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Dez 11
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Dez 11

Desempregados inscritos aumentam 6,7% em Novembro

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego em Novembro subiu 6,7% face ao mesmo mês de 2010, informa o IEFP.

Em termos mensais, o número de desempregados inscritos nos centros de emprego em Novembro subiu 2,9%.

De acordo com os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) a que a Lusa teve acesso, os 583.420 desempregados inscritos representavam 84,6% dos 689.844 pedidos de emprego nesse mês, o que representa uma subida de 36.494 desempregados face a Novembro do ano passado e mais 16.170 de Outubro para Novembro deste ano.

O aumento do desemprego afectou mais os homens que as mulheres, comparando com Novembro do ano passado (aumentos de 9,9% e 3,9%, respectivamente), e mais os jovens que os adultos (subidas de 10,5% e 6,1%, respectivamente).

Olhando para os números do IEFP, constata-se que 61,1% dos inscritos nos centros de emprego no mês passado andam à procura de um emprego há menos de um ano, enquanto quase 40% não têm trabalho há mais de 12 meses. Este grupo, aliás, não aumentou, tendo-se verificado uma subida apenas na situação de curta duração, com um incremento de 12,2% face ao período homólogo do ano passado.

Por outro lado, constata-se que é nos níveis de escolaridade mais elevados (secundário e superior) que o desemprego mais aumentou, com subidas de 16,2% e 21,4%, respectivamente).

Numa perspectiva regional, o IEFP sublinha que "o desemprego aumentou em todas as regiões do país" e particulariza que, apesar de as maiores subidas terem sido registadas nas regiões autónomas (com a Madeira a liderar, ao ter uma subida de 48,8% no fluxo de desempregados), é no Algarve que o desemprego mais subiu: 20,8%.

Comparando os números de Novembro do ano passado com os de Novembro deste ano, constata-se que "o aumento do desemprego teve especial relevância nos 'docentes do ensino secundário, superior e profissões similares' e nos 'profissionais de nível intermédio do ensino' com, respectivamente, mais 105,6% e mais 33,7%", afirma o IEFP.

Os números negativos, no entanto, não se ficam por aqui: a oferta de emprego também desceu em Novembro, havendo 9.242 ofertas de trabalho, o que representa uma descida de 45 por cento face ao mesmo mês de 2010 e uma redução de 15,4% face a Outubro deste ano.

As novas ofertas também mantiveram a tendência, tendo sido recebidas nos centros "6.711 ofertas de emprego, número inferior em 23,2% quando comparado com o de Novembro de 2010, e em 9,1% quanto comparado com o do mês anterior", conclui o IEFP.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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Dez 11
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Dez 11

Abertura de hipers ao domingo garante três mil empregos

Empresas de distribuição garantem que novo horário cumpriu objectivos de emprego.

Se as cadeias de distribuição não abrissem ao domingo, "o sector estaria negativo em termos de criação de emprego". A garantia é dada pelo presidente da Associação de Empresas de Distribuição (APED), Luís Reis, ao Diário Económico, à margem de um encontro com jornalistas para anunciar o quarto congresso do sector que se realizará a 17 e 18 de Janeiro.

Luís Reis, que é também administrador da Sonae, assegura que a abertura das lojas da grande distribuição ao domingo à tarde tem sido uma aposta ganha porque "não só criou três mil postos de trabalho, como os retalhistas estão a conseguir manter esses novos colaboradores". Além deste impacto positivo no emprego, o presidente da APED afirma que há que contar com o ‘feedback' positivo por parte dos consumidores que aumentaram o volume de compras ao domingo depois das 13 horas tanto no segmento alimentar como no não alimentar.

O mesmo responsável garante ainda que este alargamento do horário dos hipermercados não está a ter impacto negativo sobre outros sectores. Isto porque, explica, as compras geradas nesse período resultaram "mais de uma redistribuição do consumo" e não da transferência de compras face ao pequeno comércio. 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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06
Dez 11
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Dez 11

Sector criativo cria emprego mesmo durante a crise

As empresas do sector criativo são por norma pequenas, concentram-se na sua grande maioria em Lisboa e, apesar de o país estar em crise, registaram um aumento de emprego, revelou o estudo «Capital Criativo numa Região Capital» divulgado esta terça-feira e citado pela Lusa.

«Mesmo no momento de crise que o país atravessa, aumentou o emprego neste sector. Resistiu melhor e algumas empresas até se expandiram», disse Mário Vale, do Instituto de Geografia e Ordenamento do Território (IGOT), da Universidade de Lisboa, referindo que este acréscimo de emprego incidiu, contudo, nas áreas fora da capital. 

Aquele instituto iniciou em 2010 um estudo para conhecer as dinâmicas criativas de Lisboa e como podem contribuir para o desenvolvimento regional.

Segundo Mário Vale, os sectores da publicidade e estudos de mercado registaram uma evolução «retraída», enquanto nas actividades ligadas à cultura e ao património «o emprego aumentou».

Contudo, o representante ressalvou que este aumento não se registou na região de Lisboa e Vale do Tejo porque «tem uma oferta pública muito grande neste sector e não deixa nascer actividades de privados».

Sector representa quase 4% do mercado

O estudo revela ainda que, em 2009, o sector criativo representou 3,8% do emprego em Portugal.

«No que se refere ao Valor Acrescentado Bruto e às exportações, representa 2,5% do total da economia nacional», acrescentou Mário Vale.

Citando o estudo, o professor disse ainda que «56,6% do total do emprego criativo está na região de Lisboa e Vale do Tejo».

«O sector concentra duas grandes áreas relevantes: publicidade e audiovisual e a grade maioria das empresas são relativamente pequenas, com excepção da rádio e da televisão», disse.

Essas empresas são constituídas, sobretudo, por homens (59%), que têm maioritariamente (62%) idades até aos 40 anos, e é um sector de trabalho «bastante qualificado», ao nível dos seus profissionais.

Segundo o estudo, é também um sector com bastante mobilidade, instável e precário.

Mário Vale sublinhou ainda que a indústria criativa se desenvolve nas grandes concentrações urbanas.

Na sua intervenção, Teresa Barata Salgueiro, também do IGOT, defendeu que as «actividades culturais e criativas têm um papel importante» no desafio de aumentar a economia.

«Têm sido utilizadas na revitalização dos centros das cidades, na regeneração de áreas obsoletas e abandonadas e na promoção de bairros culturais», exemplificou.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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