30
Set 12
30
Set 12

Dicas para encontrar trabalho em tempo de crise

Filhe de olhos e ouvidos abertos, fazer contactos e enviar currículos, mas com critério.

“É verdade que o recrutamento baixa um pouco nos meses de verão, sobretudo no mês de agosto, mas é sempre possível encontrar emprego”, lembra o presidente da empresa de trabalho temporário Egor, Amândio Fonseca.  Por isso, convém

Faça uma procura seletiva. Defina objetivos. Andar à procura de ‘qualquer coisa’ é o mesmo que andar à procura de nada. Mesmo que tenha várias áreas de procura (e currículos para cada uma), deve definir objetivos  que lhe vão permitir obter mais informações sobre o mercado, a empresa e a forma como esta faz recrutamento. Só com este tipo de dados é possível fazer a diferença na abordagem às empresas.

Aposte num CV coerente. Adapte o CV para cada sítio que enviar, tirando ou acrescentado os dados mais relevantes. Antes de enviar, informe-se sobre as pessoas certas a contactar e a melhor forma de abordagem.  Não ceda à tentação de enviar para toda a gente.

Prepare a entrevista. Informe-se bem sobre a empresa e o trabalho a que se está a candidatar. Só assim poderá mostrar que sabe exatamente de que forma a sua contratação seria uma mais-valia.

Dedique-se ao networking. Muitas vezes, a melhor forma de encontrar emprego é ser recomendado por alguém. Saber de uma vaga no momento certo faz toda a diferença. Para isso é preciso mobilizar a sua rede de contactos. Percorra a lista telefónica, envie mails, aceite convites e conheça pessoas novas. Quanto mais pessoas souberem que procura emprego e as qualificações que tem, melhor. Faça o seu marketing pessoal.

Descanse e divirta-se. Não tem de se sentir culpado por ir à praia ou estar a divertir-se porque não tem emprego. Lembre-se que nos momentos de lazer também está a reforçar e a ampliar a sua rede de contactos, algo precioso para quem procura emprego. Além disso, zela pela sua saúde mental. A vida continua, com ou sem emprego, e a alegria (ainda) não paga imposto.

Carpe Diem. Enquanto o emprego não aparece, vale a pena apostar no trabalho sazonal ou temporário, aconselha Amândio Fonseca. “Há setores que aumentam o recrutamento nesta altura, como a restauração, mas também é possível pensar noutros trabalhos, como o apoio a piscinas ou apanha de fruta no estrangeiro.” Substituir pessoas nas férias também não deve ser encarado como um preconceito, “até porque há muitas empresas que encaram o trabalho temporário como forma de conhecer as pessoas e depois fazem recrutamentos permanentes, acontece com muita frequência”, garante.



fonte: http://activa.sapo.pt/vida/trabalho/2012/09/30/dicas-para-encontrar-trabalho-em-tempo-de-crise#ixzz27yCBZM8t

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25
Set 12

Saiba como concorrer às vagas nas petrolíferas

Empresas da Noruega, Dinamarca e Bélgica vieram a Portugal contratar engenheiros.

Vêm de vários países e têm centenas de vagas de emprego não só para trabalhar nas plataformas petrolíferas como no desenho de equipamento utilizado ‘off shore'. Procuram, essencialmente, engenheiros mecânicos e electrotécnicos. No caso dos engenheiros civis, só lhes interessa os que são especializados em estruturas.

Empresas ligadas à indústria do petróleo e do gás da Noruega, Dinamarca e Bélgica estiveram em Lisboa, na semana passada, para participar numa feira de emprego organizada pelos serviços de emprego Eures do IEFP a propósito do encontro anual da Associação Portuguesa de Construção Metálica e Mista. Pelo Hotel Sana passaram muitos jovens engenheiros desempregados ou recém-licenciados. Os representantes das empresas receberam currículos e fizeram entrevistas.

