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02
Jul10

Desemprego está cada vez pior em quase metade dos municípios do país

adm

Portugal é um país dual. Pobre e desertificado no interior; mais rico e populoso no litoral. No capítulo do desemprego, o território continental também anda a duas velocidades: em cerca de 46% dos municípios o número de desempregados inscritos nos centros do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) está a aumentar de forma dramática e sempre a piorar mês após mês, sobretudo no Algarve. O governo entretanto diz que o desemprego inverteu a tendência.

O IEFP mostra que 127 dos 278 municípios continentais continuam a braços com um verdadeiro desastre laboral. O desemprego registado acelerou a um nível recorde face a Abril em concelhos como Mourão, Vila Viçosa (ambos Alentejo), Sernancelhe (Norte), Vila do Bispo e Tavira (Algarve). Estes são apenas alguns exemplos de regiões que estão mal. Os 127 concelhos no vermelho têm quase 172 mil desempregados, cerca de um terço do total.

O governo entende que a situação é mais benigna. Já por duas vezes, logo após o IEFP divulgar estatísticas de Abril e Maio, o secretário de Estado da tutela, Valter Lemos, fez questão de sublinhar que a tendência de agravamento do desemprego terminou. O governante disse que os dados são "animadores" e que "temos que associar isto ao crescimento da economia". Um crescimento de "campeão", como foi qualificado por José Sócrates.

Em Junho, Valter Lemos acrescentaria que o desanuviamento do desemprego até Maio "deve-se sobretudo às empresas que criaram emprego. A melhoria da situação económica permitiu às empresas contratarem mais pessoas".

As populações do Algarve, Alentejo e Norte terão uma versão bem mais pessimista. No Alentejo, o desemprego registado ganhou terreno: cresceu 15,7% em Abril e 16,7% em Maio. Alcoutim, Tavira, Aljezur, Vila do Bispo e Monchique são algumas das localidades mais afectadas. Em Aljezur o acréscimo do desemprego foi o quarto maior do país, cerca de 60%. O ajustamento do mercado imobiliário devido à crise é uma das causas.

Como noticiou o i recentemente, Portugal é o mercado de trabalho europeu que mais tem sofrido, desde o início da crise (meados de 2007), com as falências e encerramentos de empresas. Este tipo de reestruturação, mais dolorosa e radical, contrasta com os processos de reorganização interna, prática que domina nos restantes países europeus e que permite às companhias ficarem activas.

Segundo o Centro Europeu para a Monitorização da Mudança (CEMM), instituição europeia, mais de 54% das reduções de emprego anunciadas em Portugal desde o segundo semestre de 2007 surge na sequência de falências ou de encerramentos. O balanço deste ano já é francamente negativo a esse nível. O CEMM sublinhou que, na indústria europeia, "o maior caso de destruição de empregos [em Maio] está relacionado com o plano da alemã Rohde, o maior fabricante de calçado em Portugal, para fechar a fábrica em Santa Maria da Feira, com a perda de 980 empregos". Os números do IEFP mostram, justamente que o concelho da Feira, perto do Porto e bastante populoso, é outro dos que sofre com um alastramento do desemprego. Subiu 22% em Maio, pior do que em Abril.

A maioria dos economistas admite que as medidas de redução do défice colocam a economia à beira de uma nova recessão, apesar de muitos concederem que são necessárias para a credibilidade do país nos mercados. O governo está a apertar as regras de acesso ao subsídio de desemprego, que no médio a longo prazo podem forçar uma redução de salários e às prestações sociais.

No primeiro trimestre, a taxa de desemprego nacional subiu para 10,6% da população activa, um recorde. A região do Algarve afirmou-se inequivocamente como a região mais afectada pelo desemprego (13,6%) contra 12,5% no Norte.

fonte:www.ionline.pt/

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