11
Ago 13

Enfermeiros, financeiros e informáticos encontram emprego mais depressa em Londres

Enfermeiros, financeiros e engenheiros informáticos portugueses que emigram para Londres conseguem emprego no espaço de um mês, mas outros profissionais qualificados, como professores ou artistas, são forçados a arranjar biscates, apurou uma investigadora académica. 

"Os enfermeiros chegam já com emprego porque são recrutados em Portugal e os IT, [técnicos de tecnologias de informação] mesmo fora da área específica, conseguem encontrar no sector deles", diz Cláudia Pereira à agência Lusa. 

O facto de Londres ser um dos principais centros financeiros mundiais atrai e absorve rapidamente muitos portugueses com qualificações para este ramo, como economistas, afirma. 

Porém, também verifica que outros licenciados, como professores, nutricionistas, artistas de teatro, música, cinema ou dança, contabilistas, educadores de infância e assistentes sociais têm maior dificuldade em encontrar trabalho na sua área profissional. 

Muitos recorrem a empregos temporários em cafés, restaurantes ou museus para se sustentarem enquanto completam os processos administrativos para poderem exercer ou melhoram o domínio da língua inglesa, permanecendo nestas funções durante meses ou mais de um ano. 

Estas observações foram feitas por Cláudia Pereira no âmbito de uma pesquisa académica de pós-doutoramento que está a realizar sobre a emigração portuguesa no Reino Unido dos últimos anos, que decidiu centrar nos profissionais qualificados. 

"Desde 2009, 2010, após a crise na Europa, a emigração decresceu para países como Espanha e Suíça, mas aumentou para o Reino Unido e é actualmente o sítio na Europa para onde estão a emigrar mais portugueses", afirma à Lusa. 

De acordo com as estatísticas do Ministério do Trabalho britânico, as inscrições na segurança social, essencial para todos os candidatos a emprego no país, desde 2007 que registam uma média anual de cerca de 12 mil novos portugueses. 

Porém, em 2011 este valor disparou para 16,35 mil, um aumento de 26 por cento, e só no primeiro trimestre de 2012, o período mais recente disponível, foram confirmadas 5,42 mil novas inscrições de portugueses para trabalhar. 

Além de uma abordagem quantitativa, Cláudia Pereira, que é formada em Antropologia, pretende usar métodos sociológicos. 

Por isso fez dezenas de entrevistas na capital britânica a vários portugueses que emigraram, alguns dos quais acompanhou ainda antes da partida de Portugal. 

"Os qualificados normalmente emigram porque não têm trabalho na própria área profissional, como os enfermeiros, ou porque querem progredir na carreira e ter novas experiências que não sentem ter em Portugal, como os financeiros e engenheiros informáticos", adianta. 

Vários são os casos que encontrou de insucesso e regresso a Portugal por falta de adaptação ou por fracasso no mercado de trabalho, por vezes com a situação agravada porque acumularam dívidas com os custos elevados de transportes e alojamento em Londres. 

Noutras situações, o sucesso e realização profissional não preenchem o vazio deixado pela distância da família, amigos e do país, relata a investigadora do ISCTE, que tem uma colaboração com a universidade de Southampton. 

"Saíram de casa dos pais, vivem em casa com outras pessoas, viajam muito mais, mas", revela Cláudia Pereira, "todos eles frisaram que não sentem ser mais felizes do que os colegas que ficaram em Portugal porque estes têm churrasco ao domingo e têm os amigos ao pé".

fonte:http://rr.sapo.pt/i

publicado por adm às 14:32 | comentar | favorito
28
Mai 13

Inglaterra: Hospitais procuram enfermeiros portugueses

Dois hospitais de Inglaterra estão, neste momento, à procura de enfermeiros portugueses. Uma das unidades de saúde, em Londres, procura 50 enfermeiros, e a outra, em Southport, quer recrutar pelo menos 20 profissionais.

Contactada pelo Boas Notícias, a empresa portuguesa de recrutamento Vitae Professional confirmou que estão a decorrer dois recrutamentos, sendo que as 50 vagas são para um dos maiores e mais prestigiados hospitais no Reino Unido, em Londres, nas áreas de Unidade de Cuidados Intensivos Gerais, Neurocirúrgicos e Cardíacos, Neonatologia e Cuidados Intensivos Pediátricos.
 
Os profissionais recrutados pela Vitae Professionals vão trabalhar num prestigiado Hospital Universitário no centro da capital britânica. Os contratos a oferecer são permanentes, a tempo inteiro, e oferecem um salário a partir das 26 mil libras por ano (mais extras). 
 

Já o Hospital Southport and Ormskirk NHS Trust quer contratar 20 enfermeiros portugueses para fazerem parte da sua equipa médica, em Southport, que fica a cerca de 20 km de Liverpool. A unidade de saúde está à procura de especialistas na área da medicina, cirurgia, bloco operatório e 'spinal' (neurologia da coluna).

O centro hospitalar oferece contratos permanentes e a tempo inteiro, com um salário que ronda as 21 mil e as 26 mil libras por ano, cerca de 24.500 e 30.300 euros. À remuneração base acresce ainda suplementos de turnos de horas extraordinárias, noites e fins de semana.

Vitae Professional, empresa de recursos humanos portuguesa especializada na área da saúde, adianta que os enfermeiros contratados vão ter uma formação financiada pelo hospital britânico e que existe ainda a "possibilidade de progressão na carreira".

Os candidatos a qualquer uma das ofertas devem ser fluentes em inglês, sendo valorizada experiência anterior em funções semelhantes na área a que se candidatam. Os currículos devem ser enviados para o e-mail nurses@vitaeprofessionals.org, indicando a vaga pretendida no "assunto".

De acordo com a Vitae Professionals, as entrevistas vão decorrer na cidade do Porto, com data e hora ainda a designar.
 

fonte:http://boasnoticias.sapo.pt/n

publicado por adm às 22:25 | comentar | favorito