27
Ago 11
27
Ago 11

Governo quer garantir igualdade no acesso ao emprego

O secretário de Estado da Segurança Social, Marco António Costa, assegurou hoje que o Governo tem como prioridade "garantir uma igualdade de oportunidades de acesso a uma vida profissional" a todos os cidadãos, nomeadamente aos deficientes.

Marco António Costa esteve hoje em S. Pedro do Sul, onde seis trabalhadores do "enclave de emprego protegido" da câmara foram despedidos, depois de o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) ter cortado o apoio financeiro.

O "enclave de emprego protegido" da autarquia foi criado em 1999, como um dos vários instrumentos para proporcionar a inclusão de cidadãos com deficiência no mercado de trabalho.

O método de apoio aplicado pelo Estado, através do IEFP, até 2009, consistia em atribuir uma verba, por salário de cada trabalhador, correspondente ao grau de deficiência individual.

O corte apanhou de surpresa a autarquia, porque, como disse na altura o seu presidente, só a 06 de junho (um dia depois das últimas eleições legislativas), o IEFP informou "que este apoio já tinha sido extinto em 2009 e que não podia continuar".

Marco António Costa disse que, apesar de esta ser uma matéria que está sediada no IEPF, "o Governo, no seu todo", tem estado a apreciá-la. E frisou que o programa do Governo prevê que "ninguém ficará para trás na sequência da situação social que se está a viver".

fonte:http://www.dn.pt/i

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26
Ago 11
26
Ago 11

Espanha tenta relançar emprego jovem com novos contratos

O Governo socialista espanhol aprovou hoje novas medidas destinadas a relançar o emprego, em particular o dos jovens, no que será a componente social do dispositivo anti-crise adoptado antes das eleições legislativas antecipadas de 20 de Novembro.

 

Com o desemprego em Espanha numa taxa recorde de 20,89 por cento, o mais elevado dos países industrializados, estas novas medidas visam nomeadamente associar “formação e emprego”, disse o porta-voz do Governo no final do Conselho de Ministros de hoje.

Entre outras medidas, as empresas poderão passar a manter contratos a prazo por mais de dois anos. “A regra que impõe a transformação dos contratos temporários em contratos por tempo indeterminado ao fim de dos dois anos é suspensa”, disse o ministro do Trabalho, Valeriano Gomez.

O Governo decidiu também renovar a atribuição de um subsídio de 400 euros aos desempregados que tenham perdido o direito ao subsídio de desemprego. 

Por outro lado, um novo contrato de formação, com duração de um a dois anos, “vai permitir que a pessoa se forme enquanto trabalha”, explicou ainda o mesmo porta-voz. Esta opção visa responder à “prioridade nacional” que é agora o emprego dos jovens, quando 46,1 por centos dos jovens dos 16 aos 24 anos do país estão desempregados.

Estes contratos permitirão às empresas ficarem isentas “a cem por cento das contribuição para a Segurança Social durante a duração do contrato se empregarem desempregados”, lê-se no comunicado do Governo.

Quando anunciou as antecipação das eleições legislativas, o primeiro-ministro, José Luis Rodriguez Zapatero, tinha dito que atá lá tentaria conseguir uma recuperação económica do país, num momento em que a Espanha tem dificuldade em retomar o crescimento e continua a suscitar inquietação nos mercados.

O primeiro conjunto de medidas nesse sentido, anunciado na passada sexta-feira, visa fazer entrar 4,9 mil milhões de euros nos cofres do Estado, através de mudanças no imposto sobre as empresas e da generalização do uso de medicamentos genéricos.

fonte:http://economia.publico.pt

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25
Ago 11
25
Ago 11

Desemprego: 67 mil perdem direito a subsídio

No último ano, mais 67 mil portugueses deixaram de receber o subsídio de desemprego. 

Apesar do número de pessoas sem trabalho continuar a bater recordes, só menos de metade recebe agora ajuda do Estado. Este é o resultado dos cortes nos apoios sociais para equilibrar as contas públicas.

Os números mais recentes indicam que há quase 520 mil portugueses inscritos nos centros de emprego, mas este número fica muito abaixo do valor oficial que aponta para mais de 675 mil desempregados.

