IEFP: menos vagas para mais desempregados

As regras de alteração na atribuição do subsídio de desemprego estão para breve, mas enquanto isso não acontece, assiste-se ao número de novas oportunidades captadas a cair, enquanto o número de desempregados aumenta, a cada dia.

No final do mês de fevereiro existiam 8.623 ofertas de emprego nos Institutos de Emprego e Formação Profissional (IEFP) em Portugal continental, o que se traduz numa única oportunidade para cada 71 desempregados, conforme os dados avançados ao «Jornal de Negócios» por aquela entidade. O número foi o mais baixo em cinco anos.

Estes dados revelam que o maior número de vagas se situa no distrito do Porto, mais de duas mil, o dobro do número de Lisboa. A Guarda é o distrito com a menor oferta, cerca de uma centena.

A proporção também varia nas zonas geográficas. No distrito de Beja, por exemplo, existem 28 desempregados inscritos para cada oferta disponível, já em Santarém existem 119. Esta disparidade deve-se à dispersão dos 616 mil desempregados registados no continente.

Contudo, há que ressalvar que, atualmente, uma oferta de emprego só tem de ser aceite pelo desempregado se a mesma corresponder às suas aptidões físicas, qualificações e experiência profissional. Esta situação também só se verifica porque as regras do subsídio de desemprego definem que os desempregados só são obrigados a aceitar uma oferta com um salário que seja superior em 10 por cento ao valor do subsídio atribuído.

Salário médio de 595 euros

Os dados demonstram ainda que o salário médio das vagas verificadas ronda os 595 euros por mês. Um valor abaixo dos praticados na economia, porém acima do valor das ofertas do ano de 2011. Neste caso, também se verificam assimetrias entre distritos: em Lisboa, Évora e Beja os valores são mais elevados e em Viseu e Guarda os valores são mais baixos.

O distrito de Setúbal destaca-se positivamente: o valor médio das ofertas ronda os 913 euros. A razão está no facto de as vagas nos centros de emprego do distrito se destinarem a especialistas em física e matemática bem como engenheiros, profissionais que, no geral, ganham melhor.

O Governo pretende aumentar o número de novas ofertas captadas em 20% até ao final de 2013, através de parcerias com serviços privados e de trabalho temporário.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

publicado por adm às 21:08 | comentar | favorito