7 dicas para vencer no emprego

trabalhador do futuro é ágil, polivalente, curioso e auto suficiente.

O desemprego continua a dar que falar. De acordo com os dados do Eurostat , existem mais de 600 mil desempregados em Portugal. Segundo o gabinete de estatística da União Europeia, a cada dia que passa, surgem 95 novos casos. O Instituto Nacional de Estatística (INE) fixou a taxa de desemprego em 10,6% no segundo trimestre de 2010, mas o Eurostat avançou com um número diferente: 11%. Uma coisa é certa: a crise levou milhares aos centros de emprego.

Permanecer no mercado de trabalho pode ter-se tornado numa batalha diária para muitos profissionais. Saber como agir, o que fazer, que competências melhorar ou adquirir são as preocupações de quem está fora ou dentro do mercado de trabalho.

Hoje, o sucesso tem outras formas. Um estudo da consultora Accentureveio demonstrar que as grandes empresas planeiam contratar pessoal nos próximos dois anos, mas não como têm feito até aqui. Estas temem que os seus colaboradores não acompanhem os avanços da tecnologia e que fiquem "para trás" num mercado que se toma por bastante competitivo. Querem contratar profissionais que sejam capazes de lhes dar uma vantagem. As necessidades variam consoante as empresas ou setores, mas existem competências que são transversais.

 

 

 

 

Como singrar no mercado de trabalho
Seja ágil e flexível
A crise fez com que algumas empresas percebessem que a sua equipa não estava preparada para enfrentar "tempos difíceis". É nesta fase que percebem que podem ter dispensado colaboradores necessários para determinadas tarefas. À medida que se reorganizam, vão tentar corrigir esse problema, o que significa que vão preferir as contratações temporárias às efetivas, mesmo entre os cargos de gestão. Assim, podem mover os colaboradores com maior frequência, cruzando as necessidades da empresa com as competências do trabalhador. Os profissionais vão ter de se habituar ao facto de o seu trabalho ser cada vez menos previsível, com mais reviravoltas e mais polivalente. Aqueles que insistirem em ter uma carreira estável e que não sejam grandes fãs da imprevisibilidade podem ter mais dificuldade em encontrar emprego.
Enumere várias qualidades
As empresas querem colaboradores polivalentes. Se for bom apenas numa função, é provável que não o escolham. No estudo da Accenture, várias companhias afirmaram que os departamentos de vendas, atendimento ao cliente e finanças eram as áreas mais funcionais. A verdade é que podem existir muitas pessoas no desemprego com aptidão para essas funções. Se quer ser o escolhido, tem de desenvolver e destacar dois ou três conjuntos de competências. Isto torná-lo-á mais valioso para o empregador. A consultoraMcKinsey fez um estudo em 2009, onde constatou que os mas ricos têm uma combinação de competências valiosa. Quanto mais competências tiver, mais razões dá à companhia para contratá-lo.
Saiba agir sob pressão
Cada vez mais as empresas valorizam características difíceis de incluir no seu curriculum vitae, como o comportamento sob pressão, a facilidade que têm em lidar com clientes e em resolver os problemas. Estas competências tendem a ser um resultado da sua experiência profissional, mas também surgem em pessoas que procuram responsabilidades adicionais, que se voluntariam para tarefas mais difíceis e que estão dispostas a correr mais riscos. O estudo da McKinsey concluiu que existe "uma procura crescente de tarefas que requerem competências humanas complementadas pela tecnologia". Trabalhe com colegas que já tenham este tipo de comportamentos e voluntarie-se para projetos que o obriguem a conhecer coisas novas.
Tenha uma visão ampla
Procure trabalho no sítio certo. As boas oportunidades podem estar a passar-lhe ao lado, porque não está a procurar na área adequada. Cathy Farley, da Accenture recomenda que se concentre nas suas competências e não no seu cargo ou profissão. As empresas podem valorizar o facto de vir de uma área diferente, mas cabe ao candidato justificar porque é que acha que se adequa àquela função.
Analise o seu desempenho
Seja qual for a sua área, há várias ferramentas que podem ajudá-lo a avaliar o seu desempenho. Existem vários programas informáticos que medem as vendas, o tráfego da internet, entre outros. No passado, este trabalho de análise era feito por alguns especialistas, mas hoje, qualquer um pode fazê-lo. Quanto mais souber sobre o seu desempenho, mais hipóteses tem de o melhorar.
Atice a curiosidade
"A sua maior defesa contra o que está a acontecer é interessar-se por uma grande variedade de assuntos e ficar intrigado com as coisas", diz o guru de negócios Tom Peters. Ele afirma que a curiosidade vai levá-lo a falar instintivamente com pessoas com quem não falaria normalmente e ir mais longe do que aquilo que imagina. Esta é uma outra forma de encontrar oportunidades, sobretudo quando muitos dos caminhos para o progresso estão estreitados ou fechados.
Seja auto suficiente
Desenvolva as suas competências técnicas em vez de depender das dos outros, elabore planos de segurança e construa uma base na qual se pode apoiar caso algo corra mal. "Não fique dependente da ideia de que os e emprego é permanente", aconselha Peters. Se por acaso ficar sem trabalho durante algum tempo, deve saber como agir.

 

fonte:expresso

publicado por adm às 18:51 | comentar | favorito