30
Set 12

Dicas para encontrar trabalho em tempo de crise

Filhe de olhos e ouvidos abertos, fazer contactos e enviar currículos, mas com critério.

“É verdade que o recrutamento baixa um pouco nos meses de verão, sobretudo no mês de agosto, mas é sempre possível encontrar emprego”, lembra o presidente da empresa de trabalho temporário Egor, Amândio Fonseca.  Por isso, convém

Faça uma procura seletiva. Defina objetivos. Andar à procura de ‘qualquer coisa’ é o mesmo que andar à procura de nada. Mesmo que tenha várias áreas de procura (e currículos para cada uma), deve definir objetivos  que lhe vão permitir obter mais informações sobre o mercado, a empresa e a forma como esta faz recrutamento. Só com este tipo de dados é possível fazer a diferença na abordagem às empresas.

Aposte num CV coerente. Adapte o CV para cada sítio que enviar, tirando ou acrescentado os dados mais relevantes. Antes de enviar, informe-se sobre as pessoas certas a contactar e a melhor forma de abordagem.  Não ceda à tentação de enviar para toda a gente.

Prepare a entrevista. Informe-se bem sobre a empresa e o trabalho a que se está a candidatar. Só assim poderá mostrar que sabe exatamente de que forma a sua contratação seria uma mais-valia.

Dedique-se ao networking. Muitas vezes, a melhor forma de encontrar emprego é ser recomendado por alguém. Saber de uma vaga no momento certo faz toda a diferença. Para isso é preciso mobilizar a sua rede de contactos. Percorra a lista telefónica, envie mails, aceite convites e conheça pessoas novas. Quanto mais pessoas souberem que procura emprego e as qualificações que tem, melhor. Faça o seu marketing pessoal.

Descanse e divirta-se. Não tem de se sentir culpado por ir à praia ou estar a divertir-se porque não tem emprego. Lembre-se que nos momentos de lazer também está a reforçar e a ampliar a sua rede de contactos, algo precioso para quem procura emprego. Além disso, zela pela sua saúde mental. A vida continua, com ou sem emprego, e a alegria (ainda) não paga imposto.

Carpe Diem. Enquanto o emprego não aparece, vale a pena apostar no trabalho sazonal ou temporário, aconselha Amândio Fonseca. “Há setores que aumentam o recrutamento nesta altura, como a restauração, mas também é possível pensar noutros trabalhos, como o apoio a piscinas ou apanha de fruta no estrangeiro.” Substituir pessoas nas férias também não deve ser encarado como um preconceito, “até porque há muitas empresas que encaram o trabalho temporário como forma de conhecer as pessoas e depois fazem recrutamentos permanentes, acontece com muita frequência”, garante.



fonte: http://activa.sapo.pt/vida/trabalho/2012/09/30/dicas-para-encontrar-trabalho-em-tempo-de-crise#ixzz27yCBZM8t

publicado por adm às 17:00 | comentar | favorito
25
Set 12

Pesquisa de gás e petróleo aumenta procura por engenheiros

Bastonário regista "procura muito grande de engenheiros em Portugal para as indústrias extractivas de gás e de petróleo".

"Está a registar-se uma procura muito grande de engenheiros em Portugal para as indústrias extractivas de gás e de petróleo e existe uma crescente necessidade de as escolas superiores de engenharia se adaptarem a estas novas necessidades", defendeu hoje Carlos Matias Ramos, bastonário da Ordem dos Engenheiros.

Carlos Matias Ramos explicou que esta tendência também se verifica em outros mercados de língua portuguesa, nomeadamente Brasil, Angola, Moçambique ou Timor-Leste. Aliás, a crescente possibilidade de internacionalização que se deparou à engenharia nacional é outra das respostas do sector para contornar a retracção do mercado interno, em particular no segmento da engenharia civil.

É nessa lógica que a Ordem dos Engenheiros está a promover a realização, a 18 de Outubro, do 1º Congresso de Engenheiros de Língua Portuguesa, no Centro Cultural de Belém. A conferência inaugural responde à procura crescente das indústrias extractivas e traz a Portugal um dos maiores especialistas mundiais na extracção de petróleo em pré-sal, António Capeleiro Pinto, administrador da Petrobras.

