15
Mai 12

Metade dos jovens já desistiram de procurar trabalho

Mais de metade dos jovens desempregados não aparecem nas estatísticas oficiais de emprego porque já desistiram de procurar trabalho, declarou esta terça-feira a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

O desemprego entre jovens dos 15 aos 24 anos está nos 22,6%, na média dos 30 países da OCDE, o que significa mais sete pontos que em 2007. No entanto, em alguns países, a situação é muito mais grave: na Espanha e na Grécia a taxa ultrapassa os 50%, em Portugal está nos 36,1%. Apesar disso, a taxa de desemprego «não reflete toda a realidade», alerta a OCDE.

«Muitos jovens que abandonaram o sistema de ensino deixaram de aparecer nas estatísticas de emprego», lê-se no comunicado da organização, que estima em 23 milhões o número de jovens sem trabalho: «Mais de metade desistiu de procurar por emprego», revela o documento, citado pela Lusa.

Para a OCDE, há «uma preocupação crescente de que uma proporção significativa e cada vez maior da população esteja em risco de um desemprego ou inatividade prolongados». 

Desta feita, a OCDE lança um apelo aos ministros do trabalho do G20, que estarão reunidos na próxima quinta-feira no México, para que concentrem os seus esforços na criação de emprego para os jovens.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico propõe a redução das contribuições para a segurança social dos empregadores ou subsídios salariais para quem contrate jovens. A OCDE defende ainda o reforço de programas de estágios e formação.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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04
Mai 12

Como criar emprego com o subsídio de desemprego

Quem está desempregado pode antecipar prestações para criar o seu próprio emprego.

Estar desempregado pode ser apenas o primeiro passo no caminho do empreendedorismo.

Isto porque é possível antecipar as prestações de desemprego para criar postos de trabalho.

Já antes os desempregados podiam receber, de uma só vez, todo o subsídio de desemprego (ou subsídio social de desemprego, destinado a agregados de fracos rendimentos) quando apresentassem projectos de criação do próprio emprego. Mas desde Abril, é possível antecipar parcialmente o montante das prestações, desde que as despesas não ultrapassem o valor do montante único. Neste último caso, o beneficiário continua a receber mensalmente a parte restante do subsídio que não antecipou, até que se verifique a sua inscrição no regime de trabalhadores por conta de outrem; nessa altura, o pagamento é suspenso.

A possibilidade de pedir o pagamento, total ou parcial, do subsídio aplica-se a beneficiários que apresentem projectos que criem, pelo menos, o seu próprio emprego, a tempo inteiro. Note-se que durante aquele período, os beneficiários não podem exercer outra actividade remunerada.

Estes novos empreendedores também podem beneficiar de crédito com garantia e bonificação da taxa de juro, através das linhas Microinvest (para projectos mais pequenos) e Invest+, destinadas a apoiar a criação de pequenas empresas. Estas duas linhas, aliás, estão acessíveis a outras franjas da sociedade, nomeadamente jovens à procura do primeiro emprego ou trabalhadores indepedendentes com rendimentos baixos.

Os procedimentos variam consoante o beneficiário opte, ou não, pelo recurso ao crédito mas em regra exige sempre articulação entre o centro distrital de Segurança Social da área de residência e o centro de emprego da área de implementação do projecto.

Além destas medidas, também está no terreno um Programa Nacional de Microcrédito, destinado a pessoas com especiais dificuldades de acesso ao mercado de trabalho. Estes beneficiam igualmente da linha Microinvest.


Dois empreendedores de sucesso

Produtos tradicionais
Ao ver-se desempregado, Manuel Teixeira resolveu seguir um sonho antigo e abrir uma empresa de produção e comercialização de produtos regionais como enchidos, compotas, azeites aromatizados, licores e queijos, pedindo a antecipação do subsídio. Sedeada em Mirandela, a Caminho Imbatível foi criada em Novembro de 2011 e a presença em feiras do sector foi o ponto de partida para angariar os 30 clientes actuais, que vão à loja montada na sede. Mas a ambição é abrir mais noutras regiões do país, bem como uma loja on-line, e apostar na internacionalização, no espaço de dois anos. O objectivo é que os clientes sejam o consumidor final.

