30
Mar 12
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Mar 12

IEFP: menos vagas para mais desempregados

As regras de alteração na atribuição do subsídio de desemprego estão para breve, mas enquanto isso não acontece, assiste-se ao número de novas oportunidades captadas a cair, enquanto o número de desempregados aumenta, a cada dia.

No final do mês de fevereiro existiam 8.623 ofertas de emprego nos Institutos de Emprego e Formação Profissional (IEFP) em Portugal continental, o que se traduz numa única oportunidade para cada 71 desempregados, conforme os dados avançados ao «Jornal de Negócios» por aquela entidade. O número foi o mais baixo em cinco anos.

Estes dados revelam que o maior número de vagas se situa no distrito do Porto, mais de duas mil, o dobro do número de Lisboa. A Guarda é o distrito com a menor oferta, cerca de uma centena.

A proporção também varia nas zonas geográficas. No distrito de Beja, por exemplo, existem 28 desempregados inscritos para cada oferta disponível, já em Santarém existem 119. Esta disparidade deve-se à dispersão dos 616 mil desempregados registados no continente.

Contudo, há que ressalvar que, atualmente, uma oferta de emprego só tem de ser aceite pelo desempregado se a mesma corresponder às suas aptidões físicas, qualificações e experiência profissional. Esta situação também só se verifica porque as regras do subsídio de desemprego definem que os desempregados só são obrigados a aceitar uma oferta com um salário que seja superior em 10 por cento ao valor do subsídio atribuído.

Salário médio de 595 euros

Os dados demonstram ainda que o salário médio das vagas verificadas ronda os 595 euros por mês. Um valor abaixo dos praticados na economia, porém acima do valor das ofertas do ano de 2011. Neste caso, também se verificam assimetrias entre distritos: em Lisboa, Évora e Beja os valores são mais elevados e em Viseu e Guarda os valores são mais baixos.

O distrito de Setúbal destaca-se positivamente: o valor médio das ofertas ronda os 913 euros. A razão está no facto de as vagas nos centros de emprego do distrito se destinarem a especialistas em física e matemática bem como engenheiros, profissionais que, no geral, ganham melhor.

O Governo pretende aumentar o número de novas ofertas captadas em 20% até ao final de 2013, através de parcerias com serviços privados e de trabalho temporário.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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29
Mar 12
29
Mar 12

Aceitar uma proposta de emprego é mais complicado do que parece

O técnico de recrutamento liga-lhe com ótimas notícias: o emprego é seu. Ufa, a parte difícil acabou, certo? Talvez não. Determinar se se aceita uma proposta de emprego pode — e deve — ser uma decisão difícil. Numa economia em crise ou no caso de estar desejoso para sair do atual emprego, poderá ser tentador aceitar qualquer oferta. Mas antes de se comprometer com o emprego, precisará de avaliar a situação com cuidado.

O que dizem os especialistas
"Nos últimos 40 anos, mudámos de uma economia onde se trabalhava durante 30 anos e se ia para a reforma com um relógio de ouro, para algo que tem um caráter muito mais transacional," diz Boris Groysberg, professor de gestão de empresas na Harvard Business School e autor de Chasing Stars: The Myth of Talent and the Portability of Performance. Segundo Groysberg as pessoas mudam de emprego a cada três ou quatro anos em média, o que significa que ser capaz de avaliar uma proposta de emprego é uma competência crítica para os profissionais dos nossos dias. E no entanto, a maioria das pessoas fá-lo mal. "As pessoas passam mais tempo a pensar nos seus investimentos ou até em qual será o seu próximo destino de férias," diz John Lees, estratega de carreira sediado no Reino Unido e autor de How to Get a Job You'll Love.

É certo que determinar se deve aceitar um emprego é uma decisão individual. Danny Ertel, sócio fundador da Vantage Partners, LLC, uma firma de consultoria de negociação em Boston, e co-autor de The Point of the Deal: How to Negotiate When Yes is Not Enough diz: "A forma como avalia uma proposta será diferente consoante esteja à procura de emprego num centro de atendimento de comércio eletrónico ou seja uma executiva a meio da carreira que perdeu o seu lugar numa fusão." Independentemente de onde esteja na sua carreira, existem princípios que poderá seguir para assegurar que toma a decisão certa.

