13
Mar 12
13
Mar 12

Procurar emprego depois dos 50 anos

Vivemos numa época em que o mundo dos negócios vive obcecado com a juventude. Eu deveria saber. Eu costumava trabalhar no centro nevrálgico de uma das empresas mais orientadas para os jovens do planeta, a Nickelodeon. Parte da MTV Networks, o código não escrito de vestuário, aparência e comportamento tem um axioma inegociável: independentemente do tipo de trabalho que você faz, é essencial ter um aspeto jovem, ou pelo menos não muito quadrado. 

Estou convencida de que um colega meu da altura nunca conseguiu atingir o seu pleno potencial, simplesmente porque parecia demasiadamente um banqueiro conservador. Tradução: ele parecia um velho. Mas pelo menos tinha emprego. 

Durante a última década, o número de trabalhadores mais velhos desempregados aumentou 300%. Os trabalhadores com mais de 45 anos ficam mais tempo desempregados do que os mais jovens e as ações legais por discriminação por idade aumentaram 66% entre 1999 e 2011. Ainda assim, provar que se foi discriminado por idade no local de trabalho é muito, muito difícil de provar. Se você está à procura de um novo emprego e tem mais de 50 anos, o melhor que tem a fazer não é processar. É lidar com aquilo que tem da melhor maneira possível.

Neste mercado stressante, sem garantias de pensões ou redes públicas de segurança e consequentemente com a necessidade de todos nos mantermos produtivos tanto tempo quanto possível, há algumas coisas básicas que podem ajudá-lo.

Pense na indústria
A obsessão com a juventude não é um fenómeno único de empresas como a MTV Networks, focadas em programação para pessoas com menos de 30 anos. A tecnologia digital, um dos sectores que mais crescem e que mais têm lucrado no mundo, é popular entre os consumidores de todas as idades. No entanto, a Internet e as indústrias de software e eletrónica de consumo estão dominados por pessoas com menos de 40 anos. 

De acordo com Techies.com, a idade média num cargo de desenvolvimento de software em Silicon Valley é de 24 anos. Pelo que talvez não seja surpreendente, como revela a Academia Nacional de Ciências, que seja três vezes mais provável "os trabalhadores mais velhos no sector da tecnologia perderem os seus empregos em despedimentos coletivos ou layoffs do que os mais jovens”. 

Segundo uma pesquisa realizada pela revista Network World, apenas cerca de um em cada oito gerentes da área de tecnologia com 30 anos ou menos contratou alguém com mais de 40 durante o ano anterior.

Se está a apontar para um sector dominado por jovens, é bom conhecer as suas opções e probabilidades. E entenda que as descrições de trabalho que incluem expressões como "enérgico" e "disponível" podem ser código para "jovem".

Conheça a sua geografia - tanto organizacional como literal
Há diferenças abissais estereotipadas entre diferentes regiões, como aprendi quando fingi querer voltar ao trabalho empresarial depois de deixar crescer os cabelos brancos, como pesquisa para o meu livro sobre o envelhecimento. 

Uma das especialistas com quem conversei, Ann Carlsen, recrutadora nos sectores de telecomunicações e tecnologia com sede em Boulder, Colorado, foi absolutamente clara: Nas empresas da Califórnia "pessoas com mais de 40 estão fora." E se isso pode não ser uma verdade absoluta por exemplo em Connecticut, em qualquer outro sítio, garantiu-me, se eu quisesse mesmo reentrar no mercado de trabalho, devia preparar-me para um processo longo e frustrante. E isto foi antes da recessão. 

"Na sua idade", disse-me, arrasando os meus (pretensos) desejos de voltar a trabalhar a sério, "devia tentar ser consultora”. Por outras palavras, de acordo com Carlson, aos 50 anos a única pessoa para quem eu poderia trabalhar era eu própria.

A "geografia" organizativa também é importante - diretor de marketing vs. diretor financeiro. Os candidatos mais velhos têm de se perguntar: o atributo mais importante que devo mostrar é a competência ou a criatividade? E como posso transmitir essas qualidades? Por exemplo, uma mulher de cabelo em pé pintado de cor-de-laranja seria capaz de conquistar o cargo de COO? E alguém com um look extremamente conservador conseguiria tornar-se chefe de uma editora discográfica? A resposta é sempre não.

