30
Mar 12

IEFP: menos vagas para mais desempregados

As regras de alteração na atribuição do subsídio de desemprego estão para breve, mas enquanto isso não acontece, assiste-se ao número de novas oportunidades captadas a cair, enquanto o número de desempregados aumenta, a cada dia.

No final do mês de fevereiro existiam 8.623 ofertas de emprego nos Institutos de Emprego e Formação Profissional (IEFP) em Portugal continental, o que se traduz numa única oportunidade para cada 71 desempregados, conforme os dados avançados ao «Jornal de Negócios» por aquela entidade. O número foi o mais baixo em cinco anos.

Estes dados revelam que o maior número de vagas se situa no distrito do Porto, mais de duas mil, o dobro do número de Lisboa. A Guarda é o distrito com a menor oferta, cerca de uma centena.

A proporção também varia nas zonas geográficas. No distrito de Beja, por exemplo, existem 28 desempregados inscritos para cada oferta disponível, já em Santarém existem 119. Esta disparidade deve-se à dispersão dos 616 mil desempregados registados no continente.

Contudo, há que ressalvar que, atualmente, uma oferta de emprego só tem de ser aceite pelo desempregado se a mesma corresponder às suas aptidões físicas, qualificações e experiência profissional. Esta situação também só se verifica porque as regras do subsídio de desemprego definem que os desempregados só são obrigados a aceitar uma oferta com um salário que seja superior em 10 por cento ao valor do subsídio atribuído.

Salário médio de 595 euros

Os dados demonstram ainda que o salário médio das vagas verificadas ronda os 595 euros por mês. Um valor abaixo dos praticados na economia, porém acima do valor das ofertas do ano de 2011. Neste caso, também se verificam assimetrias entre distritos: em Lisboa, Évora e Beja os valores são mais elevados e em Viseu e Guarda os valores são mais baixos.

O distrito de Setúbal destaca-se positivamente: o valor médio das ofertas ronda os 913 euros. A razão está no facto de as vagas nos centros de emprego do distrito se destinarem a especialistas em física e matemática bem como engenheiros, profissionais que, no geral, ganham melhor.

O Governo pretende aumentar o número de novas ofertas captadas em 20% até ao final de 2013, através de parcerias com serviços privados e de trabalho temporário.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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21
Mar 12

Desemprego: Norte perdeu 35 mil empregos em 2011

A região Norte perdeu cerca de 35 mil empregos em 2011, sobretudo nos setores primário, indústrias transformadoras e restauração, revelou esta quarta-feira a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

No boletim «Norte Conjuntura» relativo aos dados do quarto trimestre de 2011 conclui-se que a taxa de desemprego na região atingiu os 14,1 por cento no último trimestre de 2011, representando uma subida da 1,4 por cento face ao final de 2010.

Segundo a CCDR-N, «esta evolução contraria a tendência de estagnação dos quatro trimestres precedentes».

Entre os jovens, com idades entre os 15 e os 24 anos, a taxa de desemprego era de 32,9%, ainda assim inferior ao indicador nacional que era de 35,4%.

Na população com o nível de escolaridade superior a taxa de desemprego era de 9,7%, o que representa um crescimento de 1,4%.

Os dados assinalam também que, face a 2010, o desemprego aumentou em 54 dos 86 municípios do norte do país.

Vila Nova de Gaia, Gondomar, Braga, Matosinhos e Guimarães lideram a lista de concelho onde, durante o ano de 2011, mais cresceu o número de pessoas sem trabalho.

No quarto trimestre de 2011, o salário médio na região era de 757 euros, contra 809 euros da média nacional.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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20
Mar 12

Há 650 mil desempregados inscritos nos centros de emprego

No final de Fevereiro, estavam inscritos nos centros de emprego 648.018 desempregados, revelou hoje o IEFP.

