23
Out 11
23
Out 11

Derrapagem na venda de carros ameaça milhares de empregos

ACAP alerta para o risco de encerramento de empresas.

O investimento dos grupos portugueses em Angola intensificou-se nos últimos anos. Uma estratégia justificada, em parte, pela contracção do mercado português: as vendas de carros têm caído mês após mês e as marcas de automóveis preparam-se para fechar um dos piores anos de sempre.

O cenário é tão adverso que poderá mesmo levar ao encerramento de muitas empresas (sobretudo concessionários) e ao desemprego de milhares de pessoas. "Nas empresas concessionárias de automóveis a quebra é ainda superior, porque se trata, fundamentalmente, de vendas a retalho", realça o secretário-geral da Associação Automóvel de Portugal (ACAP), Hélder Pedro. O responsável alerta ainda que "esta situação poderá colocar em risco largas dezenas de milhares de postos de trabalho do sector, assim como a sobrevivência das próprias empresas".

Para já, o balanço que a ACAP faz deste ano feito é "extremamente negativo", pois a queda de mercado total tem vindo a acentuar-se de mês para mês, sendo de 23,4% no período acumulado de Janeiro a Setembro", explica Hélder Pedro. Só em Setembro, comparando com o mesmo mês do ano anterior, a queda foi de menos 34,3%, tendo sido apenas vendidas 11.838 unidades.

Nenhum construtor automóvel conseguiu vender mais de mil viaturas ligeiras de passageiros em Setembro, sendo que as vendas neste segmento caíram 33,8%, para 9.220 unidades. Entre Janeiro e Setembro de deste ano, as vendas de ligeiros de passageiros recuaram 23,5%, para 123.540 viaturas. No ano passado, no mesmo período, foram vendidos 161 mil veículos, revela a ACAP. No ‘top 20' das marcas mais vendidas em Portugal, todas registaram um recuo em Setembro, face ao mesmo mês em 2010. Também os ligeiros comerciais caíram 35,1% e os pesados 48,9%.

Por marcas, a Renault - que é líder de mercado há 13 anos - tem vindo a perder terreno para a rival alemã Volkswagen (VW). Entre Janeiro e Setembro, apenas 1.122 unidades ficaram a separar as vendas destas duas marcas no segmento de ligeiros de passageiros. Já no mercado de ligeiros (passageiros e comerciais ligeiros), essa diferença foi de 3.673 veículos, de acordo com os dados divulgados no início de Outubro da ACAP. Mesmo assim, "a Renault pretende manter o estatuto de marca mais vendida em Portugal", reforça Ricardo Oliveira, director de comunicação da empresa em Portugal.

A marca francesa tem hoje uma quota de mercado nos veículos ligeiros de 11,8%, com um total de 17.435 carros vendidos. Porém, a marca francesa perdeu 47,8% (689 unidades) nas vendas de ligeiros no mês passado, face a Setembro de 2010. Foi a maior descida entre as quatro marcas mais vendidas em Portugal.

fonte:http://economico.sapo.pt/n

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21
Out 11
21
Out 11

Novas inscrições nos centros de emprego disparam

Só em Setembro, o IEFP recebeu 80 mil novos desempregados, mais 17,2% face ao período homólogo. É a maior subida desde Agosto de 2009.

Só em Setembro, os centros de emprego receberam 80.462 novos desempregados, mais 17,2% face ao mesmo período de 2010. Esta é a subida homóloga mais elevada desde Agosto de 2009. E é também o quinto crescimento consecutivo, depois de 17 meses de quebras, avançam os dados do Instituto do Emprego e da Formação Profissional (IEFP).

Em comparação mensal, caracterizada por forte volatilidade, a subida ainda é mais evidente (49,6%) e atinge o pico desde Setembro de 2008.

O volume de novos desempregados também ajuda a compreender o total de inscritos no final do mês. Os dados publicados ontem indicam que, ao todo, existiam 554.086 desempregados registados, o que representa uma descida de 0,3% face ao período homólogo. No entanto, esta tendência de descida tem vindo a desacelerar há três meses.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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13
Out 11
13
Out 11

Governo angolano anuncia criação de mais de dez mil novos empregos

Mais de dez mil novos postos de trabalho vão ser criados na Zona Económica Especial (ZEE) Luanda-Bengo.

