04
Mai 12

Como criar emprego com o subsídio de desemprego

Quem está desempregado pode antecipar prestações para criar o seu próprio emprego.

Estar desempregado pode ser apenas o primeiro passo no caminho do empreendedorismo.

Isto porque é possível antecipar as prestações de desemprego para criar postos de trabalho.

Já antes os desempregados podiam receber, de uma só vez, todo o subsídio de desemprego (ou subsídio social de desemprego, destinado a agregados de fracos rendimentos) quando apresentassem projectos de criação do próprio emprego. Mas desde Abril, é possível antecipar parcialmente o montante das prestações, desde que as despesas não ultrapassem o valor do montante único. Neste último caso, o beneficiário continua a receber mensalmente a parte restante do subsídio que não antecipou, até que se verifique a sua inscrição no regime de trabalhadores por conta de outrem; nessa altura, o pagamento é suspenso.

A possibilidade de pedir o pagamento, total ou parcial, do subsídio aplica-se a beneficiários que apresentem projectos que criem, pelo menos, o seu próprio emprego, a tempo inteiro. Note-se que durante aquele período, os beneficiários não podem exercer outra actividade remunerada.

Estes novos empreendedores também podem beneficiar de crédito com garantia e bonificação da taxa de juro, através das linhas Microinvest (para projectos mais pequenos) e Invest+, destinadas a apoiar a criação de pequenas empresas. Estas duas linhas, aliás, estão acessíveis a outras franjas da sociedade, nomeadamente jovens à procura do primeiro emprego ou trabalhadores indepedendentes com rendimentos baixos.

Os procedimentos variam consoante o beneficiário opte, ou não, pelo recurso ao crédito mas em regra exige sempre articulação entre o centro distrital de Segurança Social da área de residência e o centro de emprego da área de implementação do projecto.

Além destas medidas, também está no terreno um Programa Nacional de Microcrédito, destinado a pessoas com especiais dificuldades de acesso ao mercado de trabalho. Estes beneficiam igualmente da linha Microinvest.


Dois empreendedores de sucesso

Produtos tradicionais
Ao ver-se desempregado, Manuel Teixeira resolveu seguir um sonho antigo e abrir uma empresa de produção e comercialização de produtos regionais como enchidos, compotas, azeites aromatizados, licores e queijos, pedindo a antecipação do subsídio. Sedeada em Mirandela, a Caminho Imbatível foi criada em Novembro de 2011 e a presença em feiras do sector foi o ponto de partida para angariar os 30 clientes actuais, que vão à loja montada na sede. Mas a ambição é abrir mais noutras regiões do país, bem como uma loja on-line, e apostar na internacionalização, no espaço de dois anos. O objectivo é que os clientes sejam o consumidor final.

Oficina móvel
Luis Silva trabalha desde os 16 anos, como electricista de automóveis, mas, após 30 anos a trabalhar por conta de outrem, viu-se desempregado e decidiu trbalhar por sua conta e risco. Pediu o subsídio de desemprego antecipado, e criou um escritório na garagem de sua casa. Além disso, comprou uma carrinha e todas as ferramentas e material necessário para poder atender tanto clientes particulares, como as cerca de 15 oficinas suas clientes. No fundo, Luis Silva criou uma oficina móvel, deslocando-se sempre que é chamado. Apesar da crise, Luis Silva diz que tem trabalho todos os dias.


Linhas

1 - Medida
Quem recebe subsídio de desemprego pode antecipar, na totalidade ou parcialmente, as prestações de desemprego.

2 - Obrigações
Para isso, tem de apresentar um projecto que origine, pelo menos, a criação do seu próprio emprego.

3 - Parcial
Quem pedir a antecipação de parte do subsídio, continuarác a receber o remanescente mensalmente.

4 - Aplicação
O montante antecipado pode ser utilizado na aquisição de estabelecimento por cessão ou na aquisição de capital social de empresa que já exista. Mas no projecto que inclua este último requisito, tem de haver aumento de capital social, ou seja, não as prestações não podem financiar a aquisição de partes sociais existentes.

5 - Crédito
A criação de próprio emprego pode ser feito com ou sem recurso a linhas de crédito com garantia e bonificação da taxa de juro.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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26
Abr 12

Um em cada cinco desempregados é da construção

A construção está «à beira do colapso». Prova disso é que um em cada cinco desempregados contabilizados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) no ano passado era deste setor. 

