10
Abr 14

Há 130 vagas para professores de artes no Estado. Dois terços são para conservatórios

O Ministério da Educação vai abrir cerca de 130 vagas para vinculação de docentes do ensino artístico especializado, com efeitos a 01 de setembro de 2014, e inicia negociações com os sindicatos relativas a este concurso na próxima semana.

Das cerca de 130 vagas que vão abrir neste concurso de vinculação extraordinária, 80 serão para preencher as necessidades dos conservatórios, adiantou o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar Casanova de Almeida. "O nosso ponto de partida é que possam concorrer a estes vagas os docentes que estejam em exercício efetivo de funções à data da candidatura numa das escolas, que tenham pelo menos cinco anos de serviço efetivo docente e três anos sucessivos de serviço com horário anual e completo, nos últimos seis anos", explicou o ministro da Educação, Nuno Crato, que classificou este concurso como "uma boa notícia" para os alunos das escolas.

De acordo com o ministro, as vagas foram fixadas tendo em conta as necessidades permanentes detetadas nas escolas onde lecionam estes docentes: António Arroio, em Lisboa, e Soares dos Reis, no Porto -- as duas escolas de ensino secundário artístico especializado -- e os conservatórios públicos de música e de dança. O ministro sublinhou que, com os concursos extraordinários que decorrem ainda este ano, o Governo vai ter vinculado aos quadros do MEC mais de 2600 docentes até ao final de 2014. Não garantiu, no entanto, que, no caso dos docentes do ensino artístico especializado, este concurso permita passar para os quadros todos os docentes que cumpram os requisitos adiantados como ponto de partida e que vão estar em cima da mesa nas negociações sindicais.

"É um concurso. E sendo um concurso vão ser selecionados os professores, de acordo com as suas candidaturas, com os lugares determinados através de uma consulta que foi feita a estas escolas. É sempre uma estimativa e a nossa estimativa é de que isto corresponda às necessidades permanentes do sistema e ao número de professores que se encontra nessas circunstâncias", declarou o ministro.

Em fevereiro, Casanova de Almeida reuniu com diretores das escolas secundárias do ensino artístico especializado, para discutir as condições e requisitos para o concurso extraordinário. Na altura adiantaram que, na Soares dos Reis, há cerca de 50 professores contratados sucessivamente, com uma média de oito contratos. José António Fundo, subdiretor da escola, referiu, no entanto, que desses 50, há 40 docentes que têm pelo menos cinco anos de contratos sucessivos. Na António Arroio são 56 os professores de técnicas especiais a contrato, num universo de 60, adiantou o diretor da escola, Rui Madeira.

As escolas preferiram, no entanto, não avançar estimativas para vinculação destes docentes, "para não criar expectativas irrisórias", disse José António Fundo. Com Lusa

 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/Ec

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06
Abr 14

Siemens cria mais 150 empregos

A Siemens Portugal vai criar 150 novos postos de trabalho no 14º centro de competências na área das tecnologias ontem inaugurado em Alfragide pelo ministro da Economia, Pires de Lima. O ministro classificou o novo centro como "um exemplo de empresa que faz da qualificação das pessoas um fator crítico de sucesso". E acrescentou: "Não me vão dizer que é por praticar salários baixos que a Siemens investe em Portugal, bem pelo contrário."

Segundo o presidente da Siemens Portugal, Carlos Melo Ribeiro, o novo centro vai desenvolver plataformas de suporte à dinâmica interna da Siemens na área das tecnologias de informação que serão utilizadas em 190 países. Segundo disse, numa segunda fase "é possível o crescimento para 300 pessoas". 

fonte: http://www.cmjornal.xl.pt/

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19
Mar 14

Como conseguir emprego em poucos meses

Antigos desempregados ensinam a arranjar trabalho. Ajudam quem procura emprego, em “workshops” gratuitos que já têm listas de espera.

Aqui não se fazem milagres, mas mudam-se vidas. Marco é um desses casos. Andava há oito meses há procura de emprego quando participou no “workshop” Mover Portugal para desempregados, em Lisboa. Chegou desanimado e já sem vontade de bater a novas portas. Dois meses depois estava a começar no novo emprego.

