30
Dez 11
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Dez 11

Alterações nos subsídios de desemprego

No próximo ano outra regra do Código Laboral que vai mudar diz respeito ao subsídio de desemprego, que implicam prestações mais baixas e por menos tempo.

De acordo com o memorando assinado com a troika (FMI, BCE e CE) o subsídio de desemprego sofrerá uma diminuição do prazo de concessão para um período máximo de 18 meses (actualmente pode ultrapassar os 30 meses/900 dias), ainda que aliado à diminuição do tempo mínimo de contribuições para acesso ao mesmo (de 15 para 12 meses), uma diminuição do montante máximo atribuído para duas vezes e meia o indexante dos apoios sociais (IAS) (e não o triplo, como actualmente) e uma diminuição progressiva do montante atribuído à medida que aumenta o tempo de concessão (sofrendo o valor pago um corte de 10% depois de decorridos os primeiros seis meses, por exemplo).

Por estas razões, muitos são os que estão a fazer pedidos de revogação de contratos de trabalho para que dessa forma permitam manter o acesso às prestações de desemprego.

“O objectivo é escapar às novas regras do subsídio de desemprego anunciadas”, adianta Joana Carneiro, as sociedade José Pedro Aguiar Branco e Associados.

A advogada diz mesmo que “esteve bem o ex-líder do PSD, Marques Mendes, ao anunciar que gostava de ver os sindicatos, não a ajudarem a defender quem tem regalias, porventura em excesso, mas sim a ajudar a combater o desemprego”.

De referir que alterações à lei respeitante aos subsídios de desemprego está prevista uma majoração de 10% para casais com filhos dependentes, quando pai e mãe se encontrem ambos no desemprego.

Está igualmente previsto que os recibos verdes que concentrem numa única empresa mais de 80% da sua actividade e rendimento receberão subsídio de desemprego.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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27
Dez 11
27
Dez 11

Os 10 países que estão a receber os desempregados de Portugal, Espanha, Grécia, Itália e Irlanda.

Com uma taxa de desemprego que não param de subir em países como Grécia, Portugal, Itália, Espanha ou Irlanda, os desempregados destes países, na sua maioria qualificados, estão a procurar outros locais no Planeta onde possam viver e trabalhar.

The Guardian  e o Business Insider  fizeram uma recolha informal dos 10 países que estão a receber estes trabalhadores do sul da Europa. Alguns destes países são nomes conhecidos, outros nem por isso. Veja aqui a lista.

1. Albânia. Este país, considerado o primeiro lugar a visitar, em 2011, pelo Lonely Planet, tem recebido emigrantes italianos e gregos, devido sobretudo à sua proximidade a estas duas nações. Supreendido?

2. Angola. Um clássico dos últimos dois anos. O Guardian diz que há muito ibéricos – e sobretudo portugueses – a procurarem a sua sorte por terras angolanas. Mas isso já nós sabíamos.

3. Austrália. Outro clássico da emigração europeia. Com uma economia forte, um Governo estável e um nível de vida muito confortável, a Austrália é um destino convidativo para os PIIGS, sobretudo para os irlandeses ou gregos.

4. Bélgica. Ainda que não tenha uma economia muito estável, este é um destino muito procurado pelos gregos para escapar à implosão económica e social do seu país.

5.Brasil. Palavras para quê? A relação muito próxima entre Portugal e o Brasil está a levar milhares de portugueses a procurar refúgio económico no outro lado do Atlântico.

6. Canadá. Com uma política de imigração muito aberta e oportunidades de emprego, o Canadá oferece uma segurança interessante para os desempregados europeus.

7. Chipre. A exemplo da Albânia, este é o destino menos esperado para os europeus do Sul. Mas a sua proximidade da Grécia e Itália, uma vez mais, fala mais alto.

8. Alemanha. Outro clássico da emigração europeia.

9. Israel. Tem uma economia estável e, sobretudo, uma nova veia empreendedora receptiva a emigrantes. Uma excelente escolha, segundo o Guardian.

