04
Jul 13

Cinco razões porque ninguém é bom em entrevistas de emprego

As entrevistas de emprego são um estranho ritual em que ambas as partes estão ansiosas, e inquietas, diz Drake Baer na revista Fast Company. Ficam aqui as 5 razões pelas quais ninguém é bom em entrevistas de emprego:

1) Estamos todos “descontextualizados”
As entrevistas são ferramentas simplistas porque têm lugar “em ambientes generalizados, em oposição ao contexto no qual as pessoas normalmente se comportam”, afirma Maria Konnikova.

A razão para isto é simples: durante uma entrevista, o candidato encontra-se numa situação em que tem que deixar uma boa impressão de si e das suas qualificações num espaço de tempo limitado dentro de parâmetros estrateitos delineados pelo entrevistador. Isto não se assemelha minimamente à pressão de um emprego real. Em suma, o trabalho da entrevista – tal como impressionar alguém – não é equivalente ao trabalho para o qual se está a ser avaliado.

2) Fazemos julgamentos de “fatias finas”
A impressão pessoal do entrevistador em relação ao candidato forma-se num minuto ou menos. Konnikova chama-lhe julgamentos de “fatias finas”, nos quais se está sempre a fazer rápidos julgamentos sobre outros sem de facto se saber alguma coisa sempre essas mesmas pessoas. Uma entrevista é então uma fatia, e uma que não transita necessariamente para o local de trabalho.


3) Toda a gente adora primeiras impressões
Uma pessoa começa a tirar impressões no minuto (ou sete segundos)após começar a conhecer alguém.

“Primeiras impressões são extremamente imporantes. Uma vez formadas influencíam todas impressões seguintes que vão ser feitas. Exatamente a mesma resposta numa entrevista dada por dois candidatos diferentes, um dos quais preferido pelo intervistador, será julgada de forma diferente.”, explica Konnikova.

4) Estamos cansados
Se o entrevistador tiver com aquele cansaço pós-refeição, vai ser mais díficil de agradar.

5) Estamos avaliados em média
Segundo estudos, se for o quarto extraordinário candidato do dia, a sua avaliação vai ser mais baixa do que a do primeiro candidato.

Então o que o fazer sobre isto?
Se está na posição do entrevistador pergunte aos entrevistados por exemplos daquilo que eles fizeram e como o fizeram. Caso seja o candidato faça um favor a sí mesmo e compareça cedo à entrevista.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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20
Mai 13

As cinco piores perguntas numa entrevista de trabalho

1. Na conjuntura actual, perguntar a um candidato porque concorreu àquele emprego devia ser proibido, ou mesmo fazer com que um raio fulminasse o entrevistador, ali mesmo. A verdade é que 99% dos candidatos estão ali porque não têm alternativa – e não porque o seu sonho de meninos é trabalhar numa linha de montagem... No entanto, poucos terão a coragem de responder sinceramente – antes vão balbuciar uma série de frases feitas sobre a qualidade da empresa e a honra de fazer parte da história e blábláblá... Conversa de chacha para nada, visto que ambos sabem que a resposta é bem mais simples e dramática.

A melhor forma de responder a esta questão é com honestidade. Qualquer coisa como: “Como sabem, estou à procura de emprego [se têm o seu currículo, sabem exactamente há quanto tempo está desempregado] e a vossa oferta pareceu-me interessante. Acredito que posso aprender convosco e que tenho algo para dar à vossa empresa.” Pôr as cartas na mesa pode resultar bem melhor do que todos os elogios que está preparado para despejar para pôr as mãos nesse emprego.

 

2. Outra pergunta que muitos entrevistadores acreditam ser verdadeiramente original apesar de a fazerem há dez anos é aquela em que lhe pedem para meter a mão na consciência e tirar de lá um defeito que esteja disposto a partilhar com alguém que apenas acaba de conhecer e em relação a quem está a esforçar-se ao máximo para garantir que gosta de si. “Oh, sim, posso dizer-lhe que não suporto trabalhar em equipa, sou incapaz de seguir uma ordem e já fui detido por agressão ao meu antigo chefe!”

A sério?! Alguém espera uma resposta sincera a esta pergunta? Em primeiro lugar, a auto-análise não é o forte de muita gente – encontrar defeitos ou mesmo qualidades para destacar não é tarefa fácil. Por outro lado, se a pessoa que está sentada à sua frente quer impressioná-lo pela positiva, vai limitar-se a dar uma resposta vaga ou cair em generalidades do género “os meus defeitos até são vistos como qualidades... trabalho de mais, sabe”.