Hoje, Marco diz de sorriso rasgado que está feliz: "sou independente, tenho o suficiente para manter a minha casa, para educar os meus filhos e continuo atrás das metas que tinha, agora com mais vontade".

Marco regressa a este espaço como voluntário. Hoje são cerca de 20, dão apoio e participam de forma activa nos trabalhos. Recusa revelar qual é a sua função, porque a surpresa faz parte do programa.

"Muitas das desculpas eu também as enfrentei"
À frente das operações está José Almeida, que é também o responsável pela maior parte dos trabalhos. Anda de um lado para o outro, no palco improvisado, mas não são os passos nem o metro e 80 de altura que o fazem chegar ao fundo da sala, é a voz firme que projecta até às últimas cadeiras, onde se enterram os mais tímidos e mais desmotivados.

Ele próprio já esteve no desemprego, uma condição que conhece bem, e por isso aqui não são aceites desculpas. "Tenho uma autoridade de causa a falar com eles que é diferente de quem nunca passou pelo processo, muitas das desculpas que surgem eu também as tive de enfrentar." José Almeida conhece de cor as desculpas: "não consigo, não sei quanto tenho de cobrar, será que tenho de abrir uma empresa, não sei o meu valor".

"Desemprego está democratizado, chega a todos"
Desta vez José Almeida fala para cerca de 230 homens e mulheres, com diferentes habilitações e origens distintas, unidos pela procura de emprego.

"Não há uma métrica definida", explica Rosa, gestora de projectos, "o desemprego está democratizado, já chega a todos, temos ali gente com doutoramentos, até pessoas com a quarta classe, temos pessoas que vieram de cargos de alta direcção até pessoas que ganhavam o ordenado mínimo".

Mesmo com lista de espera, muitos desistem
Rosa tem a responsabilidade de colocar o evento em marcha, através de patrocínios, parceiros e voluntários, o que faz com que seja gratuito.

Por ela também passam as inscrições e já existe lista de espera, "a adesão tem sido sempre muito grande". Ainda assim, há sempre quem falte à chamada.

Para este “workshop” estavam inscritos 230 participantes e outros 150 aguardavam uma oportunidade. Mas como é gratuito, as pessoas pensam "Ah, se faltar não há problema, e temos sempre uma quebra de 40%", o que acaba por ser uma oportunidade para quem aguarda vez.

Até 40% arranja emprego em meses
Se as estatísticas se confirmarem, destes 230, cerca de 90 vão conseguir emprego nos próximos meses. José Almeida garante que, três a quatro meses depois da formação, "30 a 40% das pessoas ou arranja emprego ou monta o seu próprio negócio", alguns até nascem no “workshop”.

Para um final feliz nem é preciso muito, às vezes bastam pequenas alterações, como uma injecção de motivação e um novo currículo. Marco confessa que em 10 meses enviou quase 500 currículos, aqui descobriu que não estava a tratar da informação da melhor forma.

"Há um retorno imediato"
Os trabalhos estão divididos em três dias, que começam pela motivação e gestão emocional, passando por ferramentas de comunicação e estilos comportamentais e acabam com o dia da integração.

Rosa garante que de sessão para sessão são visíveis alterações na postura e no olhar, "há um retorno imediato, ao final do primeiro dia já vêem uma possibilidade e ao final do terceiro já admitem uma oportunidade".

Estes “workshops” começaram por realizar-se em Lisboa, mas entretanto já chegaram ao Porto e ao Funchal. A meta para este ano é levar a iniciativa ao centro do país e ao Algarve.

fonte:http://rr.sapo.pt/in

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03
Mar 14

Está desempregado? Pode ter lugar na função pública

O Governo pretende integrar desempregados na função pública no âmbito de um programa de renovação seletiva de quadros, que implicará a realização de estágios em serviços da Administração Pública central do Estado.