Molde a proposta pelo caminho
Quando o técnico de recrutamento lhe ligar com a proposta, não deve ser a primeira vez em que discute detalhes. "Eu incentivava as pessoas a terem uma conversa sobre as suas aspirações no emprego muito antes do momento da proposta," explica Ertel. Seja honesto ao responder a perguntas de entrevista como: "De que é que está à procura no seu próximo cargo?" Isto aumenta a probabilidade de a proposta incluir coisas que estão na sua lista de desejos. Normalmente, decidir se aceita ou não um emprego não é uma simples escolha de sim ou não, por isso prepare-se para a conversa da proposta como se fosse uma negociação. Raramente deve aceitar algo pelo valor oferecido, mesmo numa economia em depressão. "Se não pede nada, está a perder uma oportunidade," diz Lees.

Faça uma pesquisa mais aprofundada
Poderá descobrir imensas coisas sobre uma empresa antes de enviar o seu curriculum, mas depois de receber a proposta, está na altura de fazer mais pesquisa extensiva. Groysberg escreve no seu artigo "Five Ways to Bungle a Job Change" que um dos maiores erros que as pessoas cometem é não ficarem a saber o suficiente sobre o seu potencial empregador. Procure o máximo de informação que conseguir sobre a empresa, a cultura e os seus colegas futuros. "Agora existe muito mais informação disponível do que costumava haver," diz Ertel. Encontre os funcionários da empresa no LinkedIn e veja o que dizem sobre o seu trabalho no Twitter, Facebook ou outras redes sociais. Também vai querer descobrir o que puder sobre as perspetivas futuras da empresa. Quando a economia está em crise, terá se pensar se a empresa ainda existirá daí a uns anos. "Nos tempos que correm, com as indústrias em constante mudança e empresas muito bem-sucedidas a falhar, se não examinar à lupa a empresa, está a cometer um grande erro," diz Groysberg."

Seja realista em relação às suas perspetivas
Infelizmente, a maioria das procuras de emprego não seguem um processo ordenado que lhe permita comparar várias propostas ao mesmo tempo. O mais provável é que receba a sua primeira proposta quando ainda estiver na fase da entrevista ou tiver acabado de enviar o seu curriculum para outros empregadores. "Não poderá fazer comparações com possibilidades teóricas, que só existem na imaginação. Precisa de ser realista sobre o que é provável que aconteça," afirma Lees. Olhe para as candidaturas que tem em curso e avalie de forma sensata as que têm probabilidades de chegar à fase da proposta. Groysberg sugere que compare a proposta que recebeu com uma lista de desejos do que realmente quer em qualquer emprego. "Por vezes, o suficientemente bom terá de servir. Ponha de lado a ideia de que poderá haver algo perfeito à sua espera," diz Lees. Ele tem visto que a maioria das pessoas quer riscar grande parte das coisas que tem nas listas. Contudo, em alguns casos, poderá aceitar menos coisas se o cargo oferecer algo que valha a pena: um curriculum mais forte, novas competências ou acesso a uma organização onde gostaria de trabalhar a longo prazo.

E se precisa realmente do trabalho?
Num mercado de trabalho difícil, é fácil sobrevalorizar uma proposta. Lees diz que precisa de ser cauteloso com as "lentes cor-de-rosa" que poderá usar se estiver desempregado ou estiver à procura há já muito tempo. Em vez de se tentar convencer de alguma coisa, explore outras alternativas como aceitar o emprego por um período curto de tempo, digamos seis a nove meses, enquanto continua a procurar. Se isso não for possível e precisar realmente do emprego, conheça os riscos inerentes. Groysberg acredita que as pessoas subestimam os custos de transação que a mudança de emprego acarreta: o que faz à sua família, às relações com os seus clientes, e o impacto que tem na sua rede de contatos profissionais e perspetivas futuras. "Precisa de pensar no tipo de investimento que a empresa está a fazer em si e até que ponto a sua saída será prejudicial," explica Ertel. Lees diz que muitos futuros empregadores e recrutadores desconsideram mudanças rápidas de trabalho.

