demasiadas explicações sobre o que se passou. Limite-se a dar uma explicação consistente para o que aconteceu, mostrando que é uma história passada. E não perca tempo a queixar-se e a culpar a economia por ter perdido o emprego.

10 - Seja interessado e flexível
Não coloque demasiadas condições para aceitar o emprego e sobretudo não seja arrogante, mas também não exagere na gratidão, porque demonstra falta de confiança. Seja interessado e flexível, sem abdicar do que considera essencial. Tenha bem definido, à partida, até onde pode ceder e aquilo de que não pode abrir mão seja a nível de salário ou de outros direitos.


Programas de apoio

80%
Cerda de 80% das 130 empresas criadas com o apoio da DNA Cascais estão de vento em pompa. Criada há quatro anos e meio pela Câmara ds Cascais, esta agência de apoio ao empreendedorismo apoia a criação de negócios. Se está desempregado e tem uma boa ideia de negócio pode candidatar-se ao apoio para a criação de novos negócios.

200
O programa de Apoio ao Empreendedorismo Feminino já ajudou a fundar cerca de 200 empresas. Promovido pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), conta com o apoio do Eixo 7.6 do QREN. O programa apoia associações que avancem com acções de formação para as mulheres que queiram lançar a sua própria empresa.

1,9
Estima-se que este ano sejam criadas cerca de 1,9 milhões de postos de trabalho no Brasil. Numa economia em rápido crescimento, aumenta a procura de mão-de-obra qualificada. Até 2015 estima-se que sejam precisos oito milhões de novos profissionais. Angola. Moçambique, China e índia são outros dos países em que pode apostar.

30
O mestrado em Empreendedorismo e Inovação do ISCTE-IUL existe desde 2001, já contou com mais de 180 participantes e deu corpo a mais de 30 projectos inovadores. A formação foi concebida de forma a dar respostas às necessidades de cada projecto e equipa empreendedora, segundo a apresentação do mestrado.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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20
Jun 11

O que vai mudar no subsídio de desemprego

Entram 78 mil milhões de euros em ajuda externa para Portugal cumprir as exigências da sua elevada dívida pública, alteram-se os apoios sociais. O subsídio de desemprego é o paradigma da contenção e da austeridade assumidas no Memorando de Entendimento Sobre as Condicionalidades de Política Económica entre o Governo português e o Banco Central Europeu, União Europeia e Fundo Monetário Internacional.

 

O subsídio de desemprego vai ter novas regras.

Contudo, as mudanças só deverão começar a acontecer no princípio de 2012. Até lá esteja atento ao quadro que existe hoje para receber o subsídio de desemprego e saiba o que vai acontecer depois de aplicado o previsto no acordo de ajuda externa.

Quem tem acesso?

Hoje
Os requisitos principais para ter hoje direito a receber o subsídio de desemprego passam por: 1) Ter tido um contrato de trabalho por conta de outrem 2) Estar desempregado involuntariamente e 3) Ter realizado contribuições para a Segurança Social durante pelo menos 450 dias (15 meses) nos últimos 24 meses antes da data de desemprego.

Depois do memorando
Segundo o acordo de austeridade ligado à ajuda externa, introduzem-se duas novas possibilidades:

  • Ter direito ao subsídio de desemprego com apenas 12 meses de contribuições nos últimos 24 mesesantes da data de desemprego.
  • Alargamento do subsídio de desemprego aos trabalhadores independentes que prestem serviços regularmente a uma única empresa.

Exemplo:
Um trabalhador foi despedido por extinção do posto de trabalho de uma empresa que o tinha contratado há 13 meses. Antes desse emprego, o trabalhador estava a estudar, portanto a história contributiva nos 24 meses antes da data de desemprego é de apenas 13 meses.

Antes da aplicação das premissas do memorando, o trabalhador não tem acesso ao subsídio de desemprego (não tem 15 meses de “descontos”). Se o plano de “troika” estivesse já aplicado, poderia contar com subsídio (pelo menos 12 meses).

Quanto tempo pode durar?

Hoje
O subsídio de desemprego é uma prestação social que pode ir actualmente até aos 38 meses, isto é, 1140 dias, dependendo da idade do desempregado e da carreira contributiva. (Saiba mais sobre o prazo do subsídio)

Depois do memorando
Com o entendimento entre Governo e instituições internacionais, existirá um limite máximo de 18 meses de duração do subsídio, mas ficam de fora desta medida os actuais desempregados e não se reduzem os direitos adquiridos dos trabalhadores, segundo o texto do acordo.

Exemplo:
Um trabalhador de 38 anos que tenha ficado desempregado involuntariamente com 10 anos de contribuições para a Segurança Social, poderá contar actualmente com um subsídio durante um período máximo de 20 meses. Com o que está escrito no texto do memorando, os novos contratados que venham a ser despedidos só poderão receber o subsídio por um período máximo de 18 meses.

Qual o montante máximo?

