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Set 12

Saiba como concorrer às vagas nas petrolíferas

Empresas da Noruega, Dinamarca e Bélgica vieram a Portugal contratar engenheiros.

Vêm de vários países e têm centenas de vagas de emprego não só para trabalhar nas plataformas petrolíferas como no desenho de equipamento utilizado ‘off shore'. Procuram, essencialmente, engenheiros mecânicos e electrotécnicos. No caso dos engenheiros civis, só lhes interessa os que são especializados em estruturas.

Empresas ligadas à indústria do petróleo e do gás da Noruega, Dinamarca e Bélgica estiveram em Lisboa, na semana passada, para participar numa feira de emprego organizada pelos serviços de emprego Eures do IEFP a propósito do encontro anual da Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista. Pelo Hotel Sana passaram muitos jovens engenheiros desempregados ou recém-licenciados. Os representantes das empresas receberam currículos e fizeram entrevistas.

O maior recrutador é a Noruega. "O país precisa de cerca de dez mil engenheiros nos próximos três, quatro anos. O ideal é terem entre três a cinco anos de experiência. As vagas são permanentes. Precisamos principalmente de engenheiros mecânicos, electrotécnicos, e de estruturas (para trabalhar com a construção metálica)", resume Eli Syvertsen, a conselheira Eures que esteve na feira de emprego a representar os serviços de emprego noruegueses. Eli Syvertsen faz questão de sublinhar que a Noruega não procura engenheiros para trabalhar apenas nas plataformas petrolíferas, mas também para desenho de equipamento usado na indústria ‘off shore', daí a necessidade de qualificação em trabalhar com o metal e não com o betão, como acontece com a maioria dos engenheiros civis em Portugal.

A Noruega tem uma taxa de desemprego de 2,5% e a representante da Noruega apela aos engenheiros portugueses que encaixem no perfil para se candidatarem porque poderão ter uma hipótese de trabalho. "Um engenheiro com dois anos de experiência pode esperar ganhar cerca de 50 a 60 mil euros brutos anuais, o que dá cerca de quatro a cinco mil euros mensais (fora os cerca de 30% de descontos para impostos e segurança social, que podem ter deduções e baixar alguns pontos percentuais). E basta falar inglês, que é a língua usada nestas empresas, garante a responsável.

Nos últimos anos a Noruega tem recrutado em Portugal e, neste momento, são já 600 os engenheiros portugueses a trabalhar no país. "Gostamos dos engenheiros portugueses porque são qualificados e podemos oferecer-lhes um bom salário e qualidade de vida", sublinha Eli Syvertsen.

A Aker Solutions e a FMC Technologies são as duas empresas norueguesas deste sector que estiveram presentes na feira da passada semana. A Aker tem 900 vagas e a FMC 22. "Preferimos engenheiros com mais de cinco anos de experiência e oferecemos um salário de 60 a 70 mil euros brutos/anuais", diz Mochal Pizybylski, o engenheiro polaco da Aker que esteve a atender os interessados na feira.

Na FMC, que recruta em Portugal há três anos e conta já com 40 empregados portugueses na Noruega, a experiência preferida é também de 4, 5 anos e o salário ronda os 50 mil euros brutos anuais. "Gostamos dos portugueses pela capacidade que têm de se adaptar na Noruega. Também pela atitude no trabalho", afirma Morten Hofs, que falou com os candidatos.

Dinamarca e Bélgica
Além da Noruega, também empresas ligadas à indústria do petróleo e gás estiveram directamente ou enviaram um representante a esta feira promovida pelo Eures em Portugal.

A dinamarquesa Ramboll (que trabalha em consultoria para as petrolíferas) tem 30 a 50 posições para ocupar, tanto juniores como seniores. Tem apenas um engenheiro português e, desde Maio, que procura mais.