Se decidir não aceitar
Não aceitar uma proposta de emprego pode ser complicado. Você enviou o seu currículo, apareceu numa série de entrevistas e o empregador assume que você provavelmente quer o emprego. "A última coisa que quer é que a empresa pense que andou a brincar com eles," diz Groysberg. Não os engane. Se perceber durante o processo de entrevista que há grandes probabilidades de não aceitar a proposta, informe o responsável para que este se possa focar em candidatos mais viáveis, e poderá continuar a sua procura. Poderá ser tentador provar a si próprio e aos outros que consegue ficar com o lugar mas é uma perda de tempo fazê-lo por uma questão de ego. No entanto, não faz mal continuar num processo quando não tiver a certeza. Vá expressando as suas preocupações e desejos durante o percurso. Isto não só manterá um diálogo aberto mas poderá possivelmente moldar a eventual proposta.

Se não aceitar, lembre-se que há imensa coisa em jogo quando se faz uma proposta. As pessoas investiram tempo e até se podem ter atravessado por si. Nunca dê a entender que a culpa é do cargo ou do salário. Em vez disso, foque-se no que não é um bom encaixe. Isto manterá a porta aberta no futuro. "Quererá ir-se embora de uma forma que permitirá a sua entrada se as necessidades deles mudarem amanhã," explica Ertel. Lembre-se que todas as pessoas que conheceu no processo de entrevista são agora um contato potencial na sua rede. "Nunca seja contraditório ao ponto de não poder ter uma relação com a empresa," diz Lees.

Princípios a Recordar
Fazer:
- Descubra o máximo que puder sobre a empresa, as suas perspetivas futuras e como é trabalhar lá
- Molde a proposta ao longo do percurso, expressando as suas expectativas e desejos sobre o cargo
- Seja sensato relativamente às outras propostas que poderão surgir

Não fazer:
- Aceitar um emprego que não quer a menos que tenha realmente de o fazer
- Sobrevalorizar uma oferta só porque está desesperado
- Dar a entender que a proposta não é suficientemente boa ao decliná-la

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/G

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28
Mar 12
28
Mar 12

Sonae seleciona jovens para estágios

A Sonae já abriu as inscrições para o Dia Contacto 2012, um evento que reunirá dezenas de jovens que poderão vir a ser recrutados pelas empresas do Grupo. 

Os jovens finalistas do ensino superior podem candidatar-se até 9 de abril através da Rede Contacto, disponível em www.programacontactosonae.com.

A seleção de candidatos para a edição de 2012 do Dia Contacto será realizada, exclusivamente, entre os utilizadores registados da Rede Contacto e terá por base uma análise curricular e de competências. 

Esta plataforma é uma iniciativa pioneira, enquanto rede própria de um só grupo económico com o objetivo de encontrar novos e promissores talentos e conta já com 16 mil inscritos. Os selecionados terão oportunidade no Dia Contacto 2012 de conhecer de perto a realidade empresarial, sendo um momento privilegiado de seleção de talento. 

O administrador da Sonae com o pelouro dos Recursos Humanos, José Côrte-Real, afirma, em comunicado: «A Sonae é uma empresa inovadora e criativa, que procura recrutar os melhores entre os melhores. Acreditamos na existência de talento entre os jovens portugueses e por isso, mais uma vez, vamos proporcionar a possibilidade a alguns de desenvolverem as suas competências nas Empresas Sonae». 

A Sonae lançou o Programa Contacto em 1986 e já abriu as portas da empresa a quase 4 mil jovens.

No total, a Sonae já recebeu mais de 34 mil candidaturas ao Programa Contacto, que conduziram à seleção e participação de 3.900 jovens no «Dia Contacto», ao longo dos últimos anos, sendo que algumas centenas destes acabaram por integrar a equipa Sonae.