Hoje
Existe actualmente um limite máximo ao subsídio de desemprego que se cifra no triplo do IAS (indexante de apoios sociais=419,22 €), quando os outros limites máximos não se verifiquem, como os 75 por cento do último salário líquido. O limite é então de 1257,66 euros. (Saiba como calcular o montante do subsídio)

Depois do memorando
Com o texto do acordo, o limite máximo cai para as 2,5 vezes o IAS, isto é, para os 1048,05 euros. Isto é, nenhum dos novos desempregados, depois da aplicação de nova legislação, poderá ter um subsídio de desemprego superior a 1048,05 euros, independentemente da carreira contributiva e do nível de salário anterior ao despedimento.

Além disso, existirá uma redução progressiva do montante do subsídio que começa depois de 6 meses do início da duração do subsídio e vai até ao final da prestação.

Exemplo:
Se um trabalhador tiver tido um salário bruto de 2000 euros (com uma taxa de retenção de IRS de 18,5 por cento) nos 12 meses antes da data de desemprego, o subsídio com as regras actuais seria de 1233,75 €.

Um trabalhador nas mesmas condições remuneratórias que fique desempregado depois de aplicadas as alterações indicadas no texto do entendimento entre FMI, UE, BCE e Governo português, não poderá receber de subsídio mais de 1048,05 euros.

Quando se esperam alterações?

Até ao quarto trimestre deste ano, o Governo tem de traçar um plano de acção com objectivos de reduzir o risco de desemprego de longa duração e fortalecer as redes de apoio social.

Nos primeiros três meses de 2012, legislação efectiva sobre estas questões é o que se pede no acordo assinado.

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/

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17
Jun 11

Emprego: terceira maior quebra na Zona Euro

O emprego em Portugal recuou 1,6% nos primeiros três meses do ano, face ao mesmo período do ano passado. Este valor representa a terceira maior quebra entre os países do euro, segundo dados divulgados esta quinta-feira pelo Eurostat.

Mesmo assim, este resultado é melhor face ao trimestre anterior, quando o emprego derrapou 1,8% face ao homólogo.

À frente de Portugal só a Grécia e a Eslovénia, onde o emprego caiu 5,0% e 2,3%, respectivamente. Já no conjunto da UE a 27, está ainda a Roménia, com um corte no emprego de 2,7%, e a Bulgária (-3,5%). 

Em comparação com os últimos três meses de 2010, o emprego caiu 0,1% no primeiro trimestre em Portugal, uma tendência que contrasta com a da Zona Euro e da União Europeia a 27, onde o emprego ficou estável.

Já em comparação com os primeiros meses de 2010, o emprego cresceu 0,1% entre os países do euro e subiu 0,3% na União a 27.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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15
Jun 11

As 5 melhores formas de encontrar emprego

No século XXI encontrar emprego é sinónimo de sentar-se na sua cadeira, ler o jornal e pesquisar na Internet. Para o ajudar nesta odisseia existem inúmeros classificados e sites que o orientam no sentido de ir ao encontro do cargo para as suas competências. 

 

Contudo, tendo em conta que o número de desempregados em Portugal já ultrapassa os 600 mil, a concorrência é muita e é imperativo ser criativo na procura, sob pena de ficar perdido entre os milhares de candidatos a um trabalho. Existem outras formas de procurar emprego, que podem parecer “fora de contexto”, mas que por serem menos comuns podem tornar-se na sua tábua de salvação.

Podem não ser os métodos mais ortodoxos para encontrar emprego, mas são com certeza alternativas a considerar, uma vez que têm as mais elevadas taxas de sucesso, de acordo com o livro “De Que Cor É o Seu Pára-quedas” – um guia sobre como encontrar emprego e mudar de carreira, da autoria de Richard Bolles, um dos gurus americanos da gestão de carreira.

Segundo o escritor, uma vez que a energia se esgota com o passar do tempo, é importante saber quais as melhores estratégias para começar esta busca, antes que a moral vá abaixo e a energia se esgote antes de ter contemplado todas as alternativas. Assim, aqui ficam as cinco melhores formas de encontrar trabalho, de acordo com o livro “De Que Cor É o Seu Pára-quedas”, que é um sucesso há três décadas e que vendeu mais de 10 milhões de exemplares, segundo a Actual Editora.

1º – Perguntar a conhecidos – 33% de êxito

Networking – pedir informações sobre empregos a familiares, amigos ou membros da sua comunidade – é, segundo o autor do livro, uma das melhores formas de encontrar um emprego. A pergunta que deve fazer é simples: sabe de algum emprego no seu local de trabalho ou noutro sítio?

2º – Bater à porta de um empregador – 47% êxito

Vá directamente bater à porta de uma empresa que lhe interesse, mesmo sem saber se existem vagas. Este é um método de sucesso, porque se se apresentar pessoalmente tem sete vezes mais hipóteses de encontrar emprego do que apenas se se limitar a enviar currículos.

3º – Vá pelos seus dedos – 69% de êxito

Recorra por sua conta às Páginas Amarelas para identificar temas ou áreas que lhe interessem e depois telefone ou faça uma visita pessoal aos empregadores listados nesses ramos para saber se estão a contratar pessoas para o tipo de trabalho que pode desempenhar. Ao telefonar para alvos específicos, tem dez vezes mais hipóteses de encontrar emprego do que se se limitar a enviar currículos.

