Guia do primeiro emprego

A transição entre a saída da universidade e a entrada no mercado de trabalho não é uma etapa fácil. Com as projecções europeias a apontar para um desemprego de 13 por cento já no próximo ano e os dados de Março do Instituto de Emprego e Formação Profissional a mostrarem uma taxa de desemprego para menores de 25 anos de 12 por cento, conseguir trabalho é hoje uma tarefa árdua.

 

Para os jovens que procuram o primeiro emprego, o desemprego ronda agora os 7,5 por cento, contudo nem todos os que estão à porta do mercado de trabalho estão inscritos nos centros de emprego, o que dificulta o apuramento dos dados. 

Para quem está a fazer pela vida e quer começar a longa jornada no mercado do trabalho, o Saldo Positivo reuniu num só guia alguns elementos a ter em conta, com o intuito de facilitar a sua inserção profissional. 

Carta de motivação

É uma das principais componentes da sua candidatura. Mencione as suas habilitações académicas e respectivas universidades nas quais estudou. Explique as razões que o levam a candidatar-se à oferta de emprego e faça referência àquilo que pode trazer de novo para a empresa onde vai trabalhar, tendo por base os seus conhecimentos, competências e experiência profissional adquiridos. 

carta de apresentação deve ser bem redigida, as ideias devem ser claras e não pode de forma alguma conter erros ortográficos. Deve dirigir a carta de motivação ao responsável do departamento, ao director da empresa, ou à pessoa que está a coordenar o processo de recrutamento. Utilize linguagem formal, mas evite a robustez do vocabulário. Personalize a carta de acordo com o cargo e a empresa a que se candidata, de modo a que não pareça um modelo de carta de motivação previamente concebido. 

Currículo

É um resumo da história da sua vida que sintetiza o seu percurso escolar, académico e profissional. O currículo será a porta de entrada para uma entrevista e posteriormente para uma oferta de emprego.Os currículos devem ser sempre acompanhados por uma carta de apresentação. A estrutura do currículo é bastante importante: convém que obedeça a uma certa ordem e que contenha separadores adequados. Actualmente o modelo europeu é o mais comum e o mais adoptado convencionalmente tantos pelos candidatos, como pelos empregadores. A ordem adoptada neste modelo é a seguinte: 

  • Dados Pessoais;
  • Experiência Profissional (do mais recente ao mais antigo);
  • Habilitações Literárias;
  • Formação Complementar;
  • Aptidões e competências pessoais (Conhecimento de línguas, informáticos, etc);
  • Aptidões e competências sociais.

Quando preencher os campos dedicados à experiência profissional, opte por apenas referir os cargos com maior relevo para si e para a função a que se candidata e que mais valorizam o currículo. Os seus interesses, hobbies, desportos, acções de voluntariado e experiências de intercâmbio no estrangeiro são detalhes muito valorizados, pois são pormenores que revelam muito da sua personalidade, capacidade de interacção com os outros, aptidões desportivas e artísticas, etc. 

Como preparar-se para uma entrevista

Consulte atentamente o site da empresa, tente perceber as políticas principais da companhia para a qual se candidata e leia os requisitos e as competências requeridas para a oportunidade a que se propõe. Tente perceber qual o dress code adoptado pelos colaboradores do departamento para onde vai trabalhar. Mostre interesse, disponibilidade e motivação para a função a que se candidata, explique as razões que o motivaram a enviar a sua candidatura e enumere as suas competências e qualidades que mais se adequam à função disponível. Faça uma introspecção prévia e pense no que pode trazer de novo à empresa, em forma de valor acrescentado. Procure encontrar um meio-termo entre o excesso de confiança e o excesso de modéstia, procure ser o mais convincente, mas o mais natural possível. 

Carta de recomendação

Peça uma carta de recomendação ao seu orientador de estágio, a um professor na faculdade, ou alguém com um cargo relevante numa empresa onde tenha estagiado. 

Trata-se de um documento escrito por alguém que escreve sobre as suas capacidades, competências e conhecimentos. O redactor da carta procura salientar as suas qualidades e justificar porque razão recomenda-o à empresa ou à instituição a que se candidata. Na maioria das vezes não é obrigatório apresentar uma carta de recomendação, mas é sempre uma mais-valia e uma forma de enriquecer a sua candidatura, uma vez que as referências são muito importantes num processo de recrutamento. 

Criação do próprio emprego

Actualmente existem muitos apoios e incentivos para a criação do seu próprio negócio, que vão desde a eliminação do capital social de cinco mil euros para a abertura de sociedade unipessoal ou por quotas, microcrédito, apoios e incentivos do IEFP e apoios ao empreendedorismo académico. 