Todos os anos são concedidos estágios nas empresas do Grupo, que podem conduzir a posterior emprego efetivo. Na última edição, em 2011, foram recebidas mais de 11 mil candidaturas e foram selecionados cerca de 60 estudantes finalistas para estarem presentes no Dia Contacto 11.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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27
Mar 12
27
Mar 12

Conheça os mercados que querem contratar portugueses

Brasil, África e países asiáticos procuram quadros portugueses. Engenharia e marketing são profissões muito solicitadas.

Países como Angola, Moçambique, Brasil e China estão interessados no perfil do trabalhador português, que garante qualidade técnica, capacidade de adaptação e bom domínio das línguas. Quem o diz é Álvaro Fernández, director-geral da Michael Page em Portugal, empresa de recrutamento de quadros médios e superiores. Em entrevista ao Diário Económico, Álvaro Fernandez diz que Angola é um dos países que mais procura quadros técnicos portugueses especializados e que a Alemanha também está a importar profissionais portugueses. "Houve uma mudança de uma emigração de pessoas com menos qualificações para uma exportação de pessoas muito qualificadas. E Portugal está a ser um dos países que mais está a exportar para Brasil, Angola e Moçambique", diz o responsável, que acrescenta que também há procura por parte de países asiáticos, como a China e Macau, e do Médio Oriente. "Temos vários clientes que querem atrair profissionais a nível mundial, e de todos os países onde procuram quadros estão sobretudo interessados no perfil português, que tem não só a qualificação mas também uma boa capacidade de adaptação a outros países e o conhecimento das línguas", explica o responsável. Para Álvaro Fernandez, Portugal surge hoje como um dos principais exportadores de talento e conhecimento ao mais alto nível, enviando para o estrangeiro um vasto leque de profissionais, como directores-gerais, directores de obra e topógrafos, entre outros.

Quanto aos sectores onde há mais procura, Álvaro Fernández aponta a área comercial e de marketing, com destaque para a vertente ‘online', e as áreas técnicas, como a engenharia. Em tempos de crise, o director-geral da Michael Page explica que as empresas procuram novas vias para crescer e aumentar a facturação, dando maior importância às estratégias nos canais ‘online', que permitem chegar a possíveis consumidores em qualquer lugar do mundo, de uma forma mais rápida e com menos custos. "Verificamos que há uma grande procura de pessoas para realizar funções comerciais relacionadas com a exportação. É um dos movimentos mais óbvios até porque o mercado interno é muito limitado e o consumo está a descer, nomeadamente devido à subida dos impostos", nota Álvaro Fernández. Neste cenário, as empresas de grande facturação surgem dispostas a pagar salários elevados por profissionais que estabeleçam uma estratégia que contribua para aumentar a facturação através de uma página ‘online'. "Temos verificado que existe uma procura importante de profissionais para esses canais ‘online' em todo o tipo de empresas internacionais, que estão em Portugal, nomeadamente de telecomunicações, cada vez mais dispostas a pagar bons salários a pessoas que melhorem as suas estratégias através da Internet, refere Álvaro Fernández. Também as empresas de grande consumo estão a contratar em Portugal pessoas para desenvolver a sua estratégia de ‘e-commerce'. "Essas empresas estão dispostas a fazer investimentos fortes nesta área porque sabem que este canal é um dos canais do futuro", indica o responsável da consultora, que divulgou no mês passado o ‘Guia das Novas Funções 2012'. Nesse estudo, a Michael Page apresentou 15 novas ‘profissões', com salários anuais que oscilam entre os 30 mil e os 120 mil euros, consoante os sectores e a experiência profissional. "Os salários que aparecem no estudo são elevados porque estamos a falar de empresas multinacionais e dos canais mais estratégicos para o seu futuro nos próximos anos, que serão muito difíceis ", disse o director-geral.