A Dinamarca enquanto país tem 340 vagas para engenheiros de várias áreas, mas sobretudo, mais uma vez, para engenheiros mecânicos e electrotécnicos. De preferência com experiência (3 a 5 anos), embora haja vagas para recém-licenciados. "Um engenheiro recebe, em média, cerca de quatro mil euros brutos mensais de salário inicial até nove mil, quando já tem muita experiência", diz Mette Busk, consultora de recrutamento do Eures dinamarquês.

O conselheiro Eures da Bélgica veio a Portugal em representação de 13 empresas com 25 postos de trabalho disponíveis. Também estas empresas procuram engenheiros mecânicos e electrotécnicos, oferecendo salários um pouco mais baixos, entre os 2.000 e os 2.500 euros brutos mensais.
Uma conselheira Eures da Alemanha esteve também na feira à procura igualmente de engenheiros das mesmas especialidades. Rabea Malchow não quis adiantar número de vagas.Disse apenas que eram muitas e deixou um aviso: é dada preferência a quem souber alemão.

Antes de partir, aconselhe-se
Qual o custo de vida no país para onde vou trabalhar? Como escolher a escola para os meus filhos? Se quer respostas personalizadas e presenciais a este tipo de questões antes de partir para o estrangeiro, o que tem a fazer é marcar um encontro com um dos 20 conselheiro Eures distribuídos pelo país. O agendamento deve ser feito por telefone ou por email. Também pode recorrer a um conselheiro para o ajudar a escolher um país e a candidatar-se a um emprego no estrangeiro. "Trabalhar no estrangeiro - informe-se antes de partir" é o nome da campanha dos serviços de emprego europeus, a que está associado em Portugal o IEFP, que visa alertar para as adaptações que terá de fazer quando emigra: a nível cultural, de legislação laboral e sistema de protecção social, acesso à saúde e ao ensino, questões de fiscalidade, etc.

Nota: Artigo publicado na edição impressa do Diário Económico de 24 de Setembro de 2012

 

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Pesquisa de gás e petróleo aumenta procura por engenheiros

Bastonário regista "procura muito grande de engenheiros em Portugal para as indústrias extractivas de gás e de petróleo".

"Está a registar-se uma procura muito grande de engenheiros em Portugal para as indústrias extractivas de gás e de petróleo e existe uma crescente necessidade de as escolas superiores de engenharia se adaptarem a estas novas necessidades", defendeu hoje Carlos Matias Ramos, bastonário da Ordem dos Engenheiros.

Carlos Matias Ramos explicou que esta tendência também se verifica em outros mercados de língua portuguesa, nomeadamente Brasil, Angola, Moçambique ou Timor-Leste. Aliás, a crescente possibilidade de internacionalização que se deparou à engenharia nacional é outra das respostas do sector para contornar a retracção do mercado interno, em particular no segmento da engenharia civil.

É nessa lógica que a Ordem dos Engenheiros está a promover a realização, a 18 de Outubro, do 1º Congresso de Engenheiros de Língua Portuguesa, no Centro Cultural de Belém. A conferência inaugural responde à procura crescente das indústrias extractivas e traz a Portugal um dos maiores especialistas mundiais na extracção de petróleo em pré-sal, António Capeleiro Pinto, administrador da Petrobras.

A sessão plenária irá contar com as apresentações de diversos planos gerais e sectoriais de infra-estruturas e de desenvolvimento de Timor-Leste, Angola, Moçambique, Brasil e Cabo Verde. 

Haverá ainda oito sessões paralelas, organizadas pela Águas de Portugal, EDP, Portucel, Galp Energia, PT, APS - Administração do Porto de Sines, Direcção-Geral de Energia e Universidade do Minho, que servirão para empresas e engenheiros a título particular poderem verificar as diversas oportunidades de negócio e de emprego que existem nestes diversos países e nas referidas áreas de actividade.

