20
Nov 11

Centros de emprego incentivam jovens a emigrar

Alguns centros de emprego do País estão a enviar cartas e a reunir-se com jovens com menos de 25 anos - a faixa etária em que o desemprego mais cresceu em Outubro, segundo dados do IEFP - para os incentivar a procurar trabalho noutros países da Europa. A acusação foi feita pelo PCP, na sexta-feira, através de um documento distribuído aos jornalistas no Parlamento, segundo noticiou o jornal i e o Jornal de Negócios.

De acordo com o PCP, a situação terá ocorrido no centro de emprego de Montemor-o-Novo, que terá enviado cartas com o assunto "ofertas de emprego noutros países da Europa", a convocar os jovens para uma reunião com os técnicos cuja função é orientar as pessoas na procura de emprego.

Contudo, nesses encontros não são apresentadas propostas concretas, apenas se incentivam os jovens a procurar emprego fora de Portugal. Segundo o jornal i, que noticia ainda que o mesmo já se passa noutros centros de emprego, em Montemor-o-Novo uma das técnicas presentes nas reuniões terá mesmo dito que "era melhor procurar emprego lá fora, porque a situação está muito difícil em Portugal".

"Já se suspeitava que a única resposta do Governo para os jovens desempregados seria empurrá-los para a emigração", diz o documento do PCP, em que se pode ainda ler que, perante esta situação, "torna-se indispensável esclarecer se a política oficial do Governo para combater o desemprego entre os jovens vai mesmo ser a de os empurrar para a emigração, utilizando ironicamente os serviços dos centros de emprego para concretizar tal desígnio".

O Dinheiro Vivo tentou contactar o IEFP, mas não foi possível obter uma resposta até ao fecho da edição.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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20
Set 11

Centros de emprego sofrem ‘revolução’

O Governo prepara-se para fazer uma pequena revolução nos centros de emprego. A rede vai ser reestruturada para colmatar as actuais falhas entre procura e oferta de postos de trabalho, e para melhorar a eficiência da rede. Segundo apurou o SOL, o objectivo do Ministério da Economia e Emprego (MEE) – comunicado aos parceiros sociais esta semana – é aumentar em 50% as colocações através dos centros de desemprego, para oito a nove mil por mês.

Na reunião de concertação social desta semana, Álvaro Santos Pereira apresentou às confederações patronais e sindicais uma proposta de Compromisso para o Crescimento, Competitividade e Emprego. As várias medidas serão detalhadas em três grupos de trabalho que vão começar a reunir na próxima semana (ler em baixo).

Segundo as informações recolhidas pelo SOL, o ministro comunicou aos parceiros sociais a intenção de aumentar as colocações nos centros de emprego em 50%, garantindo que a «qualidade das colocações» não seria afectada e que se manteria um «nível semelhante de recursos públicos».

Actualmente, os centros de emprego conseguem cinco a seis mil colocações. A meta até Setembro de 2012 é passar para oito a nove mil colocações por mês.

A necessidade de aumentar as colocações foi justificada com a elevada taxa de desemprego em Portugal. Esta semana, o Eurostat revelou que, no segundo trimestre, o país criou pela primeira vez emprego desde 2009, mas uma taxa de desemprego de 12,1% e várias previsões a apontar para uma quebra da actividade económica em 2012 fazem da dinamização do mercado laboral uma das principais prioridades do MEE.

Santos Pereira já tinha sinalizado que faria mudanças nesse campo. No mês passado, aludiu a uma «grande assimetria» entre os centros de emprego. «Alguns estão com 100 desempregados por técnico e outros têm 1.500 desempregados por técnico», disse, alertando para a necessidade de «melhorar a organização e a eficiência» da rede.

Actualmente, de acordo com informação do IEFP, a rede do instituto é constituída por 81 centros de emprego (uma média de 4,5 por distrito), 28 centros de Formação Profissional de Gestão Directa, cinco Centros de Emprego e Formação Profissional e um Centro de Reabilitação Profissional.

fonte:http://sol.sapo.pt/i

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