Espanha tenta relançar emprego jovem com novos contratos

O Governo socialista espanhol aprovou hoje novas medidas destinadas a relançar o emprego, em particular o dos jovens, no que será a componente social do dispositivo anti-crise adoptado antes das eleições legislativas antecipadas de 20 de Novembro.

 

Com o desemprego em Espanha numa taxa recorde de 20,89 por cento, o mais elevado dos países industrializados, estas novas medidas visam nomeadamente associar “formação e emprego”, disse o porta-voz do Governo no final do Conselho de Ministros de hoje.

Entre outras medidas, as empresas poderão passar a manter contratos a prazo por mais de dois anos. “A regra que impõe a transformação dos contratos temporários em contratos por tempo indeterminado ao fim de dos dois anos é suspensa”, disse o ministro do Trabalho, Valeriano Gomez.

O Governo decidiu também renovar a atribuição de um subsídio de 400 euros aos desempregados que tenham perdido o direito ao subsídio de desemprego. 

Por outro lado, um novo contrato de formação, com duração de um a dois anos, “vai permitir que a pessoa se forme enquanto trabalha”, explicou ainda o mesmo porta-voz. Esta opção visa responder à “prioridade nacional” que é agora o emprego dos jovens, quando 46,1 por centos dos jovens dos 16 aos 24 anos do país estão desempregados.

Estes contratos permitirão às empresas ficarem isentas “a cem por cento das contribuição para a Segurança Social durante a duração do contrato se empregarem desempregados”, lê-se no comunicado do Governo.

Quando anunciou as antecipação das eleições legislativas, o primeiro-ministro, José Luis Rodriguez Zapatero, tinha dito que atá lá tentaria conseguir uma recuperação económica do país, num momento em que a Espanha tem dificuldade em retomar o crescimento e continua a suscitar inquietação nos mercados.

O primeiro conjunto de medidas nesse sentido, anunciado na passada sexta-feira, visa fazer entrar 4,9 mil milhões de euros nos cofres do Estado, através de mudanças no imposto sobre as empresas e da generalização do uso de medicamentos genéricos.

fonte:http://economia.publico.pt

publicado por adm às 21:26 | comentar | favorito