Oficina móvel
Luis Silva trabalha desde os 16 anos, como electricista de automóveis, mas, após 30 anos a trabalhar por conta de outrem, viu-se desempregado e decidiu trbalhar por sua conta e risco. Pediu o subsídio de desemprego antecipado, e criou um escritório na garagem de sua casa. Além disso, comprou uma carrinha e todas as ferramentas e material necessário para poder atender tanto clientes particulares, como as cerca de 15 oficinas suas clientes. No fundo, Luis Silva criou uma oficina móvel, deslocando-se sempre que é chamado. Apesar da crise, Luis Silva diz que tem trabalho todos os dias.


Linhas

1 - Medida
Quem recebe subsídio de desemprego pode antecipar, na totalidade ou parcialmente, as prestações de desemprego.

2 - Obrigações
Para isso, tem de apresentar um projecto que origine, pelo menos, a criação do seu próprio emprego.

3 - Parcial
Quem pedir a antecipação de parte do subsídio, continuarác a receber o remanescente mensalmente.

4 - Aplicação
O montante antecipado pode ser utilizado na aquisição de estabelecimento por cessão ou na aquisição de capital social de empresa que já exista. Mas no projecto que inclua este último requisito, tem de haver aumento de capital social, ou seja, não as prestações não podem financiar a aquisição de partes sociais existentes.

5 - Crédito
A criação de próprio emprego pode ser feito com ou sem recurso a linhas de crédito com garantia e bonificação da taxa de juro.

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02
Mai 12

Portugueses procuram no exterior soluções para fugir ao desemprego

Brasil, Alemanha, Angola e Noruega são os destinos dos novos emigrantes portugueses.

David Bernardo é um empresário português que vive no Brasil. Cansado dos inúmeros contactos de amigos e conhecidos à procura de informações sobre como é trabalhar no Brasil, o empresário criou no Facebook a página "Empregos no Brasil para Estrangeiros", com o objectivo de esclarecer muitas das dúvidas. Teve imediatamente 35 mil pessoas inscritas na página que acabara de criar. O interesse justifica-se. As estimativas apontam para que sejam necessários quase oito milhões de profissionais, até 2015, no mercado de trabalho brasileiro. Recentemente foram divulgados números que apontavam para a necessidade de 50 mil engenheiros nas empresas brasileiras.

Com o desemprego em Portugal a atingir previsivelmente os 14,5% em 2012, segundo o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, cada vez mais portugueses procuram na emigração uma solução. "Há uma quebra muito significativa em todos os sectores em Portugal", diz Amândio da Fonseca da EGOR, o que significa que emigrar "não é o seu sonho de carreira, mas um recurso, sobretudo para os mais qualificados", conclui. As estatísticas comprovam-no. Só em 2011, o Instituto do Emprego e da Formação Profissional anulou 22.700 inscrições devido a emigração, um aumento face aos 14.695 registos de 2008. O peso da emigração no total de inscrições eliminadas também tem subido. Em 2011, justificava 4,5% do total, mas, em 2008, ficava em 3,1%.

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27
Abr 12

Licenciados dos últimos três anos têm menos emprego

Os estudantes portugueses que concluíram uma licenciatura nos últimos três anos têm mais dificuldade em arranjar emprego.

Esta é uma das conclusões do relatório sobre a aplicação do processo de Bolonha nos países europeus feito Eurostat e pela rede de informação sobre educação da Comissão Europeia, a Eurydice.

Segundo o estudo, em metade dos 40 países europeus analisados, a taxa de desemprego é superior a 10 por cento entre os diplomados com idades entre os 20 e os 34 anos. Em Portugal, a média de diplomados desempregados entre os 20 e os 34 anos entre 2006 e 2010 foi de 10,6 por cento, a nona percentagem mais alta da tabela.

No que diz respeito ao investimento público no ensino superior português, os dados da Eurydice indicam que no ano lectivo de 2009/2010, em plena crise, o investimento aumentou 36,7 por cento. Um aumento que traduz um investimento público de 2,14 por cento nas universidades e institutos politécnicos e que posiciona Portugal no 27º lugar, na tabela de 30 países analisados, antes da Hungria, Reino Unido e Itália e ainda longe dos 51,4 por cento da Noruega, que lidera a tabela.

