Quer fugir ao desemprego? Crie um negócio a partir de 1500 euros

Quer fugir da crise financeira ou da elevada taxa de desemprego? Então investir no seu próprio negócio poderá ser uma alternativa. Há ofertas para todos os gostos, modalidades e a preços “low cost”. O Instituto de Informação de Franchising (IIF) diz ao i que é possível abrir uma empresa a partir de 1500 euros. Mas quem quer gastar mais também pode, há opções que exigem montantes na ordem dos 450 mil euros.

A verdade é que os investidores portugueses tendo em conta a crise financeira são mais contidos. Segundo o IIF, 40% das oportunidades de negócio que estão a operar no mercado apresentam um investimento inferior a 25 mil euros, mas a maioria dos conceitos têm apostado num investimento inferior a 10 mil euros. “A maioria destas marcas encontra-se no sector dos serviços e muitas delas são negócios que podem ser geridos a partir de casa”, refere. No entanto, 66% das oportunidades de negócio apresentam investimentos até 50 mil euros.

Optar por um negócio em regime de franchising é uma opção, tendo em conta que o modelo já está testado. Foi o que aconteceu com o responsável da Loja do Condomínio, Paulo Antunes. “O franchising é por definição um negócio testado, onde a transmissão de know-how é um factor obrigatório. Se montar um negócio envolve sempre riscos, o franchising será sempre a melhor forma de os reduzir muito significativamente”, diz ao i.

Uma opinião partilhada pelo director--geral da Melon (empresas ligadas à construção civil), João Carvalho, ao dizer que o franchising “funciona como uma espécie de rede de segurança para os investidores, uma vez que assenta em modelos de negócio já testados”.

Como existe actualmente uma grande pressão sobre o preço, Paulo Antunes admite que também neste sector há uma grande preocupação por este factor. “O franchising permite agregar as suas unidades em centrais de compras, garantindo assim uma maior competitividade, em termos de custos operacionais”. A Loja do Condomínio conta com 71 unidades no mercado português, 50 em Espanha e seis no Brasil. Para entrar neste negócio é necessário investir 36 mil euros.

Paulo Antunes reconhece que as dificuldades de acesso ao crédito continuam a ser um obstáculo, por isso mesmo o responsável garante que é obrigado “a reinventar modelos de negócio de forma a facilitar o empreendedorismo dos nossos franchisados. Mas mesmo com essa contingência continuamos a abrir unidades e a registar sucesso na nossa operação”, admite ao i.

Já João Carvalho salienta que no de-senvolvimento de um negócio em regime de franchising, o acesso ao crédito é menos dificultado do que nos casos de empreendedores independentes. “ As instituições bancárias também reconhecem o risco de apoiar o investimento de alguém que apenas tem uma ideia de negócio, em comparação com o investimento num negócio que já tenha provas dadas”, acrescentando ainda que na Melon “temos tido alguns casos de financiamentos de negócio a 100%, mas não é fácil, os nossos franchisados tiveram de lutar muito e convencer a banca que o risco de aderirem a um franchising era menor”.

CRISE O franching não ficou alheio à retracção económica que se vive no país. De acordo com o IIF, no segundo semestre de 2011 verificou-se uma redução do número de unidades totais em funcionamento – existem neste momento 11 760 unidades – e consequentemente verificou-se uma contracção no emprego em cerca de 4%. “As dificuldades acrescidas de financiamento, a falta de confiança dos mercados e a passagem ao estatuto de país intervencionado pelas instâncias internacionais, acabou inevitavelmente por afectar também este sector”.

Segundo o IIF, o sector dos serviços é aquele que continua a ter maior potencial de crescimento, uma vez que continua a ser alvo de maior procura e é responsável por 56% das oportunidades de negócio, totalizando 5600 unidades. “Isto deve-se essencialmente aos seguintes factores: perfil de investidor existente no mercado é um quadro médio-superior mais vocacionado para esta área; maior procura por parte das empresas e consumidores de serviços especializados; é o sector que reúne o maior número de oportunidades de baixo investimento e sem necessidade de espaços comerciais com localização privilegiada”, salienta.

Dentro dos serviços, as áreas de negócios que aglutinam o maior número de unidades são os serviços de transporte e apoio a negócios, estética, saúde e bem--estar, consultoria financeira/auditoria e seguros, mediação imobiliária, serviços de conveniência, agências de viagens e formação e ensino. No sector do comércio, destacam-se os conceitos de compra e venda de ouro, responsáveis por mais de 400 unidades em operação.

Assistiu-se também a um crescimento das unidades em operação no estrangeiro com um aumento de 3,4% em 2011.

fonte:http://www.ionline.pt/

publicado por adm às 22:14 | comentar | favorito