Construir uma carreira com futuro... num ‘call center’?

‘Call centers’ como os da Teleperformance já não são apenas para trabalho temporário. São casas onde se podem construir carreiras.

Chegou a Lisboa para estudar sociologia, na Universidade Autónoma, e entrou na Teleperformance, empresa de gestão de ‘call centers', com o objectivo de ter um emprego que pudesse conciliar com os estudos. Começou como comunicadora, a prestar assistência por telefone. Passou pelo departamento de planeamento, de recrutamento, de formação. Dezasseis anos depois, Sandra Gonzaga Ribeiro é a directora de qualidade e processos da empresa em Portugal e não se arrepende de ter criado uma carreira nesta área.

Quando se olha para o mundo dos ‘call centers', progressão de carreira não será o primeiro pensamento que nos ocorre. Mas a Teleperformance, que foi distinguida internacionalmente como "Great Place To Work", acredita que essa visão dos "call centers" como apenas centros de trabalho temporário está a evoluir. "No início foi difícil para a minha família e amigos, que não percebiam a minha decisão", confessa Sandra Gonzaga Ribeiro. "Mas penso que essa mentalidade está a mudar. Se num banco são designados como "gestores de clientes", porque razão somos "comunicadores"?", aponta Sandra Gonzaga Ribeiro. "Nós conseguimos contribuir para que o dia de um cliente seja diferente, pela empatia, pela possibilidade de lhes darmos experiências memoráveis".

Nenhuma empresa pode oferecer grandes oportunidades de progressão de carreira, se a empresa em si não registar tendências de crescimento. "Ao longo dos últimos sete, oito anos, crescemos de cerca de 250 colaboradores para 2800", revela João Cardoso, director geral da Teleperformance a nível ibérico. Para o dirigente, que acumula também as responsabilidades de gerir os processos de inovação da empresa à escala mundial, parte do segredo para este sucesso passa pela aposta na formação. Desde que entram na Teleperformance, os colaboradores são incentivados a querer sempre mais. "Antigos chefes de equipa passam a responsáveis de ‘call center', outros a responsáveis de negócio e alguns também para as áreas de suporte", explica João Cardoso. "O nosso modelo sempre foi no sentido de que possamos oferecer oportunidades de carreira, o que leva a uma maior motivação dos colaboradores e, consequentemente, a mais negócio".

Quando olha para o futuro, a Teleperformance acredita que vai continuar a crescer, ainda que com mais dificuldades em certos sectores, mantendo um "optimismo moderado". O CEO da multinacional lembra que "a crise é psicológica, mas o psicológico tem muito impacto. Pessoas e empresas pessimistas investem menos", aponta João Cardoso.

fonte:http://economico.sapo.pt

publicado por adm às 22:35 | comentar | favorito