29
Mai 12

IEFP chamou 80% dos desempregados subsidiados com mais de 45 anos

Foram convocadas 194 mil pessoas com mais de 45 anos de idade ou a receber prestações há mais de seis meses. Mas só 1.937 conseguiram emprego.

O Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP) já convocou 194.040 desempregados subsidiados com mais de 45 anos de idade ou a receber prestação há mais de seis meses. A medida insere-se no programa de dinamização do Serviço Público de Emprego e está em vigor desde 10 de Fevereiro, de acordo com dados recolhidos pelo Diário Económico. O objectivo, explicou o IEFP, é rever os Planos Pessoais de Emprego destas pessoas "e concretizar respostas, nos domínios do emprego e da formação profissional, perante uma impossibilidade de colocação imediata no mercado".


Assim, a 16 de Maio já tinham sido chamadas 194.040 pessoas, "que correspondem a cerca de 80% do universo", ainda que, recorde o IEFP, este universo não seja estático. Das convocatórias que já produziram resultados, "verifica-se que 97% correspondem a comparências nos centros de emprego", refere o Instituto. Na maior parte dos casos, os convocados foram encaminhados para formação profissional (65%) e cerca de 20% seguiram para medidas de emprego. Registam-se ainda 15.707 apresentações a ofertas de emprego e 1.937 colocações em postos de trabalho.

Mais de 75 mil encaminhados para formações

Outra das medidas previstas no programa de relançamento do Serviço Público de Emprego passa pelo encaminhamento dos novos desempregados para acções de formação, nas duas semanas seguintes à sua inscrição no centro de emprego. Entre novos desempregados e aqueles que já estavam inscritos há mais tempo, o IEFP já encaminhou 75.369 pessoas para formação. Destas, 10.037 já iniciaram efectivamente as acções.

Ainda assim, o IEFP admite que "tem havido dificuldade em cumprir este prazo" de duas semanas ainda que, "nas últimas semanas", o prazo tenha "sido ultrapassado".

Em causa está a metodologia "Vida Activa" que, de acordo com o Instituto liderado por Octávio Oliveira, está a ser desenvolvida desde 22 de Março. Este programa prevê o encaminhamento de desempregados "para os Centros de Formação Profissional, onde é realizada uma intervenção de diagnóstico que visa identificar a resposta que melhor se ajusta ao perfil" daquela pessoa "e que visa melhorar o perfil de empregabilidade e, consequentemente, aumentar as hipóteses de aceder ao mercado de trabalho", continua o IEFP.

Para já, ainda em fase experimental, "estão apenas envolvidos os Centros de Formação Profissional do IEFP, devendo a muito curto prazo haver também o envolvimento dos Centros de Gestão Participada e eventualmente de entidades externas acreditas", avança a mesma fonte. 
Dos 75 mil encaminhamentos para formação, muitos ainda não deram origem a resultados. Ainda assim, a maioria diz respeito a formações modulares certificadas.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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29
Mai 12

Saiba como concorrer a um emprego em Moçambique

O país vai abrir oito mil vagas nos próximos cinco anos em vários sectores e promete salários médios 50% superiores aos portugueses.

Se procura uma oportunidade de emprego no estrangeiro, saiba que Moçambique vai criar oito mil novos empregos, nos próximos cinco anos, segundo um estudo recente da Ernst & Young intitulado "Building Bridges" dedicado ao continente africano. "As oportunidades são muitas e variadas e existe no país uma grande falta de profissionais qualificados pelo que, necessariamente, as empresas recorrem a mão-de-obra estrangeira", diz Ana Cardoso. A directora da Egor, grupo de recrutamento e selecção não tem dúvidas que os portugueses levam vantagem: são valorizados e estão "de alguma forma em vantagem relativamente a profissionais de outras nacionalidades pela questão linguística e cultural, elementos facilitadores de integração e aceitação".

Depois de mais de duas décadas de guerra civil, Moçambique é uma das economias em maior crescimento do mundo, nos últimos dez anos. E as previsões de crescimento do FMI para Moçambique, entre 2012 e 2015, apontam para valores na ordem dos 7,7% (média anual). Aliás, Moçambique deverá ser o quarto país com maior crescimento a nível mundial, depois da China, Índia e Etiópia, no período em análise, segundo o FMI.

