16
Mai 12

Desemprego em Portugal dispara para recorde de 14,9%

No final de Março, existiam 819,3 mil desempregados em Portugal.

A taxa de desemprego em Portugal subiu para 14,9% no primeiro trimestre de 2012, um novo máximo histórico, traduzindo um aumento de 2,5 pontos percentuais face ao trimestre homólogo. Foi a subida trimestral mais acentuada de que há memória, reflexo da recessão económica provocada pelas medidas de austeridade que estão a ser aplicadas no país, em troca de um resgate de 78 mil milhões de euros.

Segundo as estatísticas do Inquérito ao Emprego relativas ao primeiro trimestre de 2012, o número de pessoas sem trabalho atingiu os 819,3 mil, o que representa um acréscimo de 0,9% face ao trimestre anterior.

O INE explica que para este resultado contribuíram, fundamentalmente, seis situações: "a diminuição de 130,6 mil empregados do sexo masculino, que explicou 64,2% da variação ocorrida no emprego total; a diminuição de 135,8 mil empregados dos 15 aos 34 anos, que explicou 66,7% da variação ocorrida no emprego total; a diminuição de 276,1 mil empregados com nível de escolaridade completo correspondente, no máximo, ao 3º ciclo do ensino básico; a diminuição de 102,1 mil empregados no sector dos serviços e de 91,0 mil empregados no sector da indústria, construção, energia e água; A diminuição de 152,1 mil trabalhadores por conta de outrem, dos quais 106,5 mil tinham um contrato de trabalho com termo; e por último a diminuição de 204,4 mil trabalhadores a tempo completo.

Ao nível geográfico, o INE revela que face ao trimestre homólogo de 2011, "a taxa de desemprego aumentou em todas as regiões". 

O Algarve é de longe a região mais fustigada pelo desemprego, com 20% da população activa a encontrar-se fora do mercado de trabalho no primeiro trimestre. Seguem-se Lisboa, Alentejo e Madeira, com a taxa de desemprego a aumentar para 16,5%, 15,4% e 16,1%, respectivamente.

Esta subida no primeiro trimestre foi considerável mas já era de esperar: "É um número que não nos surpreende e em média, para o conjunto do ano, esperamos uma taxa de desemprego de 15% e esta saiu em linha com a nossa expectativa. Contudo, é um valor significativamente mais elevado do que o do trimestre homólogo, mas é preciso ter em conta que houve alteração de metodologia e as comparações são mais difíceis de fazer", afirmou hoje Paula Carvalho, economista do BPI, à Reuters, acrescentando que "este número reflecte a actual situação (económica) e reflecte que os sectores mais expostos ao exterior estão mais resguardados, enquanto os mais expostos à economia interna são mais afectados".

Nas suas previsões mais recentes, o Governo apontou para uma taxa de 14,5% em 2012. No entanto, está a ser feita uma revisão dos métodos de previsão e deverão ser apresentadas novas projeções no início do próximo mês.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

 

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Desemprego entre licenciados aumenta 37% num ano

Desemprego em Portugal subiu em todas as faixas etárias e em todos os níveis de escolaridade. Entre licenciados disparou 37% em 12 meses.

O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou hoje que no final de Março existiam 154 mil jovens, com idade entre 15 e 24 anos, sem trabalho, o que significa uma taxa de desemprego de 36,2%, um valor recorde. O mesmo relatório dá conta que no último ano o desemprego jovem aumentou 24,6% em Portugal.

É contudo entre os 25 e 34 anos que o desemprego faz mais vítimas: em Março de 2012 eram 225,7 mil os portugueses nesta faixa etária fora do mercado de trabalho.

Por nível de escolaridade, o desemprego também cresceu em todas as frentes, destacando-se a subida de 37% num ano no número de licenciados sem trabalho. A taxa entre quem completou secundário e pós-secundário disparou 43,5% nos 12 meses findos em Março deste ano.

Destaque ainda para a evolução do número de desempregados de longa duração: de acordo com o INE, a taxa de desemprego entre os desempregados que procuram emprego há 12 e mais meses registou um incremento de 14%. No final de Março eram 416,2 mil pessoas nesta situação.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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16
Mai 12

Dinamarca tem entre sete a dez mil vagas

Nos próximos cinco anos, várias indústrias deste país escandinavo vão precisar de engenheiros.