Pat Mastandrea, ex-COO da SKY, é hoje chefe do Grupo Cheyenne, uma empresa de recrutamento nova-iorquina que se especializa em colocar executivos de topo nas empresas de media, entretenimento e educação. Diz ela que a pressão para ser (ou pelo menos parecer) jovem é mais importante em determinados cargos. 

"Tive uma candidata da área de vendas que acordou um dia e percebeu que todos os seus colegas estavam na faixa dos 30, os seus clientes estavam nos 20 e ela já tinha 50 anos; então percebeu que havia falta de ligação e teve de mudar as áreas. Aceitar e adaptar-se ao envelhecimento não é tão fácil quando se fala de um cargo de vendedor."

Esteja ciente do seu aspeto
Perguntei a Carlsen se notava quaisquer diferenças básicas nos tipos de candidatos que diferentes indústrias procurar. “Cada vez mais empresas estão a apontar baterias a administrações cada vez mais jovens." Claro que os clientes não vão dizer diretamente que não aceitaram um dos potenciais candidatos porque era muito velho. Isso seria ilegal. "Em vez disso, eles vão defender que a pessoa 'não se adaptava bem à cultura da empresa' o que 'era demasiado qualificada – o que pode significar que essa pessoa não terá desafios à altura mas também pode simplesmente traduzir a falta de à vontade de um gestor em gerir pessoas mais velhas do que ele.

Mastandrea concorda que a discriminação por idade é difícil de detetar. "Alguns clientes nem sequer se apercebem das suas aversões ou têm consciência de que discriminam", diz. "Essa falta de consciência é o que torna a discriminação por idade tão complicada de provar.”

Mesmo assim, Carlsen diz que não interfere na aparência dos candidatos antes de uma entrevista de emprego. Ela acha que é importante que o cliente se confrote com o candidato real. No entanto, quando se é rejeitado algumas vezes eles próprios "tendem a descobrir que algo está mal e, por exemplo, a pintar os cabelos brancos”. 

E será que há mais exigência quanto à imagem das mulheres do que à dos homens? Duh. "As coisas são ainda mais difíceis para mulheres mais velhas. Elas têm de aparentar estar no mercado de trabalho, precisam de bons sapatos e acessórios, e de estar bronzeadas, com boa cara. Os homens [que dirigem as empresas] tendem a desprezar as mulheres mais velhas. Se o trabalho for em vendas ou em qualquer área com grande visibilidade, o problema é agravado. Se tiver duas mulheres candidatas a um lugar em vendas e uma é loira e está na moda enquanto a outra é desenchabida e deselegante, em momento nenhum há sequer uma sombra de dúvida sobre quem vai ficaqr com o emprego, independentemente da empresa em causa ou das capacidades e habilitações das candidatas", garante Carlsen.

Há fatores internos e externos que pesam na imagem que passa para fora – e há truques para parecer mais nova.

 

  •  

    Endireite as costas. Parece estupidamente simples, mas acredite que nada o faz parecer mais velho do que uma má postura.

     

  •  

    Seja fisicamente ativo. Há uma razão para os políticos subirem as escadas sempre rapidamente: mexer-se depressa fá-lo parecer mais ativo e jovem.

     

  •  

    Faça um check up à sua imagem. O seu corte de cabelo é moderno? E as suas roupas? Não tente ser o que não é – parecerá falso ou mesmo triste. Mas se ainda usa aqueles chumaços à anos 80 talvez seja boa ideia desistir deles.

     

 

Apesar de eu sonhar com o dia em que Katie Couric, Diane Sawyer e Nancy Pelosi deixem os cabelos brancos crescer, se sentir realmente necessidade disso, pinte o cabelo.

Avalie sua capacidade de adaptação
Agora a parte mais difícil: as barreiras internas a uma aparência jovem e ativa. O estereótipo de uma pessoa velha é alguém que resiste a mudanças, é lento a aprender, menos produtivo e que terá menos anos na organização para compensar os custos da sua formação. Para contrariar estes contras, deve realizar uma autoavaliação fria e objetiva. Acha que corresponde a algum dos pontos focados deste estereótipo.