Com um investimento directo estrangeiro esperado de cerca de 1,4 mil milhões de dólares, por ano, nos próximos cinco anos, os sectores onde haverá mais necessidades de mão-de-obra são "obras públicas e construção civil, hotelaria, banca, tecnologias de informação e comunicação (TIC) e indústria, já que muitas fábricas estão a começar a ser reparadas", afirma José Bancaleiro, ‘managing partner' da ‘executive search' Stanton Chase International. Ana Cardoso acrescenta a esta lista a energia, a formação profissional e educação, os transportes e a logística. "Nos últimos meses tem aumentado o número de pessoas que nos procuram e que querem ir trabalhar para Moçambique. O ambiente em Moçambique é muito agradável em termos de qualidade de vida. Muito ‘friendly', por exemplo comparativamente a Angola, onde é mais agressivo", acrescenta José Bancaleiro.

A directora da Egor confirma: "temos registado uma maior facilidade de adaptação/integração dos profissionais portugueses em contexto moçambicano comparativamente ao contexto angolano, tanto por questões conjunturais/políticas, como por ser um país com uma gestão mais ocidentalizada, com a qual os portugeses se identificam".

Viver em Moçambique 
Um português que queira ir trabalhar para Moçambique, pode contar receber um salário cerca de 50% acima da média do que aufere em Portugal para desempenhar uma função idêntica, revela Ana Cardoso. Quanto ao custo de vida é "elevado, pelo que os profissionais deverão sempre negociar toda a logística para o seu alojamento", sublinha Ana Cardoso.

Contudo, o salário inferior, por exemplo ao que se paga em Angola, é compensado pela qualidade de vida", acredita o responsável da Stanton Chase, e "permite ter uma vida desafogada", adiantando que já há bons colégios em Maputo para quem não quer pôr os filhos na escola públicas. As casas é que são poucas e caras, acrescenta. É difícil conseguir um apartamento por menos de 1.500 dólares numa zona mais ou menos segura. José Bancaleiro destaca ainda que Maputo é melhor que Luanda em termos de segurança e de trânsito.

Quanto a obstáculos para quem quer ir para lá trabalhar, "prendem-se com os vistos de trabalho, nomeadamente pelas restrições que as empresas têm em termos de admissão de expatriados e da obrigação que têm em admitir, cada vez mais, colaboradores locais", sublinha a responsável da Egor. Assiste-se, por isso, a uma grande preocupação e investimento por parte das equipas de recursos humanos em formar os quadros locais.

O melhor e o pior 
Para a engenheira química Vera Rodrigues, que vive em Moçambique há pouco mais de um ano, o maior obstáculo foi obter residência no país "para estar legal e sem preocupações". Vera Rodrigues que está a trabalhar numa empresa de extracção de carvão e vive na Beira, a segunda cidade do país, considera o nível de vida "bastante elevado", mas é possível ter uma qualidade de vida "que não se consegue, neste momento, em Portugal".

Não se sente insegura e o que mais a preocupa neste momento, em que está grávida, é o acesso à saúde, sobretudo por não estar na capital. Diz que a adaptação "não é um processo fácil. Mas assim que estamos ambientados e habituados ao dia-a-dia torna-se numa experiência fascinante". Destaca os safaris e os passeios em que é possível conhecer locais magníficos.

Para quem vai, como o jornalista Luís Leitão, o espírito é de expectativa. Aceitou "na hora" o convite para ir liderar uma revista em Moçambique "especialmente pelo desafio". "Nunca fui a Moçambique, tenho andado a informar-me e o que me dizem é muito positivo, o povo é afável e recebe bem os portugueses", acredita Luís Leitão.

Para Lurdes Tavares, economista, que está a liderar um projecto de cooperação português, a experiência de mais de quatro anos a viver em Moçambique "foi melhor do que esperava, a integração é fácil, a língua é a mesma e somos bem recebidos". Com boas condições financeiras tem-se melhor qualidade de vida, bom clima para quem gosta de calor, menos stress. Estar longe da família, para algumas compras é necessário ir a África do Sul, sobretudo roupa, sapatos... Aqui não há ou é muito caro".