Entre sete mil a dez mil é o número de engenheiros que a Dinamarca precisa, nos próximos cinco anos, revelou ao Diário Económico Michel Pird, da Work in Denmark, uma organização governamental, que esteve a apoiar os candidatos a um emprego no seu país no "Engineers Mobility Day".

"Precisamos de engenheiros para o sector do gás e petróleo, para as infra-estruturas como metropolitano, estradas, pontes e linhas ferroviárias, para a construção, etc.", adiantou Michel Pird. As empresas recrutadoras dão prioridade aos candidatos já com experiência profissional.

Neste país, o salário médio de um engenheiro, antes de impostos, ronda os cinco mil euros. No entanto, os impostos são de cerca de metade, o que coloca o valor líquido pago nos 2.500 euros.

Presentes ou representadas neste evento, que decorreu no ISEL, destinado a conquistar os engenheiros portugueses, estiveram as empresas Alfa Laval, Atkins-Oil & Gas, Danfoss e Det Norske Veritas ( DNV).

Se pretende candidatar-se a um emprego na Dinamarca, saiba que para permanecer no país mais de três meses tem de pedir autorização de residência e para isso tem de: ter um emprego remunerado, um negócio próprio, ser estudante e tem sempre de provar que tem recursos para se manter.

Condições de vida e de trabalho
Numa entrevista de emprego na Dinamarca, o número de pessoas presentes varia, geralmente, entre uma e cinco. Normalmente, não dura mais de uma hora e, muitas vezes, é oferecida ao candidato uma chávena de chá ou café. No final, poderá fazer perguntas sobre, por exemplo, as funções a desempenhar, o salário, as condições de trabalho, o contrato, as férias ou as regalias complementares. Em geral, o ambiente da entrevista é franco e amigável. Na conversa predominam, obviamente, os temas profissionais, mas, numa conversa mais descontraída que ocorra na fase final, também podem ser abordados assuntos relacionados com, por exemplo, filhos, desporto, etc.

Existem contratos-tipo de trabalho, mas a empresa pode usar um clausulado próprio. Para ter a certeza de que não há falhas no seu contrato individual, compare-o com o contrato-tipo aplicável, que pode ser adquirido em qualquer livraria.

Geralmente, o salário ou o horário de trabalho são negociáveis, assim como eventuais benefícios complementares. A remuneração é paga à hora, à semana ou ao mês. A fixação de uma remuneração anual é rara. O subsídio de férias é regulado por lei e, se existir algum sistema de atribuição de prémios, deve ser descrito separadamente.

Embora a respectiva concessão dependa do nível do lugar em causa, é sempre possível negociar benefícios complementares. Telefone, jornais, automóvel e acesso à Internet gratuitos são alguns dos mais comuns.

Normalmente, o contrato prevê um período experimental de três meses e as despesas efectuadas para comparecer à entrevista não são reembolsadas.

Conjuntamente com a candidatura e o CV, terá de ser apresentada cópia do diploma e uma carta de recomendação poderá ser útil.

Os dinamarqueses são muito pontuais. Convém chegar com cinco ou dez minutos de antecedência. E opte por um estilo de vestuário moderadamente conservador, evitando a descontracção excessiva.


Eures

Alemanha
A 4 e 5 de Junho haverá um evento de recrutamento de engenheiros para empresas alemãs. Para se candidatar até 15 de Maio no site do Eures em www.iefp.pt

Enfermeiros
Também em www.iefp.pt pode ver mais informação sobre os profissionais de enfermagem que Suiça, Reino Unido e Alemanha estão a contratar.

Aibel
Na Noruega, a Aibel procura engenheiros mecânicos e de electrotecnica, entre outros, em www.aibel.com

Statoil
Também a Statoil está a contratar engenheiros para todas as áreas ligadas ao petroleo, na Noruega. Ver em www.statoil.com

Irlanda
Se preferir a Irlanda, a EDGE Design & Engineering Innovation também está a contratar. Basta ver em www.edgeinnovate.new.gridhosted.co.uk

UE
Se pretende um emprego em alguma instituição europeia, em www.eu-careers.eu são muitas as ofertas.