Se for assim, acabe com os problemas, um por um:

- Caso se sinta intimidado pela nova tecnologia, peça ajuda a alguém de fora do escritório. Faça experiências com os novos media - Twitter, Pinterest, o seu próprio blog no Wordpress. Quanto mais “brincar”, mais fácil será adaptar-se às formas modernas do mundo do trabalho. Ninguém precisa dominar todos os media ou plataformas tecnológicas, mas estar familiarizado com os mais populares irá dissipar o estereótipo do “fora do tempo”.

- Se sente que as suas capacidades e habilitações estão enferrujadas, inscreva-se num curso para complementar as suas lacunas.

- Crie uma rede de trabalho em que contacte com pessoas jovens. Passe tempo com eles e verá que aprende alguma coisa - e eles terão gosto na sua orientação.

Não é preciso conhecer todas as bandas novas ou filmes (o mercado é demasiado rápido e mutável para manter-se a par), mas mantenha-se a par da cultura atual. Um bom ponto de partida é ler o The Week ou sites como o HuffingtonPost.

É possível ir longe demais? 
Conheço uma ex-executiva de publicidade que tenta desesperadamente parecer jovem - lidera uma empresa de consultoria de sucesso. Ela diz que seus funcionários lhe compraram cartões com a gíria social para que não parecesse deslocada no Twitterverso - ou seja, velha. A sua equipa ensinou-lhe palavras e frases como "ThatshitCra" (abreviação de "essa merda é de loucos"). 

A mim, isto já me parece um exagero. Porém, numa época e num país cuja cultura é a cultura da juventude, tentar parecer jovem no trabalho pode ser mesmo uma necessidade. Ainda que isso me deixe um pouco triste.

 

Anne Kreamer foi vice-presidente executiva e diretora criativa do Nickelodeon e do Nick at Nite; é autora de Going Gray, What I Learned About Beauty, Sex, Work, Motherhood, Authenticity, And Everything Else That Matters e de It’s Always Personal.

FONTE:http://www.dinheirovivo.pt/G

publicado por adm às 23:26 | comentar | favorito
12
Mar 12
12
Mar 12

Anda à procura de emprego? Há uma feira para si

A Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP) promove a partir desta terça e até sexta-feira a feira «Porto de Emprego», a par com uma feira de mestrados da universidade.

No âmbito do «Porto de Emprego», mais de 30 empresas, como a Vodafone, Sonae, REN, Santander, PWC, Galp, EDP, estarão ao longo destes dias presentes na FEP à procura de candidatos para emprego, prevendo-se que o evento seja visitado por cerca de 6 mil pessoas.

Esta é a 12ª edição, e tem como objetivo promover o contacto das empresas com pré-finalistas e finalistas de diversas universidades; numa altura em que ganha maior importância, uma vez que a taxa de desemprego atingiu valores recorde. 

«O Porto de Emprego constitui um espaço de eleição para as empresas de grande e média dimensão divulgarem as oportunidades de emprego que podem proporcionar, revestindo-se este ano de uma importância redobrada atendendo à elevada taxa de desemprego que infelizmente o nosso país, e em particular a região Norte, regista», salienta o Diretor da FEP, João Proença.

Este ano, a feira tem como novidade o «Speed Networking», um encontro rápido, cronometrado, com a duração de 2 minutos para que os alunos tenham um contacto direto com as empresas e ao mesmo tempo permitir que as empresas conheçam potenciais candidatos.

Em paralelo com o «Porto de Emprego», a FEP lança a Feira dos Mestrados, que pretende divulgar a oferta da faculdade que abrange mestrados de continuidade e mestrados de banda larga e especializados.

