Brasil vai submeter médicos portugueses a exame especial

o ministério da Saúde do Brasil vai submeter médicos de Espanha, Cuba e Portugal a exame especial.

O Ministro da Saúde do Brasil, Alexandre Padilha, afirmou hoje que os médicos de Espanha, Cuba e Portugal que o país quer contratar para as zonas mais carenciadas serão submetidos a um exame especial de validação do diploma.

"Estamos a preparar um modelo de avaliação desses médicos porque queremos profissionais bem formados, com capacidade de actuar, que conheçam os problemas de saúde do nosso país", disse o Ministro durante o lançamento de uma campanha de vacinação contra a poliomielite no Rio de Janeiro, citado pela agência Efe.

As declarações de Padilha surgem na sequência das críticas de algumas entidades brasileiras sobre a qualidade dos médicos que serão contratados fora do país e que, numa fase inicial, não teriam de validar os respectivos diplomas.

O Brasil está a negociar com Espanha, Portugal e Cuba a possibilidade de contratar médicos desses países aos quais irá oferecer cursos de português e vistos de trabalho por dois ou três anos para colmatar falhas em zonas carenciadas, em particular, nas zonas rurais do Brasil.

Padilha referiu que o Brasil precisa de médicos estrangeiros para reduzir um défice de 13 mil profissionais nas áreas suburbanas e em cidades do interior, já que apenas uma ínfima parte dos médicos brasileiros aceitaram preencher essas vagas.

Representantes do Ministério da Saúde do Brasil já mantiveram contactos para tratar da questão com autoridades portuguesas e espanholas, em maio, durante o encontro anual da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra.

Inicialmente, o governo brasileiro queria contratar seis mil médicos, sobretudo cubanos, para preencher as vagas em locais carentes destes profissionais.

As associações médicas brasileiras mostraram-se contrárias à entrada dos médicos cubanos, alegando a sua "fraca formação" e só aceitariam esta solução se os profissionais passassem pelo exame de validação do diploma.

Depois das críticas, o Governo brasileiro descartou a revalidação automática de diplomas e optou por dar prioridade a atrair profissionais espanhóis e portugueses, sugerindo, na altura, que esses profissionais poderiam trabalhar por três anos sem a validação do diploma.

Para os médicos brasileiros, a proposta do governo do Brasil não resolveria de forma definitiva a carência de médicos em áreas do interior do Brasil e nas periferias das grandes cidades.

A Ordem dos Médicos de Portugal considerou desprestigiante para os clínicos portugueses a proposta do governo brasileiro.

 fonte_:http://economico.sapo.pt/

publicado por adm às 12:37 | comentar | favorito