10. Turquia. A exemplo de Israel, a sua proximidade ao Sul da Europa e crescimento económico torna a Turquia numa opção muito atraente.

fonte:http://www.greensavers.pt

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26
Dez 11
26
Dez 11

Desempregados vão ter de aceitar salários mais baixos

A redução dos valores do subsídio para todos os que ficarem desempregados depois da entrada em vigor da lei é, na prática, uma alteração indirecta ao conceito de "emprego conveniente".

A redução do valor do subsídio de desemprego vai obrigar os futuros desempregados a aceitar salários mais baixos. Este é um dos efeitos indirectos do novo valor máximo de 1.048 euros (em vez de 1.258 euros), bem como da norma que prevê a redução do valor da prestação em 10% a partir dos primeiros seis meses.
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/ho
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23
Dez 11
23
Dez 11

Construir uma carreira com futuro... num ‘call center’?

‘Call centers’ como os da Teleperformance já não são apenas para trabalho temporário. São casas onde se podem construir carreiras.

Chegou a Lisboa para estudar sociologia, na Universidade Autónoma, e entrou na Teleperformance, empresa de gestão de ‘call centers', com o objectivo de ter um emprego que pudesse conciliar com os estudos. Começou como comunicadora, a prestar assistência por telefone. Passou pelo departamento de planeamento, de recrutamento, de formação. Dezasseis anos depois, Sandra Gonzaga Ribeiro é a directora de qualidade e processos da empresa em Portugal e não se arrepende de ter criado uma carreira nesta área.

Quando se olha para o mundo dos ‘call centers', progressão de carreira não será o primeiro pensamento que nos ocorre. Mas a Teleperformance, que foi distinguida internacionalmente como "Great Place To Work", acredita que essa visão dos "call centers" como apenas centros de trabalho temporário está a evoluir. "No início foi difícil para a minha família e amigos, que não percebiam a minha decisão", confessa Sandra Gonzaga Ribeiro. "Mas penso que essa mentalidade está a mudar. Se num banco são designados como "gestores de clientes", porque razão somos "comunicadores"?", aponta Sandra Gonzaga Ribeiro. "Nós conseguimos contribuir para que o dia de um cliente seja diferente, pela empatia, pela possibilidade de lhes darmos experiências memoráveis".

Nenhuma empresa pode oferecer grandes oportunidades de progressão de carreira, se a empresa em si não registar tendências de crescimento. "Ao longo dos últimos sete, oito anos, crescemos de cerca de 250 colaboradores para 2800", revela João Cardoso, director geral da Teleperformance a nível ibérico. Para o dirigente, que acumula também as responsabilidades de gerir os processos de inovação da empresa à escala mundial, parte do segredo para este sucesso passa pela aposta na formação. Desde que entram na Teleperformance, os colaboradores são incentivados a querer sempre mais. "Antigos chefes de equipa passam a responsáveis de ‘call center', outros a responsáveis de negócio e alguns também para as áreas de suporte", explica João Cardoso. "O nosso modelo sempre foi no sentido de que possamos oferecer oportunidades de carreira, o que leva a uma maior motivação dos colaboradores e, consequentemente, a mais negócio".

Quando olha para o futuro, a Teleperformance acredita que vai continuar a crescer, ainda que com mais dificuldades em certos sectores, mantendo um "optimismo moderado". O CEO da multinacional lembra que "a crise é psicológica, mas o psicológico tem muito impacto. Pessoas e empresas pessimistas investem menos", aponta João Cardoso.

fonte:http://economico.sapo.pt

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21
Dez 11

Está desempregado? Veja o que muda na hora de receber o subsídio

Os portugueses vão deparar-se em menos de 15 dias com algumas alterações na atribuição de prestações sociais. No que diz respeito ao subsídio de desemprego, algumas delas vão já ser discutidas esta quinta-feira na reunião da concertação social.