A cerimónia de abertura terá lugar às 11h00, com a presença do secretário de Estado do Emprego.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

publicado por adm às 22:52 | comentar | favorito
10
Mar 12
10
Mar 12

Empresas públicas contratam 22 mil pessoas

O sector empresarial do Estado contratou, entre 2008 e 2010, cerca de 22 mil pessoas, atingindo os 173 mil trabalhadores, avança o «Correio da Manhã». Em contrapartida, a administração central perdeu 21 mil trabalhadores, entre 2008 e o início de 2011, de acordo com o Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), liderado por Bettencourt Picanço. 

A diferença entre os dois sectores foi ontem sublinhada numa carta enviada, pelo STE, ao Governo, onde é questionado o facto de o Executivo centrar-se, unicamente, «na administração central, cujo número de trabalhadores continua a descer sem qualquer controlo do Sector Empresarial do Estado (SEE), que continua a crescer».

O acréscimo no número de trabalhadores no SEE prende-se com «as admissões nos hospitais empresarializados, onde as remunerações são geridas a gosto».

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 20:53 | comentar | favorito
09
Mar 12
09
Mar 12

EUA criam 227 mil novos postos de trabalho

A economia norte-americana criou 227 mil novos postos de trabalho em fevereiro, face ao mês anterior, apesar de a taxa de desemprego se manter estável em 8,3 por cento, no nível mais baixo desde há três anos.

De acordo com os números divulgados esta sexta-feira pelo Departamento de Trabalho dos Estados Unidos, o emprego aumentou nos setores transformador e mineiro, nas empresas de serviços, saúde, assistência social e nas atividades de lazer.

No entanto, o número de empregos criados em fevereiro é inferior aos 284 mil registados em janeiro, valor que foi revisto em alta face aos 243 mil da primeira estimativa e que superou ligeiramente os 223 mil observados em dezembro, refere em comunicado.

O emprego aumentou no setor privado na ordem dos 233 mil postos de trabalho, enquanto que o emprego público se manteve estável em fevereiro.

Em 2011, a economia dos Estados Unidos viu ser suprimida uma média de 22 mil empregos por mês.

O desemprego manteve-se praticamente estável em fevereiro, ao passar dos 12,75 milhões de janeiro para os 12,8 milhões em fevereiro, situando-se a taxa de desemprego oito décimas abaixo da registada em agosto do ano passado.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

publicado por adm às 21:43 | comentar | favorito
06
Mar 12
06
Mar 12

Festa do Desempregado: para quem procura emprego

É uma desculpa tão boa como qualquer outra: se está à procura de emprego, esta festa é para si, e é uma boa razão para sair de casa no próximo sábado à noite.

O Lusitano Clube, em Lisboa, acolhe a Festa do Desempregado, onde, além de dançar, beber e comer, será possível procurar-se emprego, pesquisando nos anúncios que vão decorar as paredes ou entregando o currículo à organização.

«Como somos mais pela luta que pelos braços cruzados e porque achamos que os momentos maus podem ser momentos de oportunidade decidimos fazer esta festa», disseram à Lusa Ângela, Joana e Frederico, responsáveis pela Festa do Desempregado. 

A organização está a cargo do Alfama-te, ¿um grupo de amantes da cidade que não consegue estar quieto e descobriu o coração de Lisboa nos miradouros e becos de Alfama».

O Lusitano Clube, contaram, estará «decorado com anúncios (reais) de emprego».

Mas também é possível apostar na candidatura espontânea. «Se estiveres desempregado/a traz o teu currículo com uma carta de apresentação que mostre que és o sonho de qualquer empregador. Se não estiveres, trá-lo na mesma ¿ não sabes o dia de amanhã», refere a página do evento criada na rede social Facebook.

A ideia da organização é, «com a autorização das pessoas, cruzar informação e empregar nem que seja uma». Depois, vão «tentar seguir-lhes o rasto».

«Tentamos sempre. Vamos pedir às pessoas que nos digam depois se fizeram contactos interessantes na festa ou se responderam a algum anúncio e tiveram sorte», referiram.

A entrada na festa custa quatro mil «alfamareis», mas quem levar currículo só paga metade. Convém referir que um euro equivale a mil «alfamareis».