O maior recrutador é a Noruega. "O país precisa de cerca de dez mil engenheiros nos próximos três, quatro anos. O ideal é terem entre três a cinco anos de experiência. As vagas são permanentes. Precisamos principalmente de engenheiros mecânicos, electrotécnicos, e de estruturas (para trabalhar com a construção metálica)", resume Eli Syvertsen, a conselheira Eures que esteve na feira de emprego a representar os serviços de emprego noruegueses. Eli Syvertsen faz questão de sublinhar que a Noruega não procura engenheiros para trabalhar apenas nas plataformas petrolíferas, mas também para desenho de equipamento usado na indústria ‘off shore', daí a necessidade de qualificação em trabalhar com o metal e não com o betão, como acontece com a maioria dos engenheiros civis em Portugal.

A Noruega tem uma taxa de desemprego de 2,5% e a representante da Noruega apela aos engenheiros portugueses que encaixem no perfil para se candidatarem porque poderão ter uma hipótese de trabalho. "Um engenheiro com dois anos de experiência pode esperar ganhar cerca de 50 a 60 mil euros brutos anuais, o que dá cerca de quatro a cinco mil euros mensais (fora os cerca de 30% de descontos para impostos e segurança social, que podem ter deduções e baixar alguns pontos percentuais). E basta falar inglês, que é a língua usada nestas empresas, garante a responsável.

Nos últimos anos a Noruega tem recrutado em Portugal e, neste momento, são já 600 os engenheiros portugueses a trabalhar no país. "Gostamos dos engenheiros portugueses porque são qualificados e podemos oferecer-lhes um bom salário e qualidade de vida", sublinha Eli Syvertsen.

A Aker Solutions e a FMC Technologies são as duas empresas norueguesas deste sector que estiveram presentes na feira da passada semana. A Aker tem 900 vagas e a FMC 22. "Preferimos engenheiros com mais de cinco anos de experiência e oferecemos um salário de 60 a 70 mil euros brutos/anuais", diz Mochal Pizybylski, o engenheiro polaco da Aker que esteve a atender os interessados na feira.

Na FMC, que recruta em Portugal há três anos e conta já com 40 empregados portugueses na Noruega, a experiência preferida é também de 4, 5 anos e o salário ronda os 50 mil euros brutos anuais. "Gostamos dos portugueses pela capacidade que têm de se adaptar na Noruega. Também pela atitude no trabalho", afirma Morten Hofs, que falou com os candidatos.

Dinamarca e Bélgica
Além da Noruega, também empresas ligadas à indústria do petróleo e gás estiveram directamente ou enviaram um representante a esta feira promovida pelo Eures em Portugal.

A dinamarquesa Ramboll (que trabalha em consultoria para as petrolíferas) tem 30 a 50 posições para ocupar, tanto juniores como seniores. Tem apenas um engenheiro português e, desde Maio, que procura mais.

A Dinamarca enquanto país tem 340 vagas para engenheiros de várias áreas, mas sobretudo, mais uma vez, para engenheiros mecânicos e electrotécnicos. De preferência com experiência (3 a 5 anos), embora haja vagas para recém-licenciados. "Um engenheiro recebe, em média, cerca de quatro mil euros brutos mensais de salário inicial até nove mil, quando já tem muita experiência", diz Mette Busk, consultora de recrutamento do Eures dinamarquês.

O conselheiro Eures da Bélgica veio a Portugal em representação de 13 empresas com 25 postos de trabalho disponíveis. Também estas empresas procuram engenheiros mecânicos e electrotécnicos, oferecendo salários um pouco mais baixos, entre os 2.000 e os 2.500 euros brutos mensais.
Uma conselheira Eures da Alemanha esteve também na feira à procura igualmente de engenheiros das mesmas especialidades. Rabea Malchow não quis adiantar número de vagas.Disse apenas que eram muitas e deixou um aviso: é dada preferência a quem souber alemão.