No âmbito do memorando de entendimento assinado com a troika, o Estado assumiu o compromisso de preparar até ao final deste ano um plano de acção para reformar o sistema de prestações de desemprego, com o propósito de reduzir o risco de desemprego de longa duração e fortalecer as redes de apoio social.

De acordo com a proposta do Executivo, a que a Agência Financeira, as principais alterações são:

Redução da duração máxima do subsídio de desempregode três anos para 18 meses, mas «a reforma não abarcará os actuais desempregados e não irá reduzir os direitos adquiridos dos trabalhadores». Esta medida é acompanhada pela alteração dos contratos a termo;

Limitação dos subsídios de desemprego a 2,5 vezes o Indexante de Apoios Sociais (IAS) e a introdução de um perfil decrescente de prestações ao longo do período de desemprego após seis meses, ou seja, haverá uma redução de pelo menos 10 por cento do montante das prestações. Mas esta reforma só irá abranger os trabalhadores que ficarem desempregados após a entrada em vigor da nova lei, ressalva a proposta;

Redução do período contributivo necessário para aceder ao subsídio de desemprego, de 15 para 12 meses;
Alargamento da atribuição desta prestação social aos trabalhadores independentes que prestam serviços regularmente a uma única empresa; 

Majoração «temporária» de 10 por cento do montante do subsídio de desemprego nas situações em que «ambos os membros do casal sejam titulares de subsídio de desemprego e tenham filhos a cargo, abrangendo esta medida igualmente as famílias monoparentais»;

Redução de 450 para 360 dias o prazo de garantia para o subsídio de desemprego, de modo a alargar a protecção aos beneficiários mais jovens;

Redução do limite máximo do montante mensal do subsídio de desemprego, mantendo-se os valores mínimos de forma a salvaguardar os beneficiários com menores salários;

Diminuição do período de concessão desta prestação social, passando o prazo máximo para 540 dias, mas o Governo afirma querer salvaguardar os direitos em formação dos beneficiários, mantendo-se «o direito aos acréscimos em função da idade do beneficiário e do número de meses com registo de remunerações no período imediatamente anterior à data do desemprego»;

Alterações pontuais ao regime jurídico de protecção no desemprego «com vista a melhorar a eficácia e eficiência da protecção», designadamente, em caso de doença dos beneficiários, reforçando as condições de atribuição e manutenção das prestações.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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Austeridade destrói 168 mil empregos em dois anos

Défice externo vai manter-se num nível “muito elevado”.

A marca da austeridade no mercado de trabalho é brutal: em apenas dois anos do programa de ajustamento, Portugal perde 168 mil empregos. A previsão é da própria ‘troika', que ontem apresentou um cenário macroeconómico bem mais negro que o do Governo.

Na segunda actualização ao memorando português, a ‘troika' aponta para uma quebra do emprego na economia nacional de 1,9% no próximo ano, depois de uma quebra de 1,5% em 2011. Ou seja, nos primeiros dois anos do resgate internacional, o país vai destruir quase 168 mil empregos - 75 mil este ano e 93 mil no próximo.

De tal forma que, em 2012, a taxa de desemprego atingirá os 13,7% da população activa, começando a recuar apenas em 2013, ano em que a criação de emprego aumentará 0,3%.

As previsões que constam do documento são, aliás, bem mais negras do que aquelas que integram o Orçamento do Estado para 2012, apresentado em Outubro.

Nesse sentido, a ‘troika' aponta para uma quebra do Produto Interno Bruto (PIB) na ordem dos 3% no próximo ano - este ano a economia vai recuar 1,6% -, influenciada por uma quebra sem precedentes da procura interna - cairá 6%. O consumo, tanto o privado como o público, vai afinal cair bem mais do que o assumido pelo Executivo, tal como o investimento, cuja quebra superará os 10%.