De acordo com uma versão preliminar do Programa Operacional Temático da Inclusão Social e Emprego (POISE), onde o Governo define os eixos estratégicos para investir verbas do Fundo Social Europeu (FSE) entre 2014 e 2020, a administração pública deverá integrar, "de forma sustentada", desempregados nos seus serviços.

O documento de trabalho, a que agência Lusa teve acesso, tem como primeiro eixo prioritário a promoção da sustentabilidade e da qualidade do emprego e o apoio à mobilidade dos trabalhadores.

Este eixo "tem como principal objetivo apoiar a criação e a manutenção de emprego através de instrumentos orientados para a integração no mercado de trabalho de desempregados e/ou inativos, para a transição para a vida ativa de jovens desempregados e/ou inativos, assim como para a qualificação e prolongamento da vida ativa da população empregada".

"Também no âmbito da Administração Pública se pretende apoiar a criação de novos empregos, repondo por essa via o nível de tecnicidade das organizações, contrariando a diminuição do número de trabalhadores verificada na sequência da implementação de processos de racionalização de estruturas", diz o POISE.

O Governo defende a integração definitiva de novos trabalhadores na administração central do Estado, através de um programa de renovação seletiva de quadros, concretizado através do desenvolvimento e implementação de um sistema de recrutamento centralizado.

Este processo incluirá uma fase de estágio em posto de trabalho como forma de facilitar e reforçar a integração do trabalhador na Administração Pública central.

A versão preliminar do POISE, que o Governo enviou aos parceiros sociais, para eventual pronunciamento, não refere, no entanto, o número de pessoas a abranger pelo programa de renovação seletiva de quadros da função pública.

Define como grupos alvo os desempregados, sobretudo os jovens à procura do primeiro emprego ou novo emprego e os desempregados de longa duração.

As zonas Norte, Centro e o Alentejo são os territórios definidos como alvo para este programa.

 

fonte_http://www.dinheirovivo.pt/E

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13
Fev 14

Jerónimo Martins cria 130 empregos em novo centro de distribuição

A Jerónimo Martins inaugura esta quinta-feira o seu primeiro centro de distribuição no Algarve, projecto que vai criar 130 empregos directos. O evento conta com a presença da presidente da Câmara de Silves, Rosa Palma. 

O grupo investiu 27 milhões de euros no novo espaço, localizado em Algoz, concelho de Silves. O centro vai abastecer as lojas do grupo em toda a região sul do país e segue-se à inauguração da empresa na Colômbia. 

A Jerónimo Martins detém ainda nove centros em Portugal, que empregam cerca de 1.350 trabalhadores. 

A inauguração de hoje vai contar com a presença do presidente da empresa, Pedro Soares dos Santos, e do seu pai, Alexandre Soares dos Santos, antigo presidente do conselho de administração do grupo que detém a rede de supermercados Pingo Doce.

fonte:http://rr.sapo.pt/

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28
Jan 14

Quais os profissionais mais procurados em 2014

Comerciais, engenheiros e profissionais das TI serão os mais cortejados pelos empregadores, de acordo com um estudo da Hays.

Depois de cortes e despedimentos serem as palavras mais ouvidas durante muito tempo, as boas notícias começam a chegar para quem procura ou quer mudar de emprego. "As empresas vêem-se obrigadas a voltar a investir em novas contratações para dar continuidade à rentabilidade do seu negócio", acredita Paula Baptista, directora da Hays Portugal, justificando assim o resultado do estudo que a consultora levou a cabo e que conclui que 58% das empresas em Portugal tencionam contratar em 2014, o valor mais alto desde 2009. Depois de terem cortado até ficarem no "osso", "2014 será o ano da reorganização das empresas em termos de estruturas e de ‘head count'", sublinha a responsável.

Omercado de trabalho vai, assim, recuperar um dinamismo, que tinha perdido com a crise e com "a elevada percentagem de quadros médios e superiores" que saíram do país, acrescenta a responsável da Hays.

