09
Jun 13

Brasil vai submeter médicos portugueses a exame especial

o ministério da Saúde do Brasil vai submeter médicos de Espanha, Cuba e Portugal a exame especial.

O Ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, afirmou hoje que os médicos de Espanha, Cuba e Portugal que o país quer contratar para as zonas mais carenciadas serão submetidos a um exame especial de validação do diploma.

"Estamos a preparar um modelo de avaliação desses médicos porque queremos profissionais bem formados, com capacidade de actuar, que conheçam os problemas de saúde do nosso país", disse o Ministro durante o lançamento de uma campanha de vacinação contra a poliomielite no Rio de Janeiro, citado pela agência Efe.

As declarações de Padilha surgem na sequência das críticas de algumas entidades brasileiras sobre a qualidade dos médicos que serão contratados fora do país e que, numa fase inicial, não teriam de validar os respectivos diplomas.

O Brasil está a negociar com Espanha, Portugal e Cuba a possibilidade de contratar médicos desses países aos quais irá oferecer cursos de português e vistos de trabalho por dois ou três anos para colmatar falhas em zonas carenciadas, em particular, nas zonas rurais do Brasil.

Padilha referiu que o Brasil precisa de médicos estrangeiros para reduzir um défice de 13 mil profissionais nas áreas suburbanas e em cidades do interior, já que apenas uma ínfima parte dos médicos brasileiros aceitaram preencher essas vagas.

Representantes do Ministério da Saúde do Brasil já mantiveram contactos para tratar da questão com autoridades portuguesas e espanholas, em maio, durante o encontro anual da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra.

Inicialmente, o governo brasileiro queria contratar seis mil médicos, sobretudo cubanos, para preencher as vagas em locais carentes destes profissionais.

As associações médicas brasileiras mostraram-se contrárias à entrada dos médicos cubanos, alegando a sua "fraca formação" e só aceitariam esta solução se os profissionais passassem pelo exame de validação do diploma.

Depois das críticas, o Governo brasileiro descartou a revalidação automática de diplomas e optou por dar prioridade a atrair profissionais espanhóis e portugueses, sugerindo, na altura, que esses profissionais poderiam trabalhar por três anos sem a validação do diploma.

Para os médicos brasileiros, a proposta do governo do Brasil não resolveria de forma definitiva a carência de médicos em áreas do interior do Brasil e nas periferias das grandes cidades.

A Ordem dos Médicos de Portugal considerou desprestigiante para os clínicos portugueses a proposta do governo brasileiro.

 fonte_:http://economico.sapo.pt/

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22
Ago 12

Há quase 600 engenheiros portugueses a trabalhar no Brasil

Universidades portuguesas e brasileiras assinaram na ontem, em Brasília, um memorando de entendimento para agilizar o reconhecimento dos graus académicos em Portugal e no Brasil, facilitando o acesso profissional de diplomados nos dois países.

Quase 600 engenheiros portugueses estão a trabalhar no Brasil, segundo dados fornecidos à Lusa pelo Confea - Conselho Federal de Engenharia e Agronomia brasileiro.

Universidades portuguesas e brasileiras assinaram na ontem, em Brasília, um memorando de entendimento para agilizar o reconhecimento dos graus académicos em Portugal e no Brasil, facilitando o acesso profissional de diplomados nos dois países.

"O total de profissionais portugueses registados no sistema é de 594 profissionais", indicam os dados do Confea. Desde 1959 que há registos de engenheiros portugueses a trabalhar no Brasil, ano em que trabalhavam naquele país dois engenheiros, segundo o Confea.

"O acompanhamento de nosso sistema estabelece que, nos anos de 1989 e 1992, houve o registo de 17 profissionais em cada um destes anos", acrescentou a mesma fonte, segundo a qual este ano já foram registados nove engenheiros portugueses.

O bastonário dos Engenheiros disse hoje à Lusa que a Ordem tem registados 354 cidadãos brasileiros devidamente autorizados a exercer a actividade em Portugal. No final do ano passado, o Confea e Ordem dos Engenheiros assinaram 
um acordo para estimular a mobilidade de engenheiros entre Brasil e Portugal.

No entanto, o acordo ainda não está em vigor, uma vez que o plenário do Confea prorrogou a sua entrada em vigor por período de 180 dias. O memorando de entendimento assinado na ontem, abrangerá, numa fase inicial, os licenciados em Engenharia e Arquitectura e foi celebrado entre o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior, a maior associação de universidades do Brasil, com sede em Brasília.

 fonte:http://economico.sapo.pt/

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22
Fev 12

Conheça as profissões com mais saída no Brasil

Comércio, distribuição, construção e engenharia são os sectores com mais procura no mercado brasileiro.

Com um crescimento económico de 3%, segundo estimativas do FMI, o Brasil é um mercado em considerável ascensão, mas vê-se confrontado com um problema. Se, por um lado, se prevê que o país tenha abertura a colocar cerca de oito milhões de quadros qualificados, até 2015, as universidades brasileiras têm sentido dificuldades em acompanhar o crescimento de vagas.

