08
Jul 13

7 ideias para conseguir emprego

A menos que passe a vida a saltar de emprego em emprego – o que, já de si, é suspeito para qualquer empregador que se preze – é muito difícil ser realmente bom numa entrevista de trabalho. Mas pode, pelo menos, esforçar-se por não parecer tão mau que acabe por ser rejeitado mesmo sendo o único candidato. Aqui ficam sete ideias que podem ajudá-lo a preparar-se o melhor possível.

 

1. Só tem uma oportunidade para causar uma boa primeira impressão, por isso, prepare o melhor possível os primeiros minutos. Além do óbvio – escolher a roupa com cuidado, chegar a horas, informar-se sobre a empresa e o cargo em causa –, se sofre de suores frios, tremores e nervoso miudinho, tente fazer qualquer coisa que o relaxe antes de ir para a entrevista. Vá ao ginásio, leia um capítulo do seu livro preferido numa esplanada, dê um mergulho no mar... o que quer que funcione para si. Nos minutos antes de entrar na sala, faça exercícios de respiração para controlar os batimentos cardíacos. Entre na sala de costas direitas e cabeça erguida mas gestos descontraídos – uma pose confiante pode fazer milagres, mas não se parecer que engoliu uma colher de pau – e sorria quando estiver a apresentar-se, falando de forma calma e articulando bem cada palavra.

2. Não faça filmes. Tentar prever como as coisas vão acontecer e prevenir-se contra tudo o que pode correr mal só vai contribuir para aumentar o seu pânico quando a entrevista se desviar daquilo que imaginou. Em vez de tentar antecipar reacções, trabalhe na sua capacidade de se adaptar a rumos inesperados que a conversa possa tomar – e especialmente de reconduzi-la ao caminho que mais lhe convém.

3. Imite. Não sabe o que fazer às mãos? Se há-de encostar-se na cadeira para parecer descontraído ou inclinar-se para a frente para mostrar interesse? Se deve cruzar a perna ou manter os dois pés no chão? Copie a linguagem corporal dos seus entrevistadores e esforce-se por fazê-lo com naturalidade. Se tem tiques nervosos – está sempre a mexer no cabelo ou rói as unhas ou esfrega as palmas das mãos nas pernas a cada cinco segundos para ter a certeza de que não estão transpiradas – evite-os, por exemplo levando um caderno e uma caneta para a entrevista e tirando apontamentos. Não só mostrará mais interesse como manterá as mãos ocupadas e longe dos gestos que, repetidos à exaustão, o fariam parecer um psicopata perigoso.

4. Não invente. Se lhe perguntarem por um momento particularmente mau da sua carreira, seja o mais honesto possível. Não invente desculpas para o que correu mal; assuma as suas responsabilidades na perda de um cliente importante ou explique como um mau briefing arruinou um projecto que parecia ganho à partida. Se a culpa não foi sua, explique-o com igual clareza, mas evite discorrer sobre a incompetência de colegas ou chefes. Uma resposta clara e concisa, sem juízos de valor, será suficiente para esclarecer os seus entrevistadores e demonstrar-lhes que não estão perante um língua de trapo capaz de desfazer qualquer colega à primeira oportunidade e contar ao mundo tudo o que se passa no escritório.

5. Deixe um (grande) bocadinho à imaginação. Sim, você está ali para dar-se a conhecer no seu melhor. Mas não há necessidade de contar pormenorizadamente cada momento que contribuiu para chegar onde está ou lamentar-se demoradamente sobre os azares que teve na vida. Ser confiante é uma coisa, convencido é outra. Da mesma forma como a humildade nada tem que ver com a falta de auto-estima. Seja qual for o seu caso – superego ou insegurança grave –, não há necessidade de se mostrar exactamente como é. Dourar a pílula não é nenhum pecado – excepto se se vender como a última Coca-Cola do deserto quando no fundo não passa de um profissional medíocre.