Ao nível das áreas técnicas com maior procura, Álvaro Fernández destaca as engenharias e o sector da construção. "Temos engenheiros civis muito fortes, que falam não só o português como também o inglês e, muitas das vezes, uma terceira língua, convertendo-se em profissionais com um bom ‘background' de conhecimentos técnicos e uma boa capacidade de adaptação", destaca o responsável. Num momento em que o desemprego já atinge 14% da população portuguesa, a Michael Page assume que os altos quadros portugueses querem sair do país para se desenvolverem profissionalmente e um dia mais tarde regressarem a Portugal. "Cada vez recebemos mais pessoas que nos dizem directamente que querem passar os próximos anos num país em crescimento, onde possam aprender coisas novas para depois regressar no futuro a Portugal", indica o director-geral da empresa de recrutamento, para quem "é uma pena" que profissionais qualificados fiquem em Portugal desempregados, e deixem de aproveitar oportunidades no estrangeiro. De resto, segundo Álvaro Fernández, a experiência internacional é um dos atributos mais valorizados pelas empresas na hora de contratar.

Procuram-se profissionais para áreas comerciais e técnicas
A Michael Page, empresa de recrutamento de quadros médios e superiores, diz que continua a haver procura de profissionais dentro do país, até porque há empresas que estão a conseguir "surfar" a crise, como as do sector de luxo. "Há negócios anti-cíclicos que não sofrem com a crise e que têm mais procura nestes períodos do que nunca, como as empresas que se dedicam à cobrança de dívidas ou as firmas focadas em produtos ‘low-cost', ou então empresas de produtos de luxo, que continuam a crescer ", explica o director-geral da Michael Page. Contudo, no contexto geral, as áreas comerciais, nomeadamente as relativas à gestão de canais ‘online', e às áreas técnicas, como as engenharias, são aquelas onde existe maior procura de profissionais actualmente.

"Medidas que se estão a tomar em matéria de emprego são positivas"
O director-geral da Michael Page em Portugal elogia a "coragem" do governo de Passos Coelho em matéria laboral e as medidas para promover a colocação de desempregados. "Hoje, finalmente, existe a coragem de tomar decisões complicadas", afirmou Álvaro Fernández em entrevista ao Diário Económico. Para o responsável, é importante que as empresas de recrutamento se convertam em dinamizadores do mercado de trabalho, e, nesse sentido, enaltece o facto de o Governo querer incentivar este tipo de empresas a arranjar colocação para desempregados, elogiando também os incentivos atribuídos às que façam contratações. "As medidas que se estão a tomar são positivas e terão resultados que provavelmente não se verão no curto-prazo, mas que são essenciais no longo-prazo", sustentou o responsável, para quem a actual crise deve servir de oportunidade para lançar as bases de um crescimento económico sustentável em Portugal.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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25
Mar 12

Formação ainda é a melhor aposta contra desemprego

Mais formação continua a garantir maior competitividade no mercado de trabalho, garantem escolas e empregadores.

O saber não ocupa lugar. E apesar de haver muitos diplomados no desemprego, investir na formação e valorizar as competências continua a ser a melhor forma de ser mais competitivo e enfrentar o futuro. E da parte dos empregadores há uma preferência por candidatos com mestrado em detrimento da licenciatura, encurtada com o Processo de Bolonha para três anos, como o confirma a maioria das empresas contactadas pelo Diário Económico, como a EDP, a PT, a Galp, o BES ou a CGD.

"No caso dos licenciados, verificamos que há empresas que optam por não os recrutar, fundamentalmente por falta de maturidade decorrente da idade com que terminam a licenciatura", afirma António Gomes Mota, presidente da ISCTE Business School. João Duque, presidente do ISEG, arrisca uma explicação: "a redução do tempo das licenciaturas é ainda olhada com desconfiança".

Guilherme Almeida e Brito, director dos mestrados da Católica-Lisbon School of Business & Economics, confirma: "Os mestrandos assumem lugares de maior destaque e de maior nível hierárquico à saída do programa. Adicionalmente, os salários médios dos mestrandos são mais elevados". O responsável da Católica fala ainda num "maior grau de responsabilidade e autonomia do emprego encontrado".

Já João Duque, presidente do ISEG, fala num processo de "selecção natural", imposto pela crise, com menor oferta de emprego, "favorecendo os que possuem mais formação".

Daniel Traça, director de estudos pré-experiência da Nova School of Business & Economics, destaca "a formação específica num conjunto de competências relevantes para o processo de procura e escolha de emprego" que é dada no mestrado, além de que a ligação às empresas é maior.