Testemunhos

"Depois de ambientados o dia-a-dia torna-se fascinante"
Tinha um emprego na indústria farmacêutica, quando o marido, também ele engenheiro, recebeu uma "proposta muito aliciante". Em Abril de 2011 mudaram-se para a Beira, a 1.200 kms de Maputo. Foi sem trabalho, oito meses depois estava a dar aulas de Química na Universidade da Beira e hoje é técnica de controlo de processo da exportação do carvão na Vale. Diz que o nível de vida é caro e o que mais a preocupa neste momento, porque está grávida, é o acesso à saúde, até porque não vive em Maputo. Mas quando se encontra um trabalho a ganhar bem, tem-se "um nível de vida, que não se consegue, neste momento, em Portugal". E "quando estamos ambientados o dia-a-dia torna-se uma experiência fascinante". Vera Rodrigues - Engenheira Química, 30 anos

"Espero uma integração fácil"
Luís Leitão só ontem viajou para Maputo para onde decidiu mudar-se, "mais do que pela questão monetária, para abraçar um novo projecto, conhecer um novo país". Por isso, assim que surgiu a proposta para liderar uma nova revista de economia e gestão em Moçambique aceitou na hora. "Nunca fui a Moçambique, tenho andado a informar-me e o que me dizem é muito positivo, o povo é afável e recebe bem os portugueses, é um país em crescimento económico, vou na expectativa de que vai correr bem". Diz que vai de "mente aberta" e espera uma "integração fácil". Luís Leitão - Jornalista licenciado em Economia, 28 anos

"Somos bem recebidos"
Lurdes Tavares foi para Moçambique, há quatro anos, trabalhar num projecto de cooperação. A economista diz que o custo de vida "subiu muito nos últimos dois anos (cerca de 50%). É muito difícil encontrar um apartamento, numa zona mais ou menos segura, por menos de 1.500 dólares". Nunca teve problemas de segurança e afirma que com boas conndições financeiras tem-se melhor qualidade de vida que em Portugal, "o clima é bom para quem gosta de calor e há menos stress". Para compras como roupa é que é difícil. A experiência está a ser "melhor do que esperava, a integração é fácil, a língua é a mesma e somos bem recebidos", conclui. Lurdes Tavares - economista

fonte:http://economico.sapo.pt/

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27
Mai 12
27
Mai 12

"Entre 200 a 300 vagas para investigadores FCT" no próximo ano

A secretária de Estado da Ciência prevê abrir "200 a 300 vagas para investigadores FCT" no próximo ano.

No próximo ano, serão abertas 200 a 300 vagas para investigadores FCT (Fundação para a Ciência e para a Tecnologia), afirmou, ontem à noite, na Figueira da Foz, a secretária de Estado da Ciência, Leonor Parreira.

O concurso deste ano (que já encerrou) disponibilizou 80 vagas às quais se candidataram cerca de 1.200 investigadores, adiantou a governante, que falava aos jornalistas, à margem da quinta edição da 'Gala da Ciência', que decorreu noite de ontem, no casino da Figueira da Foz, por iniciativa do jornal 'Ciência Hoje'.

O Ministério da Educação e da Ciência prevê abrir concursos anuais para investigadores FCT - caracterizados por serem "muito qualificados, muito competitivos" --, de modo a conseguir "manter no sistema científico e tecnológico 1.000 a 1.200 investigadores", acrescentou Leonor Parreira.

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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23
Mai 12
23
Mai 12

Centros de emprego: número de casais inscritos atinge recorde

O número de casais em que ambos os cônjuges estão registados como desempregados atingiu em abril um máximo histórico, tendo aumentado 70,6 por cento face ao período homólogo de 2011, revelou o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).

Assim, segundo a informação mensal sobre o estado civil do desemprego e condição laboral do cônjuge publicada pelo (IEFP), «do total de desempregados casados ou em união de facto, 15.754 (5,1 por cento) têm também registo de que o seu cônjuge está igualmente inscrito como desempregado no Centro de Emprego».

Desta forma, em abril deste ano, o número de casais em que ambos estão registados como desempregados foi de 7.877, ou seja, mais 70,6 por cento do que em abril do ano passado e mais 4,3 por cento do que em março, escreve a Lusa.

