24
Nov 13
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Nov 13

Há mais oferta de emprego mas salários são mais baixos

Os centros de emprego estão longe de dar resposta à maior parte dos pedidos de emprego. Mas o número de ofertas disponíveis está a subir - mais 41% que no ano passado - e já atingiu o nível dos valores antes da crise. O problema é que os salários oferecidos são cada vez mais baixos. Há até uma oferta de emprego a 600 euros/mês para um engenheiro civil, a quem se pede licenciatura; menos que os 641 euros de uma outra oferta para vigilante.

De janeiro a setembro deste ano foram anunciadas 99 814 vagas de emprego, pouco menos que as 100 739 vagas disponibilizadas no mesmo período de 2010, de acordo com os dados que o IEFP facultou ao DN/Dinheiro Vivo. Isto denota uma maior abertura por parte das empresas para contratar, e uma melhoria nas áreas da indústria, construção ou serviços - sectores duramente afetados desde o início da crise da zona euro. Além disso, de acordo com o IEFP, sente-se um “acolhimento favorável, por parte dos empregadores, dos programas e medidas de emprego e também de formação profissional direcionadas para promover e incentivar o emprego”, como o Estímulo 2012/2013 e o Reembolso da Taxa Social Única. 

O aumento do número de vagas só não é acompanhado por uma melhoria nas condições oferecidas: o salário médio é 5% inferior ao de 2010; a maior parte dos trabalhos disponibilizados são por contrato e muitos a tempo parcial. Além disso, há poucas vagas destinadas a licenciados. E são precárias. 

Numa análise rápida às ofertas anunciadas na última semana no site do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) encontram-se várias ofertas para pessoas com 4.º ou 9.º anos de escolaridade e menos de uma dúzia para pessoas com ensino superior. Isto leva a que os valores oferecidos estejam, na sua maioria, em linha com o salário mínimo nacional. Quando se fala de licenciados, em áreas como a engenharia ou a arquitetura, o cenário muda pouco: exige-se tempo de experiência, horários semanais completos e remunerações que não vão além dos 600 euros. 

“Apesar de estarmos a melhorar e, por isso, a ver surgirem mais contratações, essa recuperação ainda não se sente ao nível dos salários”, reconhece Rafael Campos Pereira, da Confederação Industrial de Portugal (CIP), acrescentando, contudo, que “alguns sectores na área da indústria já estão a pagar melhor”. 

De facto, a indústria tem um dos maiores aumentos de ofertas de trabalho entre todas as áreas disponibilizadas: mais 62,8% que no ano 2012 (de janeiro a outubro), com a indústria têxtil a ter a maior subida de todas no número de vagas 163%.

Em outubro deste ano foram colocadas 19 566 ofertas de emprego (14 498 para o continente) neste portal, mais 79% que em 2011, o ano em que Portugal pediu ajuda financeira internacional. Mas com 905 954 pedidos de emprego, este aumento ainda não chega para empregar mais de 97% dos desempregados, isto se todas as ofertas fossem preenchidas, o que não acontece. 

Ao todo, o IEFP contabilizou, até outubro, 8414 colocações, podendo estas estar associadas a pessoas desempregadas ou pessoas que pretendem mudar de emprego. O maior número de colocações pertence ao sector que mais ofertas de emprego disponibilizou: atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio. Um fenómeno “difícil de explicar”, segundo o responsável da CIP, que lembra que “a construção e o imobiliário ainda estão longe da recuperação”. 

No entanto, Rafael Campos Pereira argumenta que “veremos um aumento contínuo das ofertas de emprego” à medida que a economia revitalize. E as boas notícias parecem estar à porta: esta sexta-feira, o Banco de Portugal revelou que, pela primeira vez desde janeiro de 2011, o indicador coincidente de atividade económica registou um crescimento de 0,4%. 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt

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16
Nov 13

Empresa espanhola abre “call center” em Elvas

A empresa espanhola de telecomunicações Marktel inaugura esta sexta-feira, em Elvas, um "call center" preparado, nesta primeira fase, para criar oito dezenas de postos de trabalho. O investimento é de 500 mil euros e prevê-se que o número de empregados possa chegar à centena, a médio prazo. 