A ponte com o universo empresarial
É, de facto, no mestrado que a aproximação e exposição ao mercado de trabalho é maior e o ‘networking' se reforça. Além dos programas personalizados de desenvolvimento de carreira, as iniciativas são várias e regulares a cargo dos gabinetes de carreiras que jám existem em algumas faculdades e trabalham na empregabilidade dos alunos: módulos de carreira, em que os jovens têm contacto directo, durante uns dias, com empresas recrutadoras; feiras de emprego onde se encontram também empregadores e alunos e muitos saem de lá com entrevistas marcadas; visitas de CEO de grandes empresas à faculdade ou de ex-alunos que vão contar o seu testemunho de integração no mercado profissional. Aliás, manter o contacto e a ligação aos ex-alunos é outra tendência nas universidades. A rede de antigos alunos "favorece o ‘networking' de acesso a carreiras, sobretudo internacionais", justifica Daniel Traça. Existem ainda programas de ‘mentoring', onde cada aluno tem um mentor (um antigo aluno) com quem "tem a oportunidade de reflectir sobre o seu percurso académico e perspectivas de carreira", explica Guilherme Almeida e Brito.
Por outro lado, é no mestrado que, depois de um 1º ano mais teórico, se frequenta um 2º ano mais prático, onde entram as situações empresariais concretas, com a realização de um trabalho de investigação, projecto empresarial ou estágio curricular.

No mestrado, além da maior riqueza de conhecimentos, o aluno ganha uma especialização e capacidade analítica importantes para o mercado de trabalho. Por exemplo, um aluno pode tirar uma licenciatura de Gestão, que é mais generalista, e depois fazer o mestrado numa área mais específica. Permite-lhe ganhar competências em áreas específicas ou adquirir ‘know how' noutra área de estudo, "o que se traduz numa mais valia para uma carreia ainda no início", sublinha João Duque.

Em várias faculdades começam já também a ser uma realidade as aulas de competências transversais, em alguns casos obrigatórias, já que os empregadores procuram cada vez mais jovens com fortes ‘soft skills' como proactividade, espírito de trabalho em equipa, capacidade de liderança, motivação, criatividade, etc. São características trabalhadas neste tipo de aulas e que decorrem do facto das universidades já se terem apercebido que têm de apostar nelas se querem aumentar a empregabilidade dos seus alunos.


O que o mercado procura

- Gestor de exportação e director de mercados internacionais nos sectores alimentar, vinícola, industrial e têxtil;

- Marketing ‘online' e ‘ecommerce';

- Directores financeiros, ‘controllers' financeiros e de crédito e cobranças, analistas de risco e chefes de contabilidade;

- Área de ‘Corporate Tax', Direito Laboral, Fiscal e Contencioso;

- ‘Medical scientific liaison' e de ‘market acess' na indústria farmacêutica.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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25
Mar 12

As áreas com mais saídas profissionais

Apesar do elevado desemprego dos jovens, alguns cursos têm mais oportunidades.

Os diplomados não escapam ao desemprego que atinge 35% dos jovens em Portugal, mas existem áreas de formação com mais oportunidades de encontrar trabalho. Desde logo, as tradicionais áreas de Economia e Gestão continuam a ser boas opções, embora aqui o prestígio da instituição superior onde foi feita a formação seja determinante. Até porque também há muito desemprego nestas áreas. Os diplomados em Gestão são, aliás, os que mais contribuem para engrossar a lista dos desempregados com curso superior.

A grande vantagem destes dois cursos é que as suas competências podem ser utilizadas em diversas áreas. "Quanto mais técnicas forem as áreas mais dificuldades terão as pessoas em fazer outras coisas", afirma Luís Reis, administrador-delegado do Hay Group.

Também Álvaro Fernández, ‘managing director' da Michael Page Portugal, acredita que Economia e Gestão continuam a ser das melhores apostas, aos quais acrescenta o Marketing, sobretudo na sua vertente ‘online', e a Contabilidade. Já os cursos de Engenharia Civil são uma boa aposta "apenas para empresas com movimentos internacionais, que desenvolvem os seus negócios em economias emergentes como o Brasil, países africanos ou do Médio Oriente, porque em Portugal este mercado está fechado", afirma.