«Desde julho de 2011 que se regista um aumento em cadeia do número de desempregados em que ambos os cônjuges estão desempregados, tendo-se registado em abril de 2012 o número mais elevado desde que esta informação é recolhida», diz o IEFP.

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego no país e ilhas registou em abril um aumento de 21 por cento face ao mês homólogo do ano anterior, indicou o IEFP na semana passada.

No final do mês de abril, estavam inscritos nos centros de emprego do continente e regiões autónomas, 655.898 desempregados - mais 113.924 desempregados inscritos do que em abril de 2011 - representando 83,6 por cento de um total de 784.292 pedidos de emprego.

Deste total, 291.544 são casados, num subida de 14,1% em relação a abril do ano passado, mas uma quebra de 1,6 por cento em termos dos valores em cadeia.

Os solteiros registados como desempregados nos centros de emprego também aumentaram, em 25,6% face a abril de 2011, registando, igualmente, uma ligeira quebra de 0,7% em relação ao mês de março.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

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22
Mai 12
22
Mai 12

Quer uma «oportunidade»? UE ajuda 5 mil a encontrar emprego

Convites à emigração dos jovens não têm faltado. Mas mais vale simplificar. Em vez de se pensar que estão a quererexpulsá-los país, sempre podem encarar a «oportunidade» para aterrarem naquilo que já muitos designam por casa-mãe: a Europa. Por isso, quem quer passar da possibilidade aos atos, pode aproveitar o projeto piloto lançado pela Comissão Europeia esta semana para ajudar os jovens a encontrar emprego. 

«O teu primeiro emprego Eures» é como se chama a iniciativa, que pretende «melhorar mobilidade transfronteiriça para 5.000 pessoas.Também servirá como um campo de testes para transformar o Eures - a rede de serviços de emprego europeu - num serviço de emprego pan-europeu», mais alargado e efetivo.

Este projeto piloto surge na sequência daquilo que foi anunciado pela Comissão de Emprego em abril, no sentido de fazer com que o Eures proporcione maior transparência no mercado de trabalho europeu, ajudando tanto candidatos como empregadores.

«Parte da solução»

«Marca os nossos primeiros passos para um serviço mais personalizado na colocação» de pessoas no mercado de trabalho que pretende ajudá-las «a encontrar empregos em outros países europeus», explica, num comunicado divulgado no site europa.eu, o comissário para o Emprego, Assuntos Sociais e Inclusão, László Andor. 

No fundo, a ideia é «ajudar as pessoas com competências relevantes a encontrar empregos noutros países que precisam dessas habilidades pode ser parte da solução para a crise de desemprego da Europa», numa altura em que mais de 5,5 milhões de jovens europeus estão à procura de trabalho.

Bruxelas promete um acesso mais fácil, e em tempo real, às vagas de trabalho disponíveis na União Europeia e indicar, a quem quer contratar, um conjunto de candidatos com as competências adequadas ao trabalho em causa. 

Por agora, segundo a Comissão, há quatro serviços de emprego no terreno, na Alemanha, Espanha, Dinamarca e Itália, com o intuito de ajudarem os jovens a procurar e, lá está, encontrar trabalho noutros Estados-membros.

Se tem entre 18 e 30 anos tem aqui uma «oportunidade». Não é dada pelo primeiro-ministro, mas esta é mesmo real. Com direito a uma espécie de bolsa para financiar a viagem, entre 200 e 300 euros. E ainda há mais um extra que pode ir até aos 1.200 euros, dependendo do país de destino, para ajudar o trabalhador nos primeiros tempos.

Também as pequenas e médias empresas, que na lógica europeia têm até 250 funcionários, podem solicitar apoio financeiro para cobrir parte do custo de formação, nomeadamente linguística, dos trabalhadores recém-recrutados.

Se está interessado, consulte o guia do «Primeiro emprego Eures» em http://ec.europa.eu/social/main.jsp?catId=993.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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21
Mai 12
21
Mai 12

Saiba como concorrer a um emprego na Noruega

Com um salário médio mensal de quatro mil euros brutos, o país precisa de 16 mil engenheiros.

