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Abr 13

Conheça as vagas de emprego na Bélgica

Pedro Pinto, presidente da Câmara de Comércio Luso-Belga-Luxemburguesa em Portugal, fala do emprego nesses países.

Há trabalho sobretudo para "engenheiros, enfermeiros, mas também tecnologias de informação", garante Pedro Pinto, que acrescenta: "Temos conhecimento de várias propostas provenientes da Bélgica onde as empresas procuram especificamente engenheiros portugueses, nomeadamente na área da engenharia mecânica e de ‘software'".

O presidente da Câmara de Comércio Luso-Belga-Luxemburguesa diz que é cada vez mais solicitado para colaborar em iniciativas para a procura de trabalhadores qualificados para o mercado belga, uma vez que a Câmara de Comércio que dirige conhece bem a realidade portuguesa e belga e é uma mais-valia para empresas ou associações empresariais que procuram mão-de-obra qualificada em Portugal.

E não é só a engenharia a precisar de candidatos: "No sector da construção também existem oportunidades para profissionais já com algum grau de qualificação. Para trabalhadores com um nível de qualificação menor destaca-se a procura nos hotéis, restaurantes e cafés", continua Pedro Pinto.

Portugal tem feito parte do roteiro de várias agências de recrutamento e institutos de emprego destes dois países, que têm feito acções e eventos com o objectivo de encontrarem trabalhadores portugueses dispostos a trabalhar na Bélgica ou Luxemburgo. Só em Maio de 2012, na Feira de Emprego do ISEL, a VDAB (o serviço de emprego da Flandres) recrutou 38 portugueses para trabalharem em empresas belgas. O evento deverá repetir-se ainda este mês e, novamente, com o apoio da Câmara de Comércio.

A língua volta a ser um critério importante na hora de emigrar. O presidente da Câmara de Comércio avisa: "Os empresários belgas que nos contactam transmitem-nos que na Bélgica o domínio da língua não é fundamental para trabalhos pouco especializados, mas para trabalhos especializados o conhecimento de uma das línguas faladas a nível nacional (o francês e o neerlandês, dependendo da região) e/ou o inglês é indispensável."

Já no Luxemburgo "falar uma das línguas é cada vez mais importante, a não ser em trabalhos realmente pouco qualificados", diz Pedro Pinto. Aqui, o luxemburguês é a língua nacional desde 1985, sendo o francês e o alemão igualmente línguas oficiais, estas usualmente utilizadas nos contactos com entidades oficiais, em actividades comerciais e de negócios e na comunicação social.

O presidente da Câmara de Comércio lembra mesmo que as maiores dificuldades para quem emigra para estes países pode advir do não conhecimento de uma das línguas nacionais, mas salienta que "os portugueses têm uma notável capacidade de adaptação".

Totalmente desanconselhado é partir sem estar devidamente informado e enquadrado, "pois o desemprego num país que não é o de origem pode provar ser uma realidade ainda mais dura".

Artigo publicado no suplemento de Universidades da edição de 15 de Abril do Diário Económico

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18
Abr 12

Bélgica quer dar trabalho a 8 mil portugueses. Como concorrer?

A Bélgica está à procura de portugueses para oito mil vagas de trabalho. As condições oferecidas são: dois mil euros limpos por mês em início de carreira e uma rápida progressão salarial, noticia o «Diário Económico». E uma vez que está com dificuldade em preencher as vagas no sector das engenharias e tecnologias, o país decidiu começar a contratar em países onde há diplomados desempregados nestas áreas como Portugal, Espanha e Grécia.

«Só para engenheiros há cerca de três mil vagas, mas, se juntarmos os profissionais do sector da Ciência e Tecnologia, as vagas chegam às oito mil», explicou Gert de Buck, responsável pelo recrutamento internacional da agência de emprego da comunidade flamenga na Bélgica, ao mesmo jornal.

Falar inglês é fundamental, mas depois convém aprender o flamengo.. «Em muitas das empresas de Investigação e Desenvolvimento (I&D), o inglês é a língua comum», esclarece Ludo Froyen, reitor da Faculdade de Engenharia da Universidade Católica de Lovaina. E não faltam exemplos. «Há uma empresa, a IMICOR, que tem um centro de I&D com mais de 300 engenheiros de várias nacionalidades e todos falam inglês e todos os relatórios são feitos em inglês. Hoje as companhias não se preocupam com a nacionalidade dos trabalhadores, mas com a qualidade», acrescenta.

E quando os números também interessam, em termos de rendimento poderá contar com «um salário limpo de 1.800 a 2.000 euros no início de carreira, mais extras: carro, telemóvel e computador», assegura Ludo Froyen. Mas rapidamente se consegue ganhar mais, porque a profissão de engenheiro na Bélgica garante «uma progressão salarial muito mais rápida» do que outras áreas.

Como concorrer?

Para se candidatar a estes lugares pode enviar o seu currículo em inglês ou francês para Eures@vdab.be. Ou então pode ainda contactar diretamente as dezenas de empresas que vêm a Portugal participar na Feira de Emprego para engenheiros que se realiza nos próximo dia 10 e 11 de Maio, nas instalações do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL). A iniciativa, organizada pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional, trará a Portugal dezenas de empresas que procuram engenheiros também da Noruega, Suécia, Reino Unido e Dinamarca.

Para além das ofertas de emprego que poderá encontrar na rede Eures, há hipóteses de emprego no portal da Associação 

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 23:17 | comentar | favorito