Também os cursos de línguas merecem destaque, já que"cada vez mais as empresas desenvolvem projectos internacionais, onde o conhecimento de um ou mais idiomas estrangeiros é requerido", defende Álvaro Fernández.

Segundo a Michael Page, existem funções com mais oportunidades, como gestor de exportação ou ‘controller' financeiro.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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21
Mar 12
21
Mar 12

Desemprego: Norte perdeu 35 mil empregos em 2011

A região Norte perdeu cerca de 35 mil empregos em 2011, sobretudo nos setores primário, indústrias transformadoras e restauração, revelou esta quarta-feira a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N).

No boletim «Norte Conjuntura» relativo aos dados do quarto trimestre de 2011 conclui-se que a taxa de desemprego na região atingiu os 14,1 por cento no último trimestre de 2011, representando uma subida da 1,4 por cento face ao final de 2010.

Segundo a CCDR-N, «esta evolução contraria a tendência de estagnação dos quatro trimestres precedentes».

Entre os jovens, com idades entre os 15 e os 24 anos, a taxa de desemprego era de 32,9%, ainda assim inferior ao indicador nacional que era de 35,4%.

Na população com o nível de escolaridade superior a taxa de desemprego era de 9,7%, o que representa um crescimento de 1,4%.

Os dados assinalam também que, face a 2010, o desemprego aumentou em 54 dos 86 municípios do norte do país.

Vila Nova de Gaia, Gondomar, Braga, Matosinhos e Guimarães lideram a lista de concelho onde, durante o ano de 2011, mais cresceu o número de pessoas sem trabalho.

No quarto trimestre de 2011, o salário médio na região era de 757 euros, contra 809 euros da média nacional.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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20
Mar 12
20
Mar 12

Há 650 mil desempregados inscritos nos centros de emprego

No final de Fevereiro, estavam inscritos nos centros de emprego 648.018 desempregados, revelou hoje o IEFP.

O número reflecte um aumento de 16,6% face ao mesmo período do ano passado e uma subida de 1,6% face a Janeiro deste ano. "Deste modo, mantém-se a tendência de crescimento do desemprego que se tem verificado nos últimos meses. Em valores absolutos, trata-se de acréscimos correspondentes a 92.471 e 10.356 desempregados, respectivamente", refere o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) no site.

O agravamento do desemprego afectou sobretudo os homens, onde se registou um aumento de 21,6% face a Fevereiro do ano passado e 2,4% face ao mês anterior. Nas mulheres, a subida de inscrições nos centros de emprego foi de 12% em termos homólogos e de 0,9% face a Janeiro.

Por faixa etária, os jovens voltaram a ser o grupo mais penalizado, tendo-se registado um aumento de 21,4% face a 2011 e 2,3% face a 2010. No mesmo sentido, entre adultos desempregados (com idade igual ou superior a 25 anos) houve um acréscimo de 16% face ao ano passado e de 1,5% face ao mês anterior.

Em termos de nível de instrução, os desempregados com Ensino Superior inscritos nos centros de emprego registaram a maior subida em termos homólogos: o número disparou 35% face a Fevereiro de 2011.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

 

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19
Mar 12
19
Mar 12

Há 300 vagas de emprego para quem quiser trabalhar na Europa

A União Europeia tem ao dispor 300 vagas de emprego para quem queira sair do país. Estudantes universitários, recém licenciados ou profissionais - com pelo menos seis anos de experiência - terão agora oportunidade de arranjar trabalho dentro da Europa.

O sistema de seleção arrancou no final da semana passada mas ainda vai a tempo. É que o processo decorre até ao próximo dia 17 de Abril e as candidaturas podem ser feitas online através do sitehttp://europa.eu/epso/apply/today/adm_en.htm.

O jornal «Diário Económico» escreve que existem 296 lugares disponíveis para trabalhar em diversas instituições da União Europeia.