Assim, o Brasil tem-se tornado um mercado muito apetecível para trabalhadores estrangeiros à procura de melhores oportunidades. O sector do comércio e distribuição lidera a lista dos que mais quadros procuram, com mais de 420 mil lugares. Segue-se a construção com 250 mil vagas. Em terceiro lugar, surge o sector das empresas de ‘call center' com 120 mil lugares. Com a proximidade da organização do Mundial de Futebol de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, o Brasil anunciou também que precisa de cerca de 100 mil engenheiros.

"Há uma preferência pelos trabalhadores portugueses, pela língua pela cultura e porque são trabalhadores que se adaptam muito facilmente", afirmou o embaixador brasileiro português, Mário Vivalva. Assim, não é de estranhar que, se em 2010 foram concedidas 798 autorizações do Ministério do Trabalho para portugueses trabalharem no Brasil, e no primeiro semestre de 2011 esse número já ascendia aos 509 vistos de trabalho.

Ainda assim, há algumas dificuldades que qualquer português que esteja a pensar lançar-se numa nova carreira no Brasil deve ter em conta. Por um lado, o processo de conseguir um visto de trabalho não é fácil, podendo custar entre cerca de 100 e 200 euros.

Também se sente ainda algum proteccionismo, aponta José Guedes, português que dirige a GFK em São Paulo. "Tem de haver uma justificação para levarmos um recurso de fora, que vai ocupar o lugar de um brasileiro", explica. Por fim, mesmo com o visto conseguido, é importante compreender que, se é verdade que os salários praticados são mais elevados, também o custo de vida o é.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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20
Jan 12

«Brasil é excelente oportunidade para portugueses»

O embaixador do Brasil em Portugal, Mário Vilalva, considera que o seu país regista um défice elevado de mão-de-obra qualificada, pelo que pode ser uma «excelente oportunidade» para os portugueses.

«Na área da engenharia, por exemplo, o Brasil tem um défice de 20 mil profissionais por ano», referiu, em Braga, Mário Vivalva, durante a conferência «Brasil - Potência Económica: Mundo de Oportunidades», organizada pela PME-Portugal e pela AtlanticoINvest.

O diplomata sublinhou, citado pela Lusa, que os empresários brasileiros têm uma «natural predilecção» pelos trabalhadores portugueses, por causa da língua.

«Há, no Brasil, um défice muito grande de mão-de-obra qualificada, tendo em conta o ritmo do crescimento do país, e gostaríamos que mais e mais profissionais portugueses pudessem aproveitar essa oportunidade», acrescentou.

Aludiu a um «número crescente» de estrangeiros qualificados a trabalhar no Brasil, sendo que «10% de todos os vistos» para trabalhar naquele país em 2011 foram concedidos a portugueses.

Admitiu ainda que nos próximos tempos poderá haver, por parte do governo do Brasil, «uma política mais activa de estímulo» à ida para o país de mão-de-obra qualificada estrangeira, nomeadamente no sector da engenharia química, física e metalúrgica.

Mário Vivalva referiu ainda que «vale a pena investir», no Brasil, uma convicção que sustentou nos 62 biliões de dólares de investimento directo estrangeiro naquele país em 2011, «o maior de sempre».

No último ano, o Brasil registou um crescimento de 3%, uma dívida pública de 38% do produto interno bruto (PIB), uma taxa de desemprego de 5,2% e uma taxa de inflação de 6,5%.

«Há grandes oportunidades no Brasil, que vive um momento muito especial da sua história. A possibilidade de ganhar dinheiro no Brasil, hoje, é muito alta», garantiu.

Para 2012, as previsões apontam para um crescimento de 3,5% do PIB. «Até ao fim da década, o Brasil tem motivos suficientes para acreditar que a economia será aquecida», disse ainda Mário Vivalva, argumentando designadamente com o Campeonato do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos que se vão realizar no país.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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05
Abr 11

Trabalhar na construção civil está em alta e sobram vagas de emprego

Jorge Couto é carpinteiro há 20 anos. Mas foi há pouco tempo que ele viu a profissão ficar tão valorizada. No começo do ano passado, ele trocou de emprego depois de receber uma proposta melhor e, hoje, diz que pode escolher onde trabalhar. Já recusou, inclusive, receber mais em outra obra.

— O salário até era maior, mas preferi trabalhar mais perto de casa - conta Jorge.

Com a mão de obra em falta no mercado de trabalho, as construtoras e empreiteiras passaram a dar mais valor ao "passe" de seus funcionários, para não perdê-los. É quase um leilão por bons empregados.

Quem é bom pedreiro, por exemplo, tá rindo à toa. Luis Carlos Florêncio, 30 anos, trabalha com contrapisos e, desde 2006, o seu salário mais que dobrou. Com isso, comprou a casa própria e carro novo para a família.