De acordo com o Instituto Nacional de Estatística, em Junho passado havia mais 86 mil desempregados do que em Junho de 2010. E, se no ano passado, 285.771 pessoas recebiam subsídio de desemprego, em Junho último esse valor era de 352.846. Ou seja, durante um ano, 67.075 pessoas deixaram de receber esta ajuda do Estado.

Com estes cortes, o Estado já conseguiu poupar 140 milhões de euros nos primeiros sete meses do ano. Contas feitas, gastou menos 10% em subsídios de desemprego do que em 2010.

No entanto, segundo as estatísticas da Segurança Social, o valor médio do subsídio de desemprego até aumentou nos últimos meses e está agora nos 497 euros, uma ajuda preciosa numa altura em que não é fácil conseguir um trabalho.

De acordo com o Instituto do Emprego e Formação Profissional, mais de 518 mil pessoas estavam registadas nos centros de emprego em Julho passado.

fonte:http://www.tvi24.iol.pt

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23
Ago 11
23
Ago 11

IEFP: Número de desempregados caiu 4,4% em Julho

O número de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu 4,4% em Julho face a igual período de 2010, mas subiu 1% comparando com Junho, indicam dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

De acordo com os números hoje divulgados, no mês de Julho encontravam-se inscritos nos centros de emprego do continente e regiões autónomas 524.118 desempregados, correspondentes a 85,3% do total de pedidos de emprego (614.229). "O decréscimo do desemprego, em termos homólogos, foi extensível a ambos os géneros, com destaque para o feminino (-5,5%). Tanto o segmento jovem como o adulto, registaram igualmente uma quebra desta variável, com -8,1% e -3,9%, respectivamente", indica o IEFP.

Já no que refere ao tempo de inscrição, os desempregados que permaneciam nessa situação há menos de 1 ano baixaram 8,3 por cento, ao passo que os de longa duração sofreram um crescimento anual de 1,5%. Os casos de procura de um primeiro emprego registaram uma queda 0,3%, "redução inferior à ocorrida no grupo dos que se encontravam à procura de um novo emprego (-4,7%)".

Em matéria de escolaridade, os desempregados com o 2.º e 1.º ciclos do ensino básico "apresentaram variações descendentes mais significativas", com descidas de 10,4% e 10,3%, respectivamente, ao passo que os desempregados com níveis escolares mais elevados apresentaram uma subida, "que foi de 6,7% entre os que possuem o ensino superior e 2,3% entre os que concluíram o ensino secundário".

Já na óptica das profissões dos desempregados, as estatísticas do continente evidenciam cinco áreas como as mais representativas: pessoal dos serviços, de protecção e segurança; trabalhadores não qualificados dos serviços e comércio; empregados de escritório; trabalhadores não qualificados das minas, construção civil e indústrias transformadoras e operários e trabalhadores similares da indústria extractiva e construção civil. "Estes cinco grupos profissionais, no seu conjunto, detinham um peso na ordem dos 53% face ao total de desempregados inscritos no final de Julho de 2011", nota o IEFP.

O número de colocações efectuadas ao longo de Julho, através dos centros de emprego de todo o país, totalizou 5.401, o que significa que foi inferior, quer comparativamente a igual período do ano passado (-17,2%), quer em relação ao mês de Junho (-5,6%).

Açores e Madeira contrariam tendência de descida

 

As regiões autónomas dos Açores e da Madeira registaram em Julho aumentos homólogos no número de desempregados inscritos nos centros de emprego, contrariando a tendência de descida registada no resto do país. Os Açores registaram uma subida de 22,5%, ao passo que na Madeira a subida foi de 18,4%.

Por seu turno, todas as regiões de Portugal continental sofreram um declínio anual dos desempregados inscritos, "o qual foi mais acentuado no Alentejo (-9,9%) e no Centro (-8,2%)".

Por comparação com o mês de Junho, apenas o Algarve (-6,4%) e os Açores (-3,9%), apresentaram uma diminuição do número de desempregados, ao passo que na região Norte teve lugar o acréscimo mais elevado (+2,2%).

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E

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21
Ago 11
21
Ago 11

Luxemburgo: um terço dos desempregados são portugueses

Cerca de um terço das pessoas que estão oficialmente registadas como desempregadas ou à procura de emprego no Luxemburgo são portuguesas, revelou este domingo o embaixador luxemburguês em Portugal, Paul Schmit.

