Quer emprego garantido? Aposte na Informática

Os cursos de Informática apresentam das taxas de empregabilidade mais elevadas do ensino superior. Nalguns casos próximas dos 100%.

Ter um emprego à espera ou até mais do que um quando se termina a faculdade, ou mesmo ainda durante o curso, e ver abrirem-se as portas das empresas não só em Portugal como no estrangeiro, parece um sonho irreal, numa altura em que só se fala de desemprego e de jovens que saem das faculdades e não têm lugar no mercado de trabalho. Mas é a realidade para muitos alunos dos cursos ligados à informática e novas tecnologias.

"Não há nenhum engenheiro informático que, se quiser, não tenha emprego. Alguns dos nossos alunos, do ano passado, foram para Berlim, Inglaterra, Dublin, ... A qualidade dos nossos engenheiros é reconhecida a nível internacional", diz Teresa Vazão, vice-presidente do Instituto Superior Técnico (IST) do Taguspark.

A confirmar as palavras da responsável do Técnico está o ‘ranking' do portal europeu de emprego EURES, que coloca a engenharia de sistemas e programadores como a profissão mais procurada na Europa. No ‘top ten', em 6º e 7º lugar, estão profissões, mais uma vez, ligadas a esta área: engenheiros informáticos e outros especialistas em informática.

"Ainda hoje estive com um aluno que está indeciso porque tem cinco propostas de emprego e está à espera de uma resposta da Google. O que eu lhe disse foi que há tanta gente sem emprego e o problema dele é ter tantas e não saber qual a que há-de escolher", acrescenta Teresa Vazão.

Luís Caires, presidente do Departamento de Informática da Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, confirma: "Somos uma fonte de exportação de engenheiros informáticos para a Europa. Há espaço para crescimento ainda, tanto na indústria nacional como lá fora. Temos casos de ex-alunos a trabalhar na Google, Microsoft, Oracle, etc.".

No EURES são 879 as empresas a procurar engenheiros de sistemas e programadores a juntar às mais de 500 que procuram engenheiros informáticos e outras 536 que querem simplesmente especialistas em Informática. No total, há cerca de 1.900 empresas em toda a Europa a quererem contratar licenciados na área da Informática, salienta Filomena Lopes Castro, directora do Departamento de Ciência, Inovação e Tecnologia da Universidade Portucalense.
"São áreas com enorme potencialidade. O mercado tem falta de profissionais. As oportunidades surgem ainda antes de terminarem o curso. Há cinco anos atrás ficavam no mercado nacional. Agora têm apetência para ir para o estrangeiro", refere Teresa Vazão.

Apesar da crise e da subida imparável do desemprego, com um em cada três jovens sem trabalho, não restam dúvidas que a engenharia informática é um sector em expansão. "Está em todo o lado e aplica-se a todos os ramos do conhecimento humano. Cada vez necessita de profissionais com mais qualificação e sofisticação", acrescenta Luís Caires.

Para Teresa Vazão não há dúvida que "são os cursos do futuro. Não há nada que não precise de estar em rede. Não há profissão que não precise do telemóvel e da Internet".

Empregabilidade de 100% e vagas por preencher

A taxa de empregabilidade destes cursos é muito elevada e, nalguns casos, chega a rondar os 100%. É o caso do curso de Engenharia de Redes de Comunicações do IST, que tem uma "procura enorme por parte das empresas, com uma taxa de empregabilidade de 100%, sendo o curso do Técnico que mais ‘start ups' tem lançado. No entanto, "o ano passado, tivemos vagas por prencher neste curso. É um nome difícil para os alunos do secundário. No 2º ciclo (mestrado) já tem uma procura forte de candidatos", explica a responsável do IST.

Os números do portal EURES confirmam que quem mais procura emprego na Europa são os licenciados em áreas sociais, que são precisamente as que têm mais desempregados. Existem "90.660 candidatos de Administração, Economia e Direito. Em contrapartida, candidatos de Informática/Tecnologias de Informação são apenas 36.571", aponta Filomena Castro Lopes. Contas feitas, é quase o dobro.

Tereza Vazão lamenta, por outro lado, que haja tão poucas mulheres nos cursos de Informática. "Temos apenas 10% a 15% de alunas nos cursos tecnológicos", refere. "As mulheres têm de vir porque é uma área interessante, onde a criatividade é importante". Aliás, como ela própria recorda, a primeira programadora foi uma mulher: a condessa inglesa Ada Lovelace.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 08:26 | comentar | favorito