Este aumento do valor médio do investimento público nas universidades e politécnicos é uma tendência que contraria o cenário dos 24 países analisados, nos quais o investimento desceu 2,2 por cento entre 2008 e 2009. "No geral, o resultado da crise até agora é um declínio no investimento público no ensino superior", lê-se nas conclusões do relatório.

No entanto, a Eurydice frisa que isso não significa necessariamente que existam menos meios no sector, indicando que em vários países a descida do investimento público foi compensada por um aumento do ensino privado e que a flutuação do número de alunos também explica as mudanças em termos da percentagem do dinheiro público aplicado no ensino superior.

Em 32 países analisados quanto à percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) aplicado no ensino superior no ano de 2008, Portugal está em 25º lugar, gastando 0,95 por cento do seu PIB. O país que lidera esta lista, a Dinamarca, usa 2,41 por cento do seu PIB a financiar o ensino universitário.

Com cerca de 373 mil alunos inscritos no ensino superior no ano lectivo de 2008/2009, Portugal é o 16º país em termos de número de alunos, numa tabela com 38 países recenseados que tem a Rússia no primeiro lugar (9,9 milhões) o Liechtenstein em último, com apenas 754 alunos universitários.

O estudo, que analisa a implementação do processo de Bolonha - que uniformizou cursos e sistemas de ensino superior - identifica "problemas relativos ao reconhecimento de qualificações" de país para país mas frisa que a expansão do ensino superior na Europa nos últimos dez anos foi "notável" mas que "ainda não beneficiou igualmente todos os grupos sociais".

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23
Abr 12

Centro de emprego: número de casais inscritos sobe 61,4%

O número de desempregados que têm o cônjuge inscrito num centro de emprego aumentou 61,4 por cento em março, para um total de 15.098 pessoas, de acordo com os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Assim, o número de casais em que ambos os cônjuges estão registados como desempregados foi, no final de março de 2012, de 7.549, mais 61,4 por cento do que o registado no mesmo mês de 2011, com mais 2.873 casais inscritos. Numa comparação com fevereiro, o IEFP registou um aumento de 5 por cento, o que representa mais 357 casais inscritos em março.

Desde julho de 2011 que se regista um aumento em cadeia do número de desempregados em que ambos os cônjuges estão sem emprego, tendo-se registado em março deste ano o número mais elevado desde que esta informação é recolhida (outubro de 2010), segundo o IEFP.

De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira pelo IEFP sobre o estado civil dos desempregados e condição laboral do cônjuge, o desemprego registado nos centros de emprego do Continente aumentou 19,3 por cento face ao período homólogo e 2,1 por cento face ao mês anterior. 

Relativamente aos desempregados casados ou em situação de união de facto, o aumento anual atingiu os 17 por cento, ou seja, mais 45.402 desempregados inscritos, sendo este aumento mais acentuado nas uniões de facto, com um aumento de 8.993 inscritos, o que equivale a uma subida de 129,7 por cento.

Já a variação mensal registou uma subida de 1,8 por cento, o que se traduz em mais 5.490 inscritos casados ou em situação de união de facto.

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30
Mar 12

IEFP: menos vagas para mais desempregados

As regras de alteração na atribuição do subsídio de desemprego estão para breve, mas enquanto isso não acontece, assiste-se ao número de novas oportunidades captadas a cair, enquanto o número de desempregados aumenta, a cada dia.

No final do mês de fevereiro existiam 8.623 ofertas de emprego nos Institutos de Emprego e Formação Profissional (IEFP) em Portugal continental, o que se traduz numa única oportunidade para cada 71 desempregados, conforme os dados avançados ao «Jornal de Negócios» por aquela entidade. O número foi o mais baixo em cinco anos.

Estes dados revelam que o maior número de vagas se situa no distrito do Porto, mais de duas mil, o dobro do número de Lisboa. A Guarda é o distrito com a menor oferta, cerca de uma centena.

A proporção também varia nas zonas geográficas. No distrito de Beja, por exemplo, existem 28 desempregados inscritos para cada oferta disponível, já em Santarém existem 119. Esta disparidade deve-se à dispersão dos 616 mil desempregados registados no continente.