4º – “Clube do Emprego” – 84% de êxito

Junte-se a outras pessoas que procuram emprego, como se formassem um “clube do emprego”, utilizando as Páginas Amarelas para identificar temas ou áreas que vos interessem e depois telefonem ou visitem as instalações pessoalmente para saber se estão a contratar alguém. Terá onze vezes mais hipóteses de encontrar emprego do que se se limitar a enviar currículos.

5º – Mudar de vida – 84% de êxito

Fazer uma procura de emprego que corresponda a uma mudança de vida é outras das melhores soluções, segundo o livro. Este método exige que faça um trabalho de casa abrangente sobre si próprio, nomeadamente responder a três perguntas: Quais? Onde? Como? Ou seja, quais as suas competências e onde é que gostaria de trabalhar e como lá chegar.

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/

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08
Jun 11

Cavaco Silva denuncia dificuldades de quem quer criar emprego em Portugal

 O Presidente da República denunciou hoje as dificuldades sentidas por quem quer investir e criar emprego em Portugal, apontando a importância da diáspora para ultrapassar as dificuldades.

 

“São frequentes as queixas dos nossos compatriotas, motivados para investirem em Portugal, de que os seus esforços esbarram com regras incompreensíveis, tempos de espera inaceitáveis e tratamentos inadequados para quem pretende apostar em criar emprego e prosperidade no seu país”, afirmou o chefe de Estado, Aníbal Cavaco Silva, na cerimónia de entrega do prémio “Empreendedorismo Inovador na Diáspora Portuguesa”. 

No entender do Presidente da República, “a diáspora, os empreendedores e a inovação” são três elementos fundamentais para que Portugal consiga ultrapassar as dificuldades. Cavaco Silva explicou que a recuperação da economia portuguesa depende muito da capacidade de reforçar a sua ligação com “a economia mundial, de intensificar a capacidade dos empreendedores estabelecerem ligações globais em redes de inovação”. 

Contudo, avisou, este esforço não terá o sucesso desejável porque os membros das comunidades da diáspora “acabam, frequentemente, por chocar com os constrangimentos e as barreiras institucionais impostos pela sociedade de origem”. 

Cavaco Silva defende que a aproximação à diáspora terá de passar, rapidamente, das palavras aos actos, nomeadamente através da colaboração entre instituições nacionais, empresas e outras organizações. “Todos não seremos demais para mobilizar esse enorme capital social que a diáspora portuguesa representa. Como já afirmei antes, mobilizar os seus recursos terá, inevitavelmente, de se tornar uma prioridade nacional”, afirmou o Presidente da República, terminando o seu discurso com a frase “Portugal precisa de trabalho, trabalho, muito trabalho”.

fonte:http://www.publico.pt/

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04
Jun 11

Profissões de futuro

Que novas necessidades estamos a produzir?

Os avanços da ciência e da técnica indicam um novo mercado laboral. Nestes tempos de crise e desemprego, é bom saber que vêm aí novas profissões.

Em que irá trabalhar daqui a 20 anos? A empresa britânica Fast Future, especializada em detectar tendências, ouviu centenas de peritos de todo o mundo para identificar quais serão as profissões mais cotadas daqui até ao ano 2030. Segundo os consultores, a maior parte estará relacionada, de uma maneira ou de outra, com a chamada “teoria do pequeno BANG” (uma alegoria do Big Bang), cujo nome reúne quatro elementos essenciais para a ciência do século XXI: os bits de informação, os átomos da matéria, os neurónios do cérebro e os genes que integram o código da vida. Embora o panorama seja de incerteza, parece que aqueles que vierem a exercer os novos ofícios nos ajudarão a enfrentar melhor o futuro, o qual, segundo os entendidos na matéria, será marcado por desafios como o desenvolvimento sustentável ou o apogeu dos meios sociais.

E.S.

 

Agricultor urbano

Dentro de duas décadas, as hortas cultivadas na vertical ter-se-ão transformado num elemento habitual da paisagem urbana. Surgirão, possivelmente, em arranha-céus, edifícios que podem resolver dois problemas previsíveis: o aumento da população (5000 milhões de pessoas habitarão as cidades em 2030, segundo a ONU) e a escassez de terrenos de cultivo para produzir alimentos para tanta gente. Alfaces, tomates, cenouras, beringelas, morangos e ervas aromáticas crescerão nos terraços e varandas envidraçadas de edifícios de arquitectura sustentável, os quais funcionarão com energia eólica e solar, além de reciclarem as águas residuais da cidade para a rega. As instalações serão dirigidas por cientistas, encarregados de criar e manter o microclima adequado para o cultivo das plantas e a criação de animais, além de zelarem pelo controlo da qualidade final dos produtos.

