30
Nov 11
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Nov 11

Aumento do horário em meia hora ameaça empregos

Grandes exportadoras alertam que aumento de operações é vital para sustentar mais horas de trabalho sem despedir.

O aumento dos horários de trabalho no sector privado é recusado pelas centrais sindicais, apesar das vantagens apontadas por gestores e empresários. Caso seja aprovada e introduzida no Código de Trabalho, esta medida pode representar uma redução dos custos de produção para as empresas industriais, mas pode também potenciar o desemprego no País.

Entre as maiores exportadoras nacionais contactadas pelo Diário Económico, apenas na Volkswagen (VW) Autoeuropa surgem estimativas de redução de postos de trabalho associadas a essa medida. Outras fontes ligadas à indústria automóvel de componentes admitem que o reforço do horário de trabalho, "na situação em que o país se encontra, irá trazer despedimentos". Já as administrações das fábricas Mitsubishi Fuso Truck Europe, grupo Bosch, Continental Mabor e Philip Morris (Tabaqueira) preferiam não adiantar comentários sobre o impacto desta nova medida enquanto a proposta não se pasar a lei.

No caso específico da VW Autoeuropa, a maior fábrica portuguesa, "se mantiver a produção actual [625 unidades/dia] e prolongar o horário em meia hora por turno, esta medida irá levar ao despedimento de mais de 200 trabalhadores", alertou António Chora, coordenador da Comissão de Trabalhadores da VW Autoeuropa, ao Diário Económico.

O responsável realça que esse reforço de horário permitiria produzir mais 18 mil unidades por ano, unidades essas que a casa-mãe não encomendou e que dificilmente os fornecedores de componentes conseguiriam produzir. "Estas medidas vão causar recessão e mais desemprego", salienta António Chora, que garante que "a aplicação de tal medida não é fácil onde se trabalha a três turnos".

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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28
Nov 11
28
Nov 11

Sector dos transportes vai cortar dois mil empregos em 2012

As empresas de transportes públicos Carris, Metro de Lisboa, CP e EMEF vão perder cerca de dois mil trabalhadores, em 2012, no âmbito do programa de reestruturação do sector dos transportes. No total, as quatro companhias irão perder um quarto dos trabalhadores, apurou o SOL.

O ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, e o secretário de Estado das Obras Públicas, Transportes e Comunicações, Sérgio Silva Monteiro, têm dito que os planos para a redução de trabalhadores irão depender da melhoria operacional atingida pelas empresas até ao final do ano, mas o SOL sabe que algumas já definiram as suas metas.

Caso os objectivos não sejam alcançados através de rescisões de contrato, as empresas podem avançar com despedimentos. «Admito todos os cenários», disse, em entrevista ao SOL, publicada há duas semanas, o secretário de Estado dos Transportes.

A reestruturação está prestes a sentir-se em força nas maiores operadoras de transportes públicos da capital. A Carris e o Metro de Lisboa irão perder cerca de mil trabalhadores no âmbito da fusão prevista para 2012.

O conselho de administração da Carris aprovou planos para reduzir 635 trabalhadores e iniciou, em Outubro, contactos para efectuar rescisões de contratos com os colaboradores há mais anos na empresa. Desde motoristas aos serviços, todos os departamentos serão afectados. «Não são oportunos comentários, neste momento», disse fonte oficial da Carris.

Os despedimentos serão faseados, sendo que a maioria (582) está reservada para 2012. No último trimestre deste ano, segundo as estimativas da Carris enviadas ao SOL, 53 trabalhadores irão abandonar a empresa. O SOL sabe que mais de 40 colaboradores já aceitaram também sair. «São pessoas com a corda na garganta», diz um dos trabalhadores.

Os cortes irão provocar a paralisação de 90 dos actuais 690 autocarros ao serviço da Carris, que prepara assim a fusão anunciada com a empresa liderada por Cardoso dos Reis.

O Metro de Lisboa, por seu lado, sofrerá uma redução de 22% no número de trabalhadores, de 1.664 para 1.300. A administração «tem efectuado alguns contactos com colaboradores mais velhos para estes se reformarem», disse ao SOL um elemento da comissão de trabalhadores. Contudo, o plano que levará à redução de mais de 350 trabalhadores só será colocado em marcha no próximo ano. «Temos consciência de que a fusão levará à dispensa de trabalhadores», refere a mesma fonte.

O maior número de colaboradores irá sair da CP – Comboios de Portugal. A empresa quer cortar 725 postos de trabalho em 2012, naquele que será o maior corte de sempre da última década transportadora. A CP irá alcançará uma dispensa total de 938 trabalhadores em dois anos, ou seja, 30% do efectivo. O Governo vai retirar 450 Km de via férrea à operação da CP, segundo o Plano Estratégico dos Transportes, baixando as necessidades de pessoal da empresa.