O número reflecte um aumento de 16,6% face ao mesmo período do ano passado e uma subida de 1,6% face a Janeiro deste ano. "Deste modo, mantém-se a tendência de crescimento do desemprego que se tem verificado nos últimos meses. Em valores absolutos, trata-se de acréscimos correspondentes a 92.471 e 10.356 desempregados, respectivamente", refere o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) no site.

O agravamento do desemprego afectou sobretudo os homens, onde se registou um aumento de 21,6% face a Fevereiro do ano passado e 2,4% face ao mês anterior. Nas mulheres, a subida de inscrições nos centros de emprego foi de 12% em termos homólogos e de 0,9% face a Janeiro.

Por faixa etária, os jovens voltaram a ser o grupo mais penalizado, tendo-se registado um aumento de 21,4% face a 2011 e 2,3% face a 2010. No mesmo sentido, entre adultos desempregados (com idade igual ou superior a 25 anos) houve um acréscimo de 16% face ao ano passado e de 1,5% face ao mês anterior.

Em termos de nível de instrução, os desempregados com Ensino Superior inscritos nos centros de emprego registaram a maior subida em termos homólogos: o número disparou 35% face a Fevereiro de 2011.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

 

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23
Fev 12

Desempregados vão ter formação 15 dias depois de se inscreverem

O Governo quer que os novos desempregados sejam chamados para ações de formação num prazo máximo de duas semanas após a inscrição no Centro de Emprego.

Estas ações de formação serão obrigatórias e segundo assegurou o secretário de Estado do Emprego terão em conta o perfil do desempregado. Recusar frequentá-las pode implicar a perda do subsídio de desemprego.

Além do objetivo de formação para os novos desempregados, estes módulos de formação irão também abranger os desempregados que estão há mais de seis meses no desmeprego e que tenham mais de 45 anos, ou seja, aquelas pessoas que têm mais dificuldade em reingressar na vida ativa.

Os módulos de formação foram desenhados pelos 28 Centros de Formação Profissional e permitirão também dinamizar o relacionamento entre os Centros de Emprego e o desempregado, cortando assim com o que acontece atualmente em que "a relação com os desempregados se resume às visitas quinzenais".

Pedro Martins assegurou ainda que o Programa de Relançamento do Serviço Público de Emprego, hoje aprovado em Consleho de Ministros, não prevê o encerramento de nenhum dos 86 Centros de Emprego atualmente existentes no País. haverá fusões, mas apenas ao nível da gestão, o que permitirá libertar para outras funções 150 dirigentes.

fomnte:http://www.dinheirovivo.pt/

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Há cada vez menos trabalhadores colocados pelos centros de emprego

O número de colocações de desempregados no mercado de trabalho através dos centros de emprego diminuiu em janeiro face ao mesmo mês do ano passado, de 4.327 para 4.256, uma redução de 1,6%.

O Governo anunciou hoje um programa de relançamento do serviço público de emprego com o qual pretende arranjar trabalho a mais 3 mil pessoas por mês, sendo que as estatísticas do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) mostram que o número de colocações e de ofertas tem diminuído.

No final do mês de janeiro, os centros de emprego contavam com mais de 637 mil inscritos (mais 14,4% do que no período homólogo), mas estes tinham cada vez menos ofertas de trabalho.

O número de ofertas disponíveis atingia as 8.505, valor inferior em 37,6% ao mês homólogo de 2011, enquanto o número de ofertas recebidas ao longo do mês totalizava 6.091, menos 21% do que em janeiro de 2011.

No primeiro semestre de 2011 (últimos dados agregados disponíveis no 'site' do IEFP), os centros de emprego receberam 53.152 ofertas de trabalho, o que representa menos 11.872 propostas do que no semestre homólogo.

Por outro lado, efectuaram 31.236 colocações, o que representa uma média superior a cinco mil por mês.

Ainda assim, este número foi inferior às colocações do primeiro semestre de 2010 (31284).

