25
Mai 11

Chineses já pedem subsídio de desemprego

Há 25 chineses inscritos nos centros de emprego entre empresários, estudantes e domésticas. Associações admitem que muitos outros não pedem ajuda por orgulho.

A crise também está a atingir os negócios da comunidade chinesa, conhecida pelo empreendedorismo. Até Dezembro do último ano, 25 chineses estavam inscritos nos centros de emprego de todo o país, mais sete do que em 2008.

Estes números do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) vêm contrariar a ideia da maioria dos portugueses que, segundo um estudo recente sobre racismo do Observatório da Imigração, olha para os chineses como os imigrantes mais bem integrados apesar de não dominarem a língua nem conviverem com os cidadãos nacionais.

Todos com baixas qualificações

Dos actuais 25 desempregados, três eram empresários, 17 trabalhadores por conta de outrem (na área dos serviços, como vendedores e seguranças), quatro ex-estudantes e até uma doméstica. Segundo o SOL apurou, um destes quatro nunca trabalhou em Portugal, estando à procura do primeiro emprego.

A maioria dos inscritos são mulheres, na faixa dos 40 anos e residem em Lisboa. Em comum, têm qualificações muito baixas (menos do 1.º ciclo) e mal falam português. O que talvez explique o facto de, em alguns casos, o desemprego se arrastar de um ano para o outro: em 2008, 2009 e 2010 transitaram, respectivamente, quatro, oito e três chineses.

Neste período, segundo o IEFP, apenas quatro foram recolocados no mercado de trabalho (área da restauração e comércio).

Para Y Ping Chow, presidente da Liga dos Chineses em Portugal e empresário estabelecido no Porto há 48 anos, estes números são apenas uma pequena amostra da realidade. «Tenho a certeza de que neste momento há muito mais do que 25 à procura de trabalho», admitiu ao SOL, explicando que «muitos vieram da China há pouco tempo e perderam o emprego, mas não sabem que têm direito de pedir subsídio ao fim de seis meses».

Mas a maioria, acredita Chow, simplesmente recusa fazê-lo. «O facto de apenas 25 terem pedido ajuda ao Governo só mostra que o chinês é orgulhoso de si próprio», frisa o empresário, adiantando: «A Liga está disponível para ajudar estes e outros chineses que precisem».

Regresso à China

Enquanto uns pedem ajuda, outros há que preferem voltar às origens para reencontrar um caminho. A crise, garante Y Ping Chow, está a levar muitos «empresários» a regressarem ao país de origem. «Já juntaram algumas economias para poderem montar o seu próprio negócio lá. Ao contrário de outros países, como a Espanha, Portugal ainda não consegue atrair mão-de-obra especializada, o ordenado mínimo é muito baixo», sublinha o porta-voz da Liga, que estima que vivam actualmente em Portugal 20 mil chineses, incluindo os já naturalizados. Já o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, por seu lado, diz que, em 2009, últimos dados disponíveis, eram 14. 396 os chineses a viver em Portugal.

A verdade é que, nos últimos três anos, o número de chineses que se inscreveram na Segurança Social tem diminuído: de 2.361, em 2008, passaram para 1.671 em 2010. Neste momento, ao todo, 9.838 cidadãos desta nacionalidade têm enquadramento activo na Segurança Social.

«O desemprego cresceu tanto que atinge qualquer grupo de imigrantes. Não há razão nenhuma para que os chineses fiquem de fora» – disse ao SOL Jorge Malheiros, do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, lembrando que «muitas lojas chinesas já empregam nacionais e brasileiros» para facilitar o contacto com o público.

«O que é surpreendente», observa, «é serem tão poucos os ‘desempregados oficiais’, visto que a maioria dos que cá vivem tem idade activa». Para o geógrafo, «isso mostra também que provavelmente resistem melhor à crise e têm mais estratégias de sobrevivência».

Pequenas lojas sem futuro

«Juntar a força de várias pessoas para criar uma empresa maior». É esta, frisa Chow, a estratégia de futuro da comunidade: «As lojas pequeninas são cada vez mais substituídas por grandes armazéns».

