Aumento do horário em meia hora ameaça empregos

Grandes exportadoras alertam que aumento de operações é vital para sustentar mais horas de trabalho sem despedir.

O aumento dos horários de trabalho no sector privado é recusado pelas centrais sindicais, apesar das vantagens apontadas por gestores e empresários. Caso seja aprovada e introduzida no Código de Trabalho, esta medida pode representar uma redução dos custos de produção para as empresas industriais, mas pode também potenciar o desemprego no País.

Entre as maiores exportadoras nacionais contactadas pelo Diário Económico, apenas na Volkswagen (VW) Autoeuropa surgem estimativas de redução de postos de trabalho associadas a essa medida. Outras fontes ligadas à indústria automóvel de componentes admitem que o reforço do horário de trabalho, "na situação em que o país se encontra, irá trazer despedimentos". Já as administrações das fábricas Mitsubishi Fuso Truck Europe, grupo Bosch, Continental Mabor e Philip Morris (Tabaqueira) preferiam não adiantar comentários sobre o impacto desta nova medida enquanto a proposta não se pasar a lei.

No caso específico da VW Autoeuropa, a maior fábrica portuguesa, "se mantiver a produção actual [625 unidades/dia] e prolongar o horário em meia hora por turno, esta medida irá levar ao despedimento de mais de 200 trabalhadores", alertou António Chora, coordenador da Comissão de Trabalhadores da VW Autoeuropa, ao Diário Económico.

O responsável realça que esse reforço de horário permitiria produzir mais 18 mil unidades por ano, unidades essas que a casa-mãe não encomendou e que dificilmente os fornecedores de componentes conseguiriam produzir. "Estas medidas vão causar recessão e mais desemprego", salienta António Chora, que garante que "a aplicação de tal medida não é fácil onde se trabalha a três turnos".

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 08:26 | comentar | favorito