O IEFP destacou no seu último relatório semestral que há dificuldades acrescidas para obter colocação para quem nunca teve um emprego e para os licenciados.

O programa hoje anunciado pelo Governo prevê uma reestruturação da rede de centros de emprego, incluindo fusões e eliminação de 150 dirigentes que poderão funcionar no futuro como gestores de carreira dos desempregados.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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13
Fev 12

Desempregados: apoios à contratação em vigor a partir desta 3ª feira

Empresas têm de ter a sua situação contributiva regularizada. Desempregados deverão estar inscritos no centro de emprego há pelo menos seis meses

 

O Governo vai dar incentivos às empresas que contratem desempregados. A medida foi publicada esta segunda-feira em Diário da República e entra em vigor amanhã. O apoio poderá ascender aos 419,22 euros mensais.

Para tal, as empresas têm de ter a sua situação contributiva regularizada perante a Administração Fiscal e Segurança Social e não estar em incumprimento perante o Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP).

A medida foi anunciada pelo Governo no final do ano passado e tem como meta o apoio à criação de 56 mil postos de trabalho dirigidos a desempregados com menos de 25 anos, com um orçamento estimado de 100 milhões de euros.

De acordo com as regras publicadas, esta medida de incentivo prevê a atribuição de um apoio entre os 50 e os 60 por cento (até ao máximo do valor do IAS, os 419,22 euros) do salário dos jovens contratados pelas empresas e que estejam em situação de desemprego há pelo menos seis meses.

«A presente portaria cria a Medida Estímulo 2012, de ora em diante designada «Estímulo 2012», que consiste na concessão, à entidade empregadora, de um apoio financeiro à celebração de contrato de trabalho com desempregado inscrito no centro de emprego há pelo menos seis meses consecutivos, com a obrigação de proporcionar formação profissional», destaca o diploma.

O salário dos desempregados que sejam contratados pelas empresas será atribuído por um período máximo de seis meses, pagos em três prestações.

Cada entidade empregadora não pode contratar mais de 20 trabalhadores e obriga-se a proporcionar formação profissional ajustada às competências do posto de trabalho.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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19
Jan 12

Região Norte é a mais rápida e melhor a recolocar desempregados

Os desempregados tiveram no ano passado mais sucesso em encontrar trabalho no Norte do país do que no sul, segundo dados da Transitar, especialista em transição de carreiras.

No ano passado a empresa recolocou com sucesso no mercado de trabalho da região sul 72% dos candidatos de "outplacement", enquanto no norte recolocou 88%. Também o tempo médio de colocação de 6,4 meses no norte foi inferior ao do sul (5,2 meses).

"Uma das razões é porque no norte há mais indústria exportadora, e esta tem sido menos castigada pela crise", explicou Yves Turquin, managing director da Transitar.

As mulheres candidatas tiveram menos sucesso (uma taxa de 77%) do que os homens (78%), quanto os candidatos com mais de 45 anos tiveram uma taxa de sucesso de 69% enquanto os de idade inferior chegaram aos 84%.

"Ao contrário do que se diz, a verdade, comprovada pelos números, é a de que dois terços dos candidatos com mais de 45 anos tiveram sucesso", comentou aquele responsável.

O tempo médio de recolocação tem aumentado nos últimos anos, passando de 5,2 meses em 2009, para 5,8 meses em 2010 e 5,9 meses no ano passado.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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16
Jan 12

Número de licenciados inscritos nos centros de emprego dispara em 2011

No final de Dezembro estavam registados nos centros de emprego mais 11,7% desempregados do que no ano passado.

Em Dezembro estavam registados nos centros de emprego 605.134 desempregados, mais 11,7% do que no final de 2010 e mais 3,7% relativamente ao mês anterior, revelou hoje o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

De acordo com os dados divulgados no site, a subida do desemprego no último ano afectou mais os homens (+15,6) do que as mulheres (+8,3%) e os mais jovens (+14,8%) do que os adultos (+11,3%).