O Alfama-te garante que a festa terá - além do ambiente de uma coletividade de um bairro histórico lisboeta, que inclui um salão de baile, uma mesa de bilhar e uma televisão a passar o jogo de futebol do dia - «tudo o que é preciso para que a magia aconteça: um DJ dos bons e um VJ para fazer sorrir, dois bares, um ambiente incrível e muitas surpresas». O início da festa está marcado para as 22:30.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 15:16 | comentar | favorito
05
Mar 12

Gosta de dormir? São estas as 10 profissões que lhe dão mais sono

Talvez, se tiver alguma sorte, o seu trabalho lhe possibilite gerir horários de forma flexível ou até trabalhar a partir de casa. Mas a realidade é que a maior parte das profissões são stressantes e esticam o horário para lá das 8 horas diárias, seja em casa seja no escritório. Deitar tarde e levantar cedo é normalmente uma constante difícil de evitar, mas há profissões mais afectadas que outras.

A empresa especializada em colchões, Sleepy's,  analisou uma série de dados disponibilizados pelo National Health Interview Survey e estabeleceu uma lista das profissões onde se dorme mais por noite - vale a pena lembrar que um adulto deve dormir entre sete e nove horas por noite.

Conheça as 10 profissões onde se dorme mais:

Funcionários florestais
Dormem em média 7h20m

Cabeleireiras
Dormem em média 7h16m

Técnicos de Vendas
Dormem em média 7h15m

Barmen
Dormem em média 7h14m

Trabalhadores da Construção
Dormem em média 7h13m

Atletas
Dormem em média 7h13m

Varredores
Dormem em média 7h13m

Engenheiros
Dormem em média 7h12m

Pilotos de aviação
Dormem em média 7h12m

Professores
Dormem em média 7h12m

Não encontrou a sua profissão? Talvez esteja nas dez profissões onde se dorme menos:

Secretários pessoais
Dormem em média 7h8m

Técnicos fabris
Dormem em média 7h7m

Analistas financeiros
Dormem em média 7h5m

Programadores informáticos
Dormem em média 7h3m

Técnicos em instituições geriátricas
Dormem em média 7h3m

Economistas
Dormem em média 7h3m

Médicos/ Enfermeiros/ Farmacêuticos
Dormem em média 7h2m
 
Polícias
Dormem em média 7h1m

Advogados
Dormem em média 7 horas

Técnicos de saúde ao domicílio
6h57m

fonte:http://www.dinheirovivo.pt

publicado por adm às 19:43 | comentar | favorito
05
Mar 12

Cargos de topo: só 27% são ocupados por mulheres

Quem ocupa mais cargos de topo: homens ou mulheres? Certamente não ficará espantado se souber que são os homens. Um estudo da empresa de consultoria Mercer coloca Portugal no 19º lugar numa lista de países ordenados por prevalência de mulheres em cargos executivos.

A consultora analisou 247 empresas nacionais e verificou que em 6.207 cargos de topo, só 27% eram ocupados por mulheres, enquanto os restantes 73% pertenciam a homens.

A média europeia é de 29% de mulheres nos cargos de administração ou gestão.

Dos 34 países analisados, a Lituânia tem uma distribuição mais equitativa de cargos executivos (44% são mulheres e 56% são homens), seguida da Bulgária (43% mulheres e 57% homens) e da Federação Russa (40% mulheres e 60% homens).

Mulheres afastadas das chefias

No outro extremo está a Arábia Saudita, onde não existenenhuma mulher a ocupar um cargo executivo em 67 empresas analisadas. No Qatar, a percentagem de mulheres em cargos altos é apenas de 7% e no Egito de 16%.

Para elaborar o estudo foram analisados 264 mil executivos em 5.321 empresas, escolhidas entre os dados do sistema Total Rewards Survey, que compara níveis salariais.

Grécia e Irlanda brilham nas estatísticas

Os resultados do estudo indicam ainda que a Grécia e Irlanda são os países da Europa ocidental com mais percentagem de mulheres em cargos de topo (33%), enquanto Alemanha e Holanda, com 20% e 19%, respetivamente, têm os índices mais baixos.