Um salário médio mensal de quatro mil euros brutos. Para os engenheiros ronda os oito mil euros. Mas no final do mês há que deduzir uma carga fiscal que ronda os 35%. Em troca, a Noruega garante educação e saúde gratuitas para todos. A boa notícia é que, no final do ano, o que paga em impostos acaba por ser devolvido, porque o país tem uma generosa política de deduções fiscais. O custo de vida é muito mais elevado que em Portugal, mas o salário compensa. E feitas as contas, só vai gastar metade do que ganha nas despesas de casa, comida e transportes. Se ficar doente tem direito a uma baixa até um ano, em que recebe o salário por inteiro. A licença de maternidade é de um ano, com direito a receber 80% do salário, e a de paternidade três meses com vencimento por inteiro.

Um dia de trabalho começa cedo, mas às quatro de tarde está despachado. Parece uma sociedade imaginária, mas existe. Este é o dia-a-dia da Noruega.

O país, número um no ‘ranking' dos países mais desenvolvidos, procura desesperadamente mão-de-obra e quer recrutar portugueses.

Com uma taxa de desemprego de apenas 2,6%, a Noruega precisa de 16 mil engenheiros de todas as áreas, mas todos os sectores estão a precisar de trabalhadores. "Estamos a recrutar em todas as profissões, só não precisamos de economistas e de quadros de marketing", sublinha Eli Skaug, responsável norueguesa pelo Eures, base de dados de emprego europeia, em declarações ao Diário Económico.

Há seis anos que vem até Portugal para contratar e garante que as empresas noruegueses estão muito satisfeitas com o resultado. "Descobri que os portuguese se adaptam muito bem à Noruega". E os números falam por si: "Em 2006, a petrolífera Waco contratou cerca de 40 portugueses e destes apenas um se veio embora", relata, com orgulho, a responsável pelo recrutamento internacional .

Porque é que as empresas estão interessadas em recrutar portugueses? "Falam muito bem inglês, comunicam muito bem com os colegas, se não percebem alguma coisa dizem, não têm receio de fazer perguntas e uma boa formação", responde Mari, uma das recrutadoras da Ingenior Compagniet (IC), uma consultora que recruta engenheiros para as empresas norueguesas.

Os trabalhadores portugueses são preferidos também porque "há muitas empresas norueguesas com operações no Brasil, Angola e Moçambique, onde os portugueses são bem vistos" afirma Alice Brandão , responsável pelo serviço de colocações do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) . Quando há candidatos de outros países do Sul da Europa, os portugueses são os escolhidos. Porque "se adaptam muito bem, são humildes e têm uma boa formação académica", acrescenta a responsável do IEFP. Uma preferência comprovada nos "Engineers Mobility Days", uma feira de emprego que trouxe a Portugal 20 das maiores empresas norueguesas para contratar engenheiros portugueses. O edifício do ISEL, onde decorreu a feira, na quinta e sexta-feira passada, não teve espaço para todos os que quiseram entrar. A feira foi um sucesso com mais de 3.500 candidatos portugueses a tentarem sua sorte.

No caso de um engenheiro com experiência, o salário anual na Noruega pode chegar aos 150 mil euros por ano, diz Mari, da IC. Para além do aliciante ordenado, há outros benefícios: "as empresas que empregam portugueses, tentam arranjar ocupação para o cônjuge, alojamento e, muitas vezes, pagam as aulas de norueguês ao colaborador", acrescenta Eli Skaug.

Para concorrer à maioria dos empregos, basta dominar o inglês. Uma língua que todos falam no país e que já é a ferramenta de trabalho nas empresas de engenharia. Depois, a conselheira norueguesa diz que, em seis meses, é possível aprender a falar norueguês.

Uma comunidade portuguesa a crescer
"É fantástico viver na Noruega" sublinha Gabriela Fabião. Diplomada em Engenharia e Gestão Industrial, trabalha há um ano na FMC Tecnologies, uma empresa que está na lista das 500 maiores do mundo da Forbes e que é líder na construção de infra-estruturas para exploração de petróleo no alto mar. Na empresa já há quarenta engenheiros portugueses.

