04
Jul 10

Em apenas Dez minutos pode conseguir emprego

Empresas apostam em entrevistas rápidas a candidatos em vez de currículos

Uma boa apresentação, um aperto de mão seguro sem ser bruto e não evitar o olhar do entrevistador - três pormenores para começar uma entrevista de emprego com o pé direito. Afinal, não há segundas oportunidades para causar uma boa primeira impressão. Sobretudo quando essa oportunidade dura apenas 10 minutos.

 

No caso de Susanne demorou menos: a partir do momento em que se sentou levou oito minutos a falar da sua experiência e a explicar porque é que é a pessoa indicada para o emprego de formadora. Nem as expectativas em relação a horários e salário ficaram fora da minientrevista. A designer de 35 anos aproveitou o dia aberto da Training Ready, que queria recrutar formadores. E gostou da ideia. "Há uma mais-valia para nós em estar aqui, é diferente de enviar um currículo e não haver contacto e muitas vezes nem resposta", diz. E agora resta-lhe esperar para saber se haverá uma segunda entrevista.

 

A empresa lançou a ideia na Internet e nas redes sociais - no Facebook e no LikedIn - e só na parte da manhã recebeu mais de 40 pessoas interessadas. As sessões serviram para substituir a tradicional selecção inicial através dos currículos, explica Catarina Correia.

A tendência, no entanto, é internacional, aponta Pedro Amorim, director da Hays, empresa especializada em recrutamento. O conceito é parecido com o de speed dating, em que uma pessoa tem apenas alguns minutos para seduzir outra, mas aqui aplicado ao emprego. O candidato tem 10 a 15 minutos para seduzir o potencial empregador e conseguir uma segunda entrevista. Aliás, já é usado em algumas universidades portuguesas, que reúnem alunos e empresas para career speed dating.

 

"Numa entrevista de emprego, a impressão dada nos primeiros dois minutos equivale a 80% do peso da entrevista", assegura Pedro Amorim.

Mas para o especialista este terá sempre de ser um primeiro passo, porque "10 minutos não são suficientes para avaliar competências". Para substituir o currículo, por outro lado, é vantajoso para candidatos por permitir um contacto "cara a cara", considera.

Um contacto que permite aos recrutadores ter mais informações do que as dadas por uma pilha de currículos. E que, para a empresa, multiplica as oportunidades de encontrar um "achado", diz o recrutador João Teixeira.

fonte:http://dn.sapo.pt/

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Novas regras de atribuição do subsídio de desemprego

Decreto-Lei nº 72/2010 - Novas regras de atribuição do subsídio de desemprego desde o dia 1 de Julho.

As principais alterações na legislação impõem que um indivíduo desempregado a beneficiar do subsídio de desemprego deixa de poder no primeiro ano, recusar propostas de trabalho que garantam uma retribuição ilíquida igual ou superior a dez por cento, e no período subsequente ficam obrigados a
aceitar ofertas de emprego no valor igual ao montante do subsídio.

Outra mudança prende-se com a alteração do montante da prestação, assim o valor do subsídio nunca pode ser superior a 75 por cento da retribuição liquida que auferia no emprego anterior.

No entanto, os limites mínimos e máximos mantêm-se, ou seja, a nova legislação não afectará as pessoas com rendimentos baixos que perderam o emprego, pois a quantia mínima do subsídio de desemprego continua a ser o equivalente ao valor de um Indexante de Apoio Social (419,22 euros) e a quantia máxima mantém-se em três vezes o Indexante de Apoio Social (3×419,22 euros).

publicado por adm às 22:14 | comentar | favorito

Seja objectivo na elaboração do curriculum vitae

Em primeiro lugar, há que ter em conta qual é a finalidade do CV. O nosso objectivo é conseguir que nos concedam uma entrevista. Deves apresentar a tua candidatura como a mais vantajosa para o posto/lugar que pretendes ocupar.


Em seguida vamos dar-te umas pistas para que seja mais fácil conseguir o teu objectivo:

 

1. CHAMAR A ATENÇÃO


Se é uma resposta a um anúncio, haverá mais candidatos, pelo que é necessário que o teu currículo se destaque

Dá-lhe um toque diferente: tipo de papel (marfim, creme, reciclado,...), impressão, destaca com utilização do bold, sublinha, usa dois tipos de letras (não uses mais de duas cores ou três tipos de letra)...