A comemorar 75 anos de existência, a Ordem dos Engenheiros lança esta tarde o livro alusivo, da autoria de Maria Fernanda Rollo e Ana Paula Pires, numa cerimónia que será presidida por Carlos Matias Ramos.

 fonte:http://economico.sapo.pt/n

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22
Ago 12

Há quase 600 engenheiros portugueses a trabalhar no Brasil

Universidades portuguesas e brasileiras assinaram na ontem, em Brasília, um memorando de entendimento para agilizar o reconhecimento dos graus académicos em Portugal e no Brasil, facilitando o acesso profissional de diplomados nos dois países.

Quase 600 engenheiros portugueses estão a trabalhar no Brasil, segundo dados fornecidos à Lusa pelo Confea - Conselho Federal de Engenharia e Agronomia brasileiro.

Universidades portuguesas e brasileiras assinaram na ontem, em Brasília, um memorando de entendimento para agilizar o reconhecimento dos graus académicos em Portugal e no Brasil, facilitando o acesso profissional de diplomados nos dois países.

"O total de profissionais portugueses registados no sistema é de 594 profissionais", indicam os dados do Confea. Desde 1959 que há registos de engenheiros portugueses a trabalhar no Brasil, ano em que trabalhavam naquele país dois engenheiros, segundo o Confea.

"O acompanhamento de nosso sistema estabelece que, nos anos de 1989 e 1992, houve o registo de 17 profissionais em cada um destes anos", acrescentou a mesma fonte, segundo a qual este ano já foram registados nove engenheiros portugueses.

O bastonário dos Engenheiros disse hoje à Lusa que a Ordem tem registados 354 cidadãos brasileiros devidamente autorizados a exercer a actividade em Portugal. No final do ano passado, o Confea e Ordem dos Engenheiros assinaram 
um acordo para estimular a mobilidade de engenheiros entre Brasil e Portugal.

No entanto, o acordo ainda não está em vigor, uma vez que o plenário do Confea prorrogou a sua entrada em vigor por período de 180 dias. O memorando de entendimento assinado na ontem, abrangerá, numa fase inicial, os licenciados em Engenharia e Arquitectura e foi celebrado entre o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, a maior associação de universidades do Brasil, com sede em Brasília.

 fonte:http://economico.sapo.pt/

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20
Dez 11

Altran Portugal abre 50 vagas para engenheiros

Engenheiros informáticos, electrotécnicos e de redes vão integrar projecto de ‘nearshore’ em Paris.

A Altran Portugal prepara-se para criar 50 novos postos de trabalho para engenheiros. Especificamente engenheiros informáticos, electrotécnicos e de redes para integrarem o projecto inicial do programa Altran Engineer, que vai arrancar em Paris.

"O que estamos à procura é precisamente dos melhores profissionais da área para integrarem este projecto, com pelo menos um ano de experiência, bons conhecimentos de francês, os devidos conhecimentos técnicos e extraordinárias competências pessoais", salienta Célia Reis, directora geral da Altran Portugal.

Este projecto integra-se na nova tendência do ‘nearshore', que permite a transferência de processos de negócio e de tecnologias de informação para empresas de países próximos, um sector onde Portugal se apresenta especialmente competitivo no contexto europeu. "O Grupo Altran escolheu a Altran Portugal para a criação de um centro de competências ‘nearshore' devido também às condições financeiras, a proximidade com os principais ‘players' europeus e acessibilidade a menos de três horas de avião", explica a directora geral da Altran Portugal.

Durante o processo de selecção que está a decorrer para procura destes novos profissionais, a empresa de consultoria de inovação vai valorizar os candidatos que demonstrem "pro-actividade, o gosto pelo trabalho em equipa, uma procura constante de actualização das suas qualidades, ambição e potencial para ser diferenciador", salienta Célia Reis.

Apesar das relações que partilham com várias universidades, a Altran não vai descriminar na hora da escolha dos candidatos. Célia Reis considera, aliás, que temos, em Portugal, "um ensino superior de qualidade capaz de preparar tecnicamente excelentes profissionais". A ter de apontar uma crítica, a responsável da Altran gostaria de ver "um maior contacto com a realidade laboral e empresas durante o período de formação dos alunos".

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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