6. Não se ofenda. Nada é pessoal. Se lhe parecer que de repente a entrevista começou a azedar, não se atire aos seus entrevistadores e evite parecer desesperado. Lembre-se que eles não foram ali para o crucificar mas antes estão a investir tempo em si, para conhecê-lo melhor e talvez dar-lhe um emprego. Só essa ideia já deve ajudá-lo a abrir um sorriso. Continue a falar com calma e clareza e aproveite para falar de um momento específico da sua carreira, um episódio divertido e com o qual tenha aprendido alguma coisa importante, conduzindo a conversa de volta a um tema em que esteja mais à vontade.

7. Seja paciente. As coisas demoram o seu tempo por isso não seja ansioso. Isto vale para antes, durante e depois da entrevista. Não atropele as palavras dos seus entrevistadores. Espere pela sua vez de falar e responda apenas ao que lhe perguntam, em vez de vomitar inconsequentemente todas as suas opiniões sobre tudo e mais alguma coisa sem pausa para respirar. E não hiperventile se não lhe ligarem logo no dia a seguir. Um ou dois dias sem notícias não tem de significar que não gostaram de si.

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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09
Jun 13

Cinco receitas dadas por empresários para conquistar um emprego

No final do primeiro trimestre, o país tinha 166 mil jovens (15-24 anos) sem trabalho e na faixa etária logo acima (25-34 anos) havia mais 270 mil desempregados. Estes dois grupos representam 45,8% dos 952.200 portugueses sem emprego. Os responsáveis máximos de três empresas de sucesso apontam cinco receitas para convencer os empregadores e dizem que dispensam bem as ajudas do Estado à contratação, chegando mesmo a sugerir o fim do subsídio de desemprego para combater a tentação de só procurar trabalho quando o Estado já não dá abrigo. 

Respondendo positivamente ao desafio feito pela Universidade Lusíada de Famalicão, os responsáveis máximos da Salsa, Mabera e Kung Portuguesa abriram o livro dos critérios que presidem à escolha de candidatos. Do outro lado, na plateia reunida no âmbito do workshop “O Talento és Tu!”, estiveram cerca de quatro dezenas de jovens e desempregados à procura de uma luz ao fundo do túnel. 

1. Persistência
“Há uma coisa indispensável num candidato: atitude e capacidade de iniciativa. Faço entrevistas em que há candidatos a dizerem que querem uma oportunidade para provar do que são capazes. Dizem-me para os testar, dar-lhes uma oportunidade. Mas a maior parte não faz isso. A maior parte diz “eu sou bom porque tenho um canudo”, afirma Manuel Ramos, presidente da têxtil Mabera. “É essencial saber o que queremos fazer na vida. Todos vocês têm potencialidades. Podem não saber ainda o que querem, mas isso também depende do ambiente em que se encontram. Depende se conhecem muitas ou poucas pessoas inspiradoras”, refere Filipe Vilanova, dono da Salsa, uma das marcas de roupa de maior sucesso em Portugal, com dezenas de lojas espalhadas pela Europa e por outros continentes, e que tem a sua sede em Famalicão. “Nunca se deve desistir. Devemos repetir para nós mesmos que vamos ser persistentes todos os dias”, acrescenta.

2. Currículos e entrevistas
Manuel Ramos, presidente da têxtil Mabera, especializada em tinturaria e acabamentos, dá um conselho muito prático. “Em relação aos currículos (CV), há um erro gravíssimo. Os candidatos mandam o ónus para o lado das empresas. Temos milhares de CV e quem é que responde? Mandem os CV, mas procurem a resposta, batam à porta. Já contratei uma jovem que foi teimosa que bateu à porta três vezes num ano. Não desistiu”. Quanto ao conteúdo dos CV, Vasco Figueira, que dirige os destinos da Kung Portuguesa, filial de uma multinacional suíça especializada em vestuário técnico, pede uma formação académica de referência a qualquer candidato, mas isso não basta. "A experiência ensinou-nos que o aluno de 20 pode não ser o melhor técnico”. Aceitaria ouvir e implementar uma boa ideia de um jovem candidato a um emprego na sua empresa? “Já me aconteceu em diversas ocasiões entrevistar candidatos que nem sabiam em que empresa se encontravam naquele momento ou nada sabiam sobre ela, nem o setor de atividade da mesma. Assim sendo, pergunto-me como é que alguém que nunca foi a uma empresa pode conhecer a realidade da mesma para lhe propor ideias ou projetos”, afirmou Manuel Ramos.