Infelizmente, a parvoíce não impede ninguém de chegar a chefe, por isso, se se vir sentado numa entrevista com esta pergunta sobre a mesa, o melhor é respirar fundo, beber um gole de água e responder. Como? Vire a conversa, com sentido de humor, se possível. Diga que o defeito que lhe vem à cabeça é fugir a perguntas que podem incriminá-lo e que prefere falar de como os seus talentos podem servir a companhia e a sua personalidade adaptar-se facilmente àquele ambiente de trabalho.

 

3. Claro que não estou a esquecer-me da pergunta que implica alguma forma de fantasia – um clássico. Por alguma razão, muitos entrevistadores acreditam que lançar este tipo de desafio os faz parecer inteligentes e ajuda a descobrir mais sobre o entrevistado. Se não estivermos a falar de um emprego a inventar histórias ou que implique fantasiar mais do que cumprir tarefas físicas e reais, realmente não entendo como perguntas do género “Onde se vê daqui a cinco anos?” ou “Se fosse um animal, qual seria?” podem dar pistas sobre o entrevistado.

Antes de cair na tentação de responder “Daqui a cinco anos vejo-me sentado na sua cadeira a comandar a sua equipa, mas certamente não a fazer perguntas idiotas”, sorria, faça que pensa uns segundos e fuja a fazer uma dissertação sobre os seus objectivos de vida por etapas. Ou a comparar-se ao forte, determinado e nobre cavalo. Ninguém quer saber. Dê uma resposta simples, curta e discretamente aberta. Algo como: “Vejo-me profissionalmente realizado, a trabalhar em projectos como o A, B ou C [cite aqui dois ou três casos de sucesso da empresa a que se candidata]”.

 

4. E depois há aqueles que parece que realmente a única coisa que querem é afugentar todos os candidatos. Ainda você mal se sentou, disparam perguntas como: “Vê-se a trabalhar horas extra sempre que for necessário? Está preparado para dar tudo por tudo e encarar a companhia como a sua prioridade absoluta? Sabe que apenas podemos pagar-lhe metade do que recebia antes, certo?”

OK, é errado enrolar as pessoas com falsas esperanças e promessas, mas é igualmente escusado pintar um quadro tão negro que todos os entrevistados tenham vontade de fugir dali a sete pés... Como responder a perguntas destas? Da forma mais simples: “Sim. Sim. Sim.” Pode estar a mentir, mas ninguém realmente espera que responda a verdade. Além disso, o trabalho não há-de ser tão mau como o pintam – e mesmo que seja, é melhor que nada, que é o que tem neste momento...

5. No top cinco das piores perguntas numa entrevista de trabalho está ainda aquele lote que devassa a sua vida privada. “O que faz o seu marido/a sua mulher? Tem filhos ou está a pensar tê-los? É religioso? Pratica desporto?” Estas são apenas algumas das questões que nada mais podem ter por objectivo senão revelar a sua vida pessoal – o que é não só inapropriado numa entrevista de trabalho como muitas vezes roça o ilegal (veja mais aqui). Está a concorrer a um emprego e ninguém tem nada a ver com aquilo que faz depois de sair do escritório – a menos que ande a fazer espionagem industrial ou a vender as ideias da sua empresa à sua principal rival...

Como responder se se vir confrontado com este tipo de perguntas? Não dando resposta. Diga simplesmente qualquer coisa como “A minha família sempre foi muito compreensiva em relação ao meu trabalho” ou “Gosto de usar os meus tempos livres para as actividades mais diversificadas”. Afinal, para perguntas estúpidas...

O importante é que estude o máximo possível sobre a empresa a que se candidata e, se possível, que se informe sobre quem vai fazer-lhe a entrevista. Se for preparado, nem as questões mais idiotas poderão afastá-lo do emprego que deseja.

Chefe de redacção adjunta
Escreve à segunda-feira
Escreve de acordo com a antiga ortografia


fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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18
Mai 13

Vencer numa entrevista de seleção

Comece desde já a preparar a vitória, estabelecendo como objetivo: criar a melhor impressão possível no entrevistador. Saiba o que depende de si para o sucesso e comece desde já a preparar-se.

A impressão que causa desde o primeiro contacto com a empresa é muito importante. Há já uma expectativa da parte do empregador de acordo com o currículo que enviou e a forma como apresentou a sua candidatura. Essa impressão continua a ser construída quando lhe telefonam a marcar a entrevista. Seja simpática e sorria – sorrir quando fala ao telefone torna a sua voz mais agradável, transmitindo uma atitude positiva.