Segundo Dickson Despommier, professor da Universidade de Columbia (Nova Iorque) e autor do conceito de “quinta vertical”, um edifício de 30 andares poderia alimentar entre dez e cinquenta mil pessoas. As vantagens não terminam aqui: com esta fórmula inovadora, não se perderão colheitas por causas meteorológicas e também não será necessário recorrer a fertilizantes ou pesticidas nas plantações.

 

Manipulador de lixo digital

É possível que o saber não ocupe lugar, mas a informação ocupa. Em muitos casos, com efeito, os equipamentos informáticos que usamos em casa e no trabalho, incluindo os gadgetsque andam connosco, acumulam uma imensidão de dados que, na realidade, não nos servem para nada. Por isso, cabe ao especialista encontrá-los e deitá-los fora. O trabalho consistirá em desenvolver aplicações que permitam uma limpeza programada e periódica dos dados excedentes que armazenamos (cookies, registos de transacções electrónicas, ficheiros duplicados, etc.), assim como aconselhamento sobre a informação de que podemos prescindir. Embora pareça relativamente simples, implica uma grande responsabilidade, pois estes profissionais poderiam apagar dados importantes sem deixar qualquer vestígio da sua existência.

 

Guia de turismo espacial

A empresa Virgin Galactic é a primeira companhia a oferecer viagens comerciais ao espaço, e está previsto que o seu espaçoporto, situado no Sul do Novo México (Estados Unidos), acolha os primeiros voos ainda durante este ano. Mais de 300 clientes já reservaram os seus lugares, pelo preço astronómico de 200 mil dólares cada um. No entanto, quando a oferta de turismo espacial (ou mesmo as viagens à Lua ou a Marte) estiver ao alcance de mais bolsos, irá certamente aumentar a procura tanto de pilotos espaciais como de guías turísticos com formação em astronomia, cosmologia, geografia e geologia lunar. Irá também haver muita procura de arquitectos com especialização espacial, como os que trabalham actualmente no Centro Internacional de Arquitectura Espacial Sasakawa (SICSA), na Universidade de Houston (Estados Unidos), envolvidos em projectos como uma estufa marciana ou veículos em que os excursionistas do espaço poderão percorrer outros mundos de máquina fotográfica às costas. Por sua vez, uma empresa de Barcelona, a Galactic Suite, tem planos para colocar em órbita o primeiro hotel espacial já em 2012. Os futuros hóspedes darão uma volta ao mundo em cada 90 minutos e poderão assistir diariamente 16 vezes ao pôr-do-sol. “Será o nascimento do Homo spaciens”, diz o seu director, Xavier Claramunt.

 

Polícia do clima

Bombardear as nuvens com iodeto de prata para provocar artificialmente chuva é uma prática já aplicada, em determinadas ocasiões, por diversos países, e que se poderá tornar habitual no futuro. Embora a sua eficácia para combater a seca seja indiscutível, a técnica coloca também um problema evidente: a necessidade de controlar os efeitos sobre a atmosfera e o clima de outras regiões. Daí que pareça previsível a criação de um novo corpo policial para poder, com a assistência de climatólogos, conceder licenças para efectuar este tipo de actividades, inspeccionar as operações para verificar que decorrem dentro dos limites legais e perseguir terroristas climáticos e contrabandistas de iodeto de prata, entre outros eventuais novos delinquentes. Essas forças de segurança utilizarão veículos aéreos e sensores terrestres para detectar alterações não-autorizadas do clima em todo o planeta.

 

 

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Produtor de transgénicos

 

Arroz com vitamina A para evitar a cegueira por desnutrição; batatas nutritivas ricas em proteínas; girassóis para tratamento do cancro; galinhas a pôr ovos com fármacos contra a doença de Parkinson; vacas que produzem leite com a hormona do crescimento; tomates criados em água salgada; suínos com tantos ácidos ómega-3 como o peixe gordo; batatas e cereais que combatem a alergia ao pólen primaveril... Estes são apenas alguns dos organismos geneticamente modificados que poderemos ter sobre a mesa dentro de alguns anos. Uma nova geração de cientistas, especializados em engenharia genética, biologia e biotecnologia, assegurará o êxito da produção. Assim, poderão também cultivar-se em laboratório plantas transgénicas especialmente preparadas para limpar solos contaminados ou eliminar productos tóxicos dos cultivos. Terão igualmente ao seu serviço milhões de larvas do bicho-da-seda geneticamente modificadas para fabricar fios de teia-de-aranha, extremamente resistentes e elásticos. Sem dúvida, uma verdadeira revolução para a indústria têxtil do futuro.

 

Piloto à distância

O crescente intercâmbio comercial global dará origem a um aumento do volume do transporte de mercadorias e, por conseguinte, a uma maior utilização das cargas aéreas. Com este panorama de fundo, talvez surja a necessidade de especialistas em navegação para comandar e orientar os voos sem terem de estar fisicamente a bordo da aeronave. Estes profissionais trabalhariam num centro de controlo de tráfego aéreo, de onde verificariam que o avião percorria a rota pré-estabelecida. Embora possa parecer um cenário fictício, está muito mais próximo da realidade do que imaginamos. Em Junho de 2010, a Boeing apresentou oPhantom Eye (“Olho Fantasma”), um avião-espião com motor de hidrogénio, dirigido por controlo remoto, que pode voar a 20 mil metros de altitude durante quatro dias sem precisar de reabastecer. Seguindo esta ideia, talvez outras companhias possam utilizar um protótipo semelhante para os seus aviões de carga começarem a sulcar os céus sem tripulantes.