Em 2011, «16% do total de desempregados surgiu diretamente da construção (99 mil pessoas, em termos médios anuais)», isto é, «cerca de um em cada cinco desempregados eram oriundos da construção», revela a Associação de Empresas de Construção, Obras Públicas e Serviços (AECOPS), citando dados do INE. A AECOPS começou a divulgar esta quinta-feira um conjunto de informações sobre o setor, sendo a primeira precisamente sobre o desemprego.

Se forem tidos em conta os dados relativos ao número de inscritos no Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) relativos aos dois primeiros meses deste ano, «um em cada quatro novos desempregados» vem do setor da construção.

O aumento do número de desempregados resulta da «brutal redução da atividade do setor e do consequente ajustamento das estruturas das empresas a essa realidade», mas também da subida do número de insolvências de empresas da construção.

Citando dados divulgados pela COFACE, a associação afirma que, em 2011, as insolvências de empresas do setor da construção atingiram o número «recorde» de 1.138, uma subida de 48% nos dois últimos anos.

Os dados da COFACE citados pela AECOPS indicam ainda que, nos últimos três meses de 2011, foram consideradas insolventes 306 empresas de construção, 19,6% do total registado nesse trimestre e o valor «mais elevado do ano», cita a Lusa.

Perante esta situação, a associação afirma que «a construção é uma atividade à beira do colapso», tendo registado decréscimos da produção nos últimos dez anos.

A situação é agravada pela atual crise económica, pela «escassez» de crédito concedido à economia, pela manutenção de «montantes elevados» de dívidas às empresas de construção e pela «queda abrupta do investimento público, em particular do investimento em construção».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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18
Abr 12

Desemprego continua a bater máximos

Eram 62 774 os desempregados do distrito de Braga inscritos, no final de Março, nos centros de emprego. O desemprego registado pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) continua a bater máximos históricos. 

Em comparação com o mês de Fevereiro, há agora mais 1 604 trabalhadores à procura de uma reentrada cada vez mais difícil no mercado de trabalho. Há precisamente um ano, os inscritos nos centros de emprego do distrito eram 52 361, ou seja, menos 10 413 do que actualmente.

No concelho de Braga, o desemprego continua também a bater recordes absolutos. O último relatório mensal do IEFP contabiliza 13 955 desempregados com residência no concelho bracarense, mais 563 do que no final de Fevereiro. 

No mesmo patamar encontra-se o concelho de Guimarães, que ultrapassou a barreira dos 14 mil desempregados. Referenciados pelo IEFP são agora 14 078, mais 276 do que em Fevereiro.
Em Vila Nova de Famalicão e Barcelos, outros dois concelhos industriais do distrito, a escalada do desemprego prossegue também. Famalicão ultrapassou a fasquia dos 10 mil desempregados: 10 205 no final de Março contra 9 962 no final de Fevereiro. 
Em Barcelos, a subida não foi tão significativa, passando de 6 635 para 6 778 desempregados inscritos no espaço de um mês.

As razões do desemprego

No concelho de Braga, inscreveram-se no Centro de Emprego, ao longo do mês de Março, 1 303 trabalhadores, 287 dos quais por terem sido despedidos pelas entidades patronais, 116 por despedimento por mútuo acordo e 92 que saíram das empresas por iniciativa própria. 
O fim de contratos de trabalho a termo certo levaram 325 trabalhadores do concelho de Braga para o desemprego durante o mês de Março.

fonte:http://www.correiodominho.com

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30
Mar 12

IEFP: menos vagas para mais desempregados

As regras de alteração na atribuição do subsídio de desemprego estão para breve, mas enquanto isso não acontece, assiste-se ao número de novas oportunidades captadas a cair, enquanto o número de desempregados aumenta, a cada dia.

No final do mês de fevereiro existiam 8.623 ofertas de emprego nos Institutos de Emprego e Formação Profissional (IEFP) em Portugal continental, o que se traduz numa única oportunidade para cada 71 desempregados, conforme os dados avançados ao «Jornal de Negócios» por aquela entidade. O número foi o mais baixo em cinco anos.

Estes dados revelam que o maior número de vagas se situa no distrito do Porto, mais de duas mil, o dobro do número de Lisboa. A Guarda é o distrito com a menor oferta, cerca de uma centena.

A proporção também varia nas zonas geográficas. No distrito de Beja, por exemplo, existem 28 desempregados inscritos para cada oferta disponível, já em Santarém existem 119. Esta disparidade deve-se à dispersão dos 616 mil desempregados registados no continente.