No mesmo sentido, também o número de desempregados que estavam inscritos há menos de um ano (+19,2%) subiu acentuadamente, enquanto que o número dos que se encontravam em situação de longa duração cresceu apenas 1,2%.

Em termos de habilitações escolares, praticamente todos os níveis foram afectados pela subida do desemprego no país. À excepção do 1º Ciclo do Ensino Básico, que diminuiu 1,1% face ao mesmo período do ano passado, todos os outros níveis de escolaridade registaram subidas, com destaque para o Superior e Secundário, que subiram 27,4% e 22,2%, respectivamente, face ao final de 2010.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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08
Jan 12

Desemprego e emigração

Recentes afirmações do primeiro-ministro sobre desemprego e emigração de professores para Angola ou Brasil, deram azo a manifestações de repúdio e notícias para vários dias.

Lendo a entrevista, o que afirma é que os professores que não têm emprego, devido à demografia decrescente, têm a emigração como alternativa a trabalhar no país noutra actividade.

As declarações suscitam-me três questões. A do desajuste entre qualificações e mercado de trabalho, a da emigração e a do desemprego. Quanto à primeira, o ideal seria que todos conseguissem emprego no local e na actividade que desejam. Não acreditando em obrigar os cidadãos a determinadas formações, impensável numa economia aberta, por mais informação que se forneça sobre as oportunidades de emprego, é natural que existam desajustes. Para além de que se deve encarar o mercado de trabalho como sendo o da União Europeia, não apenas o português, ou seja, que trabalhar noutro país da UE é tanto emigrar como ir para outro local em Portugal.

Parece-me natural que se encare a possibilidade de trabalhar noutro país, designadamente de língua portuguesa, como uma experiência ou um desafio. E, se há quem prefira partir para conseguir melhores condições de vida, seja emprego na sua área de formação ou um salário melhor, é preferível que vá qualificado e tenha o apoio do Estado português, do que ser iletrado e ir a salto, como no passado. A responsabilidade do Estado não se limita aos portugueses em território nacional, abrangendo todos, onde quer que estejam.

Preocupante é o desemprego, consequência da crise internacional e da incapacidade das lideranças da UE para encontrar soluções credíveis e assumir um projecto europeu que seja mais do que a soma de egoísmos nacionais. Com a Europa dominada pela família política do actual Governo, a receita para os países com problemas financeiros, cada vez mais, é o empobrecimento e a redução do papel do Estado. Levando a situações como a substituição do Estado português pelo chinês, mesmo que indirectamente, na privatização da participação na EDP.

A existência de uma larga franja de jovens qualificados e desempregados, ou com empregos precários e mal pagos, alimenta movimentos como os indignados e é um risco social. A Europa é diferente dos países árabes, mas a desesperança dos jovens contribuiu para a chamada primavera árabe. Se há alguns sinais de políticos europeus que vão tomando consciência do problema, o que falta são soluções.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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04
Jan 12

Desemprego: quem está no activo não perde direitos

As novas regras de subsídio de desemprego serão conhecidas ainda esta semana, mas o ministro da Solidariedade e Segurança Social adiantou já alguns pormenores.

Um trabalhador com 40 anos, mesmo que ainda esteja empregado, não irá perder os direitos já adquiridos: «Ou seja, se tiver direito a dois anos de subsídio manterá esse direito», disse Pedro Mota Soares, em entrevista à Rádio Renascença.

Depois, quem tiver 50 ou mais anos poderá ter garantidos mais 60 dias por cada cinco anos de trabalho, acima do limite máximo de 18 meses que o subsídio de desemprego passará a admitir.

Mota Soares anunciou ainda que o Governo prevê lançar ao longo deste ano um plano nacional de microcrédito, «financiado por bancos e fundos europeus». O objectivo é promover o empreendedorismo e o auto emprego.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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