Antes de partir, aconselhe-se
Qual o custo de vida no país para onde vou trabalhar? Como escolher a escola para os meus filhos? Se quer respostas personalizadas e presenciais a este tipo de questões antes de partir para o estrangeiro, o que tem a fazer é marcar um encontro com um dos 20 conselheiro Eures distribuídos pelo país. O agendamento deve ser feito por telefone ou por email. Também pode recorrer a um conselheiro para o ajudar a escolher um país e a candidatar-se a um emprego no estrangeiro. "Trabalhar no estrangeiro - informe-se antes de partir" é o nome da campanha dos serviços de emprego europeus, a que está associado em Portugal o IEFP, que visa alertar para as adaptações que terá de fazer quando emigra: a nível cultural, de legislação laboral e sistema de protecção social, acesso à saúde e ao ensino, questões de fiscalidade, etc.

Nota: Artigo publicado na edição impressa do Diário Económico de 24 de Setembro de 2012

 

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25
Set 12

Pesquisa de gás e petróleo aumenta procura por engenheiros

Bastonário regista "procura muito grande de engenheiros em Portugal para as indústrias extractivas de gás e de petróleo".

"Está a registar-se uma procura muito grande de engenheiros em Portugal para as indústrias extractivas de gás e de petróleo e existe uma crescente necessidade de as escolas superiores de engenharia se adaptarem a estas novas necessidades", defendeu hoje Carlos Matias Ramos, bastonário da Ordem dos Engenheiros.

Carlos Matias Ramos explicou que esta tendência também se verifica em outros mercados de língua portuguesa, nomeadamente Brasil, Angola, Moçambique ou Timor-Leste. Aliás, a crescente possibilidade de internacionalização que se deparou à engenharia nacional é outra das respostas do sector para contornar a retracção do mercado interno, em particular no segmento da engenharia civil.

É nessa lógica que a Ordem dos Engenheiros está a promover a realização, a 18 de Outubro, do 1º Congresso de Engenheiros de Língua Portuguesa, no Centro Cultural de Belém. A conferência inaugural responde à procura crescente das indústrias extractivas e traz a Portugal um dos maiores especialistas mundiais na extracção de petróleo em pré-sal, António Capeleiro Pinto, administrador da Petrobras.

A sessão plenária irá contar com as apresentações de diversos planos gerais e sectoriais de infra-estruturas e de desenvolvimento de Timor-Leste, Angola, Moçambique, Brasil e Cabo Verde. 

Haverá ainda oito sessões paralelas, organizadas pela Águas de Portugal, EDP, Portucel, Galp Energia, PT, APS - Administração do Porto de Sines, Direcção-Geral de Energia e Universidade do Minho, que servirão para empresas e engenheiros a título particular poderem verificar as diversas oportunidades de negócio e de emprego que existem nestes diversos países e nas referidas áreas de actividade.

A comemorar 75 anos de existência, a Ordem dos Engenheiros lança esta tarde o livro alusivo, da autoria de Maria Fernanda Rollo e Ana Paula Pires, numa cerimónia que será presidida por Carlos Matias Ramos.

 fonte:http://economico.sapo.pt/n

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14
Set 12
14
Set 12

Emprego: candidaturas portuguesas inundam ONU

Perto de 1.000 candidaturas de jovens portugueses «inundaram» as Nações Unidas nas últimas semanas, num concurso internacional de preenchimento de perto de 120 vagas em vários departamentos, escreve a Lusa.

«Para Portugal os números são elevados», admitiu Lynne Goldberg, do Departamento de Recursos Humanos da ONU, clarificando que as candidaturas portuguesas estão perto de 1.000, quando se aproxima o prazo de 20 de setembro para fecho do concurso.

«É um dos países de onde estamos a receber mais candidaturas, mas há outros assim. Temos um país com mais de 8.000», adiantou. 