A inflação, tal como reconhecido na segunda actualização do memorando, "continuará a ser largamente influenciada pelas medidas do lado da receita". Os aumentos de impostos que visam ajudar a corrigir o défice orçamental levarão, assim, os preços da economia nacional a sofrerem um aumento de 3,3%.

Só mesmo as exportações darão um contributo positivo para o PIB. E mesmo assim menor que o esperado, dada a degradação das perspectivas económicas na Europa - que absorve 75% das exportações nacionais. As vendas para o exterior vão subir 3,8%, mas terão um efeito maior no PIB, já que as importações vão recuar 5%.

O aumento das exportações é um dos pilares fundamentais do programa português. Não só permitirá um crescimento mais sustentado da economia, como levará a uma redução do défice externo português, também ele um dos problemas crónicos do país.

A redução do défice externo tem-se verificado desde a recessão de 2009 e, este ano, acentuou-se - ficando ainda assim aquém do desejado. Mas o memorando português que tal redução "deve-se mais à contracção da procura interna, que ao aumento das exportações", algo que terá de mudar. Em 2012, o défice externo da economia deverá estar ainda "muito elevado", em 6,4% do PIB.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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21
Dez 11

Vale a pena ter canudo para procurar emprego?

Um curso superior ainda faz a diferença quando se procura trabalho, garante o Conselho Nacional de Educação (CNE), que concluiu que a taxa de emprego é mais elevada entre os licenciados.

No estudo sobre o estado da Educação, o CNE reconhece que nos primeiros seis meses de procura de emprego pode não haver resultados mesmo com o «canudo» mas afirma que a partir daí as probabilidades de arranjar trabalho aumentam para quem tem um curso superior.

Enquanto a taxa de emprego para licenciados estava em 2010 nos 84,5% para as pessoas com o secundário completo estava nos 79,9% e para quem não passou do básico estava nos 68,2%
Actualmente, «um em cada três jovens até aos 20 anos está no Ensino Superior», afirmou em conferência de imprensa a presidente do CNE, Ana Maria Bettencourt, citada pela Lusa, o que é uma «evolução muito grande» em relação ao que se passava há dez anos, quando a percentagem não chegava aos 30%.

No ano lectivo de 2009/2010 havia mais de 383 mil alunos inscritos nos 3623 cursos das 143 instituições de ensino superior públicas e privadas, segundo os números do CNE.

No entanto, em 2000 havia mais alunos inscritos, uma redução que se explica «pela demografia», afirma o CNE, indicando que há menos jovens na população portuguesa.

Apesar de haver menos alunos a frequentar o sistema, a despesa anual com bolsas aumentou 70% desde 2006 e situa-se actualmente nos 160 milhões de euros, a números de 2010.

O CNE salienta como positivo o aumento que se verificou desde 2000 na oferta e número de inscritos em cursos de especialização tecnológica no Ensino Superior Politécnico.

Num sector que atravessa uma «grave crise financeira», o CNE defende a necessidade de reconfiguração da rede de instituições e oferta de cursos como forma de «racionalizar» o sector.

O CNE defende a necessidade de apostar na orientação escolar e profissional ao longo do percurso dos alunos, de modo a que os alunos saibam desde logo que cursos podem escolher e quais as oportunidades de emprego que conferem.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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20
Dez 11

Altran Portugal abre 50 vagas para engenheiros

Engenheiros informáticos, electrotécnicos e de redes vão integrar projecto de ‘nearshore’ em Paris.

A Altran Portugal prepara-se para criar 50 novos postos de trabalho para engenheiros. Especificamente engenheiros informáticos, electrotécnicos e de redes para integrarem o projecto inicial do programa Altran Engineer, que vai arrancar em Paris.

"O que estamos à procura é precisamente dos melhores profissionais da área para integrarem este projecto, com pelo menos um ano de experiência, bons conhecimentos de francês, os devidos conhecimentos técnicos e extraordinárias competências pessoais", salienta Célia Reis, directora geral da Altran Portugal.