O anúncio foi feito hoje pelo ministro angolano da Economia, Abraão Gourgel, na inauguração da sede provisória da Sociedade de Desenvolvimento da ZEE.

Segundo a agência de notícias angolana Angop, o projecto prevê a construção de 73 novas fábricas, a somarem-se às oito atualmente existentes, que empregam dois mil funcionários.

Partindo do projecto, a meta definida pelo governo é que, até 2015, 
Angola seja reconhecida como a primeira opção na instalação de unidades de negócio.

A Zona Económica Especial, criada há seis anos, tem fábricas de medicamentos, cabos de fibra óptica, tintas e vernizes, material eléctrico e sistemas de irrigação.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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12
Out 11
12
Out 11

O que vai mudar no emprego

Medidas de mercado de trabalho voltam hoje à concertação social

Os parceiros sociais voltam a reunir-se hoje, na véspera da aprovação do Orçamento do Estado, e o debate promete ser intenso. A CGTP já disse que a negociação é uma "farsa" e a UGT diz que o debate está longe do fim. Do lado dos patrões, a Agricultura garante que ainda não há condições para um consenso. Hoje, os parceiros fazem um resumo das anteriores reuniões e discutem um novo calendário. O Governo espera consenso até Novembro.

1 - Governo recua na inadaptação
A ‘troika' queria que a generalidade dos trabalhadores pudesse ser despedido por inadaptação quando há objectivos acordados e não cumpridos - algo que actualmente só se aplica a cargos de direcção e complexidade técnica - mas, tal como o Diário Económico noticiou, o Governo já recuou nesta intenção. O patronato não gostou da ideia mas os sindicatos concordam.

2 - Despedimento deixa de exigir mudanças no posto 
Já hoje o despedimento por inadaptação pode ocorrer quando, por exemplo, há redução continuada de produtividade e se torne "praticamente impossível" manter a relação de trabalho. Mas isto depende de critérios cumulativos, como alterações nos processos de fabrico ou introdução de tecnologias. Seguindo a ‘troika', o Governo quer acabar com este requisito mas propõe agora "um procedimento que confira ao trabalhador um período de tempo razoável" para melhorar a prestação, "ou, sendo caso disso, um período de formação profissional".

3 - Deixa de ser necessário posto compatível 
Outro dos requisitos obrigatórios para poder despedir por inadaptação - e também por extinção de posto - é a ausência de posto compatível para o qual se possa transferir o trabalhador. A ‘troika' quer acabar com o critério em ambos os casos (mas também diz que o despedimento deve ser evitado neste caso, algo que desagrada aos patrões). O Governo aceita e acaba por eliminar outro pressuposto hoje inerente ao despedimento, que é a necessidade de ser "praticamente impossível" manter a relação de trabalho.

4 - Antiguidade deixa de ser critério
No despedimento por extinção de posto, a ‘troika' diz que o critério de selecção não tem de ser a antiguidade se a empresa estabelecer outro não discriminatório. O Executivo propõe critérios como qualificação, produtividade ou situação pessoal e familiar. A UGT diz que os trabalhadores devem intervir neste processo.

5 - Corte nas indemnizações para todos
Depois do corte das compensações por despedimento para novos contratos, o Governo ficou de alinhar as regras a todos os trabalhadores, mas sem perda de direitos adquiridos. Mas ainda não disse como. Depois prevê-se novo alinhamento com a média europeia.

6 - Fundo para financiar compensações
Nem patrões nem sindicatos estão de acordo - ainda que por motivos diferentes - com a criação de um fundo empresarial que, diz o Governo, deve ter duas funções: financiar parte das compensações por despedimento e incentivar a poupança.

7 - Banco de horas directo
Os bancos de horas vão poder ser negociados com o trabalhador e o Governo propõe um regime próximo da adaptabilidade: o horário pode aumentar até duas horas diárias, 50 semanais e 100 anuais. Os patrões queriam que a negociação directa pudesse prever as regras que já vigoram na contratação colectiva (quatro horas diárias e 60 semanais).

8 - Horas extra pagam metade
As horas extra vão ser pagas a metade e a ‘troika' exige o fim do descanso compensatório. Neste último caso, o Governo acrescenta como excepção o trabalho de 11 horas seguidas ou em dia de descanso obrigatório. UGT e CGTP estão contra. Os patrões pedem que a regra prevaleça sobre convenções colectivas já em vigor.