 

Criador de veículos mais limpos e eficientes

Dentro de pouco mais de 20 anos, os automóveis funcionarão com combustíveis alternativos, terão condução automática graças aos sistemas de navegação e serão concebidos para transportar robôs encarregados de cuidar de uma população que irá alcançar os 130 anos. Este é o vaticínio que se retira do relatório O Mundo no Ano 2030, elaborado pelo escritor e futurólogo Ray Hammond. O facto é que parece não andar longe da realidade. Em países como a Suécia, por exemplo, já foi anunciado que os carros a gasolina serão proibidos a partir de 2030. Serão necessários, para fabricar os automóveis que irão circular pelas estradas dentro de duas décadas, engenheiros e desenhadores industriais que conheçam as características dos novos combustíveis, como o biodiesel, o etanol ou o hidrogénio, além da tecnologia dos veículos eléctricos, evidentemente. As carroçarias feitas com materiais plásticos reforçados com fibra de carbono permitirão o aparecimento de automóveis muito mais leves. Alguns poderão mesmo ser autoconduzidos, e outros circularão tanto rente ao chão como pelo ar. Um futuro sem poluição e sem engarrafamentos? Quem sabe, tudo é possível!

 

Especialista em reciclagem

Hoje, basta separar simplesmente o lixo orgânico do papel, do vidro e dos plásticos, mas o que acontecerá quando houver uma grande quantidade de novos materiais sintéticos, como os que começam agora a aparecer? Uma reciclagem bem feita, além de nos ajudar a desfazer dos desperdícios de forma organizada, terá outros efeitos benéficos, com a preservação dos recursos e a redução do aquecimento global do planeta. Nessa altura, serão provavelmente precisos profissionais altamente especializados que os recuperem entre as montanhas de desperdícios contaminantes e que saibam reconverter os resíduos tóxicos em matérias-primas para a produção ou em novas fontes de energia não-poluentes. Talvez também seja necessário recuperar bactérias que aumentem incessantemente de número e possam, entre outras coisas, servir como reserva de carburante.

 

Corretor do tempo

Todas as coisas nos são alheias; apenas o tempo é nosso”, sentenciava Séneca há séculos. Sendo assim, quem nos proíbe de o vender? Actualmente, já existem bancos em que se obtêm créditos em troca de prestar serviços à comunidade (por exemplo, passear o cão ou pintar a casa de um vizinho), que podem depois ser utilizados na aquisição de préstimos oferecidos por outros membros. A filosofia parte do princípio de que toda a gente tem algo para dar e, também, algo para pedir em alguma ocasião. Chegaremos a contratar corretores, como na Bolsa, para agir como intermediários nestas transacções? Se assim for, estes profissionais irão mediar as permutas e ajudar a atribuir um preço (em unidades de tempo) a cada novo serviço proporcionado. Como forma de pagamento, terão também direito a créditos de tempo. Poderá mesmo chegar uma altura (por que não?) em que poderão mediar a troca de divisas de tempo por dinheiro.

 

Nanomédicos

Os peritos vaticinam que serão os licenciados mais bem remunerados dentro de duas décadas. Estes médicos serão especialistas em tratamentos ba­sea­dos na nanotecnologia, isto é, em escalas de um milionésimo de milímetro.

É verosímil que receitem novas vacinas em forma de gotas para o nariz ou pomadas dermatológicas, sem necessidade de agulhas, ou que introduzam na corrente sanguínea dos doentes com cancro nano-robôs, mais pequenos do que um grão de pó, que percorrerão o organismo em busca de células malignas, a fim de exterminá-las. Talvez utilizem, também, nanocompósitos para curar fracturas ósseas, e nanotubos de carbono para recuperar as lesões neurológicas causadas pela doença de Alzheimer. Os diagnósticos passarão a ser quase instantâneos graças aos microlaboratórios num chip, pequenos dispositivos portáteis que permitirão aos clínicos efectuar, simultaneamente, milhares de análises a partir de uma única célula.