2. SUSCITAR INTERESSE


O tempo médio que os profissionais de selecção dedicam a ler um currículo é de 30 segundos. É importante portanto ter cuidado, não deve haver nada que te denuncie: nada de erros de ortografia, deves escrever correctamente os programas que dominas em informática, e muito cuidado com a sintaxe!!!

Deves detalhar toda a tua formação, mas não te distraias com cursos pouco relevantes, e sobretudo descreve a tua experiência, mesmo que seja de monitor num acampamento.


3. DESPERTAR O DESEJO


O currículo lê-se como a maioria das pessoas lê um jornal (passando os olhos nos títulos), e detendo-nos nos artigos que pelo título prometem ser interessantes.
O pré-seleccionador tem que sentir que és um candidato, pelo menos potencialmente válido. Nesta etapa a pessoa que te lê tem duas ideias em mente:

  • Será esta pessoa capaz de assumir as responsabilidades do posto a que se candidatou?
  • Posteriormente, será capaz de se desenvolver no seu trabalho e alcançar postos de maior responsabilidade?

Lembra-te, imagina a tua própria empresa.


4. INCITAR À ACÇÃO


Para isso é fundamental que os teus dados pessoais se encontrem no CV, não somente no envelope, já que este às vezes vai para o cesto de papéis e o entrevistador não sabe para que morada escrever ou para que número de telefone contactar.

É muito importante avisar os familiares/amigos com quem vives que estás à procura de emprego e que uma empresa pode telefonar a perguntar por ti. A resposta que possam dar pode ser a uma "chave" importante para motivar o entrevistador.


ATENÇÃO A ESTES DETALHES

Um último conselho para saíres vitorioso: adequa o teu objectivo profissional ao perfil do lugar requerido. Quer dizer, investiga sobre o tipo de empresa, o tipo de pessoas que lá trabalha, a sua filosofia e o seu modo de trabalhar.

Boa sorte!

publicado por adm às 18:33 | comentar | favorito
04
Jul 10

O curriculum vitae Modelo Europeu

>> Recomendações gerais:

Antes de completares o curriculum vitae, lembra-te alguns princípios importantes:

  • Tem atenção à redacção do teu CV: apresenta as tuas qualificações e competências de forma clara e lógica, para ressaltar o valor da tua pessoa. Não esqueças nenhum detalhe (atenção aos erros de ortografia!)
  • Concentra-te no essencial: um CV deve ser breve. Na maioria dos casos, duas páginas bastam para descrever um perfil pessoal.

Quando a experiência profissional ainda é limitada, realça os teus períodos de estágio.

  • Adapta o teu CV ao cargo que procuras: realça perante o eventual empregador as tuas vantagens pessoais para o posto/lugar oferecido.
    Atenção: não acrescentes factos artificiais ao teu CV; corres o risco de cair em descrédito durante a entrevista.
  • Respeita a estrutura do modelo: o modelo europeu de curriculum vitae permite apresentar as tuas qualificações e competências de uma maneira lógica:

- informações pessoais.
- descrição da experiência profissional.
- descrição dos cursos de educação ou formação.
- descrição detalhada das tuas competências, obtidas no decurso da formação, da carreira profissional ou da vida quotidiana.

 

Imprime o teu curriculum vitae em papel branco. Respeita o formato de letra e a configuração propostos.


Evita que um ponto (por exemplo um percurso de formação), fique repartidos entre duas páginas (utiliza para isso a função "salto de página" incluída no teu sistema de tratamento de texto).


As casas que contêm os diferentes pontos não aparecem ao imprimir o documento.


Sê claro e conciso: a leitura do CV deve permitir ao empregador fazer uma ideia do teu perfil de competências em alguns segundos. Portanto:

  • utiliza frases curtas.
  • concentra-te nos elementos relevantes da tua formação e da tua experiência profissional.
  • justifica as interrupções nos teus estudos ou na tua carreira profissional.

Submete o CV a uma revisão: pede a uma terceira pessoa que leia o teu CV para te assegurares que o seu conteúdo é claro e fácil de entender.


Como completar o teu curriculum vitae a partir do modelo europeu?