9 - Mais poderes às comissões de trabalhadores
O Executivo também propõe que as comissões de trabalhadores ganhem poderes de contratação com a empresa independentemente do número de trabalhadores (dando um passo em frente face ao acordado). Os novos acordos gerais de empresa devem prevalecer sobre outros instrumentos de contratação colectiva.

10 - Subsídio às empresas e contratos prolongados
O Governo propõe um subsídio de 419,22 euros (por seis meses) para quem contrate desempregados há mais de seis meses. E propõe a possibilidade de duas renovações, excepcionais, até um máximo de 18 meses, para contratos a termo (e temporários) que caduquem até 2012.

11 - Cortes no subsídio
No subsídio de desemprego, as propostas são as mesmas acordadas com a ‘troika', nomeadamente a redução da duração máxima para 18 meses e do tecto do valor para 1.048 euros. O subsídio cai 10% após seis meses.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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11
Out 11
11
Out 11

Os cursos que oferecem maiores garantias de emprego

O mestrado em Gestão da Católica foi considerado o quarto com a melhor empregabilidade no ‘ranking ‘ do FT.

Empregabilidade. Nos tempos que correm, poucas coisas ocupam um lugar de tanto destaque na mente dos estudantes portugueses. Assim, é fácil de compreender a importância do sucesso do mestrado de gestão da Católica-Lisbon School of Business & Economics, que ocupa actualmente a 4ª posição a nível mundial no ‘ranking' do Financial Times (FT) que avalia o sucesso da empregabilidade. De acordo com o FT, a Católica-Lisbon é uma das nove escolas a nível mundial que apresentam um nível de empregabilidade de 100% dos seus estudantes nos primeiros três meses após a conclusão do curso.

João Freitas foi um dos alunos da Católica que sentiu a influência positiva da escola de negócios na sua vida profissional. "Foi um professor da Católica que disse à L'Oréal que estava a fazer o mestrado em Paris. Antes de entrar na Jerónimo Martins, falei com ex-alunos da Católica, que me deram muitas informações", explica. "O ‘networking' existe, funciona e tem influência".

Mal um aluno chega à faculdade, é fundamental que comece a pensar no seu futuro. Todas as melhores escolas têm gabinetes de inserção profissional que apoiam os licenciados na procura dos seus primeiros empregos ou mesmo estágios. Questionado sobre aquilo a que os estudantes devem dar mais importância para garantir a sua empregabilidade, Diogo Fezas Vital, que trabalha actualmente na J.P. Morgan, em Londres, não tem qualquer dúvida. "Estágios. E desde o primeiro ano. Quando recebo currículos, a faculdade e a nota interessam, mas são apenas um primeiro filtro para poder reduzir a pilha de currículos que tenho que ver". O ex-aluno da Nova aponta que "os currículos com vários estágios em vários sítios e experiências em diversas áreas são os que são chamados para entrevistas. Esses contam uma história que é interessante e que mostra motivação".

Para Joana Adriano, do ISEG, é importante fazer uma reflexão sobre o modo como são organizadas as políticas de estágios profissionais, de modo a que haja cada vez mais uma responsabilidade partilhada entre as escolas e as empresas. A profissional de recursos humanos do grupo Solvay considera esta ligação fundamental dado que, "com base na minha experiência e na dos meus pares, posso referir que a maturidade e responsabilidade é essencial para as empresas, e estas só se alcançam com a experiência".

Carreira internacional

Seja pelas dificuldades crescentes em encontrar oferta qualificada em Portugal ou pela simples abertura que se tem registado ao mercado global, os novos profissionais têm de estar disponíveis também a procurar vagas no estrangeiro. Muitos dos nossos melhores talentos têm sido cativados por melhores salários e condições de trabalho, o que pode levar, na opinião de Paulo Lopes, a sérios prejuízos para a competitividade portuguesa. "Com a saída de pessoas qualificadas, temos aqui um investimento em vão em educação que outros países estão a beneficiar". Para o funcionário da TomTom, Portugal deve estar seriamente preocupado em como reter o seu talento. "Para isso, necessitaríamos de projectos interessantes em Portugal e salários competitivos com o resto da Europa, o que actualmente acho difícil", lamenta.