Preparação para a entrevista

1- Conhecimento da empresa

Pesquise tudo o que conseguir sobre a empresa a que se candidatou. Tenha em atenção o setor em que actua, a visão, missão e valores que normalmente são apresentados no site da empresa, os diversos departamentos existentes, o que a diferencia face a outras (produtos ou serviços inovadores, prémios recebidos), artigos de jornal ou revistas que a refiram. Identifique os aspetos positivos que em seu entender a caraterizam e construa um esquema com essa informação. Lembre-se que um candidato que conhece bem a empresa e revela entusiasmo e interesse por saber mais começa a diferenciar-se face aos outros.

2 – Estudo dos requisitos da função e do perfil do candidato

Avalie cada um dos requisitos exigidos para o desempenho da função de acordo com o seu currículo. Em relação aos requisitos pedidos que considera possuir, identifique todos os aspetos que se lembra, ou recorra ao seu currículo para ter bem presente o que deve indicar na entrevista, caso lhe perguntem.

Se há algum requisito que considera não possuir e mesmo assim foi selecionado para a entrevista, à partida não é um fator eliminatório. Analise cada um dos requisitos pedidos e não possuídos (ou possuídos, em parte) na perspetiva do que poderá vir a desenvolver de acordo com o seu potencial, de uma forma honesta e objetiva. Elabore um comentário para cada um, como por exemplo ao exigirem fluência numa língua estrangeira que até estudou, poderá transformar essa fragilidade à partida (não ser fluente no momento presente) numa força. Para isso, deve referir a sua facilidade na aprendizagem de línguas, levando-o rapidamente a corresponder a esse requisito. Deve fazer essa análise com sinceridade, pois caso contrário poderá afirmar algo que não poderá cumprir. Ao fazê-lo é uma forma de descredibilizar toda a restante informação.

Siga a mesma estratégia na análise do perfil necessário. Identifique as razões encontradas para justificar que por exemplo é uma pessoa com facilidade de comunicação ou que possui capacidade de decisão. Pense em situações profissionais ou pessoais que demonstrem as suas capacidades.

3- Antecipação das perguntas e treino de respostas

Pense nas possíveis perguntas que lhe irão fazer e escreva-as, desde as mais comuns às menos prováveis. Responda a todas tendo em atenção a imagem que quer passar, e estando de acordo com o os requisitos funcionais exigidos e com o perfil necessário para o desempenho da função.

Ensaie as respostas, falando diante de um espelho, ou mesmo gravando em vídeo, pedindo a um amigo que faça o papel de entrevistador. Ao visionar a forma como responde pode verificar a sua postura, gestos, tiques, impressão geral que causa, tendo assim possibilidade de melhorar um conjunto vasto de aspetos.

Nos dias que antecedem a entrevista reserve uns minutos para se imaginar na situação de forma positiva, analisando os pormenores do seu comportamento que pretende pôr em prática.

4- Prepare a sua apresentação pessoal e postura

De acordo com o setor de actividade e a empresa em causa, deve considerar a forma como vai vestido, as cores que deverá usar e adornos. Embora deva sempre considerar a importância de se sentir confortável, caso contrário terá implicações na sua postura, não demonstrando confiança.

É importante que a sua linguagem corporal seja reveladora de tranquilidade, controlando sinais exteriores de nervosismo, como por exemplo: excesso de movimentação corporal enquanto espera na sala, ou já na entrevista. Sente-se de forma confortável na cadeira tentando descontrair os seus músculos, pois estando contraído será mais difícil raciocinar e demonstrar à-vontade.

Antes de ir à entrevista tente ter tempo para se descontrair, lembre-se que se preparou, confie nas suas características, nas suas capacidades e na vontade de triunfar.

fonte:http://mulher.sapo.pt/

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02
Mar 12

À procura de emprego? 10 textos que deve ler antes de uma entrevista

A entrevista para um emprego é a fronteira que marca a entrada, ou não, no mercado de trabalho. Como daí depende grande parte do sucesso da candidatura, o Dinheiro Vivo relembra-lhe aqui dez textos com os melhores conselhos sobre como se preparar para enfrentar com segurança um potencial empregador.

 

1. Rasteiras. Para os desempregados há bastante tempo ou os trabalhadores que procuram uma mudança de emprego, só o facto de ser chamado para uma entrevista é um si uma pequena vitória. Mas assim que as perguntas começam a ser disparadas, os entrevistadores colocam uma miríade de questões que não tem nada a ver com a sua experiência profissional ou com o cargo para o qual está a ser entrevistado. Será que você consegue ler nas entrelinhas das perguntas?