Contudo, há que ressalvar que, atualmente, uma oferta de emprego só tem de ser aceite pelo desempregado se a mesma corresponder às suas aptidões físicas, qualificações e experiência profissional. Esta situação também só se verifica porque as regras do subsídio de desemprego definem que os desempregados só são obrigados a aceitar uma oferta com um salário que seja superior em 10 por cento ao valor do subsídio atribuído.

Salário médio de 595 euros

Os dados demonstram ainda que o salário médio das vagas verificadas ronda os 595 euros por mês. Um valor abaixo dos praticados na economia, porém acima do valor das ofertas do ano de 2011. Neste caso, também se verificam assimetrias entre distritos: em Lisboa, Évora e Beja os valores são mais elevados e em Viseu e Guarda os valores são mais baixos.

O distrito de Setúbal destaca-se positivamente: o valor médio das ofertas ronda os 913 euros. A razão está no facto de as vagas nos centros de emprego do distrito se destinarem a especialistas em física e matemática bem como engenheiros, profissionais que, no geral, ganham melhor.

O Governo pretende aumentar o número de novas ofertas captadas em 20% até ao final de 2013, através de parcerias com serviços privados e de trabalho temporário.

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21
Mar 12

Desemprego: Norte perdeu 35 mil empregos em 2011

A região Norte perdeu cerca de 35 mil empregos em 2011, sobretudo nos setores primário, indústrias transformadoras e restauração, revelou esta quarta-feira a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

No boletim «Norte Conjuntura» relativo aos dados do quarto trimestre de 2011 conclui-se que a taxa de desemprego na região atingiu os 14,1 por cento no último trimestre de 2011, representando uma subida da 1,4 por cento face ao final de 2010.

Segundo a CCDR-N, «esta evolução contraria a tendência de estagnação dos quatro trimestres precedentes».

Entre os jovens, com idades entre os 15 e os 24 anos, a taxa de desemprego era de 32,9%, ainda assim inferior ao indicador nacional que era de 35,4%.

Na população com o nível de escolaridade superior a taxa de desemprego era de 9,7%, o que representa um crescimento de 1,4%.

Os dados assinalam também que, face a 2010, o desemprego aumentou em 54 dos 86 municípios do norte do país.

Vila Nova de Gaia, Gondomar, Braga, Matosinhos e Guimarães lideram a lista de concelho onde, durante o ano de 2011, mais cresceu o número de pessoas sem trabalho.

No quarto trimestre de 2011, o salário médio na região era de 757 euros, contra 809 euros da média nacional.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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01
Mar 12

Número de licenciados a emigrar sobe 49,5%

Número de licenciados desempregados a anular a inscrição nos centros de emprego disparou entre 2009 e 2011

O número de licenciados desempregados que anulou a inscrição nos centros de emprego para emigrar subiu 49,5 por cento entre 2009 e 2011, de acordo com os registos do Instituto de Emprego e Formação Profissional.

O número de licenciados é reduzido face ao total de trabalhadores que decidiram emigrar segundo os registos do IEFP, mas sugere que a opção pelo estrangeiro está cada vez mais em cima da mesa dos trabalhadores mais qualificados que se encontram numa situação de desemprego.

Em 2011, a emigração justificou o fim da inscrição de 1.893 desempregados licenciados (contra os 1.266 registados em 2009), de um total de 22.700 trabalhadores que deixaram de estar inscritos no IEFP porque decidiram aceitar ofertas de trabalho no estrangeiro. 

Em declarações à agência Lusa, o presidente do IEFP, Octávio Oliveira, aconselha porém uma «leitura muito limitada» destes dados uma vez que representam «apenas e só as anulações de candidatura a emprego realizadas pelos serviços do IEFP na sequência da declaração do próprio». 
Para o responsável, «não é significativo» o aumento da emigração entre os desempregados inscritos que possuem uma habilitação superior nos últimos três anos.

Para Octávio Oliveira, a saída de trabalhadores para o estrangeiro tem sido constante nos últimos anos e resultado de um mercado de trabalho cada vez mais globalizado.

«Mesmo em momentos de crescimento da economia nacional foi significativo o número de anulações por motivo de emigração», disse. 

«A própria emigração tem hoje uma componente de sazonalidade, sendo normal o aproveitamento de excecionais oportunidades, com remunerações e condições interessantes», acrescentou. 