A sessão plenária irá contar com as apresentações de diversos planos gerais e sectoriais de infra-estruturas e de desenvolvimento de Timor-Leste, Angola, Moçambique, Brasil e Cabo Verde. 

Haverá ainda oito sessões paralelas, organizadas pela Águas de Portugal, EDP, Portucel, Galp Energia, PT, APS - Administração do Porto de Sines, Direcção-Geral de Energia e Universidade do Minho, que servirão para empresas e engenheiros a título particular poderem verificar as diversas oportunidades de negócio e de emprego que existem nestes diversos países e nas referidas áreas de actividade.

A comemorar 75 anos de existência, a Ordem dos Engenheiros lança esta tarde o livro alusivo, da autoria de Maria Fernanda Rollo e Ana Paula Pires, numa cerimónia que será presidida por Carlos Matias Ramos.

 fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 23:03 | comentar | favorito
14
Set 12

Emprego: candidaturas portuguesas inundam ONU

Perto de 1.000 candidaturas de jovens portugueses «inundaram» as Nações Unidas nas últimas semanas, num concurso internacional de preenchimento de perto de 120 vagas em vários departamentos, escreve a Lusa.

«Para Portugal os números são elevados», admitiu Lynne Goldberg, do Departamento de Recursos Humanos da ONU, clarificando que as candidaturas portuguesas estão perto de 1.000, quando se aproxima o prazo de 20 de setembro para fecho do concurso.

«É um dos países de onde estamos a receber mais candidaturas, mas há outros assim. Temos um país com mais de 8.000», adiantou. 

Para Goldberg, a difusão nas redes sociais teve um papel importante na publicitação do concurso, destinado a preencher vagas de nível profissional no Secretariado da ONU em todo o mundo. No ano passado, a ONU teve mais de 35.000 candidaturas de jovens de até 32 anos. 5.000 foram selecionados para exame e apenas 98 passaram, nenhum deles português. 

As vagas a ocupar

Tal como países lusófonos, como o Brasil, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, Portugal é um dos países incluídos pelo segundo ano consecutivo no Programa de Jovens Profissionais da ONU, para preenchimento de até 120 posições na organização internacional.

Engenharia, assuntos económicos, sistemas de informação e tecnologias, assuntos políticos, informação pública e ciências sociais são algumas das áreas em que a organização internacional tem postos para preencher este ano.

De cada país serão selecionados, no máximo, 40 candidatos por grupo ocupacional, num total de 240.

As candidaturas serão recebidas através do sítio na internet careers.un.org, para um exame que para os pré-selecionados terá lugar a 05 de dezembro, em Lisboa e noutras cidades de residência dos candidatos.

O que se espera dos exames

O exame testa conhecimentos gerais, pensamento analítico e capacidade de planeamento, além de cultura sobre assuntos internacionais.

Segue-se um exame oral, em maio, e no mês seguinte os candidatos saberão se entraram, começando a trabalhar a partir de agosto de 2013, se forem escolhidos.

Em 2011, a ONU tinha nove portugueses em posições de nível profissional (P2), do género agora aberto a concurso. 

A estes juntavam-se outros 100 do staff geral e 338 polícias e militares portugueses ao serviço de missões da organização. 

O número de posições P2, num total de 3.300 existentes na organização, é significativamente menor do que as 12 a 21 a que o país tem direito, tendo em conta a sua contribuição para o orçamento da ONU, população e Produto Interno Bruto.

Contudo, não há quotas para preenchimento das vagas: serão colocados aqueles com melhores notas e o nome dos examinados não será facultado aos examinadores, apenas um número.

Os candidatos devem ter habilitação universitária, 32 anos completados este ano ou menos, falar fluentemente inglês e/ou francês, além de serem cidadãos de um dos países selecionados para o concurso.

 

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:12 | comentar | favorito
13
Set 12

Está desempregado? Mais de 400 já conseguiram

Primeiro curso de maquinistas foi aberto ao mercado em geral. Mais de 400 inscreveram-se

A Fernave decidiu ajudar os portugueses que estão no desemprego. A prova é que lançou o primeiro curso de formação inicial para maquinistas, aberto ao mercado em geral. Resultado: mais de 400 pessoas decidiram inscrever-se e assim tentar a sorte.

O curso, homologado pelo IMTT, acabou por ser «acolhido com grande entusiasmo por 400 pessoas, oriundas das mais variadas zonas do Norte ao Sul do País», diz a empresa em comunicado.