Quem deverá encontrar mais facilmente emprego serão os comerciais, engenheiros e profissionais das Tecnologias de Informação, de acordo com o mesmo estudo. Esta é uma boa notícia não só para os desempregados como para os 83% de profissionais que gostariam de mudar de emprego este ano, em busca de progressão profissional e/ou de um salário mais atractivo.Os profissionais de marketing e vendas, engenharia e recursos humanos são os mais interessados em mudar de emprego, enquanto os mais insatisfeitos com o salário são os de recursos humanos, banca/seguros e engenharia.

A procura por comerciais será impulsionada pelo aumento das exportações. "As empresas sentem necessidade de abrir novos canais de vendas e de alargar a presença internacional e, para isso, precisam obrigatoriamente de excelentes comerciais, preferencialmente com conhecimentos de línguas como inglês e castelhano", explica Paula Baptista.

No geral, as empresas estão a valorizar mais a experiência profissional (79%) do que a formação (21%), embora isso não seja necessariamente mau para os recém-licenciados, explica a responsável, já que "são muitas as empresas que apostam em programas de estágio para captar talento".

Por outro lado, a competência que os empregadores mais estão a valorizar actualmente é a proactividade, mesmo antes das competências técnicas. A explicação é muito simples nas palavras de Paula Baptista:"Muitas vezes, a vontade de fazer acaba por ser mais importante e valorizada do que o saber fazer" em contexto empresarial", até porque "as ditas ‘soft skills' (onde se inserem a vontade de aprender e a iniciativa na resolução de problemas e no cumprimento de tarefas estão a ganhar terreno às ‘hard skills'".

Onde estão as oportunidades?

O sector da banca e seguros vai recuperar algum dinamismo, uma vez que será retomado em 2014 o financiamento da banca às PME, "sobretudo para as que estão a iniciar ou reforçar os seus processos de internacionalização", defende Paula Baptista. Por outro lado, são cada vez mais as empresas que optam por profissionalizar os seus departamentos de recursos humanos, abrindo oportunidades nesta área. No caso das engenharias,enquanto os sectores de indústria elogística continuam a fomentar a criação de emprego, animados pelo bom momento das exportações portuguesas, o sector da construção e imobiliário não demonstra quaisquer sinais de recuperação. Já o sector das Tecnologias da Informação continuará a ser um dos mais importantes dinamizadores de emprego qualificado em Portugal, em contraste com a indústria farmacêutica que parece ainda não ter terminado a profunda reestruturação a que tem sido sujeito. No marketing e vendas as notícias são boas para as empresas exportadoras, turismo e universo online/digital. E, de um modo geral, a contratação de profissionais de retalho não sofreu de forma muito significativa os efeitos negativos da quebra no consumo. Oretrato está feito, agora oriente-se e procure a sua oportunidade!

 

 

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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29
Dez 13

Programa "Estágios Emprego" prolongado até final de 2014

Governo prolonga apoios a estágios de jovens desempregados. Valores variam entre 419,22 e 691,7 euros acrescidos de subsídio de refeição.

O programa “Estágios Emprego”, através dos quais o Estado patrocina temporariamente a contratação de jovens desempregados, deficientes e desempregados em famílias mais vulneráveis, vai ser estendido até ao final de 2014.

 

A linha de apoio estava dependente do programa “Impulso Jovem”, que termina no final deste ano, mas através de uma Portaria publicada esta sexta-feira em Diário da Republica, o Governo vem conceder-lhes mais um ano de vida.


Estão em causa apoios concedidos pelo Estado a empresas que contratem, genericamente, cinco grupos de destinatários: jovens com idades entre os 18 e os 30 anos; jovens com idade superior a 30 anos desde que tenham obtido uma qualificação há menos de três anos, estejam à procura de novo emprego e não tenham tido trabalho há pelo menos 12 meses; pessoas com deficiência e incapacidade, independentemente da idade; pessoas que integrem família monoparental; e pessoas cujos cônjuges se encontrem também inscritos como desempregados.

 

São exigidas qualificações mínimas, variáveis consoante a faixa etária e a condição do candidato (ver detalhes no anexo à Portaria 204-B/2013) e todos têm de estar inscritos nos Centros de Emprego. O valor da bolsa varia entre 419,22 e 691,7 euros, acrescidos de subsídio de refeição, consoante as qualificações.