Em foco lá fora

A divulgação de ofertas de emprego no espaço europeu e a cooperação dos serviços públicos de emprego tem aliás sido uma das prioridades na União Europeia, reforçou. 

De acordo com os dados do instituto, a maioria dos desempregados que optam por emigrar têm entre 35 e 54 anos (55,2 por cento) e possuem habilitações escolares ao nível do ensino secundário (24,3 por cento). 

Entre os grupos de profissões com mais trabalhadores a emigrar, estão os operários, artífices e trabalhadores similares (20,4 por cento do total), pessoal dos serviços de proteção e segurança (12,3 por cento) e os trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio (10,5 por cento).

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21
Dez 11

Austeridade destrói 168 mil empregos em dois anos

Défice externo vai manter-se num nível “muito elevado”.

A marca da austeridade no mercado de trabalho é brutal: em apenas dois anos do programa de ajustamento, Portugal perde 168 mil empregos. A previsão é da própria ‘troika', que ontem apresentou um cenário macroeconómico bem mais negro que o do Governo.

Na segunda actualização ao memorando português, a ‘troika' aponta para uma quebra do emprego na economia nacional de 1,9% no próximo ano, depois de uma quebra de 1,5% em 2011. Ou seja, nos primeiros dois anos do resgate internacional, o país vai destruir quase 168 mil empregos - 75 mil este ano e 93 mil no próximo.

De tal forma que, em 2012, a taxa de desemprego atingirá os 13,7% da população activa, começando a recuar apenas em 2013, ano em que a criação de emprego aumentará 0,3%.

As previsões que constam do documento são, aliás, bem mais negras do que aquelas que integram o Orçamento do Estado para 2012, apresentado em Outubro.

Nesse sentido, a ‘troika' aponta para uma quebra do Produto Interno Bruto (PIB) na ordem dos 3% no próximo ano - este ano a economia vai recuar 1,6% -, influenciada por uma quebra sem precedentes da procura interna - cairá 6%. O consumo, tanto o privado como o público, vai afinal cair bem mais do que o assumido pelo Executivo, tal como o investimento, cuja quebra superará os 10%.

A inflação, tal como reconhecido na segunda actualização do memorando, "continuará a ser largamente influenciada pelas medidas do lado da receita". Os aumentos de impostos que visam ajudar a corrigir o défice orçamental levarão, assim, os preços da economia nacional a sofrerem um aumento de 3,3%.

Só mesmo as exportações darão um contributo positivo para o PIB. E mesmo assim menor que o esperado, dada a degradação das perspectivas económicas na Europa - que absorve 75% das exportações nacionais. As vendas para o exterior vão subir 3,8%, mas terão um efeito maior no PIB, já que as importações vão recuar 5%.

O aumento das exportações é um dos pilares fundamentais do programa português. Não só permitirá um crescimento mais sustentado da economia, como levará a uma redução do défice externo português, também ele um dos problemas crónicos do país.

A redução do défice externo tem-se verificado desde a recessão de 2009 e, este ano, acentuou-se - ficando ainda assim aquém do desejado. Mas o memorando português que tal redução "deve-se mais à contracção da procura interna, que ao aumento das exportações", algo que terá de mudar. Em 2012, o défice externo da economia deverá estar ainda "muito elevado", em 6,4% do PIB.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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20
Dez 11

Os países com as melhores oportunidades de emprego

Professores, engenheiros, profissionais da saúde e da hotelaria têm procura em mercados externos.

"Empregos correm atrás das pessoas". A manchete de um diário de São Paulo resume bem o clima de procura de talentos que se vive no Brasil. As estimativas apontam para que sejam necessários quase oito milhões de profissionais, até 2015, no mercado de trabalho brasileiro. Recentemente foram divulgados números que apontavam para a necessidade de 50 mil engenheiros para empresas brasileiras.

No futuro, os países de língua portuguesa (Brasil, Angola e outros países africanos), Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia serão os destinos preferenciais, antevê Francisco Madelino, presidente demissionário do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Para o responsável deste organismo, em declarações feitas no balanço dos Dias do Emprego em Novembro, a procura de emprego no estrangeiro "é uma tendência natural nos portugueses e que, na actual conjuntura, não pode ser reprimida - porque constitui, de facto, uma alternativa válida e uma mais-valia em termos profissionais e de internacionalização".

