Governo alemão recorre à internet para recrutar imigrantes

A Alemanha lançou hoje dois sítios na internet para atrair mão-de-obra qualificada e superar a escassez destes profissionais, a qual, conjugada com o envelhecimento da população, ameaça a sua boa saúde económica.

Lançados pelos ministérios do Trabalho e da Economia e da Agência para o Emprego, os sítios dirigem-se ao pessoal qualificado na Alemanha (www.fachkraefte-offensive.de) e ao estrangeiro (www.make-it-in-germany.com).

O primeiro quer facilitar o contacto entre os trabalhadores alemães e as empresas nos sectores onde a procura é forte, como tecnologias, telecomunicações ou medicina.

Com mapas e números, mostra que os Estados ('Lander') de Baden-Wurtemberg, no Sul, e da Renânia-do-Norte-Vestefália, no Oeste, são os que apresentam maiores necessidades de pessoal qualificado e apela a "garantir em conjunto o futuro da Alemanha".

O segundo sítio, disponível em alemão e em inglês, tem por objetivo elogiar a qualidade de vida na Alemanha e facilitar a procura de emprego e instalação aos estrangeiros.

"Com o nosso portal, vamos mostrar aos trabalhadores estrangeiros qualificados porque vale a pena viver e trabalhar na Alemanha. Em particular, queremos mostrar-lhes que são sinceramente bem-vindos", afirmou, em conferência de imprensa, o ministro da Economia, Philipp Rosler, salientando que a iniciativa dirige-se aos Estados da União Europeia, mas também a outros.

O recrutamento de trabalhadores qualificados é uma prioridade governamental, dado que o envelhecimento acelerado da população e o desemprego baixo (6,7% em maio) compromete o futuro da economia alemã.

"Em 2025, a Alemanha, por razões exclusivamente demográficas, terá falta de até seis milhões de pessoas em idade ativa", afirmou, por seu turno, a ministra do Trabalho, Ursula von der Leyen.

"Se ativarmos todos os recursos sem utilização, desde logo no país, mas também cada vez mais no estrangeiro, a Alemanha tem boas possibilidades de permanecer um país forte na concorrência mundial", argumentou.

Já o presidente da Agência para o Emprego, Frank-Jurgen Weise, defendeu, com vista ao aproveitamento do potencial alemão, o aumento da participação no mercado de trabalho das mulheres e dos idosos, a formação dos desempregados e o combate ao insucesso escolar.

Em todo o caso, o recurso aos imigrantes é indispensável. Weise estima em 200 mil o número de trabalhadores estrangeiros qualificados por ano, para satisfazer a necessidade desta mão-de-obra.

A crise que afeta a Europa do Sul está a aproveitar à Alemanha, que está a conseguir atrair numerosos jovens diplomados europeus, sem perspetiva de emprego nos seus países.

Em 2011, esta situação permitiu-lhe acolher o maior número de imigrantes conhecido desde 1996.

Em particular, o número de pessoas provenientes da Grécia, apesar de fraco em valor absoluto, conheceu um crescimento de 90% em relação a 2010, enquanto que o número dos chegados de Espanha cresceu em 52%.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

 

publicado por adm às 13:40 | comentar | favorito