 

Já as entidades empregadoras recebem uma comparticipação pública que é genericamente de 100%, desde que verificados alguns requisitos, ou de 80%. O Estado comparticipa ainda as despesas complementares.

 

Podem habilitar-se pessoas singulares ou colectivas privadas com ou sem fins lucrativos, autarquias, empresas municipais, áreas metropolitanas, empresas públicas. Podem ainda concorrer empresas que estejam em processo especial de revitalização previsto no CIRE e as que tenham iniciado o processo no sistema de recuperação de empresas por via extrajudicial. Estas entidades têm de dispor de contabilidade organizada e as contas em dia com o Estado.

 

Os estágios a apoiar têm a duração máxima de um ano.

 

Desemprego jovem continua bem acima da média

 

 

A prorrogação destas medidas ocorre numa altura em que a taxa de desempregados jovens, apesar de estar a descer, se encontra em níveis bem superiores aos da média nacional.

 

Segundo as últimas estatísticas divulgadas pelo INE (Instituto Nacional de Estatística),no final do terceiro trimestre do ano o desemprego afectava 22% dos jovens com idades compreendidas entre os 15 e os 34 anos.

 

A situação agudiza-se na faixa etária entre os 15 e os 24 anos, onde a taxa de desemprego ascende aos 36%. A média nacional de desempregados no final do terceiro trimestre foi de 15,6% da população activa.

 

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/

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25
Dez 13

Multinacional vai investir em Paredes e criar 250 empregos

O sector têxtil de Paredes vai ter 250 novos postos de trabalho a partir de Janeiro, anunciou fonte da autarquia.

Uma multinacional do ramo vai investir três milhões de euros na criação de uma unidade para produção de vestuário e confecção, na freguesia de Vilela.

O anúncio parte de fonte da autarquia, que garante apoios indirectos, ao nível fiscal, à empresa com sede em Paços de Ferreira.

Não foi, no entanto, divulgado o nome da empresa multinacional.

O presidente da Câmara de Paredes, Celso Ferreira, aplaude o trabalho da empresa municipal de captação de investimento, considerando aquele projecto industrial "um ponto de viragem na competitividade do território e na criação de emprego".

A propósito, o autarca adianta haver outros investimentos "muito perto de serem confirmados no início do próximo ano".

fonte:http://rr.sapo.pt/i

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24
Nov 13

Há mais oferta de emprego mas salários são mais baixos

Os centros de emprego estão longe de dar resposta à maior parte dos pedidos de emprego. Mas o número de ofertas disponíveis está a subir - mais 41% que no ano passado - e já atingiu o nível dos valores antes da crise. O problema é que os salários oferecidos são cada vez mais baixos. Há até uma oferta de emprego a 600 euros/mês para um engenheiro civil, a quem se pede licenciatura; menos que os 641 euros de uma outra oferta para vigilante.

De janeiro a setembro deste ano foram anunciadas 99 814 vagas de emprego, pouco menos que as 100 739 vagas disponibilizadas no mesmo período de 2010, de acordo com os dados que o IEFP facultou ao DN/Dinheiro Vivo. Isto denota uma maior abertura por parte das empresas para contratar, e uma melhoria nas áreas da indústria, construção ou serviços - sectores duramente afetados desde o início da crise da zona euro. Além disso, de acordo com o IEFP, sente-se um “acolhimento favorável, por parte dos empregadores, dos programas e medidas de emprego e também de formação profissional direcionadas para promover e incentivar o emprego”, como o Estímulo 2012/2013 e o Reembolso da Taxa Social Única. 

O aumento do número de vagas só não é acompanhado por uma melhoria nas condições oferecidas: o salário médio é 5% inferior ao de 2010; a maior parte dos trabalhos disponibilizados são por contrato e muitos a tempo parcial. Além disso, há poucas vagas destinadas a licenciados. E são precárias. 