A iniciativa visa antecipar as mudanças no sector dos transportes, «garantindo a formação e certificação de profissionais para o sistema ferroviário nacional», neste caso, em particular, para a profissão de maquinistas.

Pretendendo dar resposta a todas as dúvidas e questões colocadas no âmbito deste curso, a Fernave vai realizar sessões de esclarecimentos, nos seus centros de formação, em Lisboa, Entroncamento e Porto, a 19 de Setembro, 24 de Setembro e 27 de Setembro, respetivamente. 

As sessões arrancam às 17h30 e são abertas a todos os interessados.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 21:56 | comentar | ver comentários (1) | favorito
09
Set 12

Está desempregado e procurar emprego está a ser uma dor de cabeça?

Se está nesta situação, saiba que a partir da próxima sexta-feira e durante todo o fim-de-semana vai haver uma formação gratuita para desempregados.

Está desempregado e procurar emprego está a ser uma dor de cabeça? Tem ideias para montar um negócio, mas não sabe por onde começar? Precisa de adquirir novas valências e não tem dinheiro para fazer formação?

Se está nesta situação, saiba que a partir da próxima sexta-feira e durante todo o fim-de-semana vai haver uma formação gratuita para desempregados.

A iniciativa pertence à Ideias & Desafios e vai já na 10ª edição anual. Sendo uma empresa de formação em vendas, o ‘workshop' será direccionado para a vertente comercial, uma vez que o objectivo final de qualquer empresa de bens ou serviços é conseguir vender, mas não só: abordará também questões de liderança.

Apesar da eliminação de postos de trabalho e do aumento do número de desempregados, ainda existem oportunidades de emprego em Portugal. É este o mote da "Acção de Formação Comercial e Liderança para Desempregados".

A empresa justifica este projecto como parte da sua política de responsabilidade social, garantindo que já ofereceu, gratuitamente, formação especializada a mais de mil desempregados, nos últimos anos, em nove ‘workshops' já realizados. "Esta é uma época em que a questão do desemprego já não é minoritária, é incontornável e atinge transversalmente todos os segmentos da sociedade", sublinha José Almeida, um dos responsáveis da Ideias & Desafios e criador da iniciativa.

Para o especialista, esta formação oferece ferramentas reais para quem está neste momento desempregado: "Um dos paradoxos que existe em Portugal é a falta de emprego versus a necessidade que as empresas têm de encontrar bons profissionais na vertente comercial. Pensando um pouco "fora da caixa", decidimos criar um projecto de formação gratuita que incidisse precisamente nesta área onde ainda há oportunidades reais".

Os resultados positivos desta formação reflectem-se na taxa de empregabilidade dos participantes, como explica o seu coordenador, José de Almeida. "Verificámos que entre 30 a 40% das pessoas que assistiram ao ‘workshop', no passado, conseguiram encontrar emprego nos meses seguintes ou criaram o seu próprio emprego", diz.
Para os interessados em participar no ‘workshop', que conta com 150 lugares, a inscrição é obrigatória. A Ideias & Negócios está há sete anos no mercado nacional e diz que este projecto funciona apenas com fundos próprios e dos parceiros associados.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 17:51 | comentar | favorito

Ainda é possível encontrar o emprego ideal?

Conseguir um emprego não é tarefa fácil, e se o objetivo for encontrar o emprego de sonho, o trabalho terá de ser redobrado. John Lees, especialista em carreiras, e autor do livro How to find a job you'll love, sabe que o mercado laboral está mais pequeno, com menos oportunidades, e com mais pessoas. Muitas coisas mudaram nos últimos anos, e a forma de abordar o mercado e a própria vida profissional também tem de ser outra. A recessão económica é a maior responsável pelas alterações, mas há coisas que já estavam a ser alteradas. As regras, têm de ser revistas, alerta o especialista.   

As tendências mudaram. Algumas coisas estavam a correr bem no mercado laboral bem antes da crise e da recessão. Para dar um exemplo, Lees lembra que se verificou “um crescimento nos empregos próprios, trabalhos de freelancing, e um boom nas vagas de emprego não publicitadas” - e apenas acessíveis através de uma boa rede de contatos. Estas são as tendências da última década, e que deve ter em conta.

