UGT diz que novo acordo de emprego resiste a mudanças de Governo

O acordo sobre competitividade e emprego atingido esta terça-feira em concertação social, sem a CGTP, incluirá a criação de um fundo empresarial para suportar os custos com os despedimentos, que será financiado por dotações das empresas num montante até 1% dos valores dos vencimentos dos trabalhadores.

Os parceiros sociais também estão de acordo quanto ao princípio de reduzir o limite máximo de indemnização em casos de despedimento para 20 a 22 dias de salário-base, com um tecto de 12 meses, aplicável aos novos contratos. 

João Proença, secretário-geral da UGT, explicou no final da reunião os motivos para aceitar o acordo com governo e patrões.

«A concertação é algo estrutural no país. Sempre foi importante assinar um acordo para a competitividade e emprego, queremos o seu crescimento, mais e melhores postos de trabalho. Dialogamos com todos os governos e fazemos greves com todos os governos. Queria sublinhar que este acordo é com o Governo da República, seja quem for o primeiro-ministro; por isso caia ou não caia o governo amanhã, os outros estarão obrigados a cumpri-lo. Se houver matérias a ser alteradas, essas alterações devem resultar de acordos tripartidos», sublinhou.

João Proença considerou que o acordo «é favorável ao país e aos trabalhadores». «Achamos que é um bom acordo, reforça competitividade das empresas, tem políticas activas de emprego, o prevê o combate à fraude e à economia clandestina, por exemplo», disse. 

Quanto à criação do fundo de suporte a despedimentos, João Proença explicou que haverá um fundo público e dois ou três privados, «mas todos têm de assegurar o mesmo nível de protecção».

fonte:http://www.abola.pt/

publicado por adm às 22:47 | comentar | favorito