Para Goldberg, a difusão nas redes sociais teve um papel importante na publicitação do concurso, destinado a preencher vagas de nível profissional no Secretariado da ONU em todo o mundo. No ano passado, a ONU teve mais de 35.000 candidaturas de jovens de até 32 anos. 5.000 foram selecionados para exame e apenas 98 passaram, nenhum deles português. 

As vagas a ocupar

Tal como países lusófonos, como o Brasil, Angola, Moçambique e Guiné-Bissau, Portugal é um dos países incluídos pelo segundo ano consecutivo no Programa de Jovens Profissionais da ONU, para preenchimento de até 120 posições na organização internacional.

Engenharia, assuntos económicos, sistemas de informação e tecnologias, assuntos políticos, informação pública e ciências sociais são algumas das áreas em que a organização internacional tem postos para preencher este ano.

De cada país serão selecionados, no máximo, 40 candidatos por grupo ocupacional, num total de 240.

As candidaturas serão recebidas através do sítio na internet careers.un.org, para um exame que para os pré-selecionados terá lugar a 05 de dezembro, em Lisboa e noutras cidades de residência dos candidatos.

O que se espera dos exames

O exame testa conhecimentos gerais, pensamento analítico e capacidade de planeamento, além de cultura sobre assuntos internacionais.

Segue-se um exame oral, em maio, e no mês seguinte os candidatos saberão se entraram, começando a trabalhar a partir de agosto de 2013, se forem escolhidos.

Em 2011, a ONU tinha nove portugueses em posições de nível profissional (P2), do género agora aberto a concurso. 

A estes juntavam-se outros 100 do staff geral e 338 polícias e militares portugueses ao serviço de missões da organização. 

O número de posições P2, num total de 3.300 existentes na organização, é significativamente menor do que as 12 a 21 a que o país tem direito, tendo em conta a sua contribuição para o orçamento da ONU, população e Produto Interno Bruto.

Contudo, não há quotas para preenchimento das vagas: serão colocados aqueles com melhores notas e o nome dos examinados não será facultado aos examinadores, apenas um número.

Os candidatos devem ter habilitação universitária, 32 anos completados este ano ou menos, falar fluentemente inglês e/ou francês, além de serem cidadãos de um dos países selecionados para o concurso.

 

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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13
Set 12
13
Set 12

Está desempregado? Mais de 400 já conseguiram

Primeiro curso de maquinistas foi aberto ao mercado em geral. Mais de 400 inscreveram-se

A Fernave decidiu ajudar os portugueses que estão no desemprego. A prova é que lançou o primeiro curso de formação inicial para maquinistas, aberto ao mercado em geral. Resultado: mais de 400 pessoas decidiram inscrever-se e assim tentar a sorte.

O curso, homologado pelo IMTT, acabou por ser «acolhido com grande entusiasmo por 400 pessoas, oriundas das mais variadas zonas do Norte ao Sul do País», diz a empresa em comunicado.

A iniciativa visa antecipar as mudanças no sector dos transportes, «garantindo a formação e certificação de profissionais para o sistema ferroviário nacional», neste caso, em particular, para a profissão de maquinistas.

Pretendendo dar resposta a todas as dúvidas e questões colocadas no âmbito deste curso, a Fernave vai realizar sessões de esclarecimentos, nos seus centros de formação, em Lisboa, Entroncamento e Porto, a 19 de Setembro, 24 de Setembro e 27 de Setembro, respetivamente. 

As sessões arrancam às 17h30 e são abertas a todos os interessados.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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09
Set 12

Está desempregado e procurar emprego está a ser uma dor de cabeça?

Se está nesta situação, saiba que a partir da próxima sexta-feira e durante todo o fim-de-semana vai haver uma formação gratuita para desempregados.

Está desempregado e procurar emprego está a ser uma dor de cabeça? Tem ideias para montar um negócio, mas não sabe por onde começar? Precisa de adquirir novas valências e não tem dinheiro para fazer formação?