O mercado laboral tornou-se mais pequeno, o que significa que embora existam vagas, e as pessoas continuem a procurar empregos, permanecem dificuldades essenciais, em certos segmentos da população, e certos sectores, em voltar ao mercado de trabalho. De maneira geral é preciso saber que agora é mais difícil encontrar um emprego, que há uns anos atrás, mas mais difícil ainda é encontrar o emprego certo. “É interessante perceber que quando entrámos nesta recessão, uma das previsões indicava para que os padrões se alterassem”. Como lembra, a razão para que as pessoas sentissem isso tem a ver com o facto de na recessão de há 20 anos atrás - no início dos anos 90 - não existirem telemóveis como existem agora. “O sentimento era de que se tinha de ficar em casa, ao lado do telefone, para o caso dele tocar. E aparentemente as vendas de instrumentos domésticos aumentaram, porque as pessoas passavam muito tempo em casa”.

Toda a gente está ligada através de tecnologia móvel. Estão fora e em contacto. Mas existe algo residual nesta tendência para ficar em casa e fazer mais pela procura de emprego a partir dali. A razão, está claro, é que existem mais oportunidades para ficar em frente do ecrã. E ali, existe a grande tentação de utilizar a Internet para salvar os problemas da carreira. “Nós sabemos que estar em casa a concorrer a uma vaga de emprego ou a enviar o currículo por email, é algo próximo de estar a trabalhar. Soa como uma ocupação, e por isso é atrativo”.

Sonhe alto. “Lembro-me - e isto foi há sete ou oito anos - de trabalhar com mudanças de emprego na Califórnia. Ali, a regra era: podes usar o teu computador para pesquisar e estabelecer contactos durante a tarde, mas durante o dia não fiques atrás do ecrã. Sai e fala diretamente com as pessoas”.

É um princípio simples, mas poucos se recordam dele no momento de ir à luta. Sentem que o emprego da felicidade, o emprego da satisfação pessoal, é um luxo num mercado tão estreito. Mas não é. Se agarrar um emprego que tem muito pouco a ver com as suas competências e experiência, existem grandes hipóteses de não ficar ali por muito tempo. E isto será algo que terá dificuldade em explicar quando lhe perguntarem sobre o passado.

Não é capricho. Tem a ver com dizer, bom, todo o trabalho é um compromisso. E se quer encontrar uma boa ligação entre o que o empregador procura e o que você quer retirar de um emprego, então tem de ser mais esperto que esforçado. Os mais espertos fazem as coisas de forma diferente, são resistentes, e criativos, refazem as regras. 
Ligam-se a quem interessa. “Muitas das pessoas com quem trabalho, acabam por dizer que não somos uma rede. Preferem dizer que é outra coisa qualquer”. Porque o que é, de facto, é seguir a curiosidade, procurar oportunidades para falar com pessoas. Facilmente irá começar a construir oportunidades para falar com pessoas que se relacionam com aquilo que quer fazer no futuro.

É de senso comum que quem procura emprego tem de estar ligado em rede.  Por isso, como conselho disse a alguém o que quer fazer para encontrar uma ocupação relativamente boa, certamente que o seu interlocutor vai acabar por dizer que está a jogar conversa fora. Eles acham que sabem como o mercado opera.

Todos temos conceções erradas sobre o que é trabalhar. E muitas das pessoas que treino, muitas das pessoas com quem trabalho, acabam por dizer que não somos uma rede. Preferem dizer que é outra coisa qualquer. Porque o que é, de facto, é seguir a curiosidade, procurar oportunidades para falar com pessoas. E isso pode significar falar com pessoas que conhece e em quem confia, e com quem os níveis de conversação são simples. Facilmente irá começar a construir oportunidades para falar com pessoas  reais que se relacionam com os trabalhos que quer fazer. Essa curiosidade pode levá-lo a entrar nesse núcleo. Depois pode limar as suas competências, para se conseguir diferenciar perante alguém que pode decidir o seu futuro.  
Tem assim tantas ideias? Quem tem muitas ideias tende a pensar com calma e a fazer as coisas de forma muito ponderada. Se tem muitos contactos, não os gaste na primeira ou segunda semana em que procura emprego. Espere até ter uma mensagem bem definida.

"Mas prefiro preocupar-me com os relacionamentos", realça Lees, que aconselha "conversas naturais," com o foco nos outros e não em si. Não saia por aí para se auto-promover. Saia para perceber o que os outros estão a fazer e como chegaram àquela linha de trabalho em que se encontram. A curiosidade natural é suficiente para fazê-lo andar para a frente.  