  • Faz o download do modelo de CV na língua pretendida, a partir deste website:
    http://europass.cedefop.eu.int/europass/home/vernav/Europasss+Documents/Europass+
    CV/navigate.action, e arquiva-o no disco rígido do teu computador.
  • Em seguida completa a coluna da direita, substituindo o que aparece entre chavetas [ ] pelos teus dados pessoais. Não modifiques nada na coluna da esquerda.
  • Exemplo: substitui as chavetas [APELIDOS, Nome(s)] pelos teus apelidos e nome MARTINS LOPES, João Luís
    Respeita a configuração do modelo e o formato de letra utilizado.
publicado por adm às 18:14 | comentar | favorito
03
Jul 10

Economia alemã com a taxa de desemprego mais baixa desde 2008

Um dos motores da economia europeia parece estar a recuperar da crise. A Alemanha está em crescimento e registou a taxa de desemprego mais baixa dos últimos 12 meses, fixando-se nos 7,7%. Ao todo, o país liderado por Angela Merkel registou em Junho 3,23 milhões de desempregados - menos 21 mil que no mesmo período do ano anterior, o que significa o valor mais baixo desde Dezembro de 2008.

Os dados do desemprego da Agência Federal alemã são, no entanto, mais altos que os esperados pelos especialistas, que acreditavam numa descida próxima dos 30 mil desempregados.

As boas notícias no motor económica alemão medem-se ainda por um questionário feito a empresários, que admitiram começar a ter falta de mão-de-obra técnica especializada nas empresas e garantem que os negócios estão a correr melhor do que esperavam. A Alemanha parece estar, assim, a passar ao lado dos problemas de dívida que têm castigado a UE depois de pressionar os restantes estados para controlarem as despesas.

Também nas exportações os números são animadores, com a expansão nas vendas para a Ásia a contribuir para o crescimento económico. Isto leva os economistas a esperarem um crescimento mais acelerado da economia nos anos de 2010 e 2011.

fonte:http://www.ionline.pt

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03
Jul 10

Desemprego em Espanha cai em Junho pelo terceiro mês consecutivo

O desemprego em Espanha voltou a cair em Junho, pelo terceiro mês consecutivo, com menos 83 mil desempregados que no mês anterior, colocando o total abaixo dos 4 milhões pela primeira vez este ano.

 

Segundo dados do Ministério do Trabalho e da Imigração, publicados hoje, apesar da redução de 2,06 por cento, o número total de desempregados em Espanha continua a ser hoje 11,71% mais elevado que em igual mês de 2009.

 

Isso equivale a haver hoje em Espanha mais 417 mil desempregados que há um ano.

Em termos sectoriais, Junho registou quedas significativas nos sectores de serviços (menos 48 mil desempregados) e na construção (menos 21 mil).

Maravilla Rojo, secretária geral do Emprego, valorizou já positivamente a redução, sublinhando que é a maior queda mensal dos últimos cinco anos levando a que este seja o melhor mês de Junho desde 1997.

fonte:http://jn.sapo.pt/

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02
Jul 10
02
Jul 10

Desemprego está cada vez pior em quase metade dos municípios do país

Portugal é um país dual. Pobre e desertificado no interior; mais rico e populoso no litoral. No capítulo do desemprego, o território continental também anda a duas velocidades: em cerca de 46% dos municípios o número de desempregados inscritos nos centros do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) está a aumentar de forma dramática e sempre a piorar mês após mês, sobretudo no Algarve. O governo entretanto diz que o desemprego inverteu a tendência.

O IEFP mostra que 127 dos 278 municípios continentais continuam a braços com um verdadeiro desastre laboral. O desemprego registado acelerou a um nível recorde face a Abril em concelhos como Mourão, Vila Viçosa (ambos Alentejo), Sernancelhe (Norte), Vila do Bispo e Tavira (Algarve). Estes são apenas alguns exemplos de regiões que estão mal. Os 127 concelhos no vermelho têm quase 172 mil desempregados, cerca de um terço do total.

O governo entende que a situação é mais benigna. Já por duas vezes, logo após o IEFP divulgar estatísticas de Abril e Maio, o secretário de Estado da tutela, Valter Lemos, fez questão de sublinhar que a tendência de agravamento do desemprego terminou. O governante disse que os dados são "animadores" e que "temos que associar isto ao crescimento da economia". Um crescimento de "campeão", como foi qualificado por José Sócrates.

Em Junho, Valter Lemos acrescentaria que o desanuviamento do desemprego até Maio "deve-se sobretudo às empresas que criaram emprego. A melhoria da situação económica permitiu às empresas contratarem mais pessoas".