Numa análise rápida às ofertas anunciadas na última semana no site do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) encontram-se várias ofertas para pessoas com 4.º ou 9.º anos de escolaridade e menos de uma dúzia para pessoas com ensino superior. Isto leva a que os valores oferecidos estejam, na sua maioria, em linha com o salário mínimo nacional. Quando se fala de licenciados, em áreas como a engenharia ou a arquitetura, o cenário muda pouco: exige-se tempo de experiência, horários semanais completos e remunerações que não vão além dos 600 euros. 

“Apesar de estarmos a melhorar e, por isso, a ver surgirem mais contratações, essa recuperação ainda não se sente ao nível dos salários”, reconhece Rafael Campos Pereira, da Confederação Industrial de Portugal (CIP), acrescentando, contudo, que “alguns sectores na área da indústria já estão a pagar melhor”. 

De facto, a indústria tem um dos maiores aumentos de ofertas de trabalho entre todas as áreas disponibilizadas: mais 62,8% que no ano 2012 (de janeiro a outubro), com a indústria têxtil a ter a maior subida de todas no número de vagas 163%.

Em outubro deste ano foram colocadas 19 566 ofertas de emprego (14 498 para o continente) neste portal, mais 79% que em 2011, o ano em que Portugal pediu ajuda financeira internacional. Mas com 905 954 pedidos de emprego, este aumento ainda não chega para empregar mais de 97% dos desempregados, isto se todas as ofertas fossem preenchidas, o que não acontece. 

Ao todo, o IEFP contabilizou, até outubro, 8414 colocações, podendo estas estar associadas a pessoas desempregadas ou pessoas que pretendem mudar de emprego. O maior número de colocações pertence ao sector que mais ofertas de emprego disponibilizou: atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio. Um fenómeno “difícil de explicar”, segundo o responsável da CIP, que lembra que “a construção e o imobiliário ainda estão longe da recuperação”. 

No entanto, Rafael Campos Pereira argumenta que “veremos um aumento contínuo das ofertas de emprego” à medida que a economia revitalize. E as boas notícias parecem estar à porta: esta sexta-feira, o Banco de Portugal revelou que, pela primeira vez desde janeiro de 2011, o indicador coincidente de atividade económica registou um crescimento de 0,4%. 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt

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16
Nov 13

Empresa espanhola abre “call center” em Elvas

A empresa espanhola de telecomunicações Marktel inaugura esta sexta-feira, em Elvas, um "call center" preparado, nesta primeira fase, para criar oito dezenas de postos de trabalho. O investimento é de 500 mil euros e prevê-se que o número de empregados possa chegar à centena, a médio prazo. 

Estamos “na presença de um investimento estrangeiro em Portugal que, além de dinamizar a economia local, vai criar postos de trabalho, que é outro dos desígnios nacionais”, afirma à Renascença o presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha.

Destinada à promoção de vendas e serviços por telefone, a empresa direcciona, por agora, a sua actividade para o mercado espanhol, onde tem vários clientes como bancos, cadeias de supermercados e seguradoras. 

Nuno Mocinha realça o facto de ser “um serviço prestado a Espanha a partir de Portugal, o que quer dizer que estamos a exportar serviços e a melhorar a nossa balança comercial e de pagamentos. Resumindo, é tudo aquilo que, neste momento, o nosso país precisa”, defende.

O município de Elvas acompanha o processo há um ano. O processo de seleção e formação de pessoal há muito que teve início, com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) a promover, para várias dezenas de candidatos, cursos de espanhol para aperfeiçoar a língua. 

O "call center" fica a funcionar nas antigas instalações da Escola Profissional da Região Alentejo e a sua entrada em funcionamento é considerado um momento alto para o município, que diz estar em contraciclo e atento às oportunidades. 

“Temos que saber identificar onde é que conseguimos ser diferentes e competitivos e é aí que devemos aplicar as nossas energias e dedicar o nosso tempo para que seja possível”, defende o autarca.

Nuno Mocinha recorda que ainda há “um caminho a ser percorrido, mas à partida será um sucesso”.

fonte:http://rr.sapo.pt/

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