Noruega
Ainda na área do petróleo e gás, a Aker Solutions também está a contratar para a Noruega, em www.akersolutions.com

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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15
Mai 12
15
Mai 12

Metade dos jovens já desistiram de procurar trabalho

Mais de metade dos jovens desempregados não aparecem nas estatísticas oficiais de emprego porque já desistiram de procurar trabalho, declarou esta terça-feira a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

O desemprego entre jovens dos 15 aos 24 anos está nos 22,6%, na média dos 30 países da OCDE, o que significa mais sete pontos que em 2007. No entanto, em alguns países, a situação é muito mais grave: na Espanha e na Grécia a taxa ultrapassa os 50%, em Portugal está nos 36,1%. Apesar disso, a taxa de desemprego «não reflete toda a realidade», alerta a OCDE.

«Muitos jovens que abandonaram o sistema de ensino deixaram de aparecer nas estatísticas de emprego», lê-se no comunicado da organização, que estima em 23 milhões o número de jovens sem trabalho: «Mais de metade desistiu de procurar por emprego», revela o documento, citado pela Lusa.

Para a OCDE, há «uma preocupação crescente de que uma proporção significativa e cada vez maior da população esteja em risco de um desemprego ou inatividade prolongados». 

Desta feita, a OCDE lança um apelo aos ministros do trabalho do G20, que estarão reunidos na próxima quinta-feira no México, para que concentrem os seus esforços na criação de emprego para os jovens.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico propõe a redução das contribuições para a segurança social dos empregadores ou subsídios salariais para quem contrate jovens. A OCDE defende ainda o reforço de programas de estágios e formação.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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09
Mai 12

Feira do emprego oferece 175 ofertas de trabalho

Aqueles que andam à procura de emprego em Bragança têm disponíveis 175 ofertas de trabalho numa feira que começou esta quarta-feira e que durante dois está a receber currículos em diferentes setores de atividade.

A Feira do Emprego, Educação e Solidariedade decorre pelo segundo ano consecutivo com ofertas de trabalho em todo o Distrito de Bragança, região Norte e também a nível europeu, em países como Espanha e Suíça.

As oportunidades vão desde a área da gestão, engenharia civil, arquitetura, enfermagem, loja, solidariedade, contabilidade, serventes, eletricistas, à colocação de painéis.

A iniciativa é organizada pelo Centro Social e Paroquial dos Santos Mártires, em parceria com outras instituições, que espera conseguir dar resposta a alguns desempregados e recém-licenciados no Instituto Politécnico de Bragança, como disse Vítor Costa, responsável pelo eixo do emprego, formação e educação na instituição organizadora.

A feira insere-se nas atividades do centro social que, desde há três anos, tem disponível um gabinete para ajudar a encaminhar desempregados para ofertas de emprego.

«Temos parcerias com as empresas que disponibilizam as ofertas, e encaminhamos as pessoas apropriadas para essas ofertas».

No gabinete, já foram feitos «à volta de 300 atendimentos», duzentos dos quais «foram resolvidos com algum sucesso».

Tanto no gabinete como na feira de emprego há algumas áreas que se destacam na procura de mão-de-obra como a eletricidade e colocação de painéis, de acordo com aquele responsável.

Vítor Costa deixou uma sugestão aos mais jovens: «Os cursos profissionais até ao 9º ano podem ser uma boa saída para quem não pretende prosseguir os estudos e ficar com habilitações técnicas, que no futuro se assumem com maior empregabilidade».

Alertou ainda aqueles que andam à procura de emprego de que «é necessário que as pessoas, os desempregados consigam adaptar-se».

«Se nós vivermos apenas e só do nosso título, da nossa formação básica, ficaremos presos ao passado e não conseguiremos sair do desemprego».

Na edição anterior, a feira recolheu cerca de 200 currículos de candidatos a emprego, alguns dos quais foram encaminhados diretamente para a oferta do evento e outros ao longo do ano, no gabinete de emprego. Cerca de «50 por cento» dos interessados conseguiram colocação.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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09
Mai 12

Seis passos mágicos para conseguir o melhor emprego

Traçar um plano é essencial. Saiba como o fazer e quais os passos a dar.

Antes de se lançar em qualquer aventura para conseguir um melhor emprego deve "planear e ter uma abordagem estruturada e o mais organizada possível", afirma Mariana Branquinho da Fonseca, ‘partner in charge' da Heidrick & Struggles. A responsável pela empresa de gestão de talento traçou as seis etapas mágicas para construir uma carreira de sucesso na sessão "Como abordar o mercado de trabalho", organizada pela European Professional Women's Network (EPWN) Lisbon na Ordem dos Economistas.