Contudo, há que ressalvar que, atualmente, uma oferta de emprego só tem de ser aceite pelo desempregado se a mesma corresponder às suas aptidões físicas, qualificações e experiência profissional. Esta situação também só se verifica porque as regras do subsídio de desemprego definem que os desempregados só são obrigados a aceitar uma oferta com um salário que seja superior em 10 por cento ao valor do subsídio atribuído.

Salário médio de 595 euros

Os dados demonstram ainda que o salário médio das vagas verificadas ronda os 595 euros por mês. Um valor abaixo dos praticados na economia, porém acima do valor das ofertas do ano de 2011. Neste caso, também se verificam assimetrias entre distritos: em Lisboa, Évora e Beja os valores são mais elevados e em Viseu e Guarda os valores são mais baixos.

O distrito de Setúbal destaca-se positivamente: o valor médio das ofertas ronda os 913 euros. A razão está no facto de as vagas nos centros de emprego do distrito se destinarem a especialistas em física e matemática bem como engenheiros, profissionais que, no geral, ganham melhor.

O Governo pretende aumentar o número de novas ofertas captadas em 20% até ao final de 2013, através de parcerias com serviços privados e de trabalho temporário.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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21
Mar 12

Desemprego: Norte perdeu 35 mil empregos em 2011

A região Norte perdeu cerca de 35 mil empregos em 2011, sobretudo nos setores primário, indústrias transformadoras e restauração, revelou esta quarta-feira a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

No boletim «Norte Conjuntura» relativo aos dados do quarto trimestre de 2011 conclui-se que a taxa de desemprego na região atingiu os 14,1 por cento no último trimestre de 2011, representando uma subida da 1,4 por cento face ao final de 2010.

Segundo a CCDR-N, «esta evolução contraria a tendência de estagnação dos quatro trimestres precedentes».

Entre os jovens, com idades entre os 15 e os 24 anos, a taxa de desemprego era de 32,9%, ainda assim inferior ao indicador nacional que era de 35,4%.

Na população com o nível de escolaridade superior a taxa de desemprego era de 9,7%, o que representa um crescimento de 1,4%.

Os dados assinalam também que, face a 2010, o desemprego aumentou em 54 dos 86 municípios do norte do país.

Vila Nova de Gaia, Gondomar, Braga, Matosinhos e Guimarães lideram a lista de concelho onde, durante o ano de 2011, mais cresceu o número de pessoas sem trabalho.

No quarto trimestre de 2011, o salário médio na região era de 757 euros, contra 809 euros da média nacional.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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20
Mar 12

Há 650 mil desempregados inscritos nos centros de emprego

No final de Fevereiro, estavam inscritos nos centros de emprego 648.018 desempregados, revelou hoje o IEFP.

O número reflecte um aumento de 16,6% face ao mesmo período do ano passado e uma subida de 1,6% face a Janeiro deste ano. "Deste modo, mantém-se a tendência de crescimento do desemprego que se tem verificado nos últimos meses. Em valores absolutos, trata-se de acréscimos correspondentes a 92.471 e 10.356 desempregados, respectivamente", refere o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) no site.

O agravamento do desemprego afectou sobretudo os homens, onde se registou um aumento de 21,6% face a Fevereiro do ano passado e 2,4% face ao mês anterior. Nas mulheres, a subida de inscrições nos centros de emprego foi de 12% em termos homólogos e de 0,9% face a Janeiro.

Por faixa etária, os jovens voltaram a ser o grupo mais penalizado, tendo-se registado um aumento de 21,4% face a 2011 e 2,3% face a 2010. No mesmo sentido, entre adultos desempregados (com idade igual ou superior a 25 anos) houve um acréscimo de 16% face ao ano passado e de 1,5% face ao mês anterior.

Em termos de nível de instrução, os desempregados com Ensino Superior inscritos nos centros de emprego registaram a maior subida em termos homólogos: o número disparou 35% face a Fevereiro de 2011.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

 

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23
Fev 12

Desempregados vão ter formação 15 dias depois de se inscreverem

O Governo quer que os novos desempregados sejam chamados para ações de formação num prazo máximo de duas semanas após a inscrição no Centro de Emprego.

Estas ações de formação serão obrigatórias e segundo assegurou o secretário de Estado do Emprego terão em conta o perfil do desempregado. Recusar frequentá-las pode implicar a perda do subsídio de desemprego.

Além do objetivo de formação para os novos desempregados, estes módulos de formação irão também abranger os desempregados que estão há mais de seis meses no desmeprego e que tenham mais de 45 anos, ou seja, aquelas pessoas que têm mais dificuldade em reingressar na vida ativa.