Se está nesta situação, saiba que a partir da próxima sexta-feira e durante todo o fim-de-semana vai haver uma formação gratuita para desempregados.

A iniciativa pertence à Ideias & Desafios e vai já na 10ª edição anual. Sendo uma empresa de formação em vendas, o ‘workshop' será direccionado para a vertente comercial, uma vez que o objectivo final de qualquer empresa de bens ou serviços é conseguir vender, mas não só: abordará também questões de liderança.

Apesar da eliminação de postos de trabalho e do aumento do número de desempregados, ainda existem oportunidades de emprego em Portugal. É este o mote da "Acção de Formação Comercial e Liderança para Desempregados".

A empresa justifica este projecto como parte da sua política de responsabilidade social, garantindo que já ofereceu, gratuitamente, formação especializada a mais de mil desempregados, nos últimos anos, em nove ‘workshops' já realizados. "Esta é uma época em que a questão do desemprego já não é minoritária, é incontornável e atinge transversalmente todos os segmentos da sociedade", sublinha José Almeida, um dos responsáveis da Ideias & Desafios e criador da iniciativa.

Para o especialista, esta formação oferece ferramentas reais para quem está neste momento desempregado: "Um dos paradoxos que existe em Portugal é a falta de emprego versus a necessidade que as empresas têm de encontrar bons profissionais na vertente comercial. Pensando um pouco "fora da caixa", decidimos criar um projecto de formação gratuita que incidisse precisamente nesta área onde ainda há oportunidades reais".

Os resultados positivos desta formação reflectem-se na taxa de empregabilidade dos participantes, como explica o seu coordenador, José de Almeida. "Verificámos que entre 30 a 40% das pessoas que assistiram ao ‘workshop', no passado, conseguiram encontrar emprego nos meses seguintes ou criaram o seu próprio emprego", diz.
Para os interessados em participar no ‘workshop', que conta com 150 lugares, a inscrição é obrigatória. A Ideias & Negócios está há sete anos no mercado nacional e diz que este projecto funciona apenas com fundos próprios e dos parceiros associados.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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09
Set 12

Ainda é possível encontrar o emprego ideal?

Conseguir um emprego não é tarefa fácil, e se o objetivo for encontrar o emprego de sonho, o trabalho terá de ser redobrado. John Lees, especialista em carreiras, e autor do livro How to find a job you'll love, sabe que o mercado laboral está mais pequeno, com menos oportunidades, e com mais pessoas. Muitas coisas mudaram nos últimos anos, e a forma de abordar o mercado e a própria vida profissional também tem de ser outra. A recessão económica é a maior responsável pelas alterações, mas há coisas que já estavam a ser alteradas. As regras, têm de ser revistas, alerta o especialista.   

As tendências mudaram. Algumas coisas estavam a correr bem no mercado laboral bem antes da crise e da recessão. Para dar um exemplo, Lees lembra que se verificou “um crescimento nos empregos próprios, trabalhos de freelancing, e um boom nas vagas de emprego não publicitadas” - e apenas acessíveis através de uma boa rede de contatos. Estas são as tendências da última década, e que deve ter em conta.

O mercado laboral tornou-se mais pequeno, o que significa que embora existam vagas, e as pessoas continuem a procurar empregos, permanecem dificuldades essenciais, em certos segmentos da população, e certos sectores, em voltar ao mercado de trabalho. De maneira geral é preciso saber que agora é mais difícil encontrar um emprego, que há uns anos atrás, mas mais difícil ainda é encontrar o emprego certo. “É interessante perceber que quando entrámos nesta recessão, uma das previsões indicava para que os padrões se alterassem”. Como lembra, a razão para que as pessoas sentissem isso tem a ver com o facto de na recessão de há 20 anos atrás - no início dos anos 90 - não existirem telemóveis como existem agora. “O sentimento era de que se tinha de ficar em casa, ao lado do telefone, para o caso dele tocar. E aparentemente as vendas de instrumentos domésticos aumentaram, porque as pessoas passavam muito tempo em casa”.

