Luxemburgo: um terço dos desempregados são portugueses

Cerca de um terço das pessoas que estão oficialmente registadas como desempregadas ou à procura de emprego no Luxemburgo são portuguesas, revelou este domingo o embaixador luxemburguês em Portugal, Paul Schmit.

Segundo aquele responsável, que falava num debate realizado em Tavira, mais de 32 por cento das pessoas registadas como desempregadas são portuguesas, num universo de 70 por cento de cidadãos estrangeiros nas mesmas condições naquele país.

Paul Schmit falava no debate «O racismo, xenofobia e outras discriminações», no qual participou também o Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações e ex-Presidente da República, Jorge Sampaio.

Adiantando que naquele país europeu os portugueses representam 17 por cento da população residente, Schmit sublinhou que os estrangeiros são os mais afectados pelo desemprego em parte devido à dificuldade em aprender a língua, escreve a Lusa.

Uma das chaves para a integração, referiu, é justamente a aprendizagem não só da língua-mãe, o luxemburguês, como do alemão, do francês e, numa fase mais tardia da escolaridade, o inglês.

De acordo com o embaixador, a integração é mais fácil quando as crianças chegam ao país em idades menores, sendo que entram anualmente nas escolas do Luxemburgo cerca de 500 novos alunos.

Schmit revelou ainda uma estimativa que aponta para que 20 por cento da população do país viva abaixo do limiar da pobreza, embora apenas 6 por cento sejam luxemburgueses, percentagem ultrapassada pelos estrangeiros.

Na sua intervenção, Jorge Sampaio falou da necessidade urgente em tornar as sociedades mais inclusivas, uma vez que nenhuma sociedade está «imune» à proliferação de práticas discriminatórias.

«Quem pensa que somos uma fortaleza fechada está enganado», afirmou, sublinhando que a redução das desigualdades sociais é ainda mais difícil num momento de crise económica como a que muitos países atravessam.

Considerando que o aumento da discriminação é um fenómeno «generalizado», Sampaio apelou a que se evite o argumento da «excepcionalidade» ou do «incidente» para «fechar os olhos» a episódios como os de Oslo ou Londres.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

publicado por adm às 21:39 | comentar | favorito