Há quem discorde, no entanto, desta visão pessimista. Se é verdade que a saída dos melhores talentos pode ser prejudicial a curto prazo, "se esse talento for lá para fora mostrar que Portugal tem talento e depois um dia voltar a Portugal com a diversidade de experiências e conhecimento que adquiriram, então é muito mais benéfico para o país", defende Diogo Fezas Vital. Mais do que se preocupar em como reter o nosso talento, Portugal deve preocupar-se em ter condições para atrair o melhor talento para o nosso país. Nacional e internacional.


Testemunhos

"Não faço da saída para o estrangeiro um tabu, mas sinto que Portugal precisa de pessoas com força e vontade. Tenho o desejo de construir uma carreira em Portugal", afirma João Freitas, licenciado em Gestão pela Católica-Lisbon com um mestrado em ‘double degree', com o segundo ano passado na ESCP Europe, em Paris. Daí surgiu a oportunidade de trabalhar na L'Óreal mas João Freitas ficou satisfeito quando regressou a Portugal para a Jerónimo Martins.

Consultora na McKinsey & Company, Susana Roque tem um conselho a dar aos novos licenciados à procura de emprego. "Lembra-te que a média é importante, mas não é tudo. Podem existir muitos alunos com a mesma média que tu, portanto não é esse número que te torna especial aos olhos do empregador", aponta a licenciada em Economia da Católica-Lisbon, instituição onde fez também o seu mestrado.

""Acho que foi a diversidade do meu currículo e a apetência por idiomas estrangeiros que ajudaram mais a minha carreira, em especial o francês e a falta de apetência dos irlandeses para idiomas estrangeiros", diz Francisco Caleira, que frequentou, sem terminar, o curso de Engenharia Electrotécnica e de Computadores da Universidade de Coimbra, Actualmente, trabalha na Microsoft, em Dublin, como gestor de Transacções.

"Não podemos viver fechados no nosso mundo sem querer olhar além das nossas fronteiras: a história de Portugal é um exemplo vivo desta realidade", defende Diogo Fezas Vital. Licenciado em Gestão pela Católica, a sua infância foi passada muitas vezes fora de Portugal, o que se reflectiu no seu interesse em conhecer novas realidades. Depois de estágios em São Paulo e na Islândia, trabalha actualmente na J.P. Morgan, em Londres.

Para Joana Adriano, "foram os conhecimentos" adquiridos ao longo da sua formação, os estágios profissionais e a disponibilidade, quer do corpo docente quer da empresa que a acolheu enquanto estagiária, que lhe possibilitaram ser hoje a responsável de projectos de recursos humanos da Solvay. Licenciada em Psicologia pelo ISPA, fez o mestrado em Gestão de Recursos Humanos no ISEG.

Jorge Bento, licenciado em Finanças pelo ISCTE, começou a pensar em ir para o estrangeiro para melhorar o inglês, a língua dos mercados. Chegou a estar fora, em locais como Saint Louis, no Missouri, e em Londres, mas sempre preferiu Portugal e é da opinião que uma boa licenciatura por cá é "superior à média internacional". Actualmente, é consultor financeiro e gestor de tesouraria na Câmara Municipal de Lisboa.

"Quando começei a procurar emprego na área de videojogos reparei que havia uma grande falta de oferta em Portugal. Só existiam uma ou duas empresas, que não responderam ao meu currículo", diz Paulo Lopes, engenheiro informático da Universidade de Coimbra. Decidiu enviar o CV para quase todas as grandes empresas de videojogos. Foi o primeiro passo que o levou até à TomTom, em Amesterdão, onde está há cinco anos.

fonte:http://economico.sapo.pt

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06
Out 11
06
Out 11

Construção perderá 20 mil empregos só no primeiro semestre de 2012

O número de desempregados no sector da construção pode atingir os 15 a 20 mil trabalhadores só no primeiro semestre de 2012, disse ao Dinheiro Vivo, o presidente do Sindicato da Construção, Albano Ribeiro.

Para este responsável, este cenário será uma consequência directa do cancelamento das obras de requalificação do parque escolar e dos vários projectos de auto-estradas que estavam previstos no anterior Governo e que o actual executivo já disse que iria travar.

Contudo, Albano Ribeiro acredita que ainda há possibilidade do Executivo contornar esta situação se avançar com a proposta feita pelo Sindicato e que prevê a criação de 30 mil postos de trabalho na requalificação e manutenção de estradas secundárias e pontes, de mais 20 mil empregos em obras de saneamento básico e de 70 mil na requalificação urbana.