Estamos “na presença de um investimento estrangeiro em Portugal que, além de dinamizar a economia local, vai criar postos de trabalho, que é outro dos desígnios nacionais”, afirma à Renascença o presidente da Câmara Municipal de Elvas, Nuno Mocinha.

Destinada à promoção de vendas e serviços por telefone, a empresa direcciona, por agora, a sua actividade para o mercado espanhol, onde tem vários clientes como bancos, cadeias de supermercados e seguradoras. 

Nuno Mocinha realça o facto de ser “um serviço prestado a Espanha a partir de Portugal, o que quer dizer que estamos a exportar serviços e a melhorar a nossa balança comercial e de pagamentos. Resumindo, é tudo aquilo que, neste momento, o nosso país precisa”, defende.

O município de Elvas acompanha o processo há um ano. O processo de seleção e formação de pessoal há muito que teve início, com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) a promover, para várias dezenas de candidatos, cursos de espanhol para aperfeiçoar a língua. 

O "call center" fica a funcionar nas antigas instalações da Escola Profissional da Região Alentejo e a sua entrada em funcionamento é considerado um momento alto para o município, que diz estar em contraciclo e atento às oportunidades. 

“Temos que saber identificar onde é que conseguimos ser diferentes e competitivos e é aí que devemos aplicar as nossas energias e dedicar o nosso tempo para que seja possível”, defende o autarca.

Nuno Mocinha recorda que ainda há “um caminho a ser percorrido, mas à partida será um sucesso”.

fonte:http://rr.sapo.pt/

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16
Nov 13

Feira ajuda profissionais da saúde a encontrar trabalho

Se é médico ou enfermeiro e procura emprego, há um evento que pode ajudar. Trata-se da feira de emprego MedPharm Careers, que se divide entre o Porto e Lisboa, este fim-de-semana. 

Renascença foi conhecer um caso concreto. Mónica é enfermeira, tem 42 anos, mas não consegue trabalho em Portugal. 

“Quando era mais nova tinha entrada para a Faculdade de Medicina, mas não segui porque casei”, explica. Agora, decidiu voltar ao sonho, porque gosta “muito de ajudar e de cuidar dos outros.” 

O curso de enfermagem, percorrido na Universidade Católica do Porto, já está garantido. O pior é pô-lo em prática. “Por mais que uma pessoa queira cuidar, até em voluntariado neste momento é difícil exercer enfermagem”, lamenta. 

As feiras de emprego, com muitas empresas estrangeiras à espreita, são uma ajuda nos tempos que correm. “O problema é que quase sempre pedem que já tenham prestado serviços na área e se uma pessoa não consegue o primeiro emprego, nunca na vida vai conseguir os dois anos de experiência.” 

Mónica ainda espera por uma oportunidade.

fonte:http://rr.sapo.pt/

publicado por adm às 19:35 | comentar | favorito
02
Nov 13
02
Nov 13

Banif promove programa de estágios profissionais. E são remunerados

O Banif – Grupo Financeiro anunciou a reformulação do seu programa de estágios, passando a promover estágios profissionais remunerados para as várias empresas do Grupo, de acordo com o comunicado divulgado esta sexta-feira.

Os estágios agora promovidos, enquanto parte do programa de estágios do Banif denominado Estágios Evoluir, destinam-se a jovens profissionais que concluíram a licenciatura ou mestrado nas áreas de Direito, Economia, Gestão, Gestão Imobiliária ou Engenharia Informática e que queiram aprofundar conhecimentos no setor bancário.

Numa altura em que o desemprego jovem em Portugal ronda os 36% e em que se avolumam as críticas em torno dos estágios não remunerados, o Banif apresenta-se contra a tendência do mercado, com os estágios a oferecerem remunerações entre os 800 e os 1000 euros brutos, segundo o departamento de comunicação do grupo.

De acordo com o mesmo departamento, as candidaturas decorrem ao longo do mês de novembro e estão disponíveis 20 vagas. O início dos estágios está marcado para dezembro, sendo que terão uma duração de seis meses.

Os interessados deverão enviar por email a respetiva candidatura para: candidaturas@banif.pt.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

publicado por adm às 09:54 | comentar | favorito