O tema voltou à ribalta, na sequência das declarações do primeiro-ministro em entrevista ao "Correio da Manhã", na qual sugeriu que os professores sem emprego devem procurar novas qualificações ou procurar novas oportunidades, por exemplo, nos PALOP. As declarações foram mal recebidas, até porque é o segundo membro do Executivo a incitar à emigração. O primeiro foi o secretário de Estado da Juventude e Desporto.

Com a taxa de desemprego a rondar os 12,5%, este ano, muito acabam por procurar oportunidades lá fora. "Há uma quebra muito significativa em todos os sectores em Portugal", diz Amândio da Fonseca da EGOR, o que significa que emigrar "não é o seu sonho de carreira, mas um recurso, sobretudo para os mais qualificados", conclui.

Conscientes da qualificação dos profissionais portugueses e, simultaneamente, da sua disponibilidade para sair de Portugal à procura de melhores oportunidades, cada vez mais países europeus, têm vindo a recrutar no país.

Docentes do ensino básico e secundário e educadores de infância, por exemplo, são profissionais com grande procura por países como Reino Unido, Noruega, Alemanha, França, Suécia ou Finlândia, revela Francisco Madelino, presidente demissionário IEFP. Só a Alemanha disponibiliza 400 mil ofertas de emprego no portal do instituto de emprego alemão.

Esta procura estende-se a outras áreas, como engenheiros de diversas especialidades, excepto para a construção, ou profissionais das tecnologias de informação. Há também boas oportunidades para enfermeiros - nomeadamente na Noruega, que os procura activamente, segundo o embaixador Ove Thorsheim - assistentes sociais e cozinheiros e chefes de cozinha, revelam as conclusões do IEFP.

"Espanha, apesar da crise, continua ainda a registar algumas oportunidades, pela proximidade geográfica e da língua, com correspondente colocação de trabalhadores portugueses, em animação turística e desportiva, engenharias e hotelaria", acrescenta Francisco Madelino, apontando, porém, que esta oferta tem registado "um retrocesso muito significativo, nos últimos três anos".

Experiência prévia de trabalho no estrangeiro, acompanhada de uma preocupação com competências linguísticas, é uma das características que os empregadores estrangeiros procuram nos candidatos portugueses, "o que não significa que não surjam oportunidades para recém-graduados, muitas vezes enquadradas em programas de estágios", lembra o presidente do IEFP.

Existe ainda uma preferência por profissionais com experiência na gestão de projectos e supervisão de equipas, domínio de técnicas de investigação, experiência em teletrabalho, conhecimentos profundos em algumas linguagens de programação", conclui Francisco Madelino.

Portugueses agradam ao mercado internacional
Seja pela sua formação académica ou, apenas, por uma questão cultural, há certas características de base do profissional português típico que vão ao encontro das necessidades das empresas empregadoras no mercado global. Acima de qualquer outra, é valorizada a facilidade que os portugueses demonstram na aprendizagem de novas línguas, em particular o inglês. "O domínio do português é igualmente valorizado por empresas que procuram a sua internacionalização, ou desenvolvem projectos, em economias emergentes de língua oficial portuguesa, como Angola ou o Brasil", lembra Francisco Madelino, presidente demissionário do IEFP. Outras características que são valorizadas são: o nível de formação académica, que já é reconhecido internacionalmente; a facilidade de adaptação a novas culturas e ambientes multiculturais; e a capacidade para a resolução de novos problemas e situações, "o tradicional ‘desenrascanço'", comenta Francisco Madelino.


Portugueses que procuraram oportunidades noutros países

Director em Florença
"Gostei da ideia de fazer carreira num grupo internacional". A frase é de Nuno Moreira, economista licenciado pela FEP, e que trabalha no grupo Kme Group SpA, desde 2001 e serve para explicar porque deixou Portugal para trás. Começou por ir para Barcelona onde se manteve durante seis anos. Em 2008 foi para Paris e, hoje está em Florença, na sede do grupo líder mundial no fabrico e comercialização de produtos em cobre. Nuno é director de uma unidade de negócio que factura 400 milhões de euros. Diz que as maiores dificuldades estão ligadas ao facto de "deixar para trás todo um suporte, ou seja, um país que se conhece por algo desconhecido. A este acresce, "a adaptação a uma nova cidade e criar uma nova vida social longe da família e dos amigos", acrescenta.

