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12
Jul11

341 mil empregos destruídos em cinco anos

adm

Entre 2008 e 2012, a economia nacional deverá ter uma perda recorde de postos de trabalho. Uma das consequências é nos salários que tiveram, no ano passado, a maior queda desde os anos 80.
 

A economia portuguesa deverá destruir 341 mil postos de trabalho no espaço de cinco anos. O Banco de Portugal estima quedas do emprego de 1% este ano e um novo tombo de 0,9% em 2012. São quase 100 mil empregos perdidos nestes dois anos de forte ajustamento económico por causa do programa da troika. A este número somam-se as cerca de 240 mil empregos que desapareceram entre 2008 e 2010. 

Os dois anos de recessão - com quedas de 2% e 1,8% do produto interno bruto (PIB) - vão agravar mais ainda a situação do mercado de trabalho português que, nos últimos anos, teve uma rápida subida do desemprego. Segundo os últimos números do Instituto Nacional de Estatística (INE), a taxa de desemprego atingiu 12,4% no primeiro trimestre (com a nova metodologia já que com a anterior seria 11,4%). Várias previsões apontam para que que possa passar a barreira dos 13% no próximo ano.   

No primeiro trimestre do ano passado, o emprego em Portugal caiu abaixo dos cinco milhões de postos de trabalho pela primeira vez desde 2000. A consequência mais imediata é o agravamento do desemprego, já que as empresas não estão sequer a manter os trabalhadores - porque despedem ou porque fecham portas - e muito menos a conseguir acomodar os jovens que chegam todos os anos à população ativa. 

Mas quem fica no mercado também sofre com salários reais mais baixos, porque têm uma parcela de remuneração variável ou simplesmente porque tem aumentos abaixo da inflação. O Expresso fez as contas a partir da série da remuneração por trabalhador do Banco de Portugal- descontada da inflação com base no deflator do consumo privado - e 2010 foi o ano em que teve a maior queda desde a década de 80 com uma descida de 1,5%. 

Desde 1978, apenas por oito vezes se registaram quebras a remuneração real média dos trabalhadores portugueses. Na última década, aconteceu por três vezes: 2002 (0,5%), 2004 (0,3%) e 2010 (1,5%). Durante os anos 90 nunca aconteceu e as restantes situaram-se  nas décadas de 70 e 80. As maiores foram em dois anos seguidos - 1983 e 1984 - quando as quebras atingiram, respetivamente, 12,4% e 7,2%.

fonte:http://aeiou.expresso.pt/

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