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08
Mar13

Emprego jovem com novo Impulso. Governo quer atingir meta dos 90 mil

adm

Novas regras já não obrigam a um tempo mínimo de inscrição no centro de emprego e alargaram os estágios de seis para 12 meses, podendo abranger jovens até aos 30 anos, por exemplo. Miguel Relvas fala em crescimento de 40% de adesões.

O Governo decidiu rever as regras do programa “Impulso Jovem”, de modo a chegar ao objectivo das 90 mil adesões. Em entrevista à Renascença, o ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, mantém que “é uma preocupação muito grande o número elevado de jovens desempregados”. 

“Sabemos que a solução total só será encontrada com o crescimento da economia e esse é um combate global a todo o desemprego, mas há medidas que têm sido lançadas no âmbito da formação profissional e do programa ‘Impulso Jovem’, que se iniciou em Agosto e foi ampliado há três semanas”, começa por afirmar o ministro. 

Miguel Relvas adianta que, desde a alteração das regras, o programa teve “um crescimento de 40%”, ou seja, “mais de 7500 jovens que estão em estágios profissionais”. 

Os jovens já não precisam estar inscritos no centro de emprego há, pelo menos, quatro meses e os estágios foram alargados de seis para 12 meses, podendo abranger jovens até aos 30 anos, embora a maior comparticipação nos apoios continue a ser para menores de 25. 

As autarquias também podem candidatar-se no sector social e as empresas da região de Lisboa e Vale do Tejo, sem cobertura dos apoios comunitários, entram no programa financiadas com verbas do Instituto de Emprego e Formação Profissional. 

Numa altura em que o desemprego jovem atinge quase 40% das pessoas com menos de 25 anos e as candidaturas ao programa do Governo estavam muito aquém das espectativas, o Executivo decidiu fazer alterações às regras. 


Obrigatoriedade de criar emprego? 
A secretária-geral da Confederação de Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Ana Vieira, lamenta que os erros não tivessem sido evitados e afirma que ainda está por resolver a obrigação de criação líquida de emprego, aspecto que admite ter sido um dos condicionamentos à adesão das empresas. 

O ministro Miguel Relvas responde à questão, dizendo que o Governo “não exige a criação de emprego permanente, mas é fundamental que as empresas se empenhem”. 

“Estes estágios profissionais são apenas isso numa primeira fase”, devendo depois criar-se “as condições para que as empresas possam, a médio prazo e com a revitalização da economia, absolver parte desses jovens”, acrescenta, na entrevista à Renascença, esta manhã.

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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