As populações do Algarve, Alentejo e Norte terão uma versão bem mais pessimista. No Alentejo, o desemprego registado ganhou terreno: cresceu 15,7% em Abril e 16,7% em Maio. Alcoutim, Tavira, Aljezur, Vila do Bispo e Monchique são algumas das localidades mais afectadas. Em Aljezur o acréscimo do desemprego foi o quarto maior do país, cerca de 60%. O ajustamento do mercado imobiliário devido à crise é uma das causas.

Como noticiou o i recentemente, Portugal é o mercado de trabalho europeu que mais tem sofrido, desde o início da crise (meados de 2007), com as falências e encerramentos de empresas. Este tipo de reestruturação, mais dolorosa e radical, contrasta com os processos de reorganização interna, prática que domina nos restantes países europeus e que permite às companhias ficarem activas.

Segundo o Centro Europeu para a Monitorização da Mudança (CEMM), instituição europeia, mais de 54% das reduções de emprego anunciadas em Portugal desde o segundo semestre de 2007 surge na sequência de falências ou de encerramentos. O balanço deste ano já é francamente negativo a esse nível. O CEMM sublinhou que, na indústria europeia, "o maior caso de destruição de empregos [em Maio] está relacionado com o plano da alemã Rohde, o maior fabricante de calçado em Portugal, para fechar a fábrica em Santa Maria da Feira, com a perda de 980 empregos". Os números do IEFP mostram, justamente que o concelho da Feira, perto do Porto e bastante populoso, é outro dos que sofre com um alastramento do desemprego. Subiu 22% em Maio, pior do que em Abril.

A maioria dos economistas admite que as medidas de redução do défice colocam a economia à beira de uma nova recessão, apesar de muitos concederem que são necessárias para a credibilidade do país nos mercados. O governo está a apertar as regras de acesso ao subsídio de desemprego, que no médio a longo prazo podem forçar uma redução de salários e às prestações sociais.

No primeiro trimestre, a taxa de desemprego nacional subiu para 10,6% da população activa, um recorde. A região do Algarve afirmou-se inequivocamente como a região mais afectada pelo desemprego (13,6%) contra 12,5% no Norte.

fonte:www.ionline.pt/

publicado por adm às 23:10 | comentar | favorito
01
Jul 10

Fim da Cheyenne deixa 300 pessoas no desemprego

 

De acordo com o relatório de insolvência, “não há condições objectivas para ser elaborado e apresentado aos credores um plano de insolvência que preveja a manutenção (retoma) da actividade do devedor”, que empregava 300 pessoas e tem dívidas reconhecidas que ascendem a 6,3 milhões de euros.

A redução na procura, uma política de expansão da rede de lojas incompatível com a capacidade financeira, uma estrutura organizacional pesada, a falência de alguns clientes estrangeiros são alguns dos factores que, segundo o administrador de insolvência, conduziram às dificuldades que levaram à “total falta de liquidez”.

O relatório de insolvência realça ainda a “confusão nas relações entre as empresas do grupo, nas quais se destacam a Paulo Serra & Irmãos [declarada insolvente em Maio] e a Imobiliária das Pateiras” bem como “o conflito com o antigo sócio e gerente José Alexandre Serra Rodrigues”.

Após a saída do então sócio e gerente da Facontrofa, no final de 2008, “a nova equipa de gestão toma consciência do ‘enorme buraco’” em que a empresa se encontra, com os sócios a fazerem “ainda um novo esforço para obter os meios financeiros necessários para equilibrarem económica e financeiramente a sociedade”.

No final de 2009, o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação (IAPMEI), através do Fundo para a Revitalização e Modernização Empresarial, entrou no capital social com um injecção de dois milhões de euros destinada a “amortizar dívidas junto dos fornecedores”.

Mas “esta injecção de capital acaba por ser utilizada pelas instituições bancárias para amortizar o passivo bancário, sendo que algum deste passivo diz respeito às empresas do grupo”, refere o relatório de insolvência.

De acordo com o administrador de insolvência, Nuno Oliveira da Silva, “ainda durante o ano de 2009, a Facontrofa vê importantes clientes estrangeiros abrirem falência e, com isso, a incobrabilidade de elevadores valores”, ficando a empresa dependente das receitas das lojas, o que, nota, “era manifestamente insuficiente para fazer face a todos os compromissos assumidos com os fornecedores, trabalhadores, banca, Segurança Social, Fazenda Nacional, etc”.

A partir de Março, a empresa deixou de pagar os salários aos seus trabalhadores, o que se repetiu no mês seguinte, o que fez com que “a quase totalidade dos seus trabalhadores suspendesse os contratos de trabalho”.