2. Insólito. O site de empregos CareerBuilder.com pediu a vários gestores para contarem quais as situações mais insólitas que já presenciaram durante uma entrevista. Conheça os episódios mais fora do comum em entrevistas de emprego.

3. Redes Sociais. Uma consulta de dez minutos ao perfil do Facebook de um candidato a um trabalho é mais eficaz do que as tradicionais entrevistas feitas nos Recursos Humanos. As conclusões são de um estudo do "Journal of Applied Social Psychology", citado pela revista "Time", onde um professor universitário e dois estudantes analisaram perfis de vários jovens trabalhadores.

4. Difíceis. As perguntas nas entrevistas de emprego podem ser ou não inesperadas e uma das mais comuns é as empresas pedirem aos seus candidatos para descreverem os seus pontos fortes e fracos. Por outro lado, existem empresas como a consultora Bain & Company que pergunta aos seus entrevistados quantas bolas de pingue-pongue cabem nos compartimentos de bagagem dum avião 747. Questões incomuns, no mínimo.

5. Preparação. As pessoas têm diferentes talentos naturais em entrevistas de emprego. Mas mesmo as mais talentosas poderão não conseguir alcançar o seu objectivo se não se prepararem. Isto vai além de chegar a tempo, vestir-se de forma profissional, ser polido, e preparar-se para discutir todos os detalhes do seu currículo. É claro que estas coisas são importantes. Mas prepare-se para as entrevistas de forma a destacar-se. Adopte uma lógica diferente — a deles.

6. Pior pergunta. A pergunta do ponto fraco ainda sobrevive em muitas entrevistas de emprego. Não há pior e não favorece ninguém, nem quem está a contratar, nem que está a candidatar-se. Só há uma maneira de lidar com ela: tornando-a no ponto mais forte da entrevista. Ah… e esqueça lá isso da sinceridade.

7. Gestores. Uma entrevista de emprego é sempre um momento tenso, em que um candidato a um emprego tenta mostrar que é realmente a pessoa indicada para desempenhar determinada função. Porém, essa tarefa nem sempre é fácil, até porque uma entrevista de emprego, já se sabe, é um momento de tensão e nervosismo. Veja como fazem os gestores.

8. Especialista? Actualizar o estado do Facebook, twittar dez vezes por dia ou fazer um update bidiário do seu blogue onde escreve sobre os seus gostos e sobre a vida em geral não faz de si um especialista em redes sociais. Por isso, perguntamos: por que razão o escreve no seu currículo?

9. Procurar. Dizem os especialistas que a melhor altura para procurar emprego é depois das férias de Verão, o último trimestre do ano costuma ser, tradicionalmente, o momento adequado para encontrar algo. Desempregados, recém licenciados ou trabalhadores que procurem novos desafios são um exemplo das pessoas que podem aproveitar este período do ano para arranjar um novo trabalho.

10. Currículo. Regra geral, um empregador não gasta muito mais de 30 segundos da primeira vez que olha para um currículo. Só mais tarde o vai examinar em detalhe. Por isso, a primeira impressão é fundamental para quem envia uma candidatura a um posto de trabalho. O Dinheiro Vivo deixa-lhe aqui dez dicas sobre coisas a evitar quando faz e envia o seu currículo.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/ 

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02
Dez 10

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A grande lamúria dos jovens que estão em busca do primeiro emprego é a falta de oportunidade para adquirir experiência. Profissionais de recursos humanos e orientadores de carreira devolvem: a conquista do trabalho número um exige do jovem inexperiente análise do mercado de trabalho. Em outras palavras, requer sabedoria para discernir onde estão as empresas que procuram os calouros e o que elas querem.

Nesta época do ano a oportunidade está na indústria e, em maior parte, no varejo. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e Trabalho Temporário (Asserttem), cerca de 30% das vagas temporárias deverão ser preenchidas por jovens em situação de primeiro emprego. Estima-se a contratação de 139 mil profissionais para suprir a demanda do Natal.

Para Paulo Queija, consultor de recursos humanos da MQS Consultoria e Treinamento Empresarial, o jovem pode acumular uma valiosa experiência na contratação temporária. “Além das possíveis vagas para efetivação ao final do período, algumas empresas buscam novos talentos para a renovação de seu quadro”, destaca.

Localizado na baixada santista (São Paulo), o Litoral Plaza Shopping estima 660 contratações para o Natal em suas 220 lojas. Em 2009, 20% dos temporários foram efetivados.

O setor de telesserviços é outro filão para os jovens sem experiência. De acordo com a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), a atividade cresce 10% ao ano. A expectativa é terminar 2010 com 37 mil novos postos de trabalho. Grande parte dessas vagas é destinada aos jovens em condição de primeiro emprego.