Uma ronda pelo Martim Moniz, em Lisboa, bastou para confirmar o sufoco em que vive o pequeno comércio chinês. «Hoje só fiz três euros. Os clientes pagam com moedas de cêntimos», conta Wang, de 48 anos, proprietária de uma pequena loja de bijuteria, aberta há 15 anos no centro comercial da Mouraria.

Obrigada a baixar os preços para compor o lucro, a chinesa conta os cêntimos, guardados em saquinhos de plástico. Mal dão para pagar a renda de 600 euros pelos oito metros quadrados de espaço.

O futuro é uma incógnita: «Há muitos chineses a voltar para a China. Lá o ‘dinheilo’ é mais ‘segulo’. Aqui tem muito ladrão». Desde que aqui vive, Wang já foi assaltada duas vezes.

«Não há ‘dinheilo’. Há dias que não vende nada», desabafa a dona de um armazém de revenda de roupa, ali perto, enquanto faz e refaz contas no pequeno bloco de notas. Abriu o negócio há três anos com o marido, os únicos a trabalharem na loja, mas não sabe se vai aguentar até ao fim do ano. «É a ‘clise’».

fonte:http://sol.sapo.pt/

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Guia do primeiro emprego

A transição entre a saída da universidade e a entrada no mercado de trabalho não é uma etapa fácil. Com as projecções europeias a apontar para um desemprego de 13 por cento já no próximo ano e os dados de Março do Instituto de Emprego e Formação Profissional a mostrarem uma taxa de desemprego para menores de 25 anos de 12 por cento, conseguir trabalho é hoje uma tarefa árdua.

 

Para os jovens que procuram o primeiro emprego, o desemprego ronda agora os 7,5 por cento, contudo nem todos os que estão à porta do mercado de trabalho estão inscritos nos centros de emprego, o que dificulta o apuramento dos dados. 

Para quem está a fazer pela vida e quer começar a longa jornada no mercado do trabalho, o Saldo Positivo reuniu num só guia alguns elementos a ter em conta, com o intuito de facilitar a sua inserção profissional. 

Carta de motivação

É uma das principais componentes da sua candidatura. Mencione as suas habilitações académicas e respectivas universidades nas quais estudou. Explique as razões que o levam a candidatar-se à oferta de emprego e faça referência àquilo que pode trazer de novo para a empresa onde vai trabalhar, tendo por base os seus conhecimentos, competências e experiência profissional adquiridos. 

carta de apresentação deve ser bem redigida, as ideias devem ser claras e não pode de forma alguma conter erros ortográficos. Deve dirigir a carta de motivação ao responsável do departamento, ao director da empresa, ou à pessoa que está a coordenar o processo de recrutamento. Utilize linguagem formal, mas evite a robustez do vocabulário. Personalize a carta de acordo com o cargo e a empresa a que se candidata, de modo a que não pareça um modelo de carta de motivação previamente concebido. 

Currículo

É um resumo da história da sua vida que sintetiza o seu percurso escolar, académico e profissional. O currículo será a porta de entrada para uma entrevista e posteriormente para uma oferta de emprego.Os currículos devem ser sempre acompanhados por uma carta de apresentação. A estrutura do currículo é bastante importante: convém que obedeça a uma certa ordem e que contenha separadores adequados. Actualmente o modelo europeu é o mais comum e o mais adoptado convencionalmente tantos pelos candidatos, como pelos empregadores. A ordem adoptada neste modelo é a seguinte: 

  • Dados Pessoais;
  • Experiência Profissional (do mais recente ao mais antigo);
  • Habilitações Literárias;
  • Formação Complementar;
  • Aptidões e competências pessoais (Conhecimento de línguas, informáticos, etc);
  • Aptidões e competências sociais.

Quando preencher os campos dedicados à experiência profissional, opte por apenas referir os cargos com maior relevo para si e para a função a que se candidata e que mais valorizam o currículo. Os seus interesses, hobbies, desportos, acções de voluntariado e experiências de intercâmbio no estrangeiro são detalhes muito valorizados, pois são pormenores que revelam muito da sua personalidade, capacidade de interacção com os outros, aptidões desportivas e artísticas, etc. 