Toda a gente está ligada através de tecnologia móvel. Estão fora e em contacto. Mas existe algo residual nesta tendência para ficar em casa e fazer mais pela procura de emprego a partir dali. A razão, está claro, é que existem mais oportunidades para ficar em frente do ecrã. E ali, existe a grande tentação de utilizar a Internet para salvar os problemas da carreira. “Nós sabemos que estar em casa a concorrer a uma vaga de emprego ou a enviar o currículo por email, é algo próximo de estar a trabalhar. Soa como uma ocupação, e por isso é atrativo”.

Sonhe alto. “Lembro-me - e isto foi há sete ou oito anos - de trabalhar com mudanças de emprego na Califórnia. Ali, a regra era: podes usar o teu computador para pesquisar e estabelecer contactos durante a tarde, mas durante o dia não fiques atrás do ecrã. Sai e fala diretamente com as pessoas”.

É um princípio simples, mas poucos se recordam dele no momento de ir à luta. Sentem que o emprego da felicidade, o emprego da satisfação pessoal, é um luxo num mercado tão estreito. Mas não é. Se agarrar um emprego que tem muito pouco a ver com as suas competências e experiência, existem grandes hipóteses de não ficar ali por muito tempo. E isto será algo que terá dificuldade em explicar quando lhe perguntarem sobre o passado.

Não é capricho. Tem a ver com dizer, bom, todo o trabalho é um compromisso. E se quer encontrar uma boa ligação entre o que o empregador procura e o que você quer retirar de um emprego, então tem de ser mais esperto que esforçado. Os mais espertos fazem as coisas de forma diferente, são resistentes, e criativos, refazem as regras. 
Ligam-se a quem interessa. “Muitas das pessoas com quem trabalho, acabam por dizer que não somos uma rede. Preferem dizer que é outra coisa qualquer”. Porque o que é, de facto, é seguir a curiosidade, procurar oportunidades para falar com pessoas. Facilmente irá começar a construir oportunidades para falar com pessoas que se relacionam com aquilo que quer fazer no futuro.

É de senso comum que quem procura emprego tem de estar ligado em rede.  Por isso, como conselho disse a alguém o que quer fazer para encontrar uma ocupação relativamente boa, certamente que o seu interlocutor vai acabar por dizer que está a jogar conversa fora. Eles acham que sabem como o mercado opera.

Todos temos conceções erradas sobre o que é trabalhar. E muitas das pessoas que treino, muitas das pessoas com quem trabalho, acabam por dizer que não somos uma rede. Preferem dizer que é outra coisa qualquer. Porque o que é, de facto, é seguir a curiosidade, procurar oportunidades para falar com pessoas. E isso pode significar falar com pessoas que conhece e em quem confia, e com quem os níveis de conversação são simples. Facilmente irá começar a construir oportunidades para falar com pessoas  reais que se relacionam com os trabalhos que quer fazer. Essa curiosidade pode levá-lo a entrar nesse núcleo. Depois pode limar as suas competências, para se conseguir diferenciar perante alguém que pode decidir o seu futuro.  
Tem assim tantas ideias? Quem tem muitas ideias tende a pensar com calma e a fazer as coisas de forma muito ponderada. Se tem muitos contactos, não os gaste na primeira ou segunda semana em que procura emprego. Espere até ter uma mensagem bem definida.

"Mas prefiro preocupar-me com os relacionamentos", realça Lees, que aconselha "conversas naturais," com o foco nos outros e não em si. Não saia por aí para se auto-promover. Saia para perceber o que os outros estão a fazer e como chegaram àquela linha de trabalho em que se encontram. A curiosidade natural é suficiente para fazê-lo andar para a frente.  

Não fale demais. Como existem demasiado candidatos que sublinham que são complicados, Lees, explica que “se é complicado, não queira sublinhar isso no seu passado”. As pessoas gostam de simplicidade.