"Numa situação de crise, em que por vezes somos postos fora de uma empresa, devemos encarar o acontecido como oportunidade. Podemos, por exemplo, fazer nascer uma ‘start up', que empregue imensas pessoas", afirmou na abertura da sessão Mónica Santiago, presidente da EPWN Lisbon.

"O planeamento estratégico da carreira é determinante para a ‘caminhada' que cada um pretende efectuar", acrescenta Mariana Branquinho da Fonseca. Um plano em seis etapas que deve seguir para ter uma abordagem de sucesso ao mercado de trabalho.

1. Tem que definir quem é
Para isso, deve fazer uma auto-avaliação crítica e objectiva das suas competências. "Ninguém é perfeito". Há que reflectir sobre em que é que somos bons . O planeamento de carreira começa com o reconhecimento de que cada um é único e singular. É preciso trabalhar os seguintes aspectos: personalidade; atitude (para com os outros e a vida em geral); competências e habilidades; valores e missão pessoal; interesses, gostos e zonas de conforto e planos para o futuro. Deve apostar em fazer a sua ‘swot pessoal': definindo quais os seus pontos fortes; em que contexto se destaca; onde vou buscar a energia; como alavancar a sua experiência; quais as suas zonas de desconforto; quais os seus medos; os insucessos deveram-se a quê? Deve ainda "listar os seus principais sucessos e insucessos e analisar o que correu bem e mal e porquê;

2. Fazer uma história de carreira
Nesta segunda fase, deve definir o seu percurso e os seus ‘achievements'. E pensar na sua história de carreira como uma das peças de informação mais relevante que tem de produzir. Porque a "sua história de carreira é o passaporte de entrada" no mercado de emprego. Deve listar os dados pessoais mais relevantes, analisar detalhadamente os marcos de carreira, elencar as referências relevantes e definir "quais as motivações actuais e perspectivas de médio prazo". Há também que responder a esta questão: "Porque está disponível para novos desafios?".

A fase final desta etapa é a construção do currículo onde deve condensar toda a informação relevante. Uma tarefa que exige muito engenho. Depois de lerem o currículo, os futuros empregadores devem dizer: "Quero conhecer esta pessoa!";

3. Olhar para o mercado de trabalho
Nesta fase deve focar-se nos objectivos que pretende alcançar, direccionar a sua energia e ser determinado. Fundamental é obter o máximo de informação sobre o que se passa no mercado. Perceber quais as apostas que fazem sentido e estudar as oportunidades. Hoje há que olhar para o mercado sem fronteiras. "As empresas estão cada vez mais a ir para fora e, nesse caso, há que pensar se queremos ou não ter uma experiência internacional", sublinhou Mariana Branquinho da Fonseca.

Tem ainda que "mapear" os ‘stakeholders'- chave, identificar os factores críticos de sucesso e definir uma estratégia de acção. Depois há que saber como encontrar as oportunidades. O que pode ser feito através de convites espontâneos; anúncios ou candidaturas espontâneas; ‘headhunting' e ‘networking'. Em termos informais deve alavancar os contactos pessoais e profissionais directos e indirectos;

4. Traçar um plano de acção
Nesta fase, deve fazer um plano interno e externo. Esse plano externo deve ter um foco no mercado: avaliar o mercado e as empresas; definir os ‘stakeholders' chave e as oportunidades. Deve olhar para a sua lista de contactos e definir quais os mais relevantes para atingir os seus objectivos;

5. Conheça as oportunidades e prepare a entrevista
Esta pode ser a fase decisiva. Na entrevista "não se esqueça que é muito importante ser um bom comunicador, mas é igualmente fundamental saber escutar!". Fundamental é seguir os seguintes pontos: pontualidade; apresentação; concentração; atitude activa e positiva, postura natural, tranquila, simpática e flexível; discurso aberto e transparente promovendo um diálogo; destaque para o que for relevante; recolha de informação e, no final, acorde os próximos passos;

6. Reavaliação dos resultados obtidos
Nesta fase há dois cenários possíveis: ou tem uma proposta desafiante, neste caso terá que aferir o seu índice de motivação e entusiasmo; reflectir sobre os aspectos do desafio e sobretudo não se precipitar e medir o custo de oportunidade. Caso não tenha obtido nenhuma resposta deve "redefinir estratégias e procurar caminhos alternativos". Até porque "o custo de oportunidade de estar afastado do mercado é muito elevado e inevitavelmente o seu capital intelectual vai-se desvalorizando.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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07
Mai 12
07
Mai 12

Quer fugir ao desemprego? Crie um negócio a partir de 1500 euros

Quer fugir da crise financeira ou da elevada taxa de desemprego? Então investir no seu próprio negócio poderá ser uma alternativa. Há ofertas para todos os gostos, modalidades e a preços “low cost”. O Instituto de Informação de Franchising (IIF) diz ao i que é possível abrir uma empresa a partir de 1500 euros. Mas quem quer gastar mais também pode, há opções que exigem montantes na ordem dos 450 mil euros.