Como preparar-se para uma entrevista

Consulte atentamente o site da empresa, tente perceber as políticas principais da companhia para a qual se candidata e leia os requisitos e as competências requeridas para a oportunidade a que se propõe. Tente perceber qual o dress code adoptado pelos colaboradores do departamento para onde vai trabalhar. Mostre interesse, disponibilidade e motivação para a função a que se candidata, explique as razões que o motivaram a enviar a sua candidatura e enumere as suas competências e qualidades que mais se adequam à função disponível. Faça uma introspecção prévia e pense no que pode trazer de novo à empresa, em forma de valor acrescentado. Procure encontrar um meio-termo entre o excesso de confiança e o excesso de modéstia, procure ser o mais convincente, mas o mais natural possível. 

Carta de recomendação

Peça uma carta de recomendação ao seu orientador de estágio, a um professor na faculdade, ou alguém com um cargo relevante numa empresa onde tenha estagiado. 

Trata-se de um documento escrito por alguém que escreve sobre as suas capacidades, competências e conhecimentos. O redactor da carta procura salientar as suas qualidades e justificar porque razão recomenda-o à empresa ou à instituição a que se candidata. Na maioria das vezes não é obrigatório apresentar uma carta de recomendação, mas é sempre uma mais-valia e uma forma de enriquecer a sua candidatura, uma vez que as referências são muito importantes num processo de recrutamento. 

Criação do próprio emprego

Actualmente existem muitos apoios e incentivos para a criação do seu próprio negócio, que vão desde a eliminação do capital social de cinco mil euros para a abertura de sociedade unipessoal ou por quotas, microcrédito, apoios e incentivos do IEFP e apoios ao empreendedorismo académico. 

Consulte a informação disponível no Saldo Positivo sobre as soluções de auto-emprego e equacione esta via para entrar para entrar no mercado de trabalho pela sua própria mão. 

http://www.saldopositivo.cgd.pt/crie-o-seu-proprio-emprego/ 

http://www.saldopositivo.cgd.pt/apoios-para-o-microcredito/ 

http://www.saldopositivo.cgd.pt/abc-do-empreendedorismo-academico/ 

Programa de estágios profissionais e curriculares

Mesmo que não aufira qualquer remuneração e apenas obtenha subsídios, os estágios curriculares durante três a seis meses, podem ser uma porta de entrada para o mercado de trabalho e para se inserir profissionalmente na sua área. Também existem os estágios parcialmente remunerados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional e a entidade empregadora. É uma excelente oportunidade para ganhar experiência e algum dinheiro. Não deixe de consultar as ofertas de emprego no departamento de estudos da sua faculdade, a que pertence o seu curso.  

Gabinete de Inserção Profissional da faculdade

Os empregadores muitas vezes procuram ir buscar os seus futuros colaboradores directamente às universidades, em vez de tornarem públicas as suas ofertas de trabalho. Muitas vezes existem protocolos entre as universidades e as empresas, de modo a facilitar a entrada dos alunos no mercado de trabalho e a melhorar as estatísticas de empregabilidade da faculdade.  

Seja arrojado

Adoptar novos modelos para se candidatar a uma empresa ou a uma oportunidade de emprego de forma mais apelativa, pode ser uma solução viável para que seja eleito para o cargo a que se candidata. Um currículo em vídeo, um site pessoal ou um portefólio animado, são formas de tornar a sua candidatura mais convincente, pois é mais cómodo para o empregador de analisar e além disso a originalidade com que se apresenta é um factor que abona a seu favor. Lembre-se que quem está a recrutar tem centenas de candidaturas para apreciar. Portanto, procure ser original e inovador, sem perder o profissionalismo e o sentido estético. 

Nem sempre as cartas de apresentação têm de obedecer à estrutura convencional, opte por criar uma abordagem diferente, introduzindo-se de uma forma arrojada, ou escrever algo que capte imediatamente a atenção da pessoa que irá ler. Tire partido das novas tecnologias, dos novos media e das plataformas interactivas. Se a sua profissão estiver ligada às artes, estes detalhes são muito valorizados.  

Aproveite as redes sociais

Actualmente as redes sociais são meios eficazes para trocar informações, ter conhecimento de novas oportunidades e criar bons contactos. 