Consulte a informação disponível no Saldo Positivo sobre as soluções de auto-emprego e equacione esta via para entrar para entrar no mercado de trabalho pela sua própria mão. 

http://www.saldopositivo.cgd.pt/crie-o-seu-proprio-emprego/ 

http://www.saldopositivo.cgd.pt/apoios-para-o-microcredito/ 

http://www.saldopositivo.cgd.pt/abc-do-empreendedorismo-academico/ 

Programa de estágios profissionais e curriculares

Mesmo que não aufira qualquer remuneração e apenas obtenha subsídios, os estágios curriculares durante três a seis meses, podem ser uma porta de entrada para o mercado de trabalho e para se inserir profissionalmente na sua área. Também existem os estágios parcialmente remunerados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional e a entidade empregadora. É uma excelente oportunidade para ganhar experiência e algum dinheiro. Não deixe de consultar as ofertas de emprego no departamento de estudos da sua faculdade, a que pertence o seu curso.  

Gabinete de Inserção Profissional da faculdade

Os empregadores muitas vezes procuram ir buscar os seus futuros colaboradores directamente às universidades, em vez de tornarem públicas as suas ofertas de trabalho. Muitas vezes existem protocolos entre as universidades e as empresas, de modo a facilitar a entrada dos alunos no mercado de trabalho e a melhorar as estatísticas de empregabilidade da faculdade.  

Seja arrojado

Adoptar novos modelos para se candidatar a uma empresa ou a uma oportunidade de emprego de forma mais apelativa, pode ser uma solução viável para que seja eleito para o cargo a que se candidata. Um currículo em vídeo, um site pessoal ou um portefólio animado, são formas de tornar a sua candidatura mais convincente, pois é mais cómodo para o empregador de analisar e além disso a originalidade com que se apresenta é um factor que abona a seu favor. Lembre-se que quem está a recrutar tem centenas de candidaturas para apreciar. Portanto, procure ser original e inovador, sem perder o profissionalismo e o sentido estético. 

Nem sempre as cartas de apresentação têm de obedecer à estrutura convencional, opte por criar uma abordagem diferente, introduzindo-se de uma forma arrojada, ou escrever algo que capte imediatamente a atenção da pessoa que irá ler. Tire partido das novas tecnologias, dos novos media e das plataformas interactivas. Se a sua profissão estiver ligada às artes, estes detalhes são muito valorizados.  

Aproveite as redes sociais

Actualmente as redes sociais são meios eficazes para trocar informações, ter conhecimento de novas oportunidades e criar bons contactos. 

O Linkedln é um site onde pode colocar o seu currículo online, mencionar as áreas onde gostava de trabalhar, pode ser recomendada por pessoas e vice-versa. Muitas empresas de recursos humanos utilizam esta rede para procurar possíveis candidatos e pesquisar currículos de acordo com os requisitos necessários. A criação de um perfil nesta página, dá-lhe ainda a possibilidade de poder vir a ser contactada por empregadores. 

O Facebook é a rede social com mais participantes, um excelente meio para encontrar pessoas, antigos colegasou amigos de quem perdeu o rasto. Se por sua vez é um ponto de encontro para manter contactos, por outro é também um meio onde se divulgam eventos, ofertas de emprego, anúncios e notícias. O perfil que cria, as fotografias que disponibiliza, os seus dados pessoais, as informações que partilha, podem ser consultadas durante o processo de candidatura, trazendo efeitos positivos ou negativos. Se trabalha com imagem o Flickr também o pode ajudar a divulgar o seu trabalho. No caso do vídeo os canais Vimeo e o Youtube poderão ser óptimos alicerces para se dar a conhecer. A Behance Network ou o Carbonmade são redes sociais muito utilizadas por criativos, pois possibilitam a publicação online dos seus portefólios. 

Cuidado com a sua reputação digital

Sem dúvida que as redes sociais trouxeram inúmeros benefícios, que em muito melhoraram a forma como as pessoas interagem entre si, divulgam informações sobre si próprias e dão-se a conhecer a nível global. No entanto, todas estas ferramentas online, podem potenciar o efeito contrário. O recrutador poderá excluí-lo ao fazer uma breve pesquisa pelo seu nome no Google, caso encontre em blogues, Twitter ou Facebook ou noutros sites, informações a respeito da sua vida privada que considere pouco compatíveis com o perfil da pessoa que pretende recrutar. Neste sentido, os candidatos devem ter bastante cuidado nos perfis que criam, com os textos que escrevem e com as imagens e fotos que publicam. Convém, de vez em quando, actualizar as suas informações que aparecem quando o seu nome é colocado no Google, de modo a transparecer uma melhor impressão possível de si para os outros, pois estas redes são muito usadas para a procura de referências e detalhes extra acerca de si próprio.  

Alguns sites onde pode encontrar emprego 

http://aeiou.expressoemprego.pt/ 

http://www.empregos.org/ 

http://www.net-empregos.com/ 

http://www.empregosonline.pt/ 

www.cargadetrabalhos.net 

http://www.pontodeemprego.com/

 

 

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/ 

 

publicado por adm às 22:12 | comentar | favorito