Quanto ao facto da Noruega ter pouco sol durante metade do ano diz que "é fácil adaptar-se a essa realidade". O país garante "todas as condições para crescer, trabalhar e termos uma boa vida", diz. Por isso, aconselha todos os portugueses a fazerem as malas e concorrerem.

"Neste momento, já há uma comunidade portuguesa considerável na Noruega", explica Alice Brandão do IEFP. Estão lá cerca de 450 engenheiros , mas há também professores, enfermeiros e psicólogos.

O país oferece vínculos profissionais de longo termo. O projecto de vida pode ser "ir trabalhar para a Noruega, acumular direito às pensões e depois regressar a Portugal para viver com a pensão daNoruega", sugere a responsável norueguesa pelo recrutamento em Portugal.

Testemunhos de quem procura trabalho

1 - À procura
O desemprego já está a chegar às melhores escolas. Com 26 anos, o curso de Engenharia Electrotécnica do Instituto Superior Téccnico, está desde Janeiro à procura de emprego. Não se quer identificar porque ainda não disse aos pais que ficou sem emprego para não os preocupar.Agora equaciona a hipótese de ir trabalhar para a Noruega, porque em Portugal não consegue nada. Foi um dos 3.500 portugueses que passaram pelo ISEL para entregar o currículo nas empresas do Enginers Mobility Days.

2 - Mais segurança
Miguel Severo, 38 anos, é engenheiro mecânico e foi ao "Mobility Engineers Days" à procura de uma oportunidade para uma carreira internacional. Apesar de estar a trabalhar, em Portugal, diz que "as coisas, por cá, não estão fáceis e os países nórdicos têm condições completamente difererentes. Há mais segurança". Licenciado em Engenharia Mecânica pelo ISEL, está a fazer o mestrado e encontra-se em contacto com algumas empresas belgas, país que lhe poderá interessar devido à proximidade geográfica.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

publicado por adm às 08:23 | comentar | favorito
19
Mai 12
19
Mai 12

10 empregos que resistem à crise

O site norte-americano de empregos Career Cast, elabora todos os anos o ranking com os melhores e os piores empregos do mundo.  Na elaboração da lista, entram em consideração cerca de 200 empregos e são avaliados diversos fatores, como o ambiente no trabalho, o salário ou o stress. Para 2012, a lista é a que se segue.

 

1. Engenheiro de software

Ocupa-se das metodologias de análise e projeto, das técnicas e ferramentas que escalam o processo de desenvolvimento de aplicações, bem como da modificação das aplicações já existentes.

 

2. Técnico de cálculos estatísticos - Atuário

O atuário tem como trabalho principal a recolha de dados para cálculos de probabilidades e análise de risco. É uma profissão sem grande esforço físico nem stress. Normalmente, desfruta de um ambiente positivo no local de trabalho e tem boas perspetivas de carreira, com promoções e aumentos.

 

3. Gestor de recursos humanos

A gestão de recursos humanos é uma área bastante abrangente da empresa, na medida em que trabalha com os mais diversos departamentos dentro da companhia. Desde as entrevistas para os colaboradores novos, passando por muita burocracia, é uma profissão essencial para a empresa.

 

4. Dentista

O Dentista é o melhor amigo da sua boca, dos seus dentes. Fazer restaurações, combater doenças da boca e gengivas, realizar cirurgias para remoção de dentes, executar limpezas e clareamentos dos dentes são as suas principais funções.

 

5. Diretor financeiro

Todos os movimentos financeiros da empresa passam pelas mãos e pelas decisões do diretor financeiro. É dos trabalhadores mais importantes, tanto na gestão prática como nas aprovações dos vários projetos em que a empresa está a trabalhar.

 

6. Audiologista

É o profissional de saúde responsável pela prevenção, identificação e avaliação de crianças e adultos com deficiência auditiva ou problemas de equilíbrio e consequente reabilitação da audição, através da adaptação de aparelhos auditivos e/implantes.


7. Terapeuta ocupacional

É uma profissão que pertence à aréa de saúde, que é regulamentada em nível superior. O terapeuta ocupacional trabalha com as atividades humanas, planeia e organiza o quotidiano, possibilitando uma melhor qualidade de vida a todos os doentes que recorrem a este tipo de tratamento.