O Linkedln é um site onde pode colocar o seu currículo online, mencionar as áreas onde gostava de trabalhar, pode ser recomendada por pessoas e vice-versa. Muitas empresas de recursos humanos utilizam esta rede para procurar possíveis candidatos e pesquisar currículos de acordo com os requisitos necessários. A criação de um perfil nesta página, dá-lhe ainda a possibilidade de poder vir a ser contactada por empregadores. 

O Facebook é a rede social com mais participantes, um excelente meio para encontrar pessoas, antigos colegasou amigos de quem perdeu o rasto. Se por sua vez é um ponto de encontro para manter contactos, por outro é também um meio onde se divulgam eventos, ofertas de emprego, anúncios e notícias. O perfil que cria, as fotografias que disponibiliza, os seus dados pessoais, as informações que partilha, podem ser consultadas durante o processo de candidatura, trazendo efeitos positivos ou negativos. Se trabalha com imagem o Flickr também o pode ajudar a divulgar o seu trabalho. No caso do vídeo os canais Vimeo e o Youtube poderão ser óptimos alicerces para se dar a conhecer. A Behance Network ou o Carbonmade são redes sociais muito utilizadas por criativos, pois possibilitam a publicação online dos seus portefólios. 

Cuidado com a sua reputação digital

Sem dúvida que as redes sociais trouxeram inúmeros benefícios, que em muito melhoraram a forma como as pessoas interagem entre si, divulgam informações sobre si próprias e dão-se a conhecer a nível global. No entanto, todas estas ferramentas online, podem potenciar o efeito contrário. O recrutador poderá excluí-lo ao fazer uma breve pesquisa pelo seu nome no Google, caso encontre em blogues, Twitter ou Facebook ou noutros sites, informações a respeito da sua vida privada que considere pouco compatíveis com o perfil da pessoa que pretende recrutar. Neste sentido, os candidatos devem ter bastante cuidado nos perfis que criam, com os textos que escrevem e com as imagens e fotos que publicam. Convém, de vez em quando, actualizar as suas informações que aparecem quando o seu nome é colocado no Google, de modo a transparecer uma melhor impressão possível de si para os outros, pois estas redes são muito usadas para a procura de referências e detalhes extra acerca de si próprio.  

Alguns sites onde pode encontrar emprego 

http://aeiou.expressoemprego.pt/ 

http://www.empregos.org/ 

http://www.net-empregos.com/ 

http://www.empregosonline.pt/ 

www.cargadetrabalhos.net 

http://www.pontodeemprego.com/

 

 

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/ 

 

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25
Mai 11

Alemanha oferece 350 mil empregos

A Alemanha tem 350 mil postos de trabalho para os quais está a tentar atrair profissionais portugueses.

De entre as profissões com maiores défices de mão-de-obra no país, que na década de 1970 recebeu milhares de emigrantes portugueses, destacam-se a área da Saúde, as engenharias e outras profissões especializadas, como trabalhadores metalomecânicos, canalizadores, electricistas ou mecânicos auto e as profissões ligadas aos transportes aéreos, avança hoje o Correio da Manhã.

Nos dias 14 e 16 de Junho, no Porto e em Lisboa, respectivamente, o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) vai organizar uma iniciativa com o objectivo de dar a conhecer as oportunidades de trabalho que os portugueses podem aproveitar na Alemanha.

Os empregos podem ser consultadas na internet em www.iefp.pt/eures, onde também se podem fazer as inscrições para participar nas iniciativas de informação.

fonte:http://economico.sapo.pt/

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23
Mai 11
23
Mai 11

Mais de 200 mil portugueses desistiram de procurar emprego

Mais de 200 mil portugueses desistiram de procurar emprego, por falta de qualificações, por causa da idade ou simplesmente pela perda de vontade de procurar um lugar no mercado de trabalho.

Segundo a edição de hoje do Público, se estas 204 mil pessoas entrassem para as estatísticas, o número de desempregados aumentaria dos 689 mil para os 892 mil desempregados, e a taxa de desemprego fixar-se-ia nos 15,5%.

Um cenário que parece estar para durar, tal como o caso dos desempregados de longa duração, que são já mais de metade dos desempregados e que se encontram afastados do mercado de trabalho há dois anos ou mais.

A este casos juntam-se ainda as 174 mil pessoas que dizem trabalhar menos horas do que seria desejável, o que os deixa numa situação de sub-emprego.