“É um setor que não exige experiências anteriores e, ao mesmo tempo, oferece ótimas oportunidades de desenvolvimento profissional e evolução na carreira”, atesta Neiva Dourado Martins Mendes, diretora de recursos humanos da DEDIC GPTI.

Quem não tem perfil para atuar no varejo ou em call centers pode encontrar no voluntariado e nos programas especializados a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho.

Para Michelle Caetano, orientadora pedagógica do Programa Preparação para o Trabalho, mantido pela organização não-governamental Ação Comunitária, essas práticas permitem agregar competências valorizadas pelas empresas. “São ações que possibilitam ao jovem ampliar sua rede de relacionamentos (network) e a partir daí conseguir alguma indicação para uma vaga de emprego”, ressalta.

Programas de Estágio e Trainee

Estagiar é exercitar a teoria aprendida na escola seja ela de nível médio, técnico ou superior. Para Ruy Leal, superintendente geral do Instituto Via de Acesso, o bom estágio é o melhor caminho para o jovem conhecer o universo do trabalho dentro de sua área de formação.

Autor de “Superdicas para o jovem escolher bem sua profissão” (Editora Saraiva), ele destaca que o estagiário precisa ter o mínimo de conhecimento teórico e foco na área de interesse. “Um estudante de Arquitetura, por exemplo, deve identificar se deseja trabalhar num escritório ou em empresas de construção antes de disseminar seu currículo.”

Jovens no final da graduação ou recém-formados, que buscam a primeira oportunidade profissional por meio de um programa de trainee, devem ficar atentos aos sites corporativos e às redes de relacionamento. “O trainee precisa estar antenado com a sociedade. Deve ser uma pessoa politizada, que saiba se posicionar sobre temas da atualidade e lidar com pessoas”, afirma Gustavo Nascimento, gerente da Foco Talentos.

Conhecimento em idiomas estrangeiros, principalmente o inglês e o espanhol, também é importante. “Diria que 90% dos programas pedem ao menos o inglês avançado”, diz Nascimento.

Por Rômulo Martins
Fonte:Empregos.com.br

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04
Jul 10

Em apenas Dez minutos pode conseguir emprego

Empresas apostam em entrevistas rápidas a candidatos em vez de currículos

Uma boa apresentação, um aperto de mão seguro sem ser bruto e não evitar o olhar do entrevistador - três pormenores para começar uma entrevista de emprego com o pé direito. Afinal, não há segundas oportunidades para causar uma boa primeira impressão. Sobretudo quando essa oportunidade dura apenas 10 minutos.

 

No caso de Susanne demorou menos: a partir do momento em que se sentou levou oito minutos a falar da sua experiência e a explicar porque é que é a pessoa indicada para o emprego de formadora. Nem as expectativas em relação a horários e salário ficaram fora da minientrevista. A designer de 35 anos aproveitou o dia aberto da Training Ready, que queria recrutar formadores. E gostou da ideia. "Há uma mais-valia para nós em estar aqui, é diferente de enviar um currículo e não haver contacto e muitas vezes nem resposta", diz. E agora resta-lhe esperar para saber se haverá uma segunda entrevista.

 

A empresa lançou a ideia na Internet e nas redes sociais - no Facebook e no LikedIn - e só na parte da manhã recebeu mais de 40 pessoas interessadas. As sessões serviram para substituir a tradicional selecção inicial através dos currículos, explica Catarina Correia.

A tendência, no entanto, é internacional, aponta Pedro Amorim, director da Hays, empresa especializada em recrutamento. O conceito é parecido com o de speed dating, em que uma pessoa tem apenas alguns minutos para seduzir outra, mas aqui aplicado ao emprego. O candidato tem 10 a 15 minutos para seduzir o potencial empregador e conseguir uma segunda entrevista. Aliás, já é usado em algumas universidades portuguesas, que reúnem alunos e empresas para career speed dating.

 

"Numa entrevista de emprego, a impressão dada nos primeiros dois minutos equivale a 80% do peso da entrevista", assegura Pedro Amorim.

Mas para o especialista este terá sempre de ser um primeiro passo, porque "10 minutos não são suficientes para avaliar competências". Para substituir o currículo, por outro lado, é vantajoso para candidatos por permitir um contacto "cara a cara", considera.

Um contacto que permite aos recrutadores ter mais informações do que as dadas por uma pilha de currículos. E que, para a empresa, multiplica as oportunidades de encontrar um "achado", diz o recrutador João Teixeira.

fonte:http://dn.sapo.pt/

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