Para Mónica Santiago, da Mercer Portugal, a predominância de homens em lugares de topo «deve-se sobretudo a questões culturais e sociais», podendo dever-se a «discriminação intencional» ou inconsciente, pelo «desejo de contratar um semelhante».

Mónica Santiago apontou também a «penalização com a maternidade» que as carreiras das mulheres sofrem aos olhos dos empregadores, que não lidam bem com a prioridade aos deveres maternais.

Numa empresa cuja cultura entende a maternidade como detrimento do trabalho, são as próprias mulheres a «virar costas ao progresso na carreira». 

Salários: as diferenças

A Mercer analisou ainda a remuneração de 264.000 cargos executivos e de topo em 5.321 empresas e concluiu que as mulheres em cargos executivos e de topo na Europa recebem menos do que os homens.

Em alguns países, as mulheres ganham um salário base 20% inferior ao dos homens em funções semelhantes e o mesmo se pode considerar em elementos de remuneração variável, como por exemplo o bónus.

Na Europa, as mulheres que ocupam cargos executivos recebem menos que os homens em cargos semelhantes, sendo a diferença da remuneração entre os dois sexos maior na Alemanha (22%), seguida da Áustria (-20%), Suécia (-19%), Espanha e Grécia (ambos -18%), França e Países Baixos (ambos -14%), Dinamarca (-12%), Irlanda (-10%), Itália, Finlândia, Reino Unido e Portugal (-9%), Noruega (-8%), Suíça (-7%) e Bélgica (-6%).

Os dados para o estudo foram recolhidos a partir de abril do ano passado.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 11:26 | comentar | favorito
02
Mar 12
02
Mar 12

À procura de emprego? 10 textos que deve ler antes de uma entrevista

A entrevista para um emprego é a fronteira que marca a entrada, ou não, no mercado de trabalho. Como daí depende grande parte do sucesso da candidatura, o Dinheiro Vivo relembra-lhe aqui dez textos com os melhores conselhos sobre como se preparar para enfrentar com segurança um potencial empregador.

 

1. Rasteiras. Para os desempregados há bastante tempo ou os trabalhadores que procuram uma mudança de emprego, só o facto de ser chamado para uma entrevista é um si uma pequena vitória. Mas assim que as perguntas começam a ser disparadas, os entrevistadores colocam uma miríade de questões que não tem nada a ver com a sua experiência profissional ou com o cargo para o qual está a ser entrevistado. Será que você consegue ler nas entrelinhas das perguntas?

2. Insólito. O site de empregos CareerBuilder.com pediu a vários gestores para contarem quais as situações mais insólitas que já presenciaram durante uma entrevista. Conheça os episódios mais fora do comum em entrevistas de emprego.

3. Redes Sociais. Uma consulta de dez minutos ao perfil do Facebook de um candidato a um trabalho é mais eficaz do que as tradicionais entrevistas feitas nos Recursos Humanos. As conclusões são de um estudo do "Journal of Applied Social Psychology", citado pela revista "Time", onde um professor universitário e dois estudantes analisaram perfis de vários jovens trabalhadores.

4. Difíceis. As perguntas nas entrevistas de emprego podem ser ou não inesperadas e uma das mais comuns é as empresas pedirem aos seus candidatos para descreverem os seus pontos fortes e fracos. Por outro lado, existem empresas como a consultora Bain & Company que pergunta aos seus entrevistados quantas bolas de pingue-pongue cabem nos compartimentos de bagagem dum avião 747. Questões incomuns, no mínimo.

5. Preparação. As pessoas têm diferentes talentos naturais em entrevistas de emprego. Mas mesmo as mais talentosas poderão não conseguir alcançar o seu objectivo se não se prepararem. Isto vai além de chegar a tempo, vestir-se de forma profissional, ser polido, e preparar-se para discutir todos os detalhes do seu currículo. É claro que estas coisas são importantes. Mas prepare-se para as entrevistas de forma a destacar-se. Adopte uma lógica diferente — a deles.

6. Pior pergunta. A pergunta do ponto fraco ainda sobrevive em muitas entrevistas de emprego. Não há pior e não favorece ninguém, nem quem está a contratar, nem que está a candidatar-se. Só há uma maneira de lidar com ela: tornando-a no ponto mais forte da entrevista. Ah… e esqueça lá isso da sinceridade.