Com as medidas duras da troika, a precariedade poderá vir a afectar ainda mais estas pessoas, sobretudo pelo facto de 54% dos desempregados não terem qualquer tipo de protecção social.

A taxa de desemprego está, actualmente, nos 12,4%, um nível histórico.

fonte:http://diariodigital.sapo.pt/

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20
Mai 11
20
Mai 11

84,5 mil doutores sem emprego

Ser um jovem licenciado em Portugal é cada vez mais sinónimo de estar desempregado. Os dados do INE ontem revelados mostram que a taxa de desemprego jovem já atinge os 27,8 por cento.

 

Em cada grupo de dez portugueses entre os 15 e os 24 anos, há três que não têm emprego. Desempregados com licenciatura já são 84,5 mil. A esta ‘geração à rasca’ junta-se agora outra que parece demasiado velha para conseguir emprego mas muito nova para a reforma: as pessoas com mais de 45 anos representam 30,3 por cento do total de desempregados no País.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) colocam a taxa de desemprego em Portugal nos 12,4 por cento no primeiro trimestre de 2011, um máximo histórico que, contudo, não pode ser comparado devido à alteração de metodologia na recolha dos dados. O valor é, de qualquer modo, elevado e mostra que há agora duas ‘gerações à rasca’ no País. Se somarmos os jovens sem trabalho aos desempregados com mais de 45 anos, temos 332 mil desempregados de duas gerações diferentes em Portugal. É praticamente metade de toda a população desempregada.

A agravar este cenário, há ainda o facto de mais de metade dos portugueses sem trabalho estarem nessa situação há mais de um ano .

Em termos geográficos, o Algarve lidera, com uma taxa de desemprego de 17 por cento, seguido da Madeira, com 13,9 por cento, e de Lisboa, com 13,6 por cento de população activa desempregada. Também o Norte, com 12,8 por cento, e o Alentejo, nos 12,5 por cento, ficam acima dos 12,4 por cento da média de Portugal estimada pelo INE.

Os 12,4 por cento de taxa de desemprego registada no primeiro trimestre deste ano colocam em risco a previsão do ministro das Finanças. Teixeira dos Santos afirmou, durantea apresentação das medidas da troika (BCE/FMI/CE), que a taxa de desemprego deveria chegar aos 13 por cento no final de 2013. Ao ritmo a que se tem verificado o crescimento do número de desempregados, há uma forte probabilidade de chegar aos 13 por cento já este ano.

NÚMEROS NÃO SURPREENDEM GOVERNO

O secretário de Estado do Emprego, Valter Lemos, disse ontem que o aumento da taxa de desemprego "estava dentro das expectativas", ressalvando que "o contributo mais significativo foi de pessoas que não estavam à procura de emprego e que agora estão".

"O contributo mais relevante foi dado pelos fluxos da passagem de inactivos para a situação de desemprego", afirmou o governante, acrescentando estar "preocupado com a alta taxa de desemprego" ontem divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística.

fonte:http://www.cmjornal.xl.pt/

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18
Mai 11

Taxa de desemprego nos jovens atinge os 28%

Jovens são os mais afectados pelo drama do desemprego em Portugal.

Segundo os dados do INE, a taxa de desemprego entre os jovens até aos 25 anos subiu em Portugal para 27,8% no primeiro trimestre de 2011, o que se traduz em 123,9 mil indivíduos sem trabalho.

Os mesmos dados mostram que entre a população desempregada 12,3% são licenciados e que há 84,5 mil portugueses que frequentaram o ensino universitário sem emprego.

Contudo, os números são mais expressivos para aqueles que só completaram o ensino secundário (20,3%) e para quem ficou no ensino básico (67,4%). Nestes 'escalões' há 140 mil e 464 mil portugueses sem trabalho, respectivamente.

Mulheres são as mais penalizadas

O desemprego de longa duração - pessoas inscritas nos centros de emprego há mais de um ano - representa já 53% do universo de desempregados, enquanto o número de pessoas inscritas há menos de um ano pesa 47%.

Por género, foram as mulheres que mais sofreram, com o desemprego a situar-se nos 12,8% neste grupo, enquanto nos homens ficou pelos 12% no primeiro trimestre.