Neste contexto, depois de consultar a comissão de credores, o administrador de insolvência encerrou a sociedade que chegou a empregar 300 pessoas na unidade industrial e na rede de retalho com a marca Cheyenne, que também fecharam portas. Segundo a lista provisória -- uma vez que o prazo para reclamar créditos ainda estava a decorrer -- os créditos com direito de voto totalizavam 6,3 milhões de euros, sendo cerca de um terço (2,1 milhões de euros) reclamado pelo Instituto da Segurança Social.

fonte:http://economia.publico.pt/

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01
Jul 10

Centros de emprego têm 560 mil inscritos mas a tendência de crescimento abranda

Ainda assim, o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) dá conta de uma redução de 1,8 por cento em comparação com o mês de Abril, assinalando uma melhoria do mercado de trabalho que é comum nos meses de Maio, altura em que têm início algumas actividades sazonais.

Esta redução mensal do número total de desempregados registados ocorreu, apesar da entrada de mais 48.101 novos desempregados nas listas do IEFP, sendo consequência de uma anulação de 50.782 desempregados - uma das mais altas de sempre.

O IEFP continua a não divulgar os motivos para essas anulações, ao arrepio dos pedidos formulados pelos parceiros sociais, presentes no conselho de administração do instituto, para que esses números passassem a ser regularmente disponibilizados.

As anulações podem ocorrer por diversos motivos - nomeadamente, pela suspensão da prestação do desemprego, por reforma, por presença em acções de formação, mas igualmente pela anulação por parte dos serviços, seja por não comparência a convocatória ou por não cumprimentos das obrigações traçadas na lei enquanto se é desempregado (comparência quinzenas nas juntas de freguesia da local de residência e prova de diligências na procura de emprego).

Apesar de o número de desempregados continuar bem acima do meio milhão de pessoas e de em Abril a taxa de desemprego ter chegado aos 10,8 por cento - segundo os dados divulgados na segunda-feira pela Organização para o Desenvolvimento e Cooperação Económico (OCDE) -, o Governo classificou a redução em cadeia do desemprego como "um sinal positivo", embora reconheça que a sazonalidade explica alguma da diminuição das inscrições nos centros de emprego.

"A sazonalidade existe sempre, mas esta é a maior descida em 37 meses", disse ontem secretário de Estado do Emprego. Para Valter Lemos trata-se de uma "boa notícia" que revela "uma tendência" de diminuição do desemprego. Esta tem sido uma previsão que se vem repetindo desde 2008 por parte dos responsáveis governamentais e da direcção do IEFP

Na verdade, esta redução mensal é a maior desde Março de 2008 e ocorre depois de uma explosão do desemprego registado ocorrida sobretudo desde o início de 2009, em que os níveis actuais de desemprego registado não têm qualquer comparação com os níveis passados.

Os dados do Instituto do Emprego mostram ainda que o número e desempregados que se têm inscrito em cada mês tem vindo a atenuar-se. Este é o principal indicador da evolução do desemprego, dado que se trata de dados brutos, não trabalhados pelo instituto.

Mais ofertas de emprego

Depois de um surto violento desde finais de 2008 e ao longo do ano de 2009, com valores mensais superiores a 60 mil novos desempregados em cada mês, as variações homólogas têm vindo a reduzir-se. Mesmo assim, nos primeiros cinco meses do ano entraram nos centros de emprego quase 291 mil novos desempregados.

As ofertas de emprego têm vindo a subir nos últimos meses. Em Maio, foram 13,9 mil novas ofertas de emprego, ou seja, mais 25,8 por cento do que no mesmo mês de 2009. Mas essas ofertas não só representam valores muito diminutos face à dimensão do desemprego - apenas 2,4 por cento do universo de desempregados registados -, como a colocação continua muito aquém da eficácia esperada dos serviços de emprego.

Em Maio, as colocações preencheram apenas metade das ofertas de emprego. E apenas 15 por cento dos novos desempregados entrados nos serviços conseguiram ser colocados. E trata-se de uma taxa bastante mais elevada do que verificado em média nos últimos anos (ao redor dos 7 a 10 por cento).

Olhando para as regiões, o Algarve foi a mais fustigada pelo aumento anual do desemprego (quase 32 por cento), mas é o Norte que alberga o maior número de desempregados.

fonte:http://economia.publico.pt

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