Não fale demais. Como existem demasiado candidatos que sublinham que são complicados, Lees, explica que “se é complicado, não queira sublinhar isso no seu passado”. As pessoas gostam de simplicidade.

“A forma como gosto de colocar esta ideia é através do CV”. O que Lees quer dizer é que quando alguém o vai recomendar não vai exaltar 200 informações sobre si. “Vão sublinhar três ou quatro aspectos sobre si”. O entrevistador vai recordar três, quatro ou cinco. “Deixo um pequeno segredo, um dos exercícios que utilizo com os clientes: eu digo para colocar o CV na mesa, com as costas para cima. E peço para me falarem um pouco sobre o que gostariam que eu recordasse. Começam com as características pessoais e está ótimo”. Chega.

É comum que se escolham as características mais especiais, ou conhecimentos em relação a um aspecto específico. “São estas coisas pelas quais o vão recordar”, diz Lees. “Aí, olhe para o CV e veja se essas coisas aparecem nas primeiras 50 linhas”.

O foco é essencial e deve tê-lo em todas as formas de comunicação, email, CV, conversas. Plante pequenas sementes de informação, assim, os maus episódios da carreira podem ser contornados. 
Um longo período de desemprego, ou uma longa carreira numa empresa cuja reputação foi abalada podem ser pontos fracos, que tem de saber dominar.

John Lees sabe que muitos dos entrevistados não esperam que lhes perguntem em relação a esses aspectos, mas essa é uma das perguntas a que geralmente não pode fugir. Saber jogar com as coisas menos boas, pode ser uma vitória.

Pegue em algo simples, como um intervalo em que nada aconteceu na sua vida profissional e siga o conselho do especialista: "Tem de falar sobre o elefante que está na sala antes que alguém o faça”. Soará de forma mais natural e mostra iniciativa. Uma frase como “imagino que esteja intrigado com isto” é a melhor forma de abordar o assunto.

“Há-que perceber que uma entrevista não é um treino de oportunidades”. É a sua oportunidade perante o decisor. Até os candidatos mais experientes precisam de treinar respostas curtas, ensaiar questões difíceis e insistir até que estejam confortáveis com determinada matéria. “Não sairão de forma natural se não as treinar”, refere o especialista.

Não há mudança pior que mudar de sector de atividade e de função, mas se tem capacidades transferíveis tem uma vantagem clara perante os outros. Ainda assim, Lees lembra que “os empregadores são conservadores e preferem candidatos que já tenham feito exatamente aquela tarefa no emprego anterior”. Mas não desista só por isso, porque há momentos em que o empregador quer um pensamento fresco e um novo pensamento. “Esta é uma boa onda para apanhar”.

Novamente as redes de trabalho. Lees lembra que o verdadeiro desafio é conseguir estar dentro do mercado onde se vai inserir, conhecer a linguagem utilizada e que vai ensiná-lo a saber mover-se lá dentro. Assim, quando tiver uma entrevista não irá dizer apenas “não sei nada desta função, mas tenho potencial”. Esta não é a mensagem que quer passar. O que quer dizer é “eu conheço bastante bem o setor, sei o que procuram e as minhas capacidades vão acrescentar valor no que vocês fazem”. 

Rejeição? Faz parte do jogo.
 Ouvir um não é perfeitamente normal, mas todos sabemos que quando se trata de vender as nossas competências o assunto é sério. Ouvir um não pode pode afectar a performance que terá no futuro. O especialista em emprego lembra que uma das técnicas que tem desenvolvido relaciona-se com perceber quais os empregos que estão mesmo no centro das intenções, as funções que estão um pouco ao lado da mira e as que saem completamente fora dos objetivos.

Não vale a pena tentar interpretar as negas como dados estatísticos, até porque deve saber que normalmente as escolhas são totalmente arbitrárias. “É muito raro que um candidato receba um feedback do género: está a puxar uma porta fechada.” Lees lembra que apesar de tudo muitos não seguidos levam a uma interpretação mal feita da realidade. 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

publicado por adm às 00:07 | comentar | favorito
30
Ago 12

Conheça as profissões mais bem pagas em Portugal

A crise atinge todas as empresas, mas há funções onde a procura de profissionais ainda é maior que a oferta e são mais bem remuneradas.