3. Inteligência emocional
“Tentamos ser o mais específicos possível relativamente à função para a qual contratamos. Mas o critério mais decisivo é o caráter das pessoas. A inteligência emocional é essencial, mais do que a inteligência cognitiva. Toda a gente tem imensos MBA e pós-graduações, mas a capacidade relacional e de trabalho em equipa acaba por ser o mais importante para marcar a diferença”, sublinha Filipe Vilanova. Vasco Figueira confessa que a sua empresa tem uma cultura muito exigente nessa matéria, porventura fruto da influência suíça da casa-mãe. “O comportamento relacional é importantíssimo. O período de adaptação ditará se o candidato ultrapassa essa prova. Chegámos a dispensar candidatos que mostraram não estar à altura desse critério do comportamento. É sempre embaraçoso, mas não abdicamos nesse ponto”, afirma o responsável máximo da Kung Portuguesa, um engenheiro de formação que trabalha há décadas no setor têxtil.

4. Cultura e formação
“Nos últimos anos, temos também dado grande importância à cultura geral do candidato", refere Vasco Figueira. A escola de recrutamento na Kung aponta para o perfil de um profissional que saiba falar línguas, entendendo também as realidades diferentes do Rio de Janeiro, Pretória ou Moscovo. "É aflitivo o desconhecimento total dos candidatos sobre o que se passa no mundo", lamenta. “Leiam e informem-se o mais possível. É tudo fundamental para trabalhar e abrir novas perspetivas quando procuramos emprego”. Para Vasco Figueira, a capacidade de adaptação a novas realidades é essencial num mundo dos negócios em que é frequente mudar de tática ao longo do tempo, tornando a cultura geral num requisito fundamental em empresas que trabalham em geografias e culturas diversas. “Pergunto muitas vezes aos candidatos se usam o computador só para jogos ou se sabem utilizar essa ferramenta de forma produtiva”, refere Manuel Ramos. “A licenciatura é muito pouco para que os jovens cheguem ao posto de trabalho e integrarem-se. Apetece-me dizer que a formação de base é muito importante. Há muita oferta de cursos agora, mas muito pouca qualidade”, acrescenta.

5. Mobilidade
Ter vontade de trabalhar em qualquer geografia é essencial para conseguir emprego. “Sou natural de Lisboa e vim trabalhar para Famalicão em 1974, com dois filhos e a casa às costas. Muitos não querem sair da rua onde vivem e da casa dos pais. Não dispensam estar no café com os amigos e com a namorada. Hoje, fala-se na necessidade de emigrar, mas vejo que muitos jovens não querem abdicar do seu local de origem. Quantos estrangeiros estão a trabalhar em Portugal?”, refere Vasco Figueira. “É tudo uma questão que resulta da forma como fomos educados. Hoje, compreendo essas pessoas porque foram mentalizadas a ficar presas ao local de origem”, relativiza Filipe Vilanova. “Não é obrigatório emigrar. Cada um deve fazer aquilo que pretende. De repente, parece que emigrar é a receita para tudo. E eu até considero que o grande dinamismo na criação de empresas em Portugal resulta da crise. As dificuldades atuais são uma bênção, tal como as provações da Alemanha após a II Guerra Mundial que fizeram daquele país a nação que é hoje”, acrescenta o dono da Salsa.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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