A verdade é que os investidores portugueses tendo em conta a crise financeira são mais contidos. Segundo o IIF, 40% das oportunidades de negócio que estão a operar no mercado apresentam um investimento inferior a 25 mil euros, mas a maioria dos conceitos têm apostado num investimento inferior a 10 mil euros. “A maioria destas marcas encontra-se no sector dos serviços e muitas delas são negócios que podem ser geridos a partir de casa”, refere. No entanto, 66% das oportunidades de negócio apresentam investimentos até 50 mil euros.

Optar por um negócio em regime de franchising é uma opção, tendo em conta que o modelo já está testado. Foi o que aconteceu com o responsável da Loja do Condomínio, Paulo Antunes. “O franchising é por definição um negócio testado, onde a transmissão de know-how é um factor obrigatório. Se montar um negócio envolve sempre riscos, o franchising será sempre a melhor forma de os reduzir muito significativamente”, diz ao i.

Uma opinião partilhada pelo director--geral da Melon (empresas ligadas à construção civil), João Carvalho, ao dizer que o franchising “funciona como uma espécie de rede de segurança para os investidores, uma vez que assenta em modelos de negócio já testados”.

Como existe actualmente uma grande pressão sobre o preço, Paulo Antunes admite que também neste sector há uma grande preocupação por este factor. “O franchising permite agregar as suas unidades em centrais de compras, garantindo assim uma maior competitividade, em termos de custos operacionais”. A Loja do Condomínio conta com 71 unidades no mercado português, 50 em Espanha e seis no Brasil. Para entrar neste negócio é necessário investir 36 mil euros.

Paulo Antunes reconhece que as dificuldades de acesso ao crédito continuam a ser um obstáculo, por isso mesmo o responsável garante que é obrigado “a reinventar modelos de negócio de forma a facilitar o empreendedorismo dos nossos franchisados. Mas mesmo com essa contingência continuamos a abrir unidades e a registar sucesso na nossa operação”, admite ao i.

Já João Carvalho salienta que no de-senvolvimento de um negócio em regime de franchising, o acesso ao crédito é menos dificultado do que nos casos de empreendedores independentes. “ As instituições bancárias também reconhecem o risco de apoiar o investimento de alguém que apenas tem uma ideia de negócio, em comparação com o investimento num negócio que já tenha provas dadas”, acrescentando ainda que na Melon “temos tido alguns casos de financiamentos de negócio a 100%, mas não é fácil, os nossos franchisados tiveram de lutar muito e convencer a banca que o risco de aderirem a um franchising era menor”.

CRISE O franching não ficou alheio à retracção económica que se vive no país. De acordo com o IIF, no segundo semestre de 2011 verificou-se uma redução do número de unidades totais em funcionamento – existem neste momento 11 760 unidades – e consequentemente verificou-se uma contracção no emprego em cerca de 4%. “As dificuldades acrescidas de financiamento, a falta de confiança dos mercados e a passagem ao estatuto de país intervencionado pelas instâncias internacionais, acabou inevitavelmente por afectar também este sector”.

Segundo o IIF, o sector dos serviços é aquele que continua a ter maior potencial de crescimento, uma vez que continua a ser alvo de maior procura e é responsável por 56% das oportunidades de negócio, totalizando 5600 unidades. “Isto deve-se essencialmente aos seguintes factores: perfil de investidor existente no mercado é um quadro médio-superior mais vocacionado para esta área; maior procura por parte das empresas e consumidores de serviços especializados; é o sector que reúne o maior número de oportunidades de baixo investimento e sem necessidade de espaços comerciais com localização privilegiada”, salienta.

Dentro dos serviços, as áreas de negócios que aglutinam o maior número de unidades são os serviços de transporte e apoio a negócios, estética, saúde e bem--estar, consultoria financeira/auditoria e seguros, mediação imobiliária, serviços de conveniência, agências de viagens e formação e ensino. No sector do comércio, destacam-se os conceitos de compra e venda de ouro, responsáveis por mais de 400 unidades em operação.