Com o número de desempregados, em Portugal, a aumentar de dia para dia e muita gente satisfeita só por ter um emprego, uma profissão com um bom salário parece um achado. Mas é possível encontrar algumas.

O Diário Económico foi perguntar aos especialistas do mercado quais as profissões onde há mais possibilidade de se ter uma remuneração melhor: "Engenharias tecnológicas e de produção, marketing estratégico, saúde e investigação científica e funções técnicas especializadas, como carpinteiros, canalizadores e electricistas", diz Tânia Silva, ‘manager' do Hay Group e responsável pela área de estudos salariais da consultora.

Segundo um estudo desta consultora, um profissional da área das tecnologias de informação poderá esperar ganhar mais 13% do que a média do mercado geral. Este cálculo é feito pelo Hay Group com base numa amostragem de mais de 200 empresas de todos os sectores de actividade, tendo por base apenas funções intermédias.

E porque são estas profissões mais bem pagas que as outras? Tem tudo a ver com a lei da oferta e da procura e, nalguns casos, as razões são evidentes. "As profissões relacionadas com o desenvolvimento de tecnologias que maximizem a produtividade e a rentabilidade têm tido uma forte procura e consequentemente são mais bem pagas", explica Tânia Silva.

Amândio da Fonseca, presidente da empresa de recrutamento Egor, também considera os engenheiros das novas tecnologias e sistemas de informação como das profissões mais bem remuneradas. "Começam logo a ganhar entre 800 a 1.200 euros, em início de carreira. Quando adquirem experiência chegam aos três a cinco mil euros por mês. São funções especializadas e cujas limitações salariais são mais flexíveis", diz.

Já Pedro Brito, ‘partner' da consultora Jason Associates tem dúvidas que todas as funções tecnológicas sejam assim tão bem pagas: "Os consultores de SAP e ERP são bem pagos, mas a nível do ‘software' já pagam mal".

O ‘partner' da Jason Associates destaca ainda os elevados salários das engenharias de especialidade, em especial de mineração e geologia, para irem trabalhar para países emergentes. "Há muita procura de portugueses licenciados nestas engenharias", diz Pedro Brito.

No caso da saúde, o envelhecimento da população na Europa justifica um aumento salarial acima da média do mercado. O ‘partner' da consultora Jason Associates não tem dúvidas que os médicos de especialidade, como cirurgiões ou mesmo os dentistas, estão no topo das profissões mais bem pagas. "Há médicos que alugam blocos operatórios para fazer maratonas cirúrgicas e ganham milhões. Aqui é que se nota a grande diferença para o mercado ‘corporate' normal", diz Pedro Brito. No entanto, também no caso da saúde, "não se pode generalizar".

Amândio da Fonseca coloca os médicos a par dos advogados e de outras profissões liberais: "São muito bem remuneradas quando se atinge um determinado estatuto. E aí nem sequer obedecem a valores de mercado".

Banca paga melhor
As funções técnicas especializadas também são fáceis de perceber porque já são e vão continuar a ser tão bem pagas: "À medida que o nível de escolaridade aumenta, diminui a oferta de recursos disponíveis para responder às necessidades do mercado", justifica a ‘manager' do Hay Group.
"Temos um filho de uma colaboradora que não quis estudar e decidiu ser canalizador e é um profissional de sucesso", conta Amândio da Fonseca.

Olhar para o marketing como uma profissão das mais bem pagas, quando há tantos licenciados deste curso no desemprego, pode ser mais difícil de perceber, mas a explicação é dada por Tânia Silva: "As principais razões deste aumento salarial estão relacionadas com a perspectiva de crescimento à escala global das empresas nacionais, que origina uma preocupação acrescida em criar marcas também elas globais". A ‘manager' do Hay Group chama-lhe marketing estratégico, "que tem ganho alguma relevância face a outras funções com conteúdos similares".

Claro que não são os recém-licenciados, virados para o ‘trade' marketing, que vão ganhar bem, mas os profissionais especializados e já com experiência no mercado.

O ‘partner' da Jason Associates refere ainda que em muitos sectores, como a banca, a advocacia ou as consultoras há uma grande diferença entre o que se paga a um júnior e o que se paga a um sénior.