“A forma como gosto de colocar esta ideia é através do CV”. O que Lees quer dizer é que quando alguém o vai recomendar não vai exaltar 200 informações sobre si. “Vão sublinhar três ou quatro aspectos sobre si”. O entrevistador vai recordar três, quatro ou cinco. “Deixo um pequeno segredo, um dos exercícios que utilizo com os clientes: eu digo para colocar o CV na mesa, com as costas para cima. E peço para me falarem um pouco sobre o que gostariam que eu recordasse. Começam com as características pessoais e está ótimo”. Chega.

É comum que se escolham as características mais especiais, ou conhecimentos em relação a um aspecto específico. “São estas coisas pelas quais o vão recordar”, diz Lees. “Aí, olhe para o CV e veja se essas coisas aparecem nas primeiras 50 linhas”.

O foco é essencial e deve tê-lo em todas as formas de comunicação, email, CV, conversas. Plante pequenas sementes de informação, assim, os maus episódios da carreira podem ser contornados. 
Um longo período de desemprego, ou uma longa carreira numa empresa cuja reputação foi abalada podem ser pontos fracos, que tem de saber dominar.

John Lees sabe que muitos dos entrevistados não esperam que lhes perguntem em relação a esses aspectos, mas essa é uma das perguntas a que geralmente não pode fugir. Saber jogar com as coisas menos boas, pode ser uma vitória.

Pegue em algo simples, como um intervalo em que nada aconteceu na sua vida profissional e siga o conselho do especialista: "Tem de falar sobre o elefante que está na sala antes que alguém o faça”. Soará de forma mais natural e mostra iniciativa. Uma frase como “imagino que esteja intrigado com isto” é a melhor forma de abordar o assunto.

“Há-que perceber que uma entrevista não é um treino de oportunidades”. É a sua oportunidade perante o decisor. Até os candidatos mais experientes precisam de treinar respostas curtas, ensaiar questões difíceis e insistir até que estejam confortáveis com determinada matéria. “Não sairão de forma natural se não as treinar”, refere o especialista.

Não há mudança pior que mudar de sector de atividade e de função, mas se tem capacidades transferíveis tem uma vantagem clara perante os outros. Ainda assim, Lees lembra que “os empregadores são conservadores e preferem candidatos que já tenham feito exatamente aquela tarefa no emprego anterior”. Mas não desista só por isso, porque há momentos em que o empregador quer um pensamento fresco e um novo pensamento. “Esta é uma boa onda para apanhar”.

Novamente as redes de trabalho. Lees lembra que o verdadeiro desafio é conseguir estar dentro do mercado onde se vai inserir, conhecer a linguagem utilizada e que vai ensiná-lo a saber mover-se lá dentro. Assim, quando tiver uma entrevista não irá dizer apenas “não sei nada desta função, mas tenho potencial”. Esta não é a mensagem que quer passar. O que quer dizer é “eu conheço bastante bem o setor, sei o que procuram e as minhas capacidades vão acrescentar valor no que vocês fazem”. 

Rejeição? Faz parte do jogo.
 Ouvir um não é perfeitamente normal, mas todos sabemos que quando se trata de vender as nossas competências o assunto é sério. Ouvir um não pode pode afectar a performance que terá no futuro. O especialista em emprego lembra que uma das técnicas que tem desenvolvido relaciona-se com perceber quais os empregos que estão mesmo no centro das intenções, as funções que estão um pouco ao lado da mira e as que saem completamente fora dos objetivos.

Não vale a pena tentar interpretar as negas como dados estatísticos, até porque deve saber que normalmente as escolhas são totalmente arbitrárias. “É muito raro que um candidato receba um feedback do género: está a puxar uma porta fechada.” Lees lembra que apesar de tudo muitos não seguidos levam a uma interpretação mal feita da realidade. 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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