"Este Governo pode ser responsável pela maior crise na construção ou pela criação do maior número de empregos", remata Albano Ribeiro.

O desemprego na construção atingiu, no final de Julho, 70 mil trabalhadores, representando já 14,7% do total de inscritos nos centros de emprego.

A construção, que já empregou mais de 630 mil trabalhadores em 2002, ano que marca o início da crise que assola a fileira, dá hoje emprego a apenas 451 mil pessoas.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/

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05
Out 11
05
Out 11

Sonae recebe mais de 100 estagiários por ano

A empresa abriu recentemente o programa de estágios “Call for you”,que acolhe mais 26 jovens todos os anos.

Nos seus vários programas de estágio, a Sonae recebe, "todos os anos, mais de uma centena de jovens talentos", revela a directora de recursos humanos do Centro Corporativo da empresa, Ana Cristina Fonseca. Apesar da crise, as vagas até têm vindo a ser reforçadas. "Prova disso é o lançamento do novo programa de estágios "Call For You", que vai proporcionar a 26 jovens uma oportunidade de desenvolvimento única", exemplifica Ana Fonseca.

Depois do estágio, existe a hipótese de integrar a empresa. "Temos vários casos de estágios em que mais de metade dos jovens recebem ofertas para integrar a equipa da Sonae", conta a directora de recusos humanos. "É um número que depende das oportunidades de cada momento, em cada negócio e da validade demonstrada", explica Ana Fonseca.

Esta é a esperança de Diogo Freitas, licenciado em Economia pela Universidade do Porto, que estagia neste momento na Sonae. "Esta experiência pode abrir-me uma porta de continuidade e permanência na empresa, o que seria muito bom", declara o estagiário. Quanto a estagiar nesta empresa, "a vantagem fundamental é a oportunidade que é dada a recém-licenciados de entrarem no mercado de trabalho "com o pé direito", numa empresa que tem óptimas condições e recursos para dar resposta a todas as dúvidas e dificuldades que um recém-licenciado encontra neste novo mundo do trabalho", diz Diogo Freitas. 

Cláudia Gomes Ribeiro acrescenta que "para além de conseguir aprender algo que desconhecia por completo, estar integrado numa empresa tão grande como é a Sonae dá-nos outra perspectiva do mundo empresarial". A licenciada em Economia pela Universidade do Porto entrou para um estágio do programa "Call for You" depois de ter visto um anúncio no jornal sobre estes novos estágios. A selecção de estagiários "privilegia a Rede Contacto [da Sonae] para o recrutamento de estagiários, mas não ignora outros canais", recorda.

A Sonae procura esse talento activamente, aceitando candidaturas de todas as universidades, mas mantendo "relações mais próximas com algumas escolas de formação, a destacar a Faculdade de Economia e Engenharia da Universidade do Porto, ISCTE, Nova de Lisboa, Universidade Católica do Porto e Lisboa, Universidade do Minho, Universidade de Coimbra e Universidade Técnica de Lisboa", afirma Ana Fonseca.

Para entrar nestes estágios, há características que não se dipensam: "Ambição, orientação para os resultados, pragmatismo, sentido crítico, criatividade e flexibilidade", frisa Ana Fonseca. Além disso, "a selecção tem em conta o desempenho académico e a avaliação das competências profissionais e pessoais", sublinha a directora de recursos humanos. 

fonte:http://economico.sapo.pt/

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03
Out 11

As 6 piores razões para ficar num mau emprego

Não é segredo para ninguém que permanecer num emprego de que não se gosta pode ser muito prejudicial. Não só porque pode contaminar o seu currículo, mas também porque vai diminuindo as possibilidades de alguém reparar em si. 
Mas se continua em estado de negação, aqui vão as seis piores razões para manter um trabalho que não está talhado para si. 

1. Tenho que ter alguma estabilidade. O seu CV já inclui muitos trabalhos temporários. Isto pode ter alguma razão de ser, mas a questão é esta: de quanto tempo precisa no actual emprego para apagar a imagem dos anteriores, em que andou a saltar de um trabalho para outro? Dois a três anos costumam ser suficientes. Ficar mais tempo num mau emprego não o vai fazer parecer mais estável aos olhos de um empregador. 

