Fábrica da Nissan cria 200 empregos

Investimento de €160 milhões em Aveiro marca o arranque do grupo de indústrias que fornecerão o sector da mobilidade elétrica.

 

Ao lado da antiga fábrica da Renault na zona industrial de Aveiro vão começar a ser investidos €160 milhões. Trata-se da nova unidade fabril da Nissan cuja primeira pedra foi ontem lançada e que em dezembro de 2012 deverá iniciar a produção de baterias para os veículos elétricos - com uma capacidade instalada de 50 mil baterias por ano. Este investimento criará 200 empregos diretos. Toda a produção será exportada.

Na Europa, haverá outra fábrica idêntica no Reino Unido, que contribuirá para elevar a produção de baterias destinadas a equipar os veículos elétricos fabricados pela Nissan. Em Portugal, a unidade de Aveiro constitui um marco no projeto da mobilidade elétrica porque é tida pelos responsáveis do sector como a pedra de arranque do conjunto de empresas que vão formar o novo cluster sectorial.

500 mil baterias por ano

 

O vice-presidente executivo do grupo Nissan, Carlos Tavares, disse ao Expresso que em 2015 haverá uma capacidade instalada a nível mundial para produzir 500 mil baterias por ano, destinadas ao fabrico dos veículos elétricos da Nissan e da Renault. Em 2011, a produção da Nissan neste segmento está concentrada no Japão e a capacidade de resposta do fabrico de veículos elétricos - o modelo Leaf - ainda não é suficiente para satisfazer as encomendas que surgem de todos os mercados.

Carlos Tavares admite que a quota de mercado dos veículos elétricos poderá rondar 10% do mercado mundial em 2020 e que a Nissan aspira a deter 20% deste segmento. "Todas as projeções que têm vindo a ser feitas ao longo dos últimos três anos para quantificar a procura de veículos elétricos mostram um aumento da apetência das pessoas por este tipo de mobilidade na maioria dos mercados", refere.

Nissan quer 4 modelos de carros elétricos

 

O construtor nipónico quer produzir quatro modelos de veículos elétricos - mais três, além do Leaf. O segundo modelo será o NV 200, um comercial já existente que terá uma versão 100% elétrica. O terceiro será um produto dirigido ao segmento de luxo e será da família da gama Infinity. O quarto e último modelo será um pequeno veículo destinado a utilização urbana.

Com o aumento da produção destes veículos, o custo unitário deverá diminuir gradualmente, tornando o seu preço mais competitivo face aos valores atualmente praticados, considera Carlos Tavares. O responsável da Nissan diz que o custo de um veículo elétrico tem de ser ponderado em função de todo o seu ciclo de vida, porque os encargos de manutenção são 15% a 20% inferiores aos dos automóveis convencionais e o consumo é apenas 25% do que gastam os motores a gasolina e gasóleo.

fonte:http://aeiou.expresso.pt/f


publicado por adm às 22:50 | comentar | favorito
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