Amândio da Fonseca coloca a questão em termos sectoriais: "Uns sectores pagam melhor que outros. Por exemplo, tradicionalmente a banca paga bem. Os directores de topo chegam a ganhar sete ou oito mil euros por mês de remuneração base. Depois ainda têm uma componente de remuneração variável forte, com bónus que dependem dos resultados", defende o presidente da Egor.

Mesmo com os cortes que houve em todos os sectores devido à crise e que também atingiu a banca - a redução de efectivos no Banif foi apenas um dos exemplos mais recentes, em Portugal -, este continua a ser dos que pagam melhor. Além da banca, Amândio da Fonseca cita a distribuição e as telecomunicações, embora fiquem um pouco abaixo das remunerações da banca. Pelos cinco, seis mil euros, por mês.

fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 19:39 | comentar | favorito
27
Ago 12

Volkswagen: 1800 candidaturas para 43 vagas

Empresa alemã revela que programa destinado a recém-licenciados é «extremamente atrativo» para portugueses e espanhóis

O programa «Startup Europe» da Volkswagen, destinado a recém-licenciados do Sul da Europa, já recebeu 1.800 candidaturas para as 43 vagas, sendo «extremamente atrativo» para portugueses e espanhóis, revelou esta segunda-feira a empresa alemã.

«Inicialmente, a Volkswagen está a apontar este programa para licenciados da Espanha e da Europa», afirmou, em comunicado, o responsável da administração pelos Recursos Humanos da empresa, Horst Neumann, que lamentou que «mesmo com boas qualificações, muitos jovens no Sul da Europa têm problemas em entrar numa carreira no seu país de origem».

De acordo com o comunicado, «o programa é extremamente atrativo para jovens licenciados de Espanha e Portugal», tendo sido recebidas mais de 1.800 candidaturas para 43 vagas.

O programa «Startup Europe» emprega os candidatos bem-sucedidos por dois anos, que começam por trabalhar na filial da Volkswagen em Espanha ou em Portugal, seguindo-se 21 meses na Alemanha.

Em junho, a Volkswagen Autoeuropa anunciou o lançamento de um programa internacional para incorporar 32 recém-licenciados, que começarão a trabalhar no dia 01 de outubro, usufruindo de um «pacote remuneratório competitivo».

Na altura, o diretor-geral da Autoeuropa, António de Melo Pires, afirmou que esta experiência pode contribuir para qualificar um conjunto de jovens para «a introdução de novas de novas tecnologias que transformam a indústria automóvel».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 23:43 | comentar | favorito
24
Ago 12

Saiba quais os sectores que estão a contratar

As oportunidades são escassas, mas há empresas a recrutar. Empresas exportadoras, construção civil no estrangeiro, tecnologias de informação, mas também nichos de mercado podem ser a solução.

Gestor de exportações e director de mercados internacionais, com destaque nos sectores alimentar, vinícola, industrial e têxtil; director financeiro, ‘controller' financeiro, de crédito e cobranças, analista de risco e chefe de contabilidade, especialistas em direito laboral, fiscal e contencioso e ‘corporate tax', e ainda ‘medical scientific liasion' e ‘market acess' na indústria farmacêutica parecem ser as profissões com mais oportunidades de trabalho. As previsões foram feitas para este ano pela Michael Page, que em contexto de crise foi à procura dos sectores que, apesar do clima económico desfavorável, não deixarão de contratar.

As oportunidades estão cada vez mais difíceis de encontrar, mas existem empresas a contratar para dar a volta à crise. As Tecnologias de Informação e a saúde são, desde logo, sectores com futuro. Mas não só. "Todas as empresas que tenham uma forte componente exportadora terão mais capacidade para contratar. No caso das PME, tudo depende se se dedicam só ao mercado interno ou se exportam. No mercado interno, a quebra do PIB fará com que não haja crescimento do negócio", explica Luís Reis, administrador delegado da Hay Group Portugal. Neste último caso, contratar será mais difícil. Já as empresas de maior dimensão "continuam a recrutar, nos diversos sectores", acrescenta o especialista.