Do ponto de vista regional, o desemprego subiu em todas as regiões do país, principalmente no Algarve, onde atingiu 17%, e em Lisboa (13,6%).

fonte:http://economico.sapo.pt/

 

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18
Mai 11

CIP defende que portugueses voltem a reduzir férias para 22 dias

O presidente da Confederação da Indústria Portuguesa (CIP), António Saraiva, considera que os trabalhadores portugueses devem voltar a ter 22 dias de férias como forma de diminuir o custo unitário do trabalho e aumentar a competitividade.

"Advogamos que deveríamos retomar os 22 dias" de férias, em vez dos 25 actuais, disse à Lusa António Saraiva. "Já quando se decidiu aumentar de 22 para 25 dias úteis premiando aqueles que não faltam considerámos a medida errada porque todos nós temos a obrigação de trabalhar mais e melhor", explicou, criticando que se premeie "uma coisa que deve ser natural, que é a comparência ao trabalho".

Para António Saraiva, a posição da chanceler alemã, Angela Merkel - que exigiu a unificação da idade da reforma e dos períodos de férias na União Europeia e criticou os sistemas vigentes na Grécia, Espanha e Portugal - é "natural".

"Quando somos obrigados a pedir ajuda externa perdemos alguma da nossa liberdade de acção e é natural que os nossos credores e, desde logo, a Alemanha, venham tentar impor condições diferentes daquelas a que estamos habituados", referiu. No entanto, ressalvou o presidente da CIP, "cada país tem especificidades próprias e instituições próprias".

Ainda assim, António Saraiva acredita que a redução de férias é uma forma de tornar a economia portuguesa mais competitiva. "A economia portuguesa tem de se tornar mais competitiva e os custos unitários do trabalho têm que ser melhorados, quer pelo lado da Taxa Social Única, quer pelo tempo de trabalho", defendeu.

Para António Saraiva, a solução deve passar "por um 'mix' até para não ser necessário compensar com penalizações fiscais para diferenciar positivamente alguns sectores e empresas mais expostos à concorrência internacional"

fonte:http://www.dn.pt/

publicado por adm às 22:39 | comentar | favorito
17
Mai 11
17
Mai 11

Candidaturas abertas para estágios internacionais

Quer trabalhar fora do país, mas não sabe por onde começar? O programa INOV Contacto pode ser o empurrão para os jovens quadros. Até ao dia 31 de Maio de 2011, estão abertas as inscrições para a 16ª edição do programa da iniciativa do Ministério da Economia, da Inovação e do Desenvolvimento que visa apoiar a formação de jovens com qualificação superior, com idade até 30 anos.

Na última edição de 2010/2011 foram seleccionadas 550 candidaturas para estágios profissionais no exterior em áreas como a gestão, economia, engenharias e telecomunicações.

Para ter mais informação sobre o programa siga este link e saiba tudo sobre estes estágios internacionais apoiados pela União Europeia.

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/

publicado por adm às 22:55 | comentar | favorito
15
Mai 11
15
Mai 11

Haverá diferentes impactos das alterações ao subsídio de desemprego

Exemplo 1
Trabalhador com 48 anos, 20 de descontos e remuneração mensal de 800 euros, que ficar desempregado a partir de 2012.

Duração: Não é afectado pela redução da duração máxima do subsídio de desemprego. Como tem mais de 45 anos e uma longa carreira contributiva, mantém o direito a receber o apoio por 1140 dias (três anos e dois meses).

Valor: O valor do subsídio continuará a corresponder a 65 por cento da remuneração de referência, sem ultrapassar 75 por cento do salário líquido que recebia quando estava no activo. Mas se ficar desempregado por mais de seis meses será afectado pela redução de 10 por cento no valor do subsídio. Como este trabalhador tinha um nível salarial pouco elevado não chega a auferir o montante máximo do subsídio, pelo que não se lhe aplica a diminuição do valor máximo da prestação.

Exemplo 2
Trabalhador com 30 anos de idade, quatro anos de descontos e remuneração mensal de 2200 euros, que ficar desempregado a partir de 2012.