Segundo aquele responsável, que falava num debate realizado em Tavira, mais de 32 por cento das pessoas registadas como desempregadas são portuguesas, num universo de 70 por cento de cidadãos estrangeiros nas mesmas condições naquele país.

Paul Schmit falava no debate «O racismo, xenofobia e outras discriminações», no qual participou também o Alto Representante das Nações Unidas para a Aliança das Civilizações e ex-Presidente da República, Jorge Sampaio.

Adiantando que naquele país europeu os portugueses representam 17 por cento da população residente, Schmit sublinhou que os estrangeiros são os mais afectados pelo desemprego em parte devido à dificuldade em aprender a língua, escreve a Lusa.

Uma das chaves para a integração, referiu, é justamente a aprendizagem não só da língua-mãe, o luxemburguês, como do alemão, do francês e, numa fase mais tardia da escolaridade, o inglês.

De acordo com o embaixador, a integração é mais fácil quando as crianças chegam ao país em idades menores, sendo que entram anualmente nas escolas do Luxemburgo cerca de 500 novos alunos.

Schmit revelou ainda uma estimativa que aponta para que 20 por cento da população do país viva abaixo do limiar da pobreza, embora apenas 6 por cento sejam luxemburgueses, percentagem ultrapassada pelos estrangeiros.

Na sua intervenção, Jorge Sampaio falou da necessidade urgente em tornar as sociedades mais inclusivas, uma vez que nenhuma sociedade está «imune» à proliferação de práticas discriminatórias.

«Quem pensa que somos uma fortaleza fechada está enganado», afirmou, sublinhando que a redução das desigualdades sociais é ainda mais difícil num momento de crise económica como a que muitos países atravessam.

Considerando que o aumento da discriminação é um fenómeno «generalizado», Sampaio apelou a que se evite o argumento da «excepcionalidade» ou do «incidente» para «fechar os olhos» a episódios como os de Oslo ou Londres.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e

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20
Ago 11
20
Ago 11

Comércio: desemprego ultrapassa 100 mil pessoas

Desapareceram 1.250 lojas de comércio, 720 imobiliárias e 423 restaurantes no primeiro trimestre do ano

 

O desemprego no comércio ultrapassa já as 100 mil pessoas, um valor que segundo o presidente da Confederação do Comércio está acima da média nacional.

De acordo com João Vieira Lopes, desde 2009 que o problema se tem acentuado tendo em conta os dados disponíveis que apontam para o encerramento de cerca de 100 empresas por dia no sector do comércio, estimando-se que em 2010 este número seja muito superior.

Outros dados recentemente divulgados pelo Ministério da Justiça revelam que o encerramento de empresas em Portugal subiu 23 por cento no primeiro trimestre deste ano, tendo desaparecido 1.250 lojas de comércio, 720 imobiliárias e 423 restaurantes.

Esta situação, defende João Vieira Lopes, prende-se não só com a crise económica, mas também com concentração no Comércio, escreve a Lusa.

Grande distribuição «engole» pequeno comércio

Segundo o presidente da CCP, o aumento do peso e do poder negocial da «grande distribuição», que no conjunto de toda a actividade comercial em Portugal representa 25 por cento do volume de negócios e 19 por cento do emprego, afectando a economia no seu conjunto.

Este poder, adiantou, tem vindo a destruir parte significativa do tecido produtivo nacional, em especial, ao nível das pequenas e médias empresas e nos sectores como a agricultura e indústria, «retirando-lhes o mercado do pequeno comércio e impondo-lhes condições negociais incompatíveis com a sua sustentabilidade».

Por outro lado, adianta, os grandes grupos preferem importar os produtos que vendem, obtendo com isso condições ainda mais favoráveis e com esta actuação, tornam-se nos maiores importadores nacionais.

A criação de condições para que as empresas prosperem e criem riqueza é assim, na opinião de João Vieira Lopes, o desafio que se coloca ao actual governo.

As recentes estatísticas do Instituto Nacional de Estatística dão conta de uma diminuição global do desemprego de 12,4 para 21,1%, mas na opinião do presidente da Confederação esta quebra é apenas sazonal.

Dados do INE sobre o volume de negócios, emprego e remunerações na área dos serviços em Junho de 2011 revelam que o volume de negócios registou uma taxa de variação homóloga de menos 9,3% e que no conjunto do segundo trimestre de 2011, a variação foi de menos 5,3%.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/

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19
Ago 11
19
Ago 11

Agricultura e Indústria criam emprego em Portugal

A taxa de desemprego recuou para os 12,1% graças à criação de postos de trabalho nas áreas da indústria, agricultura e construção. No entanto, apenas 20% das novas contratações oferecem estabilidade.