«O número deve ser ainda superior», diz ao SOL o coordenador do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Sector Ferroviário, José Manuel Oliveira,

A redução da actividade da CP tem efeitos em todo o sector. A EMEF, empresa do grupo CP, está a avaliar o encerramento das operações no Barreiro e em Guifões, no Porto, já no primeiro trimestre de 2012. O fecho das oficinas do Barreiro será total, deixando sem trabalho cerca de 250 trabalhadores. Já o corte em Guifões será parcial, sendo que a EMEF vai manter a secção dedicada à manutenção de comboios do Metro do Porto, fechando a parte dedicada às composições da CP. Cerca de 70 trabalhadores terão de sair.

Serão 320 trabalhadores a menos na EMEF, do total de 1.486 existentes no final do ano passado, segundo o relatório e contas de 2010, ou seja, 22% dos efectivos.

À excepção da Carris, as restantes empresas não responderam ao SOL em tempo útil.

fonte:http://sol.sapo.pt/

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23
Nov 11
23
Nov 11

Mais de metade dos desempregados não recebem subsídios

De acordo com os últimos dados disponibilizados no 'site' da Segurança Social, em outubro existiam 292.513 beneficiários de prestações de emprego, menos 4.034 pessoas do que em setembro.

Face ao mesmo mês de 2010, o número de beneficiários de prestações de desemprego é inferior em 23.259, apesar do número de desempregados ter vindo a aumentar em Portugal.

fonte:@ Agência Lusa

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20
Nov 11

Centros de emprego incentivam jovens a emigrar

Alguns centros de emprego do País estão a enviar cartas e a reunir-se com jovens com menos de 25 anos - a faixa etária em que o desemprego mais cresceu em Outubro, segundo dados do IEFP - para os incentivar a procurar trabalho noutros países da Europa. A acusação foi feita pelo PCP, na sexta-feira, através de um documento distribuído aos jornalistas no Parlamento, segundo noticiou o jornal i e o Jornal de Negócios.

De acordo com o PCP, a situação terá ocorrido no centro de emprego de Montemor-o-Novo, que terá enviado cartas com o assunto "ofertas de emprego noutros países da Europa", a convocar os jovens para uma reunião com os técnicos cuja função é orientar as pessoas na procura de emprego.

Contudo, nesses encontros não são apresentadas propostas concretas, apenas se incentivam os jovens a procurar emprego fora de Portugal. Segundo o jornal i, que noticia ainda que o mesmo já se passa noutros centros de emprego, em Montemor-o-Novo uma das técnicas presentes nas reuniões terá mesmo dito que "era melhor procurar emprego lá fora, porque a situação está muito difícil em Portugal".

"Já se suspeitava que a única resposta do Governo para os jovens desempregados seria empurrá-los para a emigração", diz o documento do PCP, em que se pode ainda ler que, perante esta situação, "torna-se indispensável esclarecer se a política oficial do Governo para combater o desemprego entre os jovens vai mesmo ser a de os empurrar para a emigração, utilizando ironicamente os serviços dos centros de emprego para concretizar tal desígnio".

O Dinheiro Vivo tentou contactar o IEFP, mas não foi possível obter uma resposta até ao fecho da edição.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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20
Nov 11

Aumenta desemprego das empregadas domésticas

Casos de empregadas domésticas despedidas, com horários reduzidos ou salários cortados aumentaram 10% nos últimos seis meses.

A crise das famílias está a atingir as empregadas domésticas.Segundo o sindicado que as representa, os casos de funcionárias despedidas, com horários reduzidos ou salários cortados aumentaram dez por cento nos últimos seis meses.

Até ao início do ano, eram raros os dias em que batia à porta do sindicado uma empregada doméstica a pedir ajuda. "Apareciam muito esporadicamente, mas desde Janeiro houve um aumento exponencial de trabalhadoras a recorrer aos nossos serviços", contou à Lusa Vivalda Silva, do Sindicato dos Trabalhadores de Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas (STSPVLDAD).

Nos últimos seis meses, o sindicado registou um "aumento de dez por cento de situações de rescisão de contrato ou redução do horário".

"Aquilo que é dito às domésticas é que as famílias já não tem possibilidades de lhes pagar porque a vida está má e por isso têm de rescindir ou reduzir-lhes o horário", relatou a sindicalista, referindo casos de empregadas que nos últimos meses viram o seu rendimento mensal baixar dos 600 para os 400 euros.

Habitualmente, as famílias começam por reduzir o horário e, só quando a situação se agrava, é que avançam para o despedimento. Mas existem também relatos de quem se vê forçado a aceitar menos dinheiro pelas mesmas horas de trabalho.

Nem o sindicado nem a Segurança Social conseguem dizer quantas são as empregadas domésticas existentes no país, nem qual o número real de despedimentos ou reduções de horário de trabalho.

O sindicato explica que este é um sector muito difícil de monitorizar: "Nós não conseguimos contabilizar porque só passamos a ter uma relação com elas quando se dirigirem a nós. Não vamos bater à porta de uma casa particular a perguntar se têm empregada doméstica".