Duração: O desempregado mantém a possibilidade de receber o subsídio por 360 dias (um ano) tal como está previsto na lei actual e não será abrangido pelas alterações no tempo de atribuição do subsídio.

Valor: Um desempregado nestas condições já será totalmente abrangido pelas novas regras. Como tem um salário relativamente elevado, teria direito a receber o valor máximo do subsídio de desemprego que vai reduzir-se e ficará a perder 210 euros por mês. A este valor terá ainda que se somar o corte de dez por cento que será aplicado ao valor do subsídio a partir do sexto mês de permanência no desemprego.

Exemplo 3
Trabalhador com 25 anos, que entrou no mercado de trabalho em 2012 com um salário de 500 euros e que 12 meses depois fica desempregado.

Duração: Embora o memorando de entendimento apenas refira a redução do tempo máximo de atribuição do subsídio e não precise de que forma irá rever o restante quadro temporal, é natural que estes desempregados possam vir a receber menos tempo do que os actuais 270 dias previstos na Lei. A grande novidade é que, ao contrário do que acontece agora, em que é preciso descontar 15 meses para ter acesso ao subsídio de desemprego, esta pessoa terá direito à prestação porque descontou 12 meses.

Valor: Receberá um subsídio que corresponde a 65 por cento da remuneração de referência e não poderá exceder 75 por cento do valor líquido que recebia. Como tem um salário baixo não é abrangido pela redução do limite máximo do montante do subsídio. Mas, a partir do sexto mês de desemprego, a prestação também baixa 10 por cento, embora ainda não se saiba se se manterá como mínimo o valor do IAS.


Quais são as propostas da troika 

- Introdução de um novo tecto máximo no valor do subsídio de desemprego, que passará de 1258 euros (três vezes o indexante dos apoios sociais) para os 1048 euros (2,5 IAS);

- Redução progressiva do valor do subsídio a partir do sexto mês, levando a uma diminuição de 10 por cento;

- Diminuição do período de descontos necessário para se ter acesso ao subsídio de desemprego. Passa dos actuais 450 dias (15 meses) nos últimos 24 meses para 365 dias (12 meses);

- Possibilidade de os trabalhadores independentes de determinadas categorias "que prestam serviços para um único empregador" - os chamados falsos recibos verdes - terem acesso à protecção no desemprego.

publicado por adm às 22:59 | comentar | favorito
12
Mai 11
12
Mai 11

Bloco aposta em criar emprego

Francisco Louçã apresentou hoje o programa eleitoral do Bloco de Esquerda  para as eleições legislativas antecipadas de 5 de junho.

O "objetivo principal" do compromisso eleitoral do Bloco de Esquerda é "criar emprego", anunciou ao final da manhã Francisco Louçã, durante a apresentação em Lisboa no programa do BE para 5 de junho.

O Bloco propõe que os "falsos recibos verbes" passem a ter um contrato efetivo. Com o seu plano de criação de emprego, os bloquistas ambicionam criar 90 mil novos postos de trabalho dentro de um ano e meio.

Francisco Louçã insistiu na necessidade de ser feita uma auditoria à dívida, "pois é preciso saber o que está na fatura". Após ser calculado o valor, o coordenador do Bloco de Esquerda voltou a defender a renegociação, pois "não é possível pagar um juro acima de 5%".

Fundo nacional de resgate da dívida

 

Como alternativa ao consagrado no memorando entre o Governo e a troika, Francisco Louçã propõe a criação de um fundo nacional de resgate da dívida, que seria alimentado por um imposto sobre as mais-valias urbanísticas, um imposto marginal de uma milésima sobre as operações bolsistas e uma taxa sobre transferências para offshores.

No compromisso eleitoral ("Mudar de futuro, pelo emprego e pela justiça social"), apostado na defesa do Estado Social, há propostas que entram agora no debate da campanha: "Um tecto aos acionistas das PPP para o nível médio da taxa de juro" ou agravamento do IRC sobre "empresas que têm apoios públicos, mas que distribuem dividendos aos accionistas em vez de reinvestir".

O Bloco de Esquerda propõe ainda uma "reorientação para a Caixa Geral de Depósitos" dos 12 mil milhões de euros do empréstimo que servirão para recapitalizar a banca.

fonte:http://aeiou.expresso.pt/

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