Governo e parceiros sociais acordam 50 medidas para o emprego

A maioria dos parceiros assinou hoje com o Governo um acordo de princípio sobre o pacote de 50 medidas para a competitividade e emprego. 

A UGT e as confederações da Indústria, do Comércio e do Turismo deram o seu aval ao conjunto de medidas que o Governo vai levar à cimeira de Bruxelas, na sexta-feira. 

A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) ainda não decidiu e a CGTP recusou o compromisso. 

João Machado, presidente da CAP, explica que, para assinar o acordo, são necessários mais esclarecimentos por parte do Governo, nomeadamente sobre a constituição de um fundo para pagar parte das indemnizações por despedimento, já que este “vai criar encargos ao nível patronal e por isso era impossível a CAP subscrever o documento sem saber como o fundo vai funcionar”. 

Já a ministra do Trabalho, Helena André, valorizou a atitude construtiva e de responsabilidade manifestada pelos quatro parceiros subscritores e destacou a importância deste acordo “no sentido de se ultrapassarem os constrangimentos que existem ao nível da economia e ao nível do mercado de trabalho”. 

Todos os parceiros que assinaram o entendimento sublinham que esta é apenas a manifestação da disponibilidade para continuar a negociar. Não quer dizer que no final haja mesmo um acordo. 

A Confederação do Comércio de Portugal (CCP), por exemplo, não quer o fundo, apenas a redução das indemnizações, e a UGT já deixou claro que uma coisa não pode avançar sem a outra. 
fonte:http://www.rr.pt
 
publicado por adm às 22:55 | comentar | favorito