A única certeza para a sindicalista é que o aumento de dez por cento registado até agora representa apenas "uma gota muito pequenina no grande oceano" de casos.

Não são apenas as famílias de classe média que estão a cortar neste serviço. Susana Vila, proprietária de uma empresa que fornece empregadas na zona do Estoril, também já começou a sentir uma redução de facturação.

"Este ano começámos a sentir alguma redução, apesar de as nossas clientes serem pessoas que podem pagar uma empregada e uma agência", explicou Susana Vila, sublinhando que para muitos "uma empregada é quase um bem essencial".

O futuro das domésticas deverá agravar-se, segundo as previsões do sindicato que lembrou que "a situação no país vai piorar e vai haver muito mais gente a prescindir os seus serviços".

Em Portugal, a maioria das domésticas são de origem africana e brasileira, mas também começa a haver um aumento de mais portuguesas no ramo, que entretanto foram despedidas das fábricas que faliram, explicou Vivalda Silva. Em comum, as domésticas têm o facto de habitualmente serem "pessoas com pouco instrução".

Sabem quais são as suas obrigações, mas muitas desconhecem os seus direitos laborais: "A doméstica acha que não tem os mesmos direitos que outro trabalhador qualquer e quem as contrata, em muitos casos, também pensa que não é preciso dar férias nem pagar subsídios. Há quem ache que a qualquer altura pode mandá-las embora", criticou a sindicalista, lembrando que todos os trabalhadores têm direito a ser indemnizados pelo fim do contrato de trabalho.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

 

 

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16
Nov 11
16
Nov 11

Plano Poupança Desemprego pode promover a poupança

Segurança Social deveria passar para um sistema de capitalização, defende estudo da Universidade do Minho.

Num contexto de diminuição da taxa de poupança dos portugueses, o Plano Poupança Desemprego pode ser uma medida que promova comportamentos de aforro. Esta é uma das propostas apresentada no estudo "A Poupança em Portugal", elaborado pela Universidade do Minho e apresentado ontem pela Associação Portuguesa de Seguradores (APS). Sublinhando que a poupança para prevenir dificuldades em situações de desemprego é essencial, o estudo realizado pelo Núcleo de Investigação Políticas Económicas da Universidade do Minho destaca que há um impacto negativo do subsídio de emprego nas poupanças. Nesse sentido, deve ser encontrada uma solução que "permita manter o nível de protecção social sem que os efeitos perversos se façam sentir".
fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/h
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15
Nov 11
15
Nov 11

Taxa de desemprego sobe para 12,5% em Portugal

Taxa de desemprego sobe para 12,5% em Portugal

Em agosto, a taxa de desemprego em Portugal tinha ficado inalterada nos 12,4 por cento.

Portugal mantém-se assim com a quarta taxa de desemprego mais elevada dentro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), só Espanha (22,6 por cento), Irlanda (14,2 por cento) e Eslováquia (13,5 por cento) se encontravam com taxas de desemprego superiores a Portugal.

fonte:@ Agência Lusa

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14
Nov 11

Portugal: Plataforma Global vai dar 150 empregos a sem-abrigo

A Plataforma Global, uma organização de combate à pobreza e exclusão social, vai oferecer 150 empregos para sem-abrigo, noticiou hoje o Correio de Manhã. O jornal diz que a organização vai anunciar amanhã esta iniciativa, que será realizada em colaboração com a ISS Portugal, uma empresa de prestação de serviços.

Os sem-abrigo que terão acesso a estas novas oportunidades de emprego serão seleccionados pela Comunidade Vida e Paz, instituição particular de solidariedade social.

A Plataforma Global estará também a preparar a criação de um fundo de apoio às famílias dos agentes de segurança mortos em serviço, ainda de acordo com o CM.

As duas iniciativas têm por base a “convicção de que não haverá desenvolvimento efectivo enquanto houver pobreza e se não for promovida a segurança”.

O projecto conta com a colaboração da Optimus, Montepio Geral, Câmara Municipal de Lisboa e Museu Nacional de Arqueologia.

fonte:http://www.greensavers.pt/

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14
Nov 11

Prolongamento dos contratos salva 35 mil empregos por mês

O Governo prevê que o prolongamento de contratos a prazo além dos limites legais permita manter 35 mil postos de trabalho por mês.

O Executivo já apresentou uma proposta neste sentido no Parlamento, permitindo mais duas renovações (até 18,meses) dos contratos que atinjam os limites legais até Junho de 2013. No entanto, ainda não se sabe quando entrará a lei em vigor.

De acordo com Pedro da Silva Martins, secrétário de Estado do Emprego, por cada mês em que estas regras transitórias estiverem em vigor, prevê-se que haja "não entrada no desemprego de 35 mil trabalhadores".

Actualmente, os contratos a prazo podem ser renovados até três vezes e têm um tecto de três anos, na generalidade dos casos (havendo no entanto limites mais baixos para grupos específicos de trabalhadores).

fonte:http://economico.sapo.pt/

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