As áreas que mais precisam de trabalhadores são Relações Externas (há 33 vagas), Direito (existem 64 lugares), Administração Pública Europeia (há 114 vagas), Comunicação (há 42 lugares) e para Auditoria (existem 43 vagas).

Do bolo total, 219 dirigem-se a universitários ou recém-licenciados e 77 a profissionais com um mínimo de seis anos de experiência.

Para ganhar um lugar lá fora precisa apenas de ser cidadão de um Estado-membro da União Europeia e ter conhecimento de pelo menos duas línguas. A segunda língua terá de ser inglês, francês ou alemão.

A Europa precisa dos «melhores dos melhores». Até porque pretende ganhar cérebros capazes de ajudar a resolver os maiores desafios que o Velho Continente enfrenta nos dias de hoje.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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17
Mar 12
17
Mar 12

Evite sete erros fatais ao procurar trabalho na internet

Não cuidar da imagem, entregar um currículo incompleto ou descuidar a abordagem offline são alguns dos erros cometidos por quem procura trabalho.

A procura de emprego ou de novo emprego requer o máximo de atenção e de preparação. O Expansíon compilou sete dos maiores erros que os profissionais cometem quando procuram trabalho através da internet.

1 – Perfil incompleto 
O seu perfil nas redes sociais profissionais e nos sites de emprego deve estar preenchido a 100%, tal como a sua versão em papel. As empresas não perdoam que este esteja incompleto e que os campos dos perfis estejam preenchidos como se fossem um telegrama. Um perfil incompleto só revela uma coisa sobre si: desinteresse. O que levar a um só resultado: ser riscado da lista imediatamente.

2 – Participar só por participar em processos de selecção
A rapidez dos dedos permite que se candidate a todas as ofertas que encontra mas este caminho não é o correcto. Só se deve candidatar às que se encaixam no seu perfil. Candidatar-se a ofertas de trabalho cujos requisitos não cumpra é um dos grandes erros.

3 – Não cuidar da sua imagem na internet
Quando uma empresa lhe interessa, a primeira coisa que faz é pesquisar por ela no Google, mas atenção: as empresas fazem o mesmo consigo. Cuide da sua reputação online, tenha cuidado com o que partilhe, com o que comenta, onde comenta, as fotos em que aparece ou os seus tweets e retweets.

Reveja a sua configuração de privacidade regularmente nas redes sociais em que está inscrito. É recomendável que só os seus amigos tenham acesso à sua informação pessoal.

4 – Não ser activo
Estar registado em todas os sites de emprego e nas redes sociais profissionais, ter um bom currículo, ter o perfil completo e ter acrescentado a sua melhor foto é um bom principio, mas estes são só os primeiros passos.

Se quer um novo emprego, tem que encarar a sua procura como um segundo trabalho, com uma dedicação religioso. Consulte as ofertas de emprego diariamente, para conhecer em detalhe as oportunidades que existem, em que empresas e em que sectores.

Adapte o seu perfil às necessidades do mercado, faça workshops e formações regularmente para se manter a par das novidades e interaja com as empresas.

5 – Aceitar contactos desconhecidos
Para a procura de emprego é essencial utilizar a rede de contactos, que podem informar-te das oportunidades profissionais e recomendá-lo internamente nas empresas em que trabalham. Cultive a sua rede de contactos, mas somente com contactos reais, ou seja, aquelas pessoas que podem falar de si e que o conhecem pessoalmente e profissionalmente.

6 – Não aproveitar as oportunidades oferecidas por um currículo online
Aproveite as oportunidades de espaço oferecidas por um currículo virtual para contar mais sobre si. Quanto mais informação tiver o seu perfil, mais oportunidades tem para ser encontrado pelas empresas.

7 – Descartar o real, o offline
A probabilidade de conseguir um novo emprego pela internet cresce cada vez mais todos os dias, mas apesar disso não deve descartar a procura de trabalho no mundo real. Fale com os seus amigos e familiares e avise que procura emprego e consulte os anúncios nos jornais, pode ser que não surja uma oportunidade imediatamente mas toda a ajuda e todas as formas de procurar emprego são importantes.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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