 

Cirurgião da memória

O cérebro humano possui cerca de cem mil milhões de neurónios, e cada um estabelece, pelo menos, um milhar de ligações com as células vizinhas, o que implica que a nossa capacidade para armazenar dados ronda os 2,5 petabytes. Se a esperança de vida aumentar no futuro e a quantidade de informação que acumulamos ultrapassar esses limites, novos neurocirurgiões especializados em implantar chips de memória suplementar no cérebro virão em nosso auxílio. Além da especialização em anatomia e neurologia, terão conhecimentos em segurança informática e utilizarão firewalls e antivírus para proteger o aumento da capacidade de memória dos pacientes. É previsível que seja criada, a fim de controlar a sua actividade, uma Comissão para a Potenciação Neurológica, a qual deverá emitir um parecer favorável antes de qualquer intervenção. Os especialistas poderiam também aplicar as descobertas feitas recentemente por Andrés Lozano, neurocirurgião do Toronto Western Hospital (Canadá) que comprovou que a estimulação de determinadas zonas do cérebro humano com eléctrodos permite recuperar memórias e conhecimentos esquecidos há anos.

fonte:http://www.superinteressante.pt

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01
Jun 11

Trabalho: Estágios profissionais obrigatoriamente remunerados a partir de setembro

Os estágios profissionais com mais de três meses terão de ser obrigatoriamente remunerados a partir de setembro, uma mudança que segundo o secretário de Estado do Emprego vai melhorar a entrada dos jovens no mercado do trabalho.

Segundo o decreto-lei hoje publicado em Diário da República, o novo regime “aplica-se a estágios profissionais”, sendo obrigatório atribuir ao estagiário um “subsídio de estágio, cujo valor tem como limite mínimo o correspondente ao indexante dos apoios sociais”, atualmente em 419,22 euros segundo o portal da Segurança Social na Internet.

Além disso, o estagiário tem ainda direito ao “pagamento do subsídio de refeição por cada dia de estágio” ou, em alternativa, a refeição fornecida pela entidade empregadora.

Este regime “vem preencher uma lacuna que é a necessidade de perceber que, durante um período de estágio longo, o estagiário está em formação mas também presta trabalho e não podemos continuar a tolerar que esse trabalho seja explorado sem qualquer tipo de compensação”, disse à agência Lusa o secretário de Estado do Emprego e Formação Profissional, Valter Lemos.

“Este é um passo muito importante no que respeita à melhoria de condições de entrada dos jovens no mercado de trabalho”, acrescentou.

Este regime aplica-se a contratos de estágios de duração não superior a um ano salvo estágios para aquisição de uma habilitação profissional, que podem ir até 18 meses. Já os estágios de muito curta duração, não superiores a três meses, podem ser "dispensados” do pagamento do subsídio de estágio, segundo o diploma.

Ainda de acordo com o decreto-lei hoje publicado, os estagiários também passarão a descontar para a segurança social.

“Ao contrato de estágio aplicam-se as disposições relativas às contribuições para a segurança social em vigor”, lê-se no decreto-lei n.º 66/2011, hoje publicado.

Segundo o secretário de Estado, “a novidade dos descontos para segurança social já tinha sido estabelecida numa legislação anterior relativa aos estágios profissionais subsidiados pelo Estado”, sendo agora estendida a todos os estágios profissionais.

Questionado sobre quantos estagiários poderão beneficiar deste novo regime, Valter Lemos afirmou serem “muitos milhares”, salientando ser difícil precisar números uma vez que “não existe nenhum registo dos estágios de caráter privado”.

Até agora “não havia obrigatoriedade de inscrever jovens na segurança social, nem a obrigatoriedade de os inscrever para efeitos de remuneração”, explicou.

Segundo o governante, os estágios subsidiados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) foram de 40 mil o ano passado, estando previstos 50 mil para este ano.

O novo regime, acordado em concertação social, aplica-se aos estágios que comecem 90 dias após a entrada em vigor da publicação deste decreto-lei (terça-feira), no início do mês de setembro.

fonte:http://noticias.sapo.pt/

 

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25
Mai 11

Guia do primeiro emprego

A transição entre a saída da universidade e a entrada no mercado de trabalho não é uma etapa fácil. Com as projecções europeias a apontar para um desemprego de 13 por cento já no próximo ano e os dados de Março do Instituto de Emprego e Formação Profissional a mostrarem uma taxa de desemprego para menores de 25 anos de 12 por cento, conseguir trabalho é hoje uma tarefa árdua.

 

Para os jovens que procuram o primeiro emprego, o desemprego ronda agora os 7,5 por cento, contudo nem todos os que estão à porta do mercado de trabalho estão inscritos nos centros de emprego, o que dificulta o apuramento dos dados. 

Para quem está a fazer pela vida e quer começar a longa jornada no mercado do trabalho, o Saldo Positivo reuniu num só guia alguns elementos a ter em conta, com o intuito de facilitar a sua inserção profissional. 

Carta de motivação

É uma das principais componentes da sua candidatura. Mencione as suas habilitações académicas e respectivas universidades nas quais estudou. Explique as razões que o levam a candidatar-se à oferta de emprego e faça referência àquilo que pode trazer de novo para a empresa onde vai trabalhar, tendo por base os seus conhecimentos, competências e experiência profissional adquiridos. 

carta de apresentação deve ser bem redigida, as ideias devem ser claras e não pode de forma alguma conter erros ortográficos. Deve dirigir a carta de motivação ao responsável do departamento, ao director da empresa, ou à pessoa que está a coordenar o processo de recrutamento. Utilize linguagem formal, mas evite a robustez do vocabulário. Personalize a carta de acordo com o cargo e a empresa a que se candidata, de modo a que não pareça um modelo de carta de motivação previamente concebido. 