2.Gosto muito dos meus colegas. É bonito, e até raro nos dias que correm, trabalhar com pessoas que nos entendem. Mas pense bem: no fim, o que lucra profissionalmente com isso? Já reparou que os ambientes mais distendidos tendem, muitas vezes, a ser menos profissionais e competitivos? Ah, e se são bons colegas vão dar-lhe os parabéns quando encontrar uma nova e atraente oportunidade de trabalho. 

3. Tenho filhos. O facto de querer que o seu horário de trabalho coincida com a escola do seu filho, não quer dizer que não pode progredir na carreira. Muita gente acomoda-se a posições de pouco relevo só para garantir alguma flexibilidade no horário. Não é preciso. Procure um trabalho com horários flexíveis, onde não esteja preso a um escritório e a um horário rígido. 

4. Se for despedido, tenho indemnização. É verdade, vamos ver é até quando… Da forma que está o mercado de trabalho, o mais certo é gastar a indemnização enquanto procura um novo emprego e ainda ter que usar as poupanças que eventualmente tenha. Comece já a procurar emprego, e com sorte estará num outro local antes que a sua actual empresa o coloque na lista dos excedentários. 

5. Pagam a minha formação. Se for este o caso, peça uma cópia do contrato que o obriga ou a ficar um determinado período de tempo após a formação, ou a devolver o dinheiro à empresa e sair no imediato. Se não tiver nada assinado, pode sair como outro funcionário qualquer. 

O salário é bom. A questão é esta: se gasta parte considerável do seu dinheiro em bens de luxo, ao invés de poupar, talvez não esteja a tirar grande vantagem desse bom salário. É que assim acaba por ficar num beco sem saída. Por alguma razão, os grandes salários e bónus são conhecidos como as “algemas de ouro”. Porquê? É que na maior parte das vezes impedem-no de procurar novas oportunidades que até lhe podiam trazer uma salário ainda maior.

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/B

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03
Out 11

Construção: desemprego já atinge 70 mil trabalhadores

O investimento no sector da construção caiu 8,2 por cento no primeiro semestre, a produção do sector recuou 6,1 por cento e o desemprego atingiu os 70 mil trabalhadores, segundo dados divulgados esta segunda-feira pela FEPICOP.

De acordo com a análise de conjuntura da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP) de Setembro, a queda do investimento verificada nos seis primeiros meses do ano ficou a dever-se, sobretudo, ao recuou de 12 por cento registado no segundo trimestre deste ano.

Em consequência, afirma a federação, a produção da Construção caiu 6,1 por cento no mesmo período e o desemprego atingiu 70 mil trabalhadores, «representando já 14,7 por cento do total nacional».

A habitação foi «a grande responsável» pela queda acentuada da produção no sector da construção, refere a FEPICOP, acrescentando que o licenciamento de novos fogos habitacionais recuou 31,1 por cento até ao final de Julho.

«O sector da construção confronta-se, actualmente, com uma situação particularmente difícil, caracterizada por uma quebra acentuada da procura dirigida a todos os segmentos de actividade e dificultada por um conjunto de outros factores, como sejam os sistemáticos atrasos nos pagamentos devidos às empresas de construção e as crescentes dificuldades no acesso ao crédito bancário», conclui a federação.

Só a dívida do Estado às empresas de construção já ultrapassa os 1,3 mil milhões de euros, segundo os últimos dados da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI).

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt

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02
Out 11
02
Out 11

Alemanha é a nova terra de oportunidades

Só a Bosch pretende contratar 200 engenheiros. Existem cem mil ofertas de emprego no site do instituto de emprego alemão.

Procuramos pessoas aventureiras, curiosas e determinadas e que saibam ultrapassar problemas". O convite abre o guia de como viver e trabalhar na Alemanha "Germany, Rigth in the Middle of It". Com um crescimento económico de 3,6%, este é um dos mercados com défice de quadros e pode muito bem ser uma boa escolha se está à procura de emprego. Outra boa notícia é o salário médio do país, que ronda os 3450 euros. Engenharia, saúde, apoio a idosos, apoio domiciliário, hotelaria, restauração e transportes são as áreas onde há mais oportunidades para os portugueses, de acordo com um levantamento feito pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) português em conjunto com o seu congénere alemão. O IEFP acaba de lançar um programa de recrutamento bilateral com a Alemanha. A primeira iniciativa chamou-se "Dias da Alemanha", trouxe empregadores alemães a Portugal e contou com 600 participantes. O resultado foram contratações na área de enfermagem e transportes.