Assistiu-se também a um crescimento das unidades em operação no estrangeiro com um aumento de 3,4% em 2011.

fonte:http://www.ionline.pt/

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04
Mai 12

'Passaporte emprego' avança ainda este mês

O Governo propôs à Comissão Europeia a atribuição de bolsas a empresas que promovam estágios profissionais e empreguem esses estagiários, uma medida que poderá beneficiar 91 mil jovens desempregados, mas que depende do apoio de Bruxelas.

A medida defendida pelo Governo - denominada 'passaporte emprego' - faz parte do documento enviado a 01 de março ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e aos parceiros sociais, e destina-se a criar estágios profissionais para desempregados com idade compreendida entre os 16 aos 34 anos independentemente do seu nível de em escolaridade.

“A resposta de Bruxelas foi positiva em relação à proposta apresentada por Portugal, sendo que também foi confirmado que não seriam disponibilizados fundos adicionais para além daqueles que resultam das disponibilidades que já existem em Portugal”, disse à Lusa Pedro Martins à margem do seminário “O Emprego Jovem e o Papel das Cooperativas", que decorre hoje em Lisboa.

Por outro lado, acrescentou o governante, “Bruxelas deu confirmação que iria acelerar o processo de reprogramação quando o recebesse [o documento] e, nesse sentido, tendo já esta ‘luz verde’ por parte de Bruxelas sobre este aspeto, estamos em condições de pôr estas iniciativas no terreno de forma mais célere”, em particular, a iniciativa ‘passaporte emprego’.

“O passaporte emprego é a principal iniciativa e terá um efeito interessante de combate ao desemprego jovem, uma vez que passa por uma nova formalidade de estágios e penso que poderá ser possível já ter a moldura legal para implementar esta medida até ao final do mês de maio”, referiu Pedro Martins.

Ressalvou, contudo, que “o montante total para financiamento ainda está em aberto uma vez a Comissão Europeia informou que não haveria a disponibilização de verbas adicionais”. Assim, o número inicialmente considerado pelo Governo, de apoiar 35 mil jovens – número correspondente a uma ajuda de 140 milhões de euros – “não está ainda confirmado por Bruxelas”.

De acordo com o documento do Executivo enviado para a Comissão Europeia, apenas os desempregados inscritos nos Centros de Emprego há pelo menos quatro meses poderão ser abrangidos pelo ‘passaporte emprego’, independentemente de se tratar de um jovem desempregado à procura do primeiro emprego ou de um novo emprego.

O 'passaporte emprego' faz parte de um programa mais vasto do Governo para combater o desemprego jovem e que foi batizado pelo Executivo de “Impulso Jovem” e visa responder ao desafio lançado por Durão Barroso durante o Conselho Europeu de janeiro, e assim reduzir o desemprego jovem nos países da União com taxas mais elevadas.

fonte:http://noticias.sapo.pt/e

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04
Mai 12

Como criar emprego com o subsídio de desemprego

Quem está desempregado pode antecipar prestações para criar o seu próprio emprego.

Estar desempregado pode ser apenas o primeiro passo no caminho do empreendedorismo.

Isto porque é possível antecipar as prestações de desemprego para criar postos de trabalho.

Já antes os desempregados podiam receber, de uma só vez, todo o subsídio de desemprego (ou subsídio social de desemprego, destinado a agregados de fracos rendimentos) quando apresentassem projectos de criação do próprio emprego. Mas desde Abril, é possível antecipar parcialmente o montante das prestações, desde que as despesas não ultrapassem o valor do montante único. Neste último caso, o beneficiário continua a receber mensalmente a parte restante do subsídio que não antecipou, até que se verifique a sua inscrição no regime de trabalhadores por conta de outrem; nessa altura, o pagamento é suspenso.

A possibilidade de pedir o pagamento, total ou parcial, do subsídio aplica-se a beneficiários que apresentem projectos que criem, pelo menos, o seu próprio emprego, a tempo inteiro. Note-se que durante aquele período, os beneficiários não podem exercer outra actividade remunerada.

Estes novos empreendedores também podem beneficiar de crédito com garantia e bonificação da taxa de juro, através das linhas Microinvest (para projectos mais pequenos) e Invest+, destinadas a apoiar a criação de pequenas empresas. Estas duas linhas, aliás, estão acessíveis a outras franjas da sociedade, nomeadamente jovens à procura do primeiro emprego ou trabalhadores indepedendentes com rendimentos baixos.