Os dados, revelados pelo Instituto Nacional de Estatística, sobre o recuo efetivo no desemprego no segundo trimestre refletem um alivio temporário da situação. Assim sendo, tanto o governo, como a oposição e sindicatos foram comedidos nas suas declarações de júbilo.

Infelizmente, os novos postos de trabalho não criam vínculos estáveis com os trabalhadores. Só 20% das contratações efetuadas correspondem, segundo o Jornal de Negócios, a contratos sem termo.

No final de Junho existiam 675 mil desempregados, menos 13,9 mil do que no trimestre anterior. O Algarve, Lisboa e Madeira são as regiões onde se registam as maiores taxas de desemprego.

 fonte:http://noticias.sapo.pt/

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18
Ago 11

675 mil pessoas no desemprego

No final de Junho, havia em Portugal 675 mil desempregados (12,1%). Mais de metade está sem trabalho há mais de um ano, mostram dados do Instituto Nacional de Estatística.

 

Apesar de a taxa de desemprego ter recuado ligeiramente face ao primeiro trimestre, o número de pessoas afastadas do mercado laboral há mais de um ano está a crescer. No final de Junho, o desemprego de longa duração atingia 372 400 pessoas, mais 46 200 que no período homólogo. Em relação aos primeiros três meses de 2011, número agravou-se em 7200 cidadãos, um acréscimo de 2%. A somar a isto, está o aumento do número de desempregados com mais de 45 anos, que foi engrossado em 9500 indivíduos entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano. Tendencialmente, estes trabalhadores têm mais dificuldade em regressar ao mercado laboral após despedimento.

Outro indicador que mostra tal realidade está espelhado nos fluxos trimestrais registados: do primeiro para o segundo trimestre, 5% dos indivíduos empregados passaram para a inactividade e 14,9% dos que estavam desempregados passaram também para este escalão, que tecnicamente já não contabiliza as pessoas sem trabalho.

O Algarve continua a ser a região do País com mais desemprego (14,7%), seguido de Lisboa (13,5%), da Madeira (13,5%) e do Norte (12,6%).

DESEMPREGADA HÁ CINCO ANOS

A algarvia Ana Paula Viegas Rodrigues, de 56 anos, residente em Faro, casada, com dois filhos, está no desemprego desde 2006. Em Dezembro passado, deixou de receber o subsídio de desemprego e agora vai requerer a reforma antecipada.

"Sei que vou ser bastante penalizada, apesar de trabalhar desde os 18 anos, efectuando os devidos descontos, mas não tenho outra solução", confessa Ana Paula, que, nos cinco últimos anos, tem batido a várias portas.

"Fiz cursos de formação e de formadores, aprendi língua gestual e aperfeiçoei conhecimentos de informática, mas foram em vão todas as entrevistas para empregos, em várias áreas, devido à idade e ao facto de ser casada, com filhos", explicou.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/

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Mais de 80% do emprego criado no trimestre é precário

Pela primeira vez em três anos o número de empregados aumentou. Contudo, os empresários fugiram das contratações para os quadros.

Mais de 80% dos empregos criados no segundo trimestre deste ano foram precários, mostram os dados revelados ontem pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Ainda assim, esta foi a primeira vez em três anos que a economia portuguesa foi capaz de aumentar o número de postos de trabalho. A taxa de desemprego recuou três décimas, para 12,1%.

Desde meados de 2008 que não se registava criação líquida de emprego em Portugal. Ou seja, de trimestre em trimestre e até Março deste ano o número de postos de trabalho criados tinha sido sempre mais baixo do que aqueles que eram destruídos, no mesmo período de tempo. A tendência foi interrompida entre Abril e Junho. Ao contrário do que era já habitual, a economia portuguesa foi capaz de dar trabalho a mais 27 mil pessoas.

Contudo, a grande maioria dos empregos criados foram precários: 80,5% têm por base ou um contrato de trabalho a prazo, ou outro tipo de situação contratual, que não um vínculo definitivo aos quadros da empresa em causa.

