18
Ago 11
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Ago 11

Desemprego em Portugal não poupa população menos instruída

No segundo trimestre deste ano, 675 mil portugueses estavam desempregados, menos 13,9 mil do que no primeiro trimestre, anunciou ontem o Instituto Nacional de Estatística (INE). A taxa de desemprego em Portugal foi de 12,1% no segundo trimestre, diminuindo em 0,3 pontos face aos 12,4% do trimestre anterior.

Do total de desempregados em Portugal, 349 mil são homens e 325 mil são mulheres, números que podem enganar, já que, e em termos relativos, o desemprego feminino situa-se nos 12,4%, enquanto nos homens ficou pelos 11,9%. Valores que mostram que na hora de arranjar emprego os homens estão em vantagem sobre as mulheres. 

Segundo os dados do INE, a taxa de desemprego entre os jovens até 24 anos é de 27%, menos 0,8 pontos que no primeiro trimestre. Esta variação significa que há menos 8,4 mil portugueses activos até aos 24 anos no desemprego. 

Escolaridade A quebra registada neste trimestre ao nível do desemprego em Portugal foi conseguida sobretudo graças à população mais instruída, com uma redução de 4,6% no desemprego entre as pessoas com frequência universitária, agora nos 80,6 mil. Também entre os que completaram o ensino secundário houve uma quebra assinalável na taxa de desemprego, com um recuo de 6,1%. Já na população menos instruída, só com o ensino básico, o desemprego permaneceu quase inalterado, com 462 mil pessoas nesta situação, uma redução de apenas 0,3%. 

Por outro lado, as pessoas que mais sofrem para conseguir entrar outra vez no mercado laboral são as que têm 45 ou mais anos. Contrariando a evolução positiva do desemprego, esta faixa etária aumentou em 9,5 mil o número de indivíduos sem emprego em comparação com os três primeiros meses do ano. Do mesmo modo o desemprego de longa duração aumentou em sete mil pessoas, enquanto o número de pessoas inscritas nos centros de emprego há menos de um ano diminuiu em 21 mil. 

Sectores e regiões A indústria, a agricultura e os serviços registaram aumento de emprego no último trimestre. No primeiro caso o aumento foi de 11,3 mil indivíduos, no segundo e no terceiro caso, o aumento foi de 8,1 mil e 7,7 mil empregos respectivamente. 

A taxa de desemprego diminuiu em todas as regiões, com excepção dos Açores, onde aumentou. O Algarve mantém--se como a região com a taxa de desemprego mais elevada (14,7%), seguindo-se Lisboa (13,5%) e a Região Autónoma da Madeira (13,5%). Contudo, a taxa de desemprego no Algarve foi a que registou uma maior queda em termos homólogos, já que o desemprego na região baixou 2,3 pontos percentuais. Alentejo e Madeira também conseguiram diminuir o número de desempregados, o que pode justificar-se pelo facto destas regiões serem destinos turísticos durante o período sazonal. Em declarações à Lusa, o presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) afirmou que o sector turístico não consegue absorver mais desempregados porque as unidades optam por recorrer ao trabalho temporário. Por outro lado os próprios funcionários que estão desempregados preferem manter o subsídio de desemprego a optar por um emprego que atinge no máximo os três meses.

fonte:http://www.ionline.pt

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17
Ago 11

IVA: sector alimentar pode perder 40 mil empregos

É um alerta que chega do sector alimentar. Se o IVA sobre os bens alimentares aumentar de 6% e 11% para 23%, 40 mil pessoas podem perder o emprego. A Federação das Indústrias Agro-Alimentares acredita que muitas empresas vão optar por mudar de país. 

O sector já fez chegar as suas preocupações ao Governo, alertando precisamente para o risco de deslocalização das empresas, para a perdas da competitividade fiscal face a Espanha e da transferência do consumo de marcas de fabricante para marcas de distribuição. A tudo isto, adianta, acresce o aumento do preço das matérias-primas.

A indústria agro-alimentar representa 4% do Produto Interno Bruto nacional e sustenta 17% do emprego no país. 

Quanto às exportações, estão acima da média nacional. Se o IVA aumentar, o preço do cabaz de compras dos portugueses aumentará 13%. 

Para os industriais, o resultado é evidente: menos compras e mais aquisição de produtos importados. 

fonte:http://www.tvi24.iol.pt/

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17
Ago 11

Verão faz cair taxa de desemprego para os 12,1%

A taxa de desemprego caiu 0,3 pontos no segundo trimestre deste ano, para os 12,1%. Uma redução justificada pelo início da época de Verão e aumento temporário de empregos ligados à indústria do turismo.

"No segundo trimestre de 2011, a taxa de desemprego foi estimada em 12,1%. Este valor é inferior, em 0,3 pontos percentuais, ao observado no trimestre anterior", escreve o INE. "Esta diminuição resultou do efeito conjugado do acréscimo da população empregada, de 0,6%, e do decréscimo da população desempregada, de 2,0%, abrangendo 27,0 mil e 13,9 mil indivíduos, respectivamente."

 

Tal como o DN já tinha noticiado na edição de hoje, o agravamento do desemprego só não é pior porque, tipicamente, o Verão permite criar alguns empregos sazonais. "É normal nesta altura haver alguma criação de empregos por causa do maior dinamismo do turismo, ao mesmo tempo que há uma maior desistência na procura de empregos, fazendo aumentar a taxa de inactividade, um dos problemas crescentes do mercado de trabalho", diz Filipe Charters Azevedo, da consultora Pricewaterhouse Coopers. "Em épocas de crise, em que muitos empregos são mal pagos, há mais pessoas no limite da idade de reforma que têm fortes incentivos em não ficar no mercado de trabalho", observa. "Há ainda pessoas que optam por ficar em casa a cuidar dos filhos por ser mais barato e quem opte por abrir um negócios particular, mais informal", acrescenta o economista.

O governo prevê um desemprego médio este ano de 12,5%, enquanto a troika aponta para um valor mais baixo (12,2%).

fonte:http://www.dinheirovivo.pt

publicado por adm às 21:48 | comentar | favorito