Os procedimentos variam consoante o beneficiário opte, ou não, pelo recurso ao crédito mas em regra exige sempre articulação entre o centro distrital de Segurança Social da área de residência e o centro de emprego da área de implementação do projecto.

Além destas medidas, também está no terreno um Programa Nacional de Microcrédito, destinado a pessoas com especiais dificuldades de acesso ao mercado de trabalho. Estes beneficiam igualmente da linha Microinvest.


Dois empreendedores de sucesso

Produtos tradicionais
Ao ver-se desempregado, Manuel Teixeira resolveu seguir um sonho antigo e abrir uma empresa de produção e comercialização de produtos regionais como enchidos, compotas, azeites aromatizados, licores e queijos, pedindo a antecipação do subsídio. Sedeada em Mirandela, a Caminho Imbatível foi criada em Novembro de 2011 e a presença em feiras do sector foi o ponto de partida para angariar os 30 clientes actuais, que vão à loja montada na sede. Mas a ambição é abrir mais noutras regiões do país, bem como uma loja on-line, e apostar na internacionalização, no espaço de dois anos. O objectivo é que os clientes sejam o consumidor final.

Oficina móvel
Luis Silva trabalha desde os 16 anos, como electricista de automóveis, mas, após 30 anos a trabalhar por conta de outrem, viu-se desempregado e decidiu trbalhar por sua conta e risco. Pediu o subsídio de desemprego antecipado, e criou um escritório na garagem de sua casa. Além disso, comprou uma carrinha e todas as ferramentas e material necessário para poder atender tanto clientes particulares, como as cerca de 15 oficinas suas clientes. No fundo, Luis Silva criou uma oficina móvel, deslocando-se sempre que é chamado. Apesar da crise, Luis Silva diz que tem trabalho todos os dias.


Linhas

1 - Medida
Quem recebe subsídio de desemprego pode antecipar, na totalidade ou parcialmente, as prestações de desemprego.

2 - Obrigações
Para isso, tem de apresentar um projecto que origine, pelo menos, a criação do seu próprio emprego.

3 - Parcial
Quem pedir a antecipação de parte do subsídio, continuarác a receber o remanescente mensalmente.

4 - Aplicação
O montante antecipado pode ser utilizado na aquisição de estabelecimento por cessão ou na aquisição de capital social de empresa que já exista. Mas no projecto que inclua este último requisito, tem de haver aumento de capital social, ou seja, não as prestações não podem financiar a aquisição de partes sociais existentes.

5 - Crédito
A criação de próprio emprego pode ser feito com ou sem recurso a linhas de crédito com garantia e bonificação da taxa de juro.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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02
Mai 12
02
Mai 12

Portugueses procuram no exterior soluções para fugir ao desemprego

Brasil, Alemanha, Angola e Noruega são os destinos dos novos emigrantes portugueses.

David Bernardo é um empresário português que vive no Brasil. Cansado dos inúmeros contactos de amigos e conhecidos à procura de informações sobre como é trabalhar no Brasil, o empresário criou no Facebook a página "Empregos no Brasil para Estrangeiros", com o objectivo de esclarecer muitas das dúvidas. Teve imediatamente 35 mil pessoas inscritas na página que acabara de criar. O interesse justifica-se. As estimativas apontam para que sejam necessários quase oito milhões de profissionais, até 2015, no mercado de trabalho brasileiro. Recentemente foram divulgados números que apontavam para a necessidade de 50 mil engenheiros nas empresas brasileiras.

Com o desemprego em Portugal a atingir previsivelmente os 14,5% em 2012, segundo o ministro das Finanças, Vítor Gaspar, cada vez mais portugueses procuram na emigração uma solução. "Há uma quebra muito significativa em todos os sectores em Portugal", diz Amândio da Fonseca da EGOR, o que significa que emigrar "não é o seu sonho de carreira, mas um recurso, sobretudo para os mais qualificados", conclui. As estatísticas comprovam-no. Só em 2011, o Instituto do Emprego e da Formação Profissional anulou 22.700 inscrições devido a emigração, um aumento face aos 14.695 registos de 2008. O peso da emigração no total de inscrições eliminadas também tem subido. Em 2011, justificava 4,5% do total, mas, em 2008, ficava em 3,1%.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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