Currículo

É um resumo da história da sua vida que sintetiza o seu percurso escolar, académico e profissional. O currículo será a porta de entrada para uma entrevista e posteriormente para uma oferta de emprego.Os currículos devem ser sempre acompanhados por uma carta de apresentação. A estrutura do currículo é bastante importante: convém que obedeça a uma certa ordem e que contenha separadores adequados. Actualmente o modelo europeu é o mais comum e o mais adoptado convencionalmente tantos pelos candidatos, como pelos empregadores. A ordem adoptada neste modelo é a seguinte: 

  • Dados Pessoais;
  • Experiência Profissional (do mais recente ao mais antigo);
  • Habilitações Literárias;
  • Formação Complementar;
  • Aptidões e competências pessoais (Conhecimento de línguas, informáticos, etc);
  • Aptidões e competências sociais.

Quando preencher os campos dedicados à experiência profissional, opte por apenas referir os cargos com maior relevo para si e para a função a que se candidata e que mais valorizam o currículo. Os seus interesses, hobbies, desportos, acções de voluntariado e experiências de intercâmbio no estrangeiro são detalhes muito valorizados, pois são pormenores que revelam muito da sua personalidade, capacidade de interacção com os outros, aptidões desportivas e artísticas, etc. 

Como preparar-se para uma entrevista

Consulte atentamente o site da empresa, tente perceber as políticas principais da companhia para a qual se candidata e leia os requisitos e as competências requeridas para a oportunidade a que se propõe. Tente perceber qual o dress code adoptado pelos colaboradores do departamento para onde vai trabalhar. Mostre interesse, disponibilidade e motivação para a função a que se candidata, explique as razões que o motivaram a enviar a sua candidatura e enumere as suas competências e qualidades que mais se adequam à função disponível. Faça uma introspecção prévia e pense no que pode trazer de novo à empresa, em forma de valor acrescentado. Procure encontrar um meio-termo entre o excesso de confiança e o excesso de modéstia, procure ser o mais convincente, mas o mais natural possível. 

Carta de recomendação

Peça uma carta de recomendação ao seu orientador de estágio, a um professor na faculdade, ou alguém com um cargo relevante numa empresa onde tenha estagiado. 

Trata-se de um documento escrito por alguém que escreve sobre as suas capacidades, competências e conhecimentos. O redactor da carta procura salientar as suas qualidades e justificar porque razão recomenda-o à empresa ou à instituição a que se candidata. Na maioria das vezes não é obrigatório apresentar uma carta de recomendação, mas é sempre uma mais-valia e uma forma de enriquecer a sua candidatura, uma vez que as referências são muito importantes num processo de recrutamento. 

Criação do próprio emprego

Actualmente existem muitos apoios e incentivos para a criação do seu próprio negócio, que vão desde a eliminação do capital social de cinco mil euros para a abertura de sociedade unipessoal ou por quotas, microcrédito, apoios e incentivos do IEFP e apoios ao empreendedorismo académico. 

Consulte a informação disponível no Saldo Positivo sobre as soluções de auto-emprego e equacione esta via para entrar para entrar no mercado de trabalho pela sua própria mão. 

http://www.saldopositivo.cgd.pt/crie-o-seu-proprio-emprego/ 

http://www.saldopositivo.cgd.pt/apoios-para-o-microcredito/ 

http://www.saldopositivo.cgd.pt/abc-do-empreendedorismo-academico/ 

Programa de estágios profissionais e curriculares

Mesmo que não aufira qualquer remuneração e apenas obtenha subsídios, os estágios curriculares durante três a seis meses, podem ser uma porta de entrada para o mercado de trabalho e para se inserir profissionalmente na sua área. Também existem os estágios parcialmente remunerados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional e a entidade empregadora. É uma excelente oportunidade para ganhar experiência e algum dinheiro. Não deixe de consultar as ofertas de emprego no departamento de estudos da sua faculdade, a que pertence o seu curso.  

Gabinete de Inserção Profissional da faculdade

Os empregadores muitas vezes procuram ir buscar os seus futuros colaboradores directamente às universidades, em vez de tornarem públicas as suas ofertas de trabalho. Muitas vezes existem protocolos entre as universidades e as empresas, de modo a facilitar a entrada dos alunos no mercado de trabalho e a melhorar as estatísticas de empregabilidade da faculdade.  

Seja arrojado

Adoptar novos modelos para se candidatar a uma empresa ou a uma oportunidade de emprego de forma mais apelativa, pode ser uma solução viável para que seja eleito para o cargo a que se candidata. Um currículo em vídeo, um site pessoal ou um portefólio animado, são formas de tornar a sua candidatura mais convincente, pois é mais cómodo para o empregador de analisar e além disso a originalidade com que se apresenta é um factor que abona a seu favor. Lembre-se que quem está a recrutar tem centenas de candidaturas para apreciar. Portanto, procure ser original e inovador, sem perder o profissionalismo e o sentido estético. 