8. Gestor de publicidade on-line

O gestor de publicidade on-line é uma das novas profissões com mais futuro. A globalização torna todos os mercados mais próximos das empresas, sendo por isso essencial que a projeção da empresa fora das fronteiras seja perfeita. Por isso, a gestão da publicidade é um passo essencial para o sucesso.


9. Analista de sistemas

O analista de sistemas tem como principal tarefa realizar estudos de processos computacionais para encontrar o melhor e o mais racional caminho para que a informação virtual possa ser processada. A sua função engloba tanto os sistemas de hardware como de software.


10. Matemático

O matemático é um especialista em Matemática. A sua profissão relaciona os números e todos os aspetos da matemática, tanto para resolver questões do dia-a-dia como para melhorar a organização das empresas.

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/

publicado por adm às 20:16 | comentar | favorito
18
Mai 12
18
Mai 12

Cinco apoios que o podem ajudar a ser o seu próprio patrão

Recorrer ao micro crédito, às linhas de crédito do Estado ou receber o subsídio de desemprego numa só prestação são soluções possíveis.

Se tem o sonho de um dia vir a ser empresário, dono da sua própria empresa, mas não tem dinheiro para concretizar o seu desejo, fique a saber que nem tudo está perdido. É que apesar da crise financeira e as imposições da ‘troika' terem conduzido a uma restrição severa da banca na concessão de crédito, existem algumas soluções financeiras disponíveis no mercado que permitem a criação de micro negócios - independentemente de estarem ligados ou não a uma rede de ‘frachising'. Conheça as soluções a que poderá recorrer.

1. Receber o subsídio de desemprego todo por inteiro, de uma só vez:
No âmbito do programa de apoio ao empreendedorismo e à criação de próprio emprego, levado a cabo pelo IEFP, existem vários mecanismos financeiros que pretendem ajudar as pessoas desempregadas a criarem a sua empresa. Um deles passa pelo pagamento do montante global das prestações associadas ao subsídio de desemprego, numa única prestação. A candidatura a este mecanismo é feita através da apresentação de um requerimento ao director do centro distrital do Instituto da Segurança Social da área de residência da pessoa em causa. Além disso, o requerimento deverá ser também apresentado no centro de emprego. Para ter acesso a esta facilidade o projecto apresentado terá de originar, pelo menos, a criação do emprego a tempo inteiro da pessoa desempregada.

2. Linhas MicroInvest e Invest +:
Também no âmbito do programa do IEFP de apoio à criação do próprio emprego existem duas linhas de crédito com garantia e bonificação da taxa de juro para a criação de pequenos negócios. É o caso da MicroInvest e da Invest+. A primeira permite o financiamento de projectos até 20 mil euros. Já a segunda refere-se a negócios cujo financiamento varia entre os 20 mil e os 200 mil euros. Estas linhas são destinadas a quem esteja desempregado e inscrito nos centros de emprego, mas também aos jovens que procuram o primeiro emprego. Também os trabalhadores independentes, em determinadas situações, poderão apresentar a sua candidatura a esta facilidade financeira. Um outro aspecto positivo é que os apoios dados em cada uma destas linhas de crédito são cumuláveis com o pagamento do montante global das prestações do subsídio de desemprego.

3. Microcrédito tradicional:
Uma outra solução para criar o seu próprio negócio poderá passar pelo recurso ao microcrédito tradicional. Trata-se de uma linha de crédito com garantia e bonificação da taxa de juro e que financia projectos até 20.000 euros. No entanto, as condições de acesso a esta facilidade são restritivas. Isto porque o microcrédito é destinado a pessoas que tenham especiais dificuldades de acesso ao mercado de trabalho e estejam em risco de exclusão social.

4. Linhas de crédito do Estado:
A nova linha criada pelo Governo, a 16 de Janeiro deste ano, a PME Crescimento, prevê apoios específicos para a criação de pequenos negócios. Esta linha de crédito prevê o financiamento máximo por operação de 25 mil euros no caso das micro-empresas. Já para as pequenas empresas o montante máximo é de 50 mil euros. Os empresários terão apenas de se dirigir a um balcão de qualquer um dos bancos protocolados para apresentar a sua candidatura à linha de crédito. Caberá ao banco avaliar o risco da operação e a viabilidade económica das empresas e decidir se empresta ou não o montante pedido. Para ter acesso a esta linha, é necessário que haja uma ausência de incidentes não justificados ou de incumprimentos junto da banca.