Este projecto integra-se na nova tendência do ‘nearshore', que permite a transferência de processos de negócio e de tecnologias de informação para empresas de países próximos, um sector onde Portugal se apresenta especialmente competitivo no contexto europeu. "O Grupo Altran escolheu a Altran Portugal para a criação de um centro de competências ‘nearshore' devido também às condições financeiras, a proximidade com os principais ‘players' europeus e acessibilidade a menos de três horas de avião", explica a directora geral da Altran Portugal.

Durante o processo de selecção que está a decorrer para procura destes novos profissionais, a empresa de consultoria de inovação vai valorizar os candidatos que demonstrem "pro-actividade, o gosto pelo trabalho em equipa, uma procura constante de actualização das suas qualidades, ambição e potencial para ser diferenciador", salienta Célia Reis.

Apesar das relações que partilham com várias universidades, a Altran não vai descriminar na hora da escolha dos candidatos. Célia Reis considera, aliás, que temos, em Portugal, "um ensino superior de qualidade capaz de preparar tecnicamente excelentes profissionais". A ter de apontar uma crítica, a responsável da Altran gostaria de ver "um maior contacto com a realidade laboral e empresas durante o período de formação dos alunos".

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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20
Dez 11

Os países com as melhores oportunidades de emprego

Professores, engenheiros, profissionais da saúde e da hotelaria têm procura em mercados externos.

"Empregos correm atrás das pessoas". A manchete de um diário de São Paulo resume bem o clima de procura de talentos que se vive no Brasil. As estimativas apontam para que sejam necessários quase oito milhões de profissionais, até 2015, no mercado de trabalho brasileiro. Recentemente foram divulgados números que apontavam para a necessidade de 50 mil engenheiros para empresas brasileiras.

No futuro, os países de língua portuguesa (Brasil, Angola e outros países africanos), Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia serão os destinos preferenciais, antevê Francisco Madelino, presidente demissionário do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP). Para o responsável deste organismo, em declarações feitas no balanço dos Dias do Emprego em Novembro, a procura de emprego no estrangeiro "é uma tendência natural nos portugueses e que, na actual conjuntura, não pode ser reprimida - porque constitui, de facto, uma alternativa válida e uma mais-valia em termos profissionais e de internacionalização".

O tema voltou à ribalta, na sequência das declarações do primeiro-ministro em entrevista ao "Correio da Manhã", na qual sugeriu que os professores sem emprego devem procurar novas qualificações ou procurar novas oportunidades, por exemplo, nos PALOP. As declarações foram mal recebidas, até porque é o segundo membro do Executivo a incitar à emigração. O primeiro foi o secretário de Estado da Juventude e Desporto.

Com a taxa de desemprego a rondar os 12,5%, este ano, muito acabam por procurar oportunidades lá fora. "Há uma quebra muito significativa em todos os sectores em Portugal", diz Amândio da Fonseca da EGOR, o que significa que emigrar "não é o seu sonho de carreira, mas um recurso, sobretudo para os mais qualificados", conclui.

Conscientes da qualificação dos profissionais portugueses e, simultaneamente, da sua disponibilidade para sair de Portugal à procura de melhores oportunidades, cada vez mais países europeus, têm vindo a recrutar no país.

Docentes do ensino básico e secundário e educadores de infância, por exemplo, são profissionais com grande procura por países como Reino Unido, Noruega, Alemanha, França, Suécia ou Finlândia, revela Francisco Madelino, presidente demissionário IEFP. Só a Alemanha disponibiliza 400 mil ofertas de emprego no portal do instituto de emprego alemão.

Esta procura estende-se a outras áreas, como engenheiros de diversas especialidades, excepto para a construção, ou profissionais das tecnologias de informação. Há também boas oportunidades para enfermeiros - nomeadamente na Noruega, que os procura activamente, segundo o embaixador Ove Thorsheim - assistentes sociais e cozinheiros e chefes de cozinha, revelam as conclusões do IEFP.