7. Gestores. Uma entrevista de emprego é sempre um momento tenso, em que um candidato a um emprego tenta mostrar que é realmente a pessoa indicada para desempenhar determinada função. Porém, essa tarefa nem sempre é fácil, até porque uma entrevista de emprego, já se sabe, é um momento de tensão e nervosismo. Veja como fazem os gestores.

8. Especialista? Actualizar o estado do Facebook, twittar dez vezes por dia ou fazer um update bidiário do seu blogue onde escreve sobre os seus gostos e sobre a vida em geral não faz de si um especialista em redes sociais. Por isso, perguntamos: por que razão o escreve no seu currículo?

9. Procurar. Dizem os especialistas que a melhor altura para procurar emprego é depois das férias de Verão, o último trimestre do ano costuma ser, tradicionalmente, o momento adequado para encontrar algo. Desempregados, recém licenciados ou trabalhadores que procurem novos desafios são um exemplo das pessoas que podem aproveitar este período do ano para arranjar um novo trabalho.

10. Currículo. Regra geral, um empregador não gasta muito mais de 30 segundos da primeira vez que olha para um currículo. Só mais tarde o vai examinar em detalhe. Por isso, a primeira impressão é fundamental para quem envia uma candidatura a um posto de trabalho. O Dinheiro Vivo deixa-lhe aqui dez dicas sobre coisas a evitar quando faz e envia o seu currículo.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/ 

publicado por adm às 23:20 | comentar | favorito
01
Mar 12
01
Mar 12

Número de licenciados a emigrar sobe 49,5%

Número de licenciados desempregados a anular a inscrição nos centros de emprego disparou entre 2009 e 2011

O número de licenciados desempregados que anulou a inscrição nos centros de emprego para emigrar subiu 49,5 por cento entre 2009 e 2011, de acordo com os registos do Instituto de Emprego e Formação Profissional.

O número de licenciados é reduzido face ao total de trabalhadores que decidiram emigrar segundo os registos do IEFP, mas sugere que a opção pelo estrangeiro está cada vez mais em cima da mesa dos trabalhadores mais qualificados que se encontram numa situação de desemprego.

Em 2011, a emigração justificou o fim da inscrição de 1.893 desempregados licenciados (contra os 1.266 registados em 2009), de um total de 22.700 trabalhadores que deixaram de estar inscritos no IEFP porque decidiram aceitar ofertas de trabalho no estrangeiro. 

Em declarações à agência Lusa, o presidente do IEFP, Octávio Oliveira, aconselha porém uma «leitura muito limitada» destes dados uma vez que representam «apenas e só as anulações de candidatura a emprego realizadas pelos serviços do IEFP na sequência da declaração do próprio». 
Para o responsável, «não é significativo» o aumento da emigração entre os desempregados inscritos que possuem uma habilitação superior nos últimos três anos.

Para Octávio Oliveira, a saída de trabalhadores para o estrangeiro tem sido constante nos últimos anos e resultado de um mercado de trabalho cada vez mais globalizado.

«Mesmo em momentos de crescimento da economia nacional foi significativo o número de anulações por motivo de emigração», disse. 

«A própria emigração tem hoje uma componente de sazonalidade, sendo normal o aproveitamento de excecionais oportunidades, com remunerações e condições interessantes», acrescentou. 

Em foco lá fora

A divulgação de ofertas de emprego no espaço europeu e a cooperação dos serviços públicos de emprego tem aliás sido uma das prioridades na União Europeia, reforçou. 

De acordo com os dados do instituto, a maioria dos desempregados que optam por emigrar têm entre 35 e 54 anos (55,2 por cento) e possuem habilitações escolares ao nível do ensino secundário (24,3 por cento). 

Entre os grupos de profissões com mais trabalhadores a emigrar, estão os operários, artífices e trabalhadores similares (20,4 por cento do total), pessoal dos serviços de proteção e segurança (12,3 por cento) e os trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio (10,5 por cento).

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 22:44 | comentar | favorito