Salário chega a R$ 6 mil

De acordo com o gerente de RH da construtora Formaco, Júlio Cesar Teixeira, um pedreiro com experiência ganha, em média, R$ 3 mil mensais. Mas há profissionais que chegam a receber até R$ 6 mil:

— Segurar um profissional qualificado está muito difícil. Se você não oferecer um salário muito bom, ele vai para o concorrente.

Qualificação é caminho certo

Os primos Elison Zilmar Régis e Diego de Mello Cesar querem aproveitar o bom momento para garantir o futuro. Eles fazem o curso do Senai para Eletricista Instalador de Residências. Sabem que, com o diploma em mãos, conseguir emprego não será problema, ainda mais com a experiência de quatro anos no ramo.

— Lá em Biguaçu, o que não falta é casa sendo construída precisando de instalação elétrica - conta Elison, que mora e trabalha na cidade.

Vagas

Segundo o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon) da Grande Florianópolis, há cerca de 5 mil vagas em aberto para o setor na região. O presidente, Hélio Bairros, diz que a falta de mão de obra abrange todas as profissões do ramo, desde serventes até engenheiros. Alguns casos, porém, são mais graves, como a função de carpinteiro. Para o gerente de Recusos Humanos Júlio Teixeira, essa profissão está acabando pela falta de bons profissionais no mercado. Com isso, o salário sobe.

Mercado em alta

44.573 novos postos de trabalho foram criados em janeiro e fevereiro na região

49.084 vagas foram abertas na construção em 12 meses

Fonte: Sine Grande Florianópolis

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02
Dez 10

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A grande lamúria dos jovens que estão em busca do primeiro emprego é a falta de oportunidade para adquirir experiência. Profissionais de recursos humanos e orientadores de carreira devolvem: a conquista do trabalho número um exige do jovem inexperiente análise do mercado de trabalho. Em outras palavras, requer sabedoria para discernir onde estão as empresas que procuram os calouros e o que elas querem.

Nesta época do ano a oportunidade está na indústria e, em maior parte, no varejo. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e Trabalho Temporário (Asserttem), cerca de 30% das vagas temporárias deverão ser preenchidas por jovens em situação de primeiro emprego. Estima-se a contratação de 139 mil profissionais para suprir a demanda do Natal.

Para Paulo Queija, consultor de recursos humanos da MQS Consultoria e Treinamento Empresarial, o jovem pode acumular uma valiosa experiência na contratação temporária. “Além das possíveis vagas para efetivação ao final do período, algumas empresas buscam novos talentos para a renovação de seu quadro”, destaca.

Localizado na baixada santista (São Paulo), o Litoral Plaza Shopping estima 660 contratações para o Natal em suas 220 lojas. Em 2009, 20% dos temporários foram efetivados.

O setor de telesserviços é outro filão para os jovens sem experiência. De acordo com a Associação Brasileira de Telesserviços (ABT), a atividade cresce 10% ao ano. A expectativa é terminar 2010 com 37 mil novos postos de trabalho. Grande parte dessas vagas é destinada aos jovens em condição de primeiro emprego.

“É um setor que não exige experiências anteriores e, ao mesmo tempo, oferece ótimas oportunidades de desenvolvimento profissional e evolução na carreira”, atesta Neiva Dourado Martins Mendes, diretora de recursos humanos da DEDIC GPTI.

Quem não tem perfil para atuar no varejo ou em call centers pode encontrar no voluntariado e nos programas especializados a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho.

Para Michelle Caetano, orientadora pedagógica do Programa Preparação para o Trabalho, mantido pela organização não-governamental Ação Comunitária, essas práticas permitem agregar competências valorizadas pelas empresas. “São ações que possibilitam ao jovem ampliar sua rede de relacionamentos (network) e a partir daí conseguir alguma indicação para uma vaga de emprego”, ressalta.

Programas de Estágio e Trainee

Estagiar é exercitar a teoria aprendida na escola seja ela de nível médio, técnico ou superior. Para Ruy Leal, superintendente geral do Instituto Via de Acesso, o bom estágio é o melhor caminho para o jovem conhecer o universo do trabalho dentro de sua área de formação.

Autor de “Superdicas para o jovem escolher bem sua profissão” (Editora Saraiva), ele destaca que o estagiário precisa ter o mínimo de conhecimento teórico e foco na área de interesse. “Um estudante de Arquitetura, por exemplo, deve identificar se deseja trabalhar num escritório ou em empresas de construção antes de disseminar seu currículo.”

Jovens no final da graduação ou recém-formados, que buscam a primeira oportunidade profissional por meio de um programa de trainee, devem ficar atentos aos sites corporativos e às redes de relacionamento. “O trainee precisa estar antenado com a sociedade. Deve ser uma pessoa politizada, que saiba se posicionar sobre temas da atualidade e lidar com pessoas”, afirma Gustavo Nascimento, gerente da Foco Talentos.

Conhecimento em idiomas estrangeiros, principalmente o inglês e o espanhol, também é importante. “Diria que 90% dos programas pedem ao menos o inglês avançado”, diz Nascimento.

Por Rômulo Martins
Fonte:Empregos.com.br

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