"Espanha, apesar da crise, continua ainda a registar algumas oportunidades, pela proximidade geográfica e da língua, com correspondente colocação de trabalhadores portugueses, em animação turística e desportiva, engenharias e hotelaria", acrescenta Francisco Madelino, apontando, porém, que esta oferta tem registado "um retrocesso muito significativo, nos últimos três anos".

Experiência prévia de trabalho no estrangeiro, acompanhada de uma preocupação com competências linguísticas, é uma das características que os empregadores estrangeiros procuram nos candidatos portugueses, "o que não significa que não surjam oportunidades para recém-graduados, muitas vezes enquadradas em programas de estágios", lembra o presidente do IEFP.

Existe ainda uma preferência por profissionais com experiência na gestão de projectos e supervisão de equipas, domínio de técnicas de investigação, experiência em teletrabalho, conhecimentos profundos em algumas linguagens de programação", conclui Francisco Madelino.

Portugueses agradam ao mercado internacional
Seja pela sua formação académica ou, apenas, por uma questão cultural, há certas características de base do profissional português típico que vão ao encontro das necessidades das empresas empregadoras no mercado global. Acima de qualquer outra, é valorizada a facilidade que os portugueses demonstram na aprendizagem de novas línguas, em particular o inglês. "O domínio do português é igualmente valorizado por empresas que procuram a sua internacionalização, ou desenvolvem projectos, em economias emergentes de língua oficial portuguesa, como Angola ou o Brasil", lembra Francisco Madelino, presidente demissionário do IEFP. Outras características que são valorizadas são: o nível de formação académica, que já é reconhecido internacionalmente; a facilidade de adaptação a novas culturas e ambientes multiculturais; e a capacidade para a resolução de novos problemas e situações, "o tradicional ‘desenrascanço'", comenta Francisco Madelino.


Portugueses que procuraram oportunidades noutros países

Director em Florença
"Gostei da ideia de fazer carreira num grupo internacional". A frase é de Nuno Moreira, economista licenciado pela FEP, e que trabalha no grupo Kme Group SpA, desde 2001 e serve para explicar porque deixou Portugal para trás. Começou por ir para Barcelona onde se manteve durante seis anos. Em 2008 foi para Paris e, hoje está em Florença, na sede do grupo líder mundial no fabrico e comercialização de produtos em cobre. Nuno é director de uma unidade de negócio que factura 400 milhões de euros. Diz que as maiores dificuldades estão ligadas ao facto de "deixar para trás todo um suporte, ou seja, um país que se conhece por algo desconhecido. A este acresce, "a adaptação a uma nova cidade e criar uma nova vida social longe da família e dos amigos", acrescenta.

Apostar no Luxemburgo
Com indemnização que recebeu pela saída do último emprego em Portugal, Tiago Madeira rumou à Irlanda, em 2005. Não tinha emprego garantido, mas a dinâmica do mercado de trabalho dava bons sinais, além disso, a língua inglesa facilitava. Uma semana após aterrar em Dublin, arranjou emprego num supermercado a ganhar 300 euros por semana. Três anos depois estava no seu terceiro emprego, mas resolveu deixar a Irlanda com um salário de 1.900 euros e um contrato sem termo. Certo de que o mercado tinha lugar para pessoas com o seu perfil e decidido a viver no centro da Europa, foi para o Luxemburgo. Hoje, é agente de viagens naquele país, onde vive com a mulher e a filha. Com um orçamento familiar de 6.500 euros, tem a certeza de que está num dos países com melhores infra-estruturas para construir uma família.