Esta situação deverá agravar-se nos próximos meses, já que o programa do Governo prevê que durante um ano os actuais limites à contratação a prazo sejam suspensos. A lei actual impede que os contratos a prazo se prolonguem por mais de três anos, mas como forma de responder "à actual situação de emergência nacional", tal como se lê no Programa do PSD/CDS-PP, o Executivo quer levantar temporariamente este impedimento. Outra ideia é acabar com a diferença entre contratos a prazo e sem termo, estabelecendo um contrato único. 

fonte:http://economico.sapo.pt

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18
Ago 11

A realidade do desemprego

O arrefecimento do ambiente económico em toda a Europa e a recessão em que Portugal se encontra levariam facilmente à conclusão antecipada de que o desemprego em Portugal estaria a aumentar de forma constante, em linha com a tendência dos últimos meses. Porém, os números ontem revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostraram uma ligeiríssima quebra - de 12,4% nos primeiros três meses ao ano para 12,1% no segundo trimestre. Como hoje se explica no DN, esta queda é conseguida graças ao emprego sazonal que, tradicionalmente, sobe nesta altura do ano e também pelo facto de haver cada vez mais pessoas dispostas a trabalharem por menos dinheiro. O princípio é simples: mais vale um ordenado magro do que salário nenhum.

Este segundo factor é a prova de que está em curso um choque salarial, que é potenciado pelas medidas da troika com óbvios reflexos na competitividade. O aperto na economia, as regras mais duras no acesso ao subsídio de desemprego e ao rendimento social de inserção impõem um novo paradigma no mercado de trabalho.

Não tenhamos, porém, ilusões. O próprio ministro das Finanças, em Julho, tratou de ser realisticamente pessimista ao apresentar as previsões para o desemprego: 12,5% no final de 2011 e 13,2% no próximo ano, o que corresponderá a um pico de cerca de 750 mil de-sempregados. Isto é, passado o Verão, a dura realidade há-de voltar e o ambiente recessivo travará a criação líquida de emprego.

Para dar a volta à crise, há que reanimar a capacidade exportadora das empresas portuguesas e induzir um novo ciclo que permita resolver os problemas de tesouraria das PME, de modo a entrar numa trajectória de crescimento.

Sem este empenho, a crise social tenderá a agudizar-se e a temida contestação não deixará de sair à rua.

Pressa é má conselheira

Ajustiça britânica agiu com celeridade no rescaldo dos motins que abalaram os bairros degradados de várias cidades inglesas, mas a mão forte dos tribunais está a provocar celeuma. Dois homens foram condenados a penas de prisão por terem incitado à violência através do Facebook e houve condenações surpreendentes: um detido pelo roubo de garrafas de água que valiam quatro euros e outro por um gelado. As condenações do Facebook causaram sensação. Jordan Blackshaw, de 20 anos, convocou pela rede social uma manifestação em Norwich e teve a má ideia de ser o único a aparecer; Perry Sutcliffe-Keenan, de 22 anos, provocou um pânico na sua pacata comunidade, mas no dia seguinte, já na fase da ressaca, apagou a página. Os dois homens podem ficar na prisão quatro anos, dependendo do recurso.

A polícia teve de mobilizar forças para contrariar estes supostos ataques. Incitar à violência é crime grave. Mas os críticos estão incomodados com as sentenças, pois não houve tumultos, e os mesmos defensores lembram que se estes incidentes tivessem ocorrido na véspera (antes dos motins) os condenados teriam penas bem mais suaves. Roubar garrafas de água no valor de quatro euros ainda é furto, mas a severidade do Estado em relação a crimes deste teor é sinal de fraqueza. O líder conservador britânico, David Cameron, defende agora a mão pesada da justiça, mas já não consegue esconder que as autoridades tiveram mão demasiado leve para conter os distúrbios. Outros dirigentes lembram que os políticos não devem pressionar os juízes. Em Portugal, onde a justiça é mais lenta, chega a tribunal um caso semelhante, a envolver "alarme social": o espancamento de uma adolescente por outras adolescentes foi filmado e circulou nas redes sociais; o caso "alarmou" a sociedade, levando na altura um juiz a decidir de forma inédita prisão preventiva para uma jovem de 16 anos. A pressão mediática (repetição de imagens chocantes ou medo de motins) não pode ser mais forte do que a lei.

fonte:http://www.dn.pt/

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