Apostar no Luxemburgo
Com indemnização que recebeu pela saída do último emprego em Portugal, Tiago Madeira rumou à Irlanda, em 2005. Não tinha emprego garantido, mas a dinâmica do mercado de trabalho dava bons sinais, além disso, a língua inglesa facilitava. Uma semana após aterrar em Dublin, arranjou emprego num supermercado a ganhar 300 euros por semana. Três anos depois estava no seu terceiro emprego, mas resolveu deixar a Irlanda com um salário de 1.900 euros e um contrato sem termo. Certo de que o mercado tinha lugar para pessoas com o seu perfil e decidido a viver no centro da Europa, foi para o Luxemburgo. Hoje, é agente de viagens naquele país, onde vive com a mulher e a filha. Com um orçamento familiar de 6.500 euros, tem a certeza de que está num dos países com melhores infra-estruturas para construir uma família.

Professora em Boston
Sónia Almeida não tem dúvidas que ter emigrado foi a melhor coisa que fez. Aos 33 anos, não olha para trás com arrependimento. Licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa (2001), seguiu para Londres e, em 2004, estava matriculada na Slade School of Fine Art, da University College London, onde tirou o mestrado de Pintura. Foi em Bedford, que se empregou como técnica de gravura numa escola secundária. Em 2008 vai para os EUA, para Boston. Mantendo sempre em primeiro plano a carreira de artista plástica, em 2010, começa a trabalhar como professora de Pintura da Massachusetts College of Art and Design em Boston. "Se tivesse ficado em Portugal estaria no desemprego ou tinha-me dedicado às artes decorativas", diz, hoje, Sónia Almeida.

Analisar mercado asiático
Diogo Nunes vive fora de Portugal há quatro anos. Licenciado em Economia, sempre ambicionou uma "carreira internacional": "O facto de ter feito o Erasmus na Dinamarca aguçou-me o apetite". Pelo que assim que foi desafiado por uma multinacional portuguesa para ir para a Austrália não pensou duas vezes. "Não tive como recusar", adianta. Mas será tudo fácil para quem emigra? Diogo é peremptório: "Não, a principal dificuldade foi o desconhecimento das empresas portuguesas no exterior". A nível particular diz que "o fuso horário também foi complicado, para além de trabalhar muitas horas". "Obrigava-me a estar contactável 18h por dia". Hoje está em Singapura onde é responsável pela prospecção de uma empresa portuguesa no mercado asiático.

Enfermeira na Suíça
Ângela Faria, 24 anos, terminou a licenciatura de enfermagem, em Março, mas o seu primeiro emprego acabou por ser numa loja de um centro comercial. No entanto, não desistiu de exercer a profissão para a qual estudou durante quatro anos na Escola Superior de Saúde de Santarém. Desempregada, decidiu visitar um casal de amigos portugueses que vivem na Suíça. A ideia de emigrar começou a ganhar vida. Em Agosto, enviou o seu currículo para uma instituição de cuidados continuados, em Lausanne. Nas duas primeiras semanas de Outubro, já estava a estagiar na instituição suíça com a possibilidade de assinar um contrato sem termo no início de Dezembro, o que acabou por acontecer. Na Suíça, Ângela ganha seis vezes mais do que um enfermeiro em Portugal, por isso não pretende voltar tão cedo.

Jornalista em Londres
Depois de ter concluído um mestrado internacional de Jornalismo, Bruno Alves, de 30 anos, procurou emprego em Portugal durante um ano em 2007. Sem resposta, foi então que decidiu emigrar levando na bagagem uma "visão muito pessimista do mercado de trabalho em Portugal", que avalia como sendo "pouco meritocrático". Hoje está em Londres e é editor de uma revista e website ‘business-to-business' que cobre parcerias público-privadas e privatizações na área das infra-estruturas a nível global. Por mês, obtém um rendimento de 2.700 euros líquidos fora prémios que podem ascender aos seis mil euros anuais. Londres foi a cidade escolhida por considerar ser "de longe a que tem mais oferta nessa área".

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