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23
Dez11

Construir uma carreira com futuro... num ‘call center’?

adm

‘Call centers’ como os da Teleperformance já não são apenas para trabalho temporário. São casas onde se podem construir carreiras.

Chegou a Lisboa para estudar sociologia, na Universidade Autónoma, e entrou na Teleperformance, empresa de gestão de ‘call centers', com o objectivo de ter um emprego que pudesse conciliar com os estudos. Começou como comunicadora, a prestar assistência por telefone. Passou pelo departamento de planeamento, de recrutamento, de formação. Dezasseis anos depois, Sandra Gonzaga Ribeiro é a directora de qualidade e processos da empresa em Portugal e não se arrepende de ter criado uma carreira nesta área.

Quando se olha para o mundo dos ‘call centers', progressão de carreira não será o primeiro pensamento que nos ocorre. Mas a Teleperformance, que foi distinguida internacionalmente como "Great Place To Work", acredita que essa visão dos "call centers" como apenas centros de trabalho temporário está a evoluir. "No início foi difícil para a minha família e amigos, que não percebiam a minha decisão", confessa Sandra Gonzaga Ribeiro. "Mas penso que essa mentalidade está a mudar. Se num banco são designados como "gestores de clientes", porque razão somos "comunicadores"?", aponta Sandra Gonzaga Ribeiro. "Nós conseguimos contribuir para que o dia de um cliente seja diferente, pela empatia, pela possibilidade de lhes darmos experiências memoráveis".

Nenhuma empresa pode oferecer grandes oportunidades de progressão de carreira, se a empresa em si não registar tendências de crescimento. "Ao longo dos últimos sete, oito anos, crescemos de cerca de 250 colaboradores para 2800", revela João Cardoso, director geral da Teleperformance a nível ibérico. Para o dirigente, que acumula também as responsabilidades de gerir os processos de inovação da empresa à escala mundial, parte do segredo para este sucesso passa pela aposta na formação. Desde que entram na Teleperformance, os colaboradores são incentivados a querer sempre mais. "Antigos chefes de equipa passam a responsáveis de ‘call center', outros a responsáveis de negócio e alguns também para as áreas de suporte", explica João Cardoso. "O nosso modelo sempre foi no sentido de que possamos oferecer oportunidades de carreira, o que leva a uma maior motivação dos colaboradores e, consequentemente, a mais negócio".

Quando olha para o futuro, a Teleperformance acredita que vai continuar a crescer, ainda que com mais dificuldades em certos sectores, mantendo um "optimismo moderado". O CEO da multinacional lembra que "a crise é psicológica, mas o psicológico tem muito impacto. Pessoas e empresas pessimistas investem menos", aponta João Cardoso.

fonte:http://economico.sapo.pt

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