Pelo menos três hospitais, dois grandes grupos empresariais alemães, duas empresas de transportes e uma empresa a operar no sector da indústria aeronaútica procuram quadros portugueses, frisa o IEFP. Em Novembro haverá nova iniciativa em Faro, dedicada ao sector da restauração e hotelaria.

Só a Bosch está à procura de 200 engenheiros, neste momento, principalmente engenheiros mecânicos. Para concorrer basta aceder ao site do grupo empresarial e responder às ofertas. Outra boa notícia é que basta dominar o inglês para tentar a sua sorte. "Estamos a receber candidaturas de todo o país", revela João José Ferreira, director de recursos humanos da Bosch Termotecnologia. A filial portuguesa está a dar uma ajuda à casa mãe para encontrar as pessoas certas para estas vagas.

Pode encontrar cerca de cem mil ofertas só no site do instituto de emprego alemão (www.arbeitsagentur.de). A maioria dos anúncios está em alemão, mas há também vagas em inglês. Poderá também encontrar algumas ofertas no site do IEFP.

As campainhas soaram quando foi divulgado na Alemanha um relatório que recomendava que se facilitasse a entrada de imigrantes como uma das dez medidas para resolver o problema da falta de quadros qualificados no país. 0s mercados português e espanhol foram referidos como possíveis fontes de recrutamento.

De acordo com o director Executivo da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, Hans-Joachim Böhmer, estima-se o que "o número de pessoas passíveis de desempenharem funções profissionais deverá descer dos actuais aproximadamente 45 milhões para 38 milhões em 2025". O que significa um défice de quase sete milhões de quadros.

"Neste momento a procura é essencialmente de profissionais qualificados, sem experiência ou com pouca experiência, para funções técnicas, especializadas e de nível intermédio em vários sectores", sublinha José Bancaleiro, managing partner da Stanton & Chase.

Para concorrrer a estas vagas o ideal é ter algumas luzes de alemão. Mas para isso há diversas ofertas de cursos de formação. A Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã promove a partir do fim deste mês um curso de 75 horas que garante o domínio básico da língua e a capacidade de entender um diálogo em alemão. Pode ser um bom ponto de partida para concorrer a um emprego. Há também inúmeros cursos no Instituto Goethe e nas escolas alemãs, em Lisboa e no Porto. Também o IEFP reforçou a oferta formativa de língua alemã, uma vez que a principal barreira a ultrapassar é o domínio da língua. Mas há também ofertas de emprego para as quais basta dominar o inglês.

Mário Gaspar é um exemplo de um quadro português que venceu na Alemanha. O primeiro conselho que dá: "deve apostar na aprendizagem da língua alemã". Ou seja, "não tem necessariamente que falar alemão fluentemente, tem sim de falar inglês e considerar que quanto mais depressa conseguir estabelecer contacto na língua alemã, mais rápida será a integração social na empresa e fora dela". Para este engenheiro que trabalha na Bosch, o fundamental é "não desperdiçar a oportunidade de participação num projecto a nível internacional".

"Os alemães são frontais"

A vontade de desenvolver uma carreira internacional já vinha de longe e, assim que Mário Gaspar viu uma oportunidade, aproveitou. O licenciado em Engenharia Electrotécnica já trabalhava na Bosch quando decidiu participar no Junior Managers Program, que o grupo Bosch promove para formar jovens profissionais em gestão e liderança. Passou seis meses no Brasil e depois outro semestre na Alemanha, conta Mário Gaspar. "Esta mudança, desde o clima à língua, passando por conceitos culturais substancialmente distantes, exigiu sem dúvida um esforço adicional no que diz respeito à velocidade na adaptação à cultura alemã", recorda. No entanto, assim que se adaptou, Mário começou a gostar de trabalhar na Alemanha. "A frontalidade com que se abordam os tópicos independentemente do nível a que a discussão se desenrola, a exposição de todas as preocupações no momento certo sem receio de ferir quaisquer susceptibilidades, e o comprometimento das pessoas, foram, para mim, ensinamentos que creio serem factores que promovem o sucesso de qualquer organização esteja ela onde estiver", defende o engenheiro.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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