Os módulos de formação foram desenhados pelos 28 Centros de Formação Profissional e permitirão também dinamizar o relacionamento entre os Centros de Emprego e o desempregado, cortando assim com o que acontece atualmente em que "a relação com os desempregados se resume às visitas quinzenais".

Pedro Martins assegurou ainda que o Programa de Relançamento do Serviço Público de Emprego, hoje aprovado em Consleho de Ministros, não prevê o encerramento de nenhum dos 86 Centros de Emprego atualmente existentes no País. haverá fusões, mas apenas ao nível da gestão, o que permitirá libertar para outras funções 150 dirigentes.

fomnte:http://www.dinheirovivo.pt/

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Há cada vez menos trabalhadores colocados pelos centros de emprego

O número de colocações de desempregados no mercado de trabalho através dos centros de emprego diminuiu em janeiro face ao mesmo mês do ano passado, de 4.327 para 4.256, uma redução de 1,6%.

O Governo anunciou hoje um programa de relançamento do serviço público de emprego com o qual pretende arranjar trabalho a mais 3 mil pessoas por mês, sendo que as estatísticas do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) mostram que o número de colocações e de ofertas tem diminuído.

No final do mês de janeiro, os centros de emprego contavam com mais de 637 mil inscritos (mais 14,4% do que no período homólogo), mas estes tinham cada vez menos ofertas de trabalho.

O número de ofertas disponíveis atingia as 8.505, valor inferior em 37,6% ao mês homólogo de 2011, enquanto o número de ofertas recebidas ao longo do mês totalizava 6.091, menos 21% do que em janeiro de 2011.

No primeiro semestre de 2011 (últimos dados agregados disponíveis no 'site' do IEFP), os centros de emprego receberam 53.152 ofertas de trabalho, o que representa menos 11.872 propostas do que no semestre homólogo.

Por outro lado, efectuaram 31.236 colocações, o que representa uma média superior a cinco mil por mês.

Ainda assim, este número foi inferior às colocações do primeiro semestre de 2010 (31284).

O IEFP destacou no seu último relatório semestral que há dificuldades acrescidas para obter colocação para quem nunca teve um emprego e para os licenciados.

O programa hoje anunciado pelo Governo prevê uma reestruturação da rede de centros de emprego, incluindo fusões e eliminação de 150 dirigentes que poderão funcionar no futuro como gestores de carreira dos desempregados.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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16
Fev 12

Desemprego atinge todas as idades e qualificações

O desemprego está a atingir pessoas de diferentes idades e de diferentes qualificações.

Nas filas dos centros de emprego há pessoas com poucas competências, mas também pessoas mais preparadas do ponte de vista académico.

A TVI foi conhecer alguns casos de desempregados. Há jovens que nunca chegaram a ter uma oportunidade de entrar no mercado de trabalho e pessoas com mais de 40 anos que, apesar de aptas para trabalhar, são consideradas demasiado velhas pelos empregadores e demasiado novas para se reformarem. Há pessoas sem formação suficiente, mas também quem esconda o currículo para poder trabalhar. Muitas começam a pensar emigrar.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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19
Jan 12

Região Norte é a mais rápida e melhor a recolocar desempregados

Os desempregados tiveram no ano passado mais sucesso em encontrar trabalho no Norte do país do que no sul, segundo dados da Transitar, especialista em transição de carreiras.

No ano passado a empresa recolocou com sucesso no mercado de trabalho da região sul 72% dos candidatos de "outplacement", enquanto no norte recolocou 88%. Também o tempo médio de colocação de 6,4 meses no norte foi inferior ao do sul (5,2 meses).

"Uma das razões é porque no norte há mais indústria exportadora, e esta tem sido menos castigada pela crise", explicou Yves Turquin, managing director da Transitar.

As mulheres candidatas tiveram menos sucesso (uma taxa de 77%) do que os homens (78%), quanto os candidatos com mais de 45 anos tiveram uma taxa de sucesso de 69% enquanto os de idade inferior chegaram aos 84%.

"Ao contrário do que se diz, a verdade, comprovada pelos números, é a de que dois terços dos candidatos com mais de 45 anos tiveram sucesso", comentou aquele responsável.

O tempo médio de recolocação tem aumentado nos últimos anos, passando de 5,2 meses em 2009, para 5,8 meses em 2010 e 5,9 meses no ano passado.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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