Nem sempre as cartas de apresentação têm de obedecer à estrutura convencional, opte por criar uma abordagem diferente, introduzindo-se de uma forma arrojada, ou escrever algo que capte imediatamente a atenção da pessoa que irá ler. Tire partido das novas tecnologias, dos novos media e das plataformas interactivas. Se a sua profissão estiver ligada às artes, estes detalhes são muito valorizados.  

Aproveite as redes sociais

Actualmente as redes sociais são meios eficazes para trocar informações, ter conhecimento de novas oportunidades e criar bons contactos. 

O Linkedln é um site onde pode colocar o seu currículo online, mencionar as áreas onde gostava de trabalhar, pode ser recomendada por pessoas e vice-versa. Muitas empresas de recursos humanos utilizam esta rede para procurar possíveis candidatos e pesquisar currículos de acordo com os requisitos necessários. A criação de um perfil nesta página, dá-lhe ainda a possibilidade de poder vir a ser contactada por empregadores. 

O Facebook é a rede social com mais participantes, um excelente meio para encontrar pessoas, antigos colegasou amigos de quem perdeu o rasto. Se por sua vez é um ponto de encontro para manter contactos, por outro é também um meio onde se divulgam eventos, ofertas de emprego, anúncios e notícias. O perfil que cria, as fotografias que disponibiliza, os seus dados pessoais, as informações que partilha, podem ser consultadas durante o processo de candidatura, trazendo efeitos positivos ou negativos. Se trabalha com imagem o Flickr também o pode ajudar a divulgar o seu trabalho. No caso do vídeo os canais Vimeo e o Youtube poderão ser óptimos alicerces para se dar a conhecer. A Behance Network ou o Carbonmade são redes sociais muito utilizadas por criativos, pois possibilitam a publicação online dos seus portefólios. 

Cuidado com a sua reputação digital

Sem dúvida que as redes sociais trouxeram inúmeros benefícios, que em muito melhoraram a forma como as pessoas interagem entre si, divulgam informações sobre si próprias e dão-se a conhecer a nível global. No entanto, todas estas ferramentas online, podem potenciar o efeito contrário. O recrutador poderá excluí-lo ao fazer uma breve pesquisa pelo seu nome no Google, caso encontre em blogues, Twitter ou Facebook ou noutros sites, informações a respeito da sua vida privada que considere pouco compatíveis com o perfil da pessoa que pretende recrutar. Neste sentido, os candidatos devem ter bastante cuidado nos perfis que criam, com os textos que escrevem e com as imagens e fotos que publicam. Convém, de vez em quando, actualizar as suas informações que aparecem quando o seu nome é colocado no Google, de modo a transparecer uma melhor impressão possível de si para os outros, pois estas redes são muito usadas para a procura de referências e detalhes extra acerca de si próprio.  

Alguns sites onde pode encontrar emprego 

http://aeiou.expressoemprego.pt/ 

http://www.empregos.org/ 

http://www.net-empregos.com/ 

http://www.empregosonline.pt/ 

www.cargadetrabalhos.net 

http://www.pontodeemprego.com/

 

 

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/ 

 

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Alemanha oferece 350 mil empregos

A Alemanha tem 350 mil postos de trabalho para os quais está a tentar atrair profissionais portugueses.

De entre as profissões com maiores défices de mão-de-obra no país, que na década de 1970 recebeu milhares de emigrantes portugueses, destacam-se a área da Saúde, as engenharias e outras profissões especializadas, como trabalhadores metalomecânicos, canalizadores, electricistas ou mecânicos auto e as profissões ligadas aos transportes aéreos, avança hoje o Correio da Manhã.

Nos dias 14 e 16 de Junho, no Porto e em Lisboa, respectivamente, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) vai organizar uma iniciativa com o objectivo de dar a conhecer as oportunidades de trabalho que os portugueses podem aproveitar na Alemanha.

Os empregos podem ser consultadas na internet em www.iefp.pt/eures, onde também se podem fazer as inscrições para participar nas iniciativas de informação.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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23
Mai 11

Mais de 200 mil portugueses desistiram de procurar emprego

Mais de 200 mil portugueses desistiram de procurar emprego, por falta de qualificações, por causa da idade ou simplesmente pela perda de vontade de procurar um lugar no mercado de trabalho.

Segundo a edição de hoje do Público, se estas 204 mil pessoas entrassem para as estatísticas, o número de desempregados aumentaria dos 689 mil para os 892 mil desempregados, e a taxa de desemprego fixar-se-ia nos 15,5%.

Um cenário que parece estar para durar, tal como o caso dos desempregados de longa duração, que são já mais de metade dos desempregados e que se encontram afastados do mercado de trabalho há dois anos ou mais.

A este casos juntam-se ainda as 174 mil pessoas que dizem trabalhar menos horas do que seria desejável, o que os deixa numa situação de sub-emprego.

Com as medidas duras da troika, a precariedade poderá vir a afectar ainda mais estas pessoas, sobretudo pelo facto de 54% dos desempregados não terem qualquer tipo de protecção social.

A taxa de desemprego está, actualmente, nos 12,4%, um nível histórico.

fonte:http://diariodigital.sapo.pt/

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