Professora em Boston
Sónia Almeida não tem dúvidas que ter emigrado foi a melhor coisa que fez. Aos 33 anos, não olha para trás com arrependimento. Licenciada em Pintura pela Faculdade de Belas Artes de Lisboa (2001), seguiu para Londres e, em 2004, estava matriculada na Slade School of Fine Art, da University College London, onde tirou o mestrado de Pintura. Foi em Bedford, que se empregou como técnica de gravura numa escola secundária. Em 2008 vai para os EUA, para Boston. Mantendo sempre em primeiro plano a carreira de artista plástica, em 2010, começa a trabalhar como professora de Pintura da Massachusetts College of Art and Design em Boston. "Se tivesse ficado em Portugal estaria no desemprego ou tinha-me dedicado às artes decorativas", diz, hoje, Sónia Almeida.

Analisar mercado asiático
Diogo Nunes vive fora de Portugal há quatro anos. Licenciado em Economia, sempre ambicionou uma "carreira internacional": "O facto de ter feito o Erasmus na Dinamarca aguçou-me o apetite". Pelo que assim que foi desafiado por uma multinacional portuguesa para ir para a Austrália não pensou duas vezes. "Não tive como recusar", adianta. Mas será tudo fácil para quem emigra? Diogo é peremptório: "Não, a principal dificuldade foi o desconhecimento das empresas portuguesas no exterior". A nível particular diz que "o fuso horário também foi complicado, para além de trabalhar muitas horas". "Obrigava-me a estar contactável 18h por dia". Hoje está em Singapura onde é responsável pela prospecção de uma empresa portuguesa no mercado asiático.

Enfermeira na Suíça
Ângela Faria, 24 anos, terminou a licenciatura de enfermagem, em Março, mas o seu primeiro emprego acabou por ser numa loja de um centro comercial. No entanto, não desistiu de exercer a profissão para a qual estudou durante quatro anos na Escola Superior de Saúde de Santarém. Desempregada, decidiu visitar um casal de amigos portugueses que vivem na Suíça. A ideia de emigrar começou a ganhar vida. Em Agosto, enviou o seu currículo para uma instituição de cuidados continuados, em Lausanne. Nas duas primeiras semanas de Outubro, já estava a estagiar na instituição suíça com a possibilidade de assinar um contrato sem termo no início de Dezembro, o que acabou por acontecer. Na Suíça, Ângela ganha seis vezes mais do que um enfermeiro em Portugal, por isso não pretende voltar tão cedo.

Jornalista em Londres
Depois de ter concluído um mestrado internacional de Jornalismo, Bruno Alves, de 30 anos, procurou emprego em Portugal durante um ano em 2007. Sem resposta, foi então que decidiu emigrar levando na bagagem uma "visão muito pessimista do mercado de trabalho em Portugal", que avalia como sendo "pouco meritocrático". Hoje está em Londres e é editor de uma revista e website ‘business-to-business' que cobre parcerias público-privadas e privatizações na área das infra-estruturas a nível global. Por mês, obtém um rendimento de 2.700 euros líquidos fora prémios que podem ascender aos seis mil euros anuais. Londres foi a cidade escolhida por considerar ser "de longe a que tem mais oferta nessa área".

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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19
Dez 11
19
Dez 11

Setúbal: centro da Decathlon cria 420 empregos directos

A Decathlon anunciou esta segunda-feira o lançamento na quarta-feira da primeira pedra de um cento de logística, que corresponde a um investimento de 30 milhões de euros e vai criar 420 empregos directos.

A cerimónia conta com a presença do secretário de Estado Adjunto da Economia, António Henriques.

Este vai ser o primeiro centro de logística da Decathlon em Portugal, que vai permitir ainda a criação de cerca de 500 postos de trabalho indirectos.

Em comunicado, a Decathlon esclarece que o novo centro de logística, que tem a abertura prevista para Outubro do próximo ano, visa melhorar o abastecimento e garantir uma maior disponibilidade de produtos para as 22 lojas existentes em Portugal, 14 das quais abertas ao público nos últimos três anos, que empregam cerca de 1.200 colaboradores.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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