5. Acesso a apoios comunitários:
Dependendo do tipo de negócio em causa, os fundos comunitários poderão ser também uma solução para contornar as dificuldades de acesso ao crédito com que muitos pequenos empresários se debatem. Os sistemas de incentivo estão orientados para apoiar dinâmicas, como a internacionalização, a inovação ou o crescimento.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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17
Mai 12
17
Mai 12

Conheça os sectores que estão a recrutar na Suécia

País tem milhares de vagas para preencher, mas prefere candidatos com experiência profissional.

Os sectores eléctrico e de mecânica são os têm mais vagas disponíveis para engenheiros na Suécia. "O país precisa de milhares de engenheiros com alguma experiência profissional", afirma Gisela Sarri, conselheira Eures da Suécia, que esteve no "Engineers Mobility Days" a explicar aos potenciais candidatos o que procuram as empresas suecas, ao mesmo tempo que prestou esclarecimentos sobre as condições de vida neste país.

Gisela Sarri explica que os engenheiros que estejam interessados em se candidatar não precisam de ser seniores, mas têm de ter experiência profissional de, pelo menos, dois a cinco anos, tendo depois oportunidade de fazer mais formação na empresa.

Os engenheiros começam a carreira na Suécia com um salário médio de 2.600 euros, antes de impostos (valor de 2009). Os impostos rondam os 30%, pelo que o que recebem líquido ronda os 1.800 euros. No caso de um engenheiro com cerca de dez anos de experiência, o salário sobe para 3.700 brutos.

Presentes ou representadas no "Engineers Mobility Days", ou seja, interessadas em recrutar engenheiros portugueses estiveram as empresas Clavister AB, Jacobs e Semcom.

Viver e trabalhar na Suécia
Na Suécia, onde a taxa de desemprego está nos 7%, trabalha-se 40 horas por semana. Se pretende ir trabalhar para este país, prepare-se que, além do frio, as noites são claras no Verão e o Inverno é muito escuro.

As candidaturas devem ser sucintas e estar bem adaptadas aos requisitos referidos no anúncio. Procure elaborar uma candidatura concisa e pertinente, com duas a três páginas (a da carta de apresentação, que convém levar, e uma ou duas do CV). Não é comum anexar documentos à candidatura. São entregues quando solicitados. A candidatura espontânea é, também, cada vez mais comum na Suécia.

A atitude dos suecos é bastante informal e, neste país, não se faz referência aos títulos durante uma conversa.

O subsídio de férias está, normalmente, incluído no salário mensal anunciado. Quanto mais qualificado for o trabalho, maior é a margem de manobra para negociar. No entanto, a maior parte das condições de trabalho está regulamentada em acordos colectivos.

Os suecos gostam de pontualidade e a maioria dos empregos não exige vestuário demasiado formal.

fonte_:http://economico.sapo.pt/no

 

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16
Mai 12
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Mais de 400 mil procuram emprego há mais de um ano

No primeiro trimestre deste ano havia 416 mil pessoas à procura de emprego há pelo menos um ano, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística.

Os números do Instituto Nacional de Estatística (INE). Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que a taxa de desemprego de longa duração (isto é, a percentagem da população ativa sem emprego há mais de um ano) atingiu os 7,6% - ou seja, mais de metade da taxa total.

Estes números são máximos históricos. No entanto, o desemprego de muito longa duração - pessoas sem emprego há mais de dois anos - caiu no primeiro trimestre, embora continue a níveis muito altos: estava nos 249 mil no último trimestre de 2011, está nos 228 mil no início de 2012.

Alguns destes desempregados terão arranjado emprego; outros terão desistido de procurar. Ainda segundo o INE, 17% dos desempregados (independentemente da duração) no final do ano passado arranjaram emprego; outros 14% passaram à condição de inativos.

A taxa de desemprego oficial no primeiro trimestre situou-se nos 14,9%.

fonte:http://www.jn.pt/P


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