Emprego à força: um em cada cinco mente no currículo

Estudo revela números «chocantes». Saiba como conquistar atenção de quem está a recrutar sem ter de mentir

Para quem está desempregado, o dia-a-dia preenche-se com o envio de currículos atrás de currículos. Há quem, por desespero ou propositadamente, minta com todas as letras para ser recrutado. Um estudo da empresa de recrutamento britânica Staffbay vem mostrar que uma em cada cinco pessoas mente sobre o que tem no currículo. 

Tudo para conseguirem um novo emprego, nem que seja forçando dados sobre competências que, na verdade, não têm. Em 25 mil pessoas, 20% disse que mentiria se com isso conseguisse impressionar o futuro patrão. 

«Obviamente, esses números são chocantes», faz notar o fundador da Staffbay, Tony Wilmot, citado pelo «The Telegraph». No entanto, «como exitem 80 pessoas à procura do mesmo trabalho não é surpreendente que alguns candidatos» tentem contornar a verdade para entrar no mercado de trabalho. 

De qualquer modo, frisou, «é gratificante ver que 80% dos candidatos a emprego que entrevistamos são honestos».

Com este estudo, conclui-se que há uma grande necessidade, para aqueles que procuram trabalho, de se diferenciarem.

Mas não é apenas com currículos em papel que as pessoas chegam lá. Não é assim que «se conseguem destacar da multidão». «O que os empregadores querem fazer é descobrir mais sobre os candidatos antes de os chamarem para uma entrevista, e não podem fazer isso simplesmente por folhearem um currículo em papel».

Ainda assim, mesmo o seu currículo em papel pode agarrar o interesse de quem o ler se souber utilizar as palavras corretas. Sem mentir, claro. 

Palavras-chave. O truque está aqui. Em primeiro lugar, precisa de ter atenção a um pormenor que faz toda a diferença: já existem muitas empresas que encarregam outras - consultoras - para fazerem o recrutamento, de forma a baixarem os custos. Ora a questão é que essas consultoras trabalham para várias empresas, pelo que tratam de imensos currículos. Não admira que a maioria reconheça que a pesquisa por funcionários com determinado perfil é feita sobretudo através das palavras-chave. 

Exemplos? Palavras como gestão, direção, campanhas de marketing, eventos, base de dados, clientes, atualização de produtos, diretor de projeto, distribuição, controlo, custos, análise.

Mas ainda há mais, nomeadamente substantivos relacionados com competências técnicas, mais específicas, sobre a profissão em causa, termos científicos, tecnológicos, descrições técnicas, denominação de postos de trabalho ocupados, certificados, nomes de produtos e serviços, etc.

Não se esqueça, igualmente, de ter palavras-chave sobre as suas competências pessoais, daquilo que faz fora do trabalho, dos seus interesses, se faz voluntariado, desporto, etc. Tudo conta. As empresas não procuram máquinas, procuram pessoas.  

Quanto à procura de emprego em si, é certo que a Internet, as redes sociais e as bolsas de emprego online são as ferramentas mais usadas. Mas não são as únicas.

fonte:;http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

publicado por adm às 21:19 | comentar | favorito