Exemplo disso é a construção civil. As empresas que actuam somente no mercado interno são das mais afectadas pela crise, pelo que não estarão em condições de contratar. No entanto, as que actuam fora de Portugal estão a abrir portas na contratação de engenheiros para irem trabalhar para o estrangeiro. "Temos engenheiros civis muito fortes, que falam não só português como também inglês, e muitas vezes uma terceira língua, convertendo-se em profissionais com um ‘background' de conhecimentos técnicos e uma boa capacidade de adaptação", comentou o director-geral da Michael Page, Álvaro Férnandez, quando apontou as suas previsões de contratação para este ano.

Outro sector em alta continuará a ser o das Tecnologias de Informação, asseguram os especialistas, garantindo que este continua a ser um dos grandes responsáveis pelo recrutamento ao longo de 2012. Uma tendência que não é difícil de perceber, já que "tudo o que fazemos no dia-a-dia está cada vez mais ligado à tecnologia", lembra Luís Reis. E mesmo em empresas de outros sectores, as funções ligadas às novas tecnologias e ao ‘online' serão das mais necessárias. Nas áreas comerciais e de marketing, o destaque vai mesmo para o ‘online' e o comércio electrónico, cada vez mais parte integrante das estratégias das empresas.

Outro dos sectores a não negligenciar é o da saúde. O administrador delegado do Hay Group Portugal não tem dúvidas: "Apesar da crise, o sector continua a necessitar de profissionais da saúde e não só". E isto porque precisa de responder à procura e lidar com o envelhecimento da população. Ou seja, os cuidados de saúde com a terceira idade são uma das áreas com maior perspectiva de crescimento, assim como as tecnologias ligadas à saúde.

‘Last but not least', o sector do retalho e do luxo é, claramente, dos que melhor tem ‘surfado' a onda da crise. Mas não são é o único: "Há nichos de mercado que continuam a apresentar bons resultados e a desenvolver processos de recrutamento para reforçar as suas estruturas", refere Álvaro Férnandez. E exemplo disso é também o sector dos seguros, "que continua a contratar para as suas equipas técnicas de suporte ao negócio e estruturas comerciais segmentadas por canal", conclui.

Os nichos são, em conclusão, uma aposta a ter em conta por quem procura uma oportunidade no mercado de trabalho, tal como acontece nos negócios anti-cíclicos, que não sofrem com a crise, e têm até mais procura nestes períodos difíceis. Exemplos? Empresas que se dedicam à cobrança de dívidas ou as que focam o seu negócio nos chamados produtos ‘low cost'.

fonte:http://economico.sapo.pt

publicado por adm às 10:54 | comentar | favorito
22
Ago 12

Há quase 600 engenheiros portugueses a trabalhar no Brasil

Universidades portuguesas e brasileiras assinaram na ontem, em Brasília, um memorando de entendimento para agilizar o reconhecimento dos graus académicos em Portugal e no Brasil, facilitando o acesso profissional de diplomados nos dois países.

Quase 600 engenheiros portugueses estão a trabalhar no Brasil, segundo dados fornecidos à Lusa pelo Confea - Conselho Federal de Engenharia e Agronomia brasileiro.

Universidades portuguesas e brasileiras assinaram na ontem, em Brasília, um memorando de entendimento para agilizar o reconhecimento dos graus académicos em Portugal e no Brasil, facilitando o acesso profissional de diplomados nos dois países.

"O total de profissionais portugueses registados no sistema é de 594 profissionais", indicam os dados do Confea. Desde 1959 que há registos de engenheiros portugueses a trabalhar no Brasil, ano em que trabalhavam naquele país dois engenheiros, segundo o Confea.

"O acompanhamento de nosso sistema estabelece que, nos anos de 1989 e 1992, houve o registo de 17 profissionais em cada um destes anos", acrescentou a mesma fonte, segundo a qual este ano já foram registados nove engenheiros portugueses.

O bastonário dos Engenheiros disse hoje à Lusa que a Ordem tem registados 354 cidadãos brasileiros devidamente autorizados a exercer a actividade em Portugal. No final do ano passado, o Confea e Ordem dos Engenheiros assinaram 
um acordo para estimular a mobilidade de engenheiros entre Brasil e Portugal.

No entanto, o acordo ainda não está em vigor, uma vez que o plenário do Confea prorrogou a sua entrada em vigor por período de 180 dias. O memorando de entendimento assinado na ontem, abrangerá, numa fase inicial, os licenciados em Engenharia e Arquitectura e foi celebrado entre o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, a maior associação de universidades do Brasil, com sede em Brasília.

 fonte:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 22:56 | comentar | favorito