Saiba como encontrar emprego na Internet

Conheça os ‘sites’ onde encontrar emprego em Portugal e no resto do mundo. Cerca de 75% dos jovens já procuram o primeiro emprego na Internet.

Após ter ficado desempregada e durante um ano, comecei uma actividade, posso dizer que quase diária, no Linkedin, tomando muita atenção aos meus contactos entre os recursos de topo que conheci durante o meu tempo de trabalho, por exemplo, gestores de projecto e de área, directores e administradores". E um ano depois Alexandra foi descoberta nesta rede social por um recrutador que precisava de alguém com experiência numa área muito específica que ela dominava. O caso é contado no livro "Quero um emprego!" de Luís Villalobos (organizador), Ana Rute Silva, Elisabete de Sá e Raquel de Almeida Correia.

São cada vez mais os exemplos de pessoas a encontrar trabalho e as empresas a conseguir recrutar pessoas através da Internet. Cerca de 75% dos jovens utilizam a Internet para procurar emprego, de acordo com um inquérito realizado pelo portal Universia do banco Santander. Hoje é "muito mais fácil saber quais as oportunidades que existem, obter informação sobre vários sectores de actividade, empresas, novos projectos, tudo à distância de um clique", explicavam Mariana Branquinho da Fonseca e Tiago Gonçalves, da Heidrick & Struggles, num artigo de opinião publicado na semana passada neste suplemento.

Multiplicam-se também os portais na Internet dedicados ao emprego. Trabalhando. pt é o mais recente. Uma criação do portal Universia, criado pelo Banco Santander. Uma ferramenta que agrega ofertas de emprego e milhares de currículos de licenciados portugueses. A boa notícia é que este portal tem mais de 200 mil lugares disponíveis de mais de 600 mil empresas de 11 países, onde se inclui o Brasil, um dos destinos preferidos dos portugueses, explica Bernardo Sá Nogueira, director-geral do portal Universia.

"As empresas poderão colocar neste site as ofertas de emprego, e se quiserem limitar a procura de candidatos a um determinado número de universidades também podem fazê-lo", explica o responsável pelo trabalhando.pt. Potencialidades que também funcionam para os alunos. Assim, um candidato pode escolher determinados filtros para que na sua pesquisa só surjam as empresas de um determinado sector ou com um determinado nível de remuneração. E o objectivo já está traçado: "Queremos que o trabalhando.pt seja o portal número um na procura de emprego entre os licenciados", avança Bernardo Sá Nogueira.

Com cerca de dez mil ofertas de emprego, o infojobs. pt pretende ser o "número um" no recrutamento em Portugal. Recentemente, disponibilizaram uma ferramenta que permite fazer o "casamento" entre as ofertas de emprego existentes nas empresas e os candidatos que possuem as competências exigidas para preencher o lugar, revela Javier Llorden, director comercial da empresa. "A InfoJobs é uma empresa inovadora e com uma vocação muito tecnológica. Viemos para Portugal para mudar a forma como os portugueses procuram emprego. Numa altura em que praticamente tudo funciona ‘online', não faz sentido que as buscas se centrem apenas em recortes de jornal", acrescenta.

No decorrer deste ano, o portal, que iniciou a sua actividade com pouco mais de 200 ofertas activas, tem, actualmente, cerca de dez mil postos disponíveis. Mais de duas mil empresas já se inscreveram no ‘website', estando activas à volta de 800. No decorrer deste ano, foram 130 mil os portugueses que se inscreveram no portal em busca de emprego e que encontraram uma oportunidade. O portal permite aos candidatos em que estado está a sua candidatura em cada oferta. Podem verificar se a sua candidatura foi aceite, se passaram à fase seguinte ou não. O mesmo se passa com as empresas, que podem ver quantos candidatos se propuseram à sua oferta, e também os currículos detalhados de quem o fez.

Depois tem ainda o site www.netemprego.gov.pt , o portal oficial do Instituto de Emprego e Formação Profissional. Se o seu objectivo é encontrar trabalho num outro país da União Europeia, poderá recorrer ao EURES. Uma rede criada pela Comissão Europeia, que liga os institutos de emprego de todos os países da UE. Com mais de 850 conselheiros espalhados por toda a Europa, realiza feiras de emprego onde recruta para profissões específicas para diferentes países. Depois cada país disponibiliza portais específicos. A Alemanha, por exemplo, criou recentemente um portal onde pode saber tudo o que precisa para ir trabalhar para lá. Um país onde existem mais de 400 mil ofertas de emprego no site do Instituto de Emprego.

Boas vindas em várias línguas e a frase "German is warm welcome. Be part of it" são os convites que se podem encontrar mal se entra em www.make-it-in-germany.com. Uma página criado pelo governo alemão para conseguir atrair mais jovens e quadros qualificados estrangeiros. Neste novo portal podem encontrar-se oportunidades de emprego e informações necessárias para quem quer ir trabalhar para o país.

Mas há cada vez mais empresas de recrutamento a disponibilizar espaços na Internet onde os portugueses se podem candidatar. É o caso do site www.jobs4.de um portal onde pode encontrar inúmeras vagas em empresas alemãs. Para além dos sectores de procura tradicional, neste site poderá também encontrar empregos no sector financeiro.


Os portais de emprego

trabalhando.pt
É a mais recente página de procura de emprego criado pelo portal Universia do banco Santander. Uma janela aberta para mais de 200 mil ofertas de emprego de 11 países.

infojobs.pt
Assegurar o "casamento" automático entre a oferta de emprego disponibilizada pelas empresas e os candidatos que têm as competências para o lugar é a vantagem
do infojobs.pt.

monster.com
É considerado maior portal do mundo de ofertas de emprego, tem ofertas de centenas de países, mas Portugal ainda não está na lista de países onde pode procurar emprego.

netemprego.gov.pt
Este é o site oficial do IEFP onde pode encontrar ofertas para Portuigal e uma porta de entrada para o EURES onde tem ofertas de emprego na UE. Regularmente organizam feiras de emprego nos diferentes países.

Trabalho publicado na edição de 16 de Junho